«Só no silêncio o amor desperta»
Poesia (1961)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Só no silêncio o coração murmura / e desliza a vida para o que a alma quer.»
Poesia (1961)
«A árvore sustém na copa de sombra / os ramos que apenas sabem que vacilam.»
Poesia (1961) - «Crepúsculo»
«No compasso de espera, / ainda dia e não sei se noite, / é que acorda o nosso coração.»
Poesia (1961) - «Crepúsculo»
Não peças palavras:
É voz o vento e o seu perdido rumo.
O silêncio quebrou-se entre mitos
onde quisemos apagar as nossas incertezas.
Silêncio para a dor para o amor e para a vida:
A boca renega o que a razão não dita.
Só no silêncio o coração murmura
e deslisa a vida para o que a alma quer.
Abre em grandeza o mais pequeno gesto
pagando dívidas de amor.
E escorre o mais pequeno gesto
para a grandeza em que o amor se tem.
E nasce na flor entreaberta
o pólen de todas as virtudes.
Poesia (1961)
[...]
«Onda sobre onda infinita como o mar / como o mar inquieto / num jeito / de nunca mais parar.»
[...]
Alexandre Dáskalos, Poesia (1961)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.