«Às vezes dentre o muro / Irrompe o pássaro / Da imaginação»
Opus 7 / Oferenda II (1994)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Às vezes dentre o muro / Irrompe o pássaro / Da imaginação»
Opus 7 / Oferenda II (1994)
«Lembras-te da nuvem que tangia / de transparência as cavernas da terra?»
Opus 7 / Oferenda II (1994)
«Metade da vida, não do meu ser.»
Opus7 / Ofrenda II (1994) - «Soneto dos trinta e cinco anos»
«O desejo o horror o terraço a cratera / E ao fundo no fundo mais lúcido das águas»
Opus 7 / Oferenda II (1994)
«O mergulho abrupto de certas horas / No relógio lento do coração»
Elegias de Londres (1987)
«Por toda a parte o mistério encarnava / Natural como a selva a dois passos / Da casa grande»
Elegias de Londres (1987)
«Ver lentamente transparente / O que desde o início quase sempre / Se ocultara -- / A própria luz da infância»
Elegias de Londres (1987)
«Águas múrmuras: a fina / Repetição infinita / Do mesmo som sempre o mesmo»
Elegias de Londres (1987)
«O céu merecido: um momento só / que eu tenha sobre a terra / inteiramente repousado.»
77 Poemas (1955)
«Sou uma janela onde se debruçam todas as coisas da vida.»
«Janela», 77 Poemas (1955)
«Canto porque as palavras / passaram cegas à espera / da luz da minha canção.»
«Sim», 77 Poemas (1955)
«Por que passou pelo bosque / tão amável perfeição, / se pelo bosque passava / apenas a solidão?»
«Ninfa», 77 Poemas (1955)
«Na noite, na chuva, sem ti, / sou apenas o ritmo que diz o teu nome.»
«Depois de teres partido», 77 Poemas (1955)
«Ignoram e sabem. São o vento / que orienta os caminhos verdadeiros»
«Os poetas e os amantes», 77 Poemas (1955)
«No firme azul do desdobrado céu / decantarei a límpida magia / das sensações mais puras, melodia / da minha infância, onde era apenas Eu.»
«Imagem», 77 Poemas (1955)
«Olhos profundos e mãos nervosas / tacteando o encantamento preparado / desde a dor antiga da perdida infância.»
77 Poemas (1955)
«Pobres mulheres que tanto / desejáveis ter um filho! / Eu sou, desconhecido, a vossa própria vida.»
«O órfão», 77 Poemas (1955)
«Tão poucas as lembranças que nos ficam / da beleza imortal que foi de outrora!»
«Véu», 77 Poemas (1955)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.