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domingo, agosto 25, 2024

América. votar em que manicómio?

Se fosse americano, provavelmente votaria em branco. 

Ou talvez em Kamala Harris, para evitar o manicómio evangélico, que apoia Trump, fanáticos e doidos varridos, na primeira linha contra o direito das mulheres a abortar, que ensinam livremente o criacionismo em escolas ("Deus criou o mundo em seis dias, e ao sétimo descansou."). Por outro lado, Trump tem a seu crédito duas coisas: a administração que liderou não iniciou nenhuma guerra (embora o Irão não tivesse sido atacado por uma unha negra...) e, como tenho dito, multimilionário, Trump pertence à categoria dos que compram presidentes; é suficientemente rico para ser comprado -- embora eu esteja convencido de que ele não tem vergonha nenhuma em beneficiar-se usando o lugar.

A sua política em relação à China foi brutalmente agressiva, mas não creio que vá muito mais além do da de Joe Biden; tal como, em relação à Israel e à Palestina, a sua política não difere em nada, a não ser que por Trump a coisa já estava feita, enquanto que com o actual presidente o massacre é mais lento, à mistura com declarações pias e humanistas. Lágrimas de crocodilo.

Em relação a Kamala, muito mais gira que Trump, é verdade e, supostamente, com uma sensibilidade social que Trump não tem. Mas fica-se por aqui. Não sei nada sobre a política interna americana, nem estou muito interessado. Sei que os democratas estão minados pela corrupção (não sei se mais se menos que os republicanos), que a vigarice interna é tal, que Sanders foi descaradamente roubado nas eleições internas há oito anos em benefício da geena Clinton. E isto sem falar no manicómio woke.

Mas como sou europeu, neste momento prefiro a vitória de Trump, com a esperança de que ele não seja um boneco do complexo militar-industrial americano, e se ponha fino com o Putin. Coisa que os imbecis desta administração não conseguiram, porque os neo-cons que lhes dão umas "lições" de geopolítica e os patrões da indústria de armamento, que lhes pagam, acharam que o Putin não era osso duro de roer, pobres estúpidos.

Putin fará o que quiser e ditará a paz nas suas condições, a não ser que o plano que está por detrás das acções do caquético Biden -- uma guerrazinha na Europa, quiçá, e com os anões do Velho Continente veneradores e obrigados, a servi-lo --, vá em frente com a vitória de Harris, o que também não é certo.

De resto, nada é certo nas eleições americanas; apenas Trump parece perceber que com a Rússia, e em especial com a Rússia de Putin, não se brinca. E, portanto, estou aqui para ver e aplaudir, assim o espero, mais uma derrota dos Estados Unidos -- que os patetas nos querem vender como fonte de virtudes democráticas, mas que, em política externa, não tem passado de coio ou palanque de vulgares bandidos e criminosos de guerra.  

terça-feira, novembro 22, 2016

Tulsi Gabbard

... e de repente, uma visão. Tulsi Gabbard, congressita democrata, apoiante de Bernie Sanders, veterana da Guerra do Iraque e surfista, encontra-se com Trump. Não por ter passado a achar que este é aproveitável em várias matérias, mas porque numa questão fundamental, ela percebe que 1) o inimigo é o radicalismo islâmico; e 2) que a escalada com a Rússia não traz nada de bom. Vale a pena ler o seu comunicado. 
Oh, les beaux esprits (não ela e o Trump, claro, mas ela e eu)...

segunda-feira, março 07, 2016

JornaL

Sócrates e Lula. Foi o Lena, a Quinta do Lago, agora é o Lava Jato. Não têm nada, limitam-se a mandar estas escarretas para a imprensa. No fim, vamos todos ficar com a nossa convicção íntima, ou sem convicção nenhuma. No entretanto, prendeu-se um ex-pm, para depois o soltar, por imposição da lei. O que é que isso interessa, perguntam aqueles que não têm vagar para estas minudências. 
Eutanásia. Depois da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, um médico reputado afirma, de viva voz, que se pratica eutanásia nos hospitais. A este desassombrado encarar de frente de um tema melindrosíssimo, a primeira reacção pavloviana duma sociedade que não é para levar a sério: inquéritos, processos e o diabo a sete. Seria de rir.
Primárias americanas. Um velhaco, tacticamente transmutado em palhaço (Trump), um beato e aldrabão (o Cruz do tea Party), uma oportunista (Hillary), um tipo decente (Sanders), que ficará pelo caminho. Torcerei pela menos nociva.
Anedota. "El Chapo" sofre horrores com a sua detenção. Parece que não deixam o homem pregar olho. O traficante, porém, é de fibra, e manda o advogado fazer greve de fome à porta da prisão.
Turquia. Durante anos defendi a sua entrada na UE, acauteladas questões como a dos curdos. Hoje, estou quase a defender a saída de Portugal da mesma UE... Já temos os húngaros, os polacos e os eslovacos, gente ao lado da qual não me sinto bem.
A propósito. Robert Fico, o primeiro-ministro eslovaco que se diz social-democrata, parece ter feito uma campanha eleitoral de boçal xenofobia. Perdeu a maioria, para a extrema-direita, é verdade, mas foi bem feito.
Herberto Helder. A Cornucópia homenageou-o (!), numa sessão de leitura de poemas. Agora, depois de morto, já pode ser? Falta-me a paciência.