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quarta-feira, maio 22, 2019

vozes da biblioteca

«Olhava lá do alto daquele combro / a melodia, / tão merencória na infância, ata- / viada de fitinhas no chapéu de palha» António Barahona, Noite do Meu Inverno (2001)

«Ontem entrei numa baiuca infame, / Numa taberna de bandidos reles -- / Pois que eu desci às espirais misérrimas / Do Lameiro de Job!...»  in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)

«Trago palavras como bofetadas / e é inútil mandarem-me calar / porque a minha canção não fica no papel.» Manuel Alegre, Praça da Canção (1965) 

sábado, dezembro 29, 2018

vozes da biblioteca

«Por um brinde ao amor passado, / Ficou de pranto alagado / O vestido de noivado / Da rainha de Kachmir.» Gomes Leal, [«A Rainha de Kachmir»], in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)

«Qual o instante / em que o verão se transforma no outono / se o arrepio da noite quando chega / parece ainda um luminoso dia?» Fernando Pinto do Amaral, «Naufrágio», A Luz da Madrugada (2007)

«Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos.» Manuel Alegre, «Rosas vermelhas», Praça da Canção (1965)

terça-feira, dezembro 18, 2018

vozes da biblioteca

«Encheu de pranto o vestido, / Encheu de pranto os anéis... / E, sem soltar um gemido, / Chorou, num pranto sumido, / O seu passado perdido, / Os seus amores tão fiéis!...» Gomes Leal, «[A rainha de Kachmir], in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)

«Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto.» Manuel Alegre, «Rosas vermelhas», Praça da Canção (1965)

«"Quase e só quase, é a nossa condição -- quase outros somos não o sendo, e quase como nós o foram outros, e sempre nós e outrem, outrem e nós, nos fomos contando pela vida os números impossíveis de contar.» Pedro Alvim, «Quase», Os Jogadores de Xadrez (1986)


domingo, dezembro 02, 2018

vozes da biblioteca

«Foi isto ontem à noite, / este esplendor no escuro e antes de dormir» Ana Luísa Amaral, «Das mais puras memórias: ou de lumes», Escuro (2014)

«Lá fora // -- um frio só / de rua fria.» Pedro Alvim, «Dia 1», A Esfera dos Dias (1985)

«Pegou no copo, com graça, / E brindou, em língua estranha...» Gomes Leal [A Rainha de Kachmir], in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)

domingo, outubro 07, 2018

«E ouvi um jipe que rolava na picada / um jipe sem sentido / na última viagem de Portugal.» Manuel Alegre, «À sombra das árvores milenares», Doze Naus (2007)

«Parecia o Céu estrelado, / Ou a visão dum "fakir" / O vestido de noivado / Da rainha de Kachmir.» Gomes Leal, «[A rainha de Kachmir], in Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Portuguesa (1985)

«Quando descer à teia derradeira / não se verá no mundo alteração, ou só / talvez alguma mosca mais contente.» António Franco Alexandre, Aracne (2004) 

terça-feira, junho 19, 2018

«Se a vossa luz me afasta, o vosso abismo atrai-me!» Queirós Ribeiro, Cinzas (1896) / Líricas Portuguesas - 2.ª Série (edição de Cabral do Nascimento)


«Dizem mais que na seda das varetas / Do seu leque ducal de mil matizes... / Satã cantara as suas tranças pretas, / -- E os seus olhos mais fundos que as raízes!» Gomes Leal, «A Duquesa de Brabante», Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (edição de Herberto Helder, 1985)


«Quando o descobridor chegou / e saltou da proa do escaler varado na praia / enterrando / o pé direito na areia molhada // e se persignou / receoso ainda e surpreso / pensando n'El-Rei / nessa hora então / nessa hora inicial / começou a cumprir-se / este destino ainda de todos nós.» Jorge Barbosa, Cadernos de um Ilhéu (1956) / No Reino de Caliban I (edição de Manuel Ferreira, 1975)

terça-feira, maio 29, 2018

«Bela! como um perdão ao pé do cadafalso, / Bela como o luzir do orvalho nas searas, / Nevada como um pé, curto, branco, descalço / Fugitivo através das grandes ervas claras.» Gomes Leal, «Nevrose nocturna» Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa, edição de Herberto Hélder (1985)


«Era tudo tão pequeno / Que o meu coração sereno / Era o meu cais outonal.» Fernando de Paços, «Poesia» As Folhas de Poesia Távola Redonda, edição de António Manuel Couto Viana (1988)


«Empregados públicos virginais / Deslumbrados com o jazz dos automóveis.» Mário de Andrade, «Rondó do tempo presente» Poesias Completas (1976) / Poezz -- Jazz na Poesia em Língua Portuguesa, edição de José Duarte e Ricardo António Alves (2004) 

terça-feira, maio 22, 2018

«Seu colo tem do lírio a rígida firmeza, / Seu amor é um céu católico e distante...» Gomes Leal, «O visionário ou Som e cor», Claridades do Sul (1875) *

«A filha do usineiro de Campos / Olha com repugnância / Para a crioula imoral.» Manuel Bandeira, «Não sei dançar» Os Melhores Poemas de Manuel Bandeira (1984)**


* Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (ed. Herberto Hélder, 1985)
** Poezz -- Jazz na Poesia em Língua Portuguesa (ed. José Duarte e Ricardo António Alves, 2004)

quinta-feira, maio 17, 2018

«Por vezes as cartas geográficas representam / uma aldeia marítima entre rochas / muros brancos / onde uma criança desenha um barco esconde / o mar.» João Miguel Fernandes Jorge, Alguns Círculos (1975)

«Depois, / com valados, elevações e planuras, e mais rios // entrecortando a savana, e árvores e caminhos, / aldeias, vilas e cidades com homens dentro, / a paisagem estendia-se a perder de vista / até ao capricho de uma linha imaginária.» Rui Knopfli, «Pátria», O Escriba Acocorado (1978)

«Quantos há que passaram entre as turbas, / Os felizes do mundo, as alegrias, / E ninguém os viu rir!» Gomes Leal, «Trevas», Antologia Poética (s.d.) (ed. Cecília Barreira)

segunda-feira, abril 09, 2018

«A noite é bem o prolongamento do dia que não satisfez.» José de Almada Negreiros, «Cabaret», Poemas (póstumo, 2001) 

«A ti, que tanta vez -- em túnica de neve -- / Roças por minha febre a trança de veludo, / E sinto, mansamente, o passo aéreo e leve, / À lâmpada do Estudo...» Gomes Leal, «À memória de minha irmã», A Mulher de Luto (1902)  

«Acorde místico e divino,  / Murmúrio lânguido de prece, / É como um som azul e branco, harpa e violino, / A tua voz que me adormece.» António Feijó, «Aquela que veio tarde», Ilha dos Amores (1897)

terça-feira, junho 10, 2014

Seu colo tem do lírio a rígida firmeza / Seu amor é um céu católico e distante...
Gomes Leal

terça-feira, janeiro 17, 2006

Figuras de estilo #19 - Julião Quintinha

Gomes Leal roça pela lama, em procura dum lírio. Antero de Quental paira entre as brumas, procurando a luz das estrelas.
Imagens de Actualidade

domingo, maio 08, 2005

Caracteres móveis - Gomes Leal

Não há ninguém melhor para nos informar do foro íntimo de quem desejamos conhecer do que uma mulher, e especialmente uma amiga: que tem sempre na memória uma carteira infernal.
O Espelho da Marquesa