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sexta-feira, junho 07, 2024

8 versos de Luís de Camões

«As armas e os barões assinalados, / Que da ocidental praia lusitana, / Por mares nunca dantes navegados, / Passaram ainda além da Taprobana, /E em perigos e guerras esforçados / Mais do que prometia a força humana, / E entre gente remota edificaram / Novo Reino, que tanto sublimaram;» Os Lusíadas, I.1 (1572)

Nota: Hoje, 7 de Junho, dia de Cascais (7 de Junho de 1364, a carta de vila de D. Pedro I autonomiza o burgo piscatório de Sintra). A Cascais, a 7 de Abril de 1570, na companhia de Diogo do Couto, aporta Camões, com o manuscrito d'Os Lusíadas.

sexta-feira, abril 26, 2024

150 portugueses: 41-45

41. Leopoldo de Almeida (1898-1975). Escultor modernista, dos maiores da arte portuguesa, é sua a extraordinária estatuária do Padrão dos Descobrimentos. Pai da artista plástica Helena Almeida.

42. D. Manuel I (1469-1521). Apesar de neto de D. Duarte e irmão da rainha D. Leonor, teve a ventura de o trono lhe cair no colo, sem saber ler nem escrever. É o rei da nossa idade de ouro (Gama, Cabral, Albuquerque, Gil Vicente, Camões...), coligiu e renovou a  legislação nas Ordenações Manuelinas, criador e confirmador de concelhos. Deu nome a um peculiar gótico tardio, o «manuelino». O Mosteiro do Jerónimos é, no fundo, o seu jazigo...

43. Nuno Gonçalves (1420/30 - c. 1490). Pintor de que pouco se sabe, não havendo sequer a certeza se terá sido mesmo o autor dos Painéis, o maior tesouro da pintura portuguesa de todos os tempos. 

44. D. Pedro I (1320-1367). Um tresloucado que reinou por uma década, protagonista real de uma das grandes histórias de amor da humanidade, para a qual deu contributos decisivos, v.g. os túmulos, dele e de Inês de Castro, em Alcobaça, conhecida e pasmada em todos os azimutes.

45. Raul Lino (1879-1974). Arquitecto de mão-cheia, não é o criador da chamada casa portuguesa, sendo contudo seu teorizador e prático, e à qual o seu nome ficou ligado.

domingo, fevereiro 06, 2022

apresentação à sociedade do meu neto José Pedro


 
Nasceu no dia 4, no Hospital de Cascais, enquanto o avô tertuliava a propósito do Fernão Lopes e a sua Crónida d'El-Rey D. Pedro I -- rei que deu carta de vila a Cascais em 7 de Junho de 1364, seiscentos anos e cinco dias antes de o avô nascer.
E como isto anda tudo ligado, como diria Eduardo Guerra Carneiro, que conheci no Museu Ferreira de Castro, a propósito de uma pesquisa que desenvolvia sobre o Blaise Cendrars, o autor da versão francesa de A Selva, do mesmo Ferreira de Castro, cujo busto em bronze é da autoria de António Duarte, o mesmo escultor que concebeu a estátua de D. Pedro I, em frente dos Paços do Concelho, em Cascais, por ocasião do sexto centenário da vila, 7 de Junho de 1364, seiscentos anos e cinco dias antes de nascer o avô do pimpolho aí em cima, que se apresenta agora à sociedade, sobe a égide de Beatrix Potter e o seu Pedrito Coelho.

 

terça-feira, fevereiro 23, 2016

microleituras

Um manifesto escrito no final do século passado, fruto de vários anos de meditação e maturação pelo seu autor. Cascais, como se sabe é uma vila (teve carta de D.Pedro I em 1364, autonomizando-se de Sintra). Mas é também um contínuo urbano, da Quinta da Marinha a Carcavelos. Quando o texto foi publicado, a situação urbanístca e suburbana (a chamada "Costa da Sombra"...) era ainda muito má, mas começava então a civilizar-se, com equipamentos desportivos e culturais e infraestruturas básicas. 
O que a «Cidade Global» de Cascais tem de inovador, ainda hoje, é que não se trata de uma mera elevação administrativa duma povoação de vila a cidade; mas, pelo contrário, a sua compreensão enquanto um  todo urbano, com racionalidade de gestão, delimitada pelo Parque Natural de Sintra-Cascais -- cidade que contemplaria no seu seio diversas vilas, a começar pela própria vila de Cascais, mas também a da Parede e outras que fossem ganhando dimensão. A cidadania está na cidade.

incipit: «Todas as cidades tiveram um princípio, uma evolução e terão um dia certamente um fim.»

ficha:
aitor: José Vieira Santos
título: Cascais -- A Cidade Global
subtítulo: 10 Pontos para Reflexão
editora: Fundação D. Luís I
local: Cascais
ano: 1999
capa: foto de Fotografia César, Cascais
impressão: Grafilinha
págs.: 29
tiragem: 2000

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terça-feira, março 05, 2013

Difícil não será visionar Cascais na época gloriosa da sua História


Difícil não será visionar Cascais na época gloriosa da sua História, quando D. Pedro I, satisfazendo o pedido dos seus homens bons, lhe outorga, a 7 de Junho de 1364, a solicitada autonomia administrativa. Na enseada que se estendia ao longo das suas penedias, defendida por forte baluarte, baloiçavam, agitadas pela nortada ou na quietude das suas águas calmas, caravelas pescarescas ou de pescar, tão usadas já, então, no Algarve (caíques); frágeis embarcações e pequenos barcos de velame latino e triangular, que, com o rodar dos tempos, vieram a tomar o feitio das actuais canoas, lanchas e traineiras. De tempos a tempos, o pavor lançava a tristeza àquele povo bom e ordeiro. A pirataria surgia e tudo devastava. Não raro se verificaram surtidas dos Mouros e dos Normandos... e, mais tarde, das próprias galés de Veneza, quando estas não vinham comerciar devidamente autorizadas.

Ferreira de Andrade, Cascais -- Vila da Corte -- Oito Séculos de História [1964], ed. fac-similada, Cascais, Câmara Municipal, 1990.