«o incerto / é o mais concreto / porto // onde chegar.»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«o incerto / é o mais concreto / porto // onde chegar.»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
«banco de jardim ao sol onde me sento / espero que a morte me leve / à velocidade da luz / para a explicação da vida»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1986)
«O universo é perverso»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
«escondes-Te / em tudo o que há / para não Te mostrares»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1986)
«mas é de sons / que a escrita é feita.»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1986)
«A alma Ibérica tem raízes de pedra / e sonhos de azinheira»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1980)
«Nuvens / desfeitas pelo vento / exangues de morte / lentas»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
«Sou poeta / de índole calma / o sol está-me à porta / da alma.» Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
VIVALDI, AS QUATRO ESTAÇÕES
Quando as estações
são música
não há alterações climáticas
que perturbem
as previsões meteorológicas da terra.
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1986)
ANTON BRUCKNER, SINFONIA N.º 7
Melodia imponderável de águas no planalto.
Vapores líquidos trepam beleza incontida por árvores decrépitas
e súbito
loucas
rolam pela encosta torrentes fragmentadas de luz
diáspora incontida do som que paira na montanha.
Eco desejado
e para sempre
repetido.
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1986)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.