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segunda-feira, fevereiro 13, 2023

estória com papagaio

 Na noite noticiosa seguinte ao grande sismo da Turquia e da Síria, o papagaio de serviço  na CNN-Portugal, antecedendo o bloco de imagens, lé as notícias, uma das quais, posta no meio, como quem não quer a coisa, informa que a aviação de Bashar al-Assad, "como se não bastasse" o infortúnio, bombardeara cidades atingidas pelo abalo. Lido assim, limpinho. Aguardo o bloco de imagens, e nada. Por que será?...

segunda-feira, março 14, 2022

também estamos cercados, mas é por atrasados mentais (ucranianas XLIV)

 Este constante apelo do Zelensky ao fecho do espaço aéreo, querendo arrastar tudo e todos com eles porque suas incelências não cumpriram os acordos de Minsk e andaram a abrir as pernas aos americanos. (Ainda há tapados que não perceberam que os americanos estão nisto até ao pescoço; devem ser os mesmo inocentes que acham que o Putin é comunista.) Apesar de tudo, continuo a nutrir simpatia pelo presidente da Ucrânia. É capaz, com a sua atitude, de ser o seguro de vida daquela nação.

Aquela parva da vice-presidente norte-americana vem com a conversa que a luta pela Ucrânia é pela liberdade, e coiso. Não deve ter sido comprada, é só atrasada mental.

Agora as armas químicas, que retórica bonita. O presidente polaco a adoptar o mesmo discurso do Zelensky e dos inocentes de cá. Já ouvi falar do precedente da Síria, o tal que quiseram atribuir aos russos, mas que só os compra quem não os conhece. A CIA enterrada até ao pescoço na guerra da Síria, os paramédicos da paz ou como raio se chamava aquilo que eles criaram, numa das muitas manobras antiAssad. Não se esqueçam da teoria política dos filhos-da-puta do nosso  lado e dos filhos-da-puta do lado deles.

(Filhos-da-puta que por vezes transitam. Parece que o Maduro está quase a ser reabilitado. Ele pelo menos já disse que se vai reunir com a oposição, o que faz suspeitar de que os americanos já lhe mostraram o livro de cheques. Estou a aguardar para ver.)

Estou tão à vontade para falar sobre o Putin... Quando tiver tempo e paciência hei-de dizer o que penso dele, sem cair nas caricaturas psicanalíticas, ou fantasiar a propósito de demências, megalomanias ou supostos cancros. Não há paciência.

Comentadores: Filipe Pathé Duarte: quando isto começou ouvi-o numa estação de rádio qualquer referindo-se ao precedente da Geórgia. Mentira grosseira: foi a Geórgia que atacou a metade norte da província cujo nome não me recordo (Ossétia?), parte da Federação Russa. E qaundo a Geórgia ataca militarmente a Rússia, sabemos logo que está por detrás do feito militar;

Na Rádio Observador, na semana passada de manhã, Bruno Cardoso Reis (ouvi-o com estes dois) a alvitrar como mediadores entre a Rússia e a Ucrânia -- uma vez que a Turquia, embora país importante não tem peso suficiente -- a alvitrar, dizia, a possibilidade de uma mediação norte-americana ou da União Europeia. Repito: a alvitrar a possibilidade de uma mediação norte-americana ou da União Europeia...

Sexta-feira à tarde na TSF, Raquel Vaz Pinto, instada a pronunciar-se sobre a viabilidade da zona de exclusão aérea: muito atrapalhada, em vez de ser clara e precisa, falou nos "sacrifícios" que os europeus estarão ou não dispostos a aceitar, precisando que não se tratava de inconvenientes como a inflação ou a falta de géneros. E mais não disse, fugindo rapidamente para outro tema, sem mencionar a palavra guerra -- os tais "sacrifícios" a que estava a aludir. Não sei se pertence à corrente dos celerados que querem pôr a UE e a NATO (a NATO, valha-me Nossa Senhora) no papel do Chamberlain.

Quando a impreparação (para ser benévolo) é tal, só nos resta congratularmo-nos por, em cada dois comentadores destes que aparecem, surgir um terceiro que se pode ouvir com alguma confiança.

Gostava de saber o nome da pivot da sic-notícias deste domingo, depois das 15 horas. Perante um jornaleiro, perguntas muito cirúrgicas, muito serenas. Não é frequente.

Num dos países fronteiriços, uma mãe refugiada sorridente por ter os filhos consigo, apesar de o marido, militar, ter ficado no país. E com um ar genuinamente cândido e sereno diz o que muitos ucranianos devem dizer também: "eu nem percebo por que razão os russos nos estão a atacar." E ainda bem que não houve ninguém lá a dizer-lhe a verdade: "São coisas lá das altas esferas da política; tu e os teus não são mais do que carne para canhão."

ucranianas

domingo, abril 09, 2017

as linhas vermelhas de Obama, a falta de linha de Trump, do sr. Bernardo Pires de Lima e do sr. José Cutileiro

Estou convencido de que a inacção de Barack Obama relativamente ao ataque químico ocorrido na Síria há uns anos se deveu às fundadas dúvidas sobre a autoria dessas acções, como qualquer pessoa intelectualmente decente e honesta, que não esteja directa ou indirectamente no teatro de guerra. E o mesmo se passa agora, como diz Tulsi Gabbard, mulher aliás admirável
Trump, que não é decente nem honesto e, intelectualmente, é duvidoso que seja alguma coisa, ensaiou a fita dos últimos dia na Síria. Está no papel dele, assim como Putin no seu. 
Nada disto é estranho; pelo contrário, é velho e revelho, e perigoso na medida em que pode haver sempre algo que corra mal nesta aparente encenação bélica.

Agora, insuportável, insuportável é ler e ouvir alguns especialistas, como me tem sucedido (ainda há pouco na rádio) a darem os ataques químicos como realizados pelo lado de Assad, quando não têm nenhuma prova, nem sequer a evidência, de que tenha sido assim. 
É o caso de Bernardo Pires de Lima, uma Hillary Clinton de trazer (cá) por casa, ou do aposentado embaixador José Cutileiro, com uma posição anti-russa que parece patológica. 
Todos podemos ter as nossas opiniões, preocupações, simpatias e antipatias -- o que não é admissível é que comentadores apresentados com o selo de garantia académica, como Lima, não passem de câmara de eco do bruaá mediático-propagandístico. 

No programa «Visão Global», da Antena 1, diz este senhor qualquer coisa como: 'O ataque químico perpetrado pelo presidente Assad'..., etc.; assim como o de há cerca de três anos, que originou as tais linhas vermelhas de Obama. Como raio sabe ele? Pois não sabe!, porque os únicos a sabê-lo são os beligerantes. Lima tem a obrigação de saber que nestes conflitos as partes chegam a provocar ataques no seu lado, para comprometer o inimigo. É maquiavélico, mas é vulgar. Se não sabe, é incompetente para ser comentador na rádio pública; como não acredito que o não saiba, é pior.