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segunda-feira, dezembro 09, 2024

quadrinhos

André Franquin

 

segunda-feira, novembro 18, 2024

Christian Godard (1932-2024), o autor de Martin Milan

Com a morte do parisiense Godard, um autor tão fino quanto colossal, desaparece um dos nomes históricos da banda-desenhada franco-belga. Se alguns dos seus trabalhos publicados entre nós -- Norbert e Kari, A Selva em Festa, O Vagabundo dos Limbos, aqui apenas como argumentista --, já fariam dele um autor relevante, é com o anti-herói Martin Milan, piloto de táxi-aéreo -- avioneta a que pôs o nome "Velho Pelicano" --, personagem melancólica, dura solitária e solidária, mas com uma ironia subtil, que serve ao autor para dar nota de uma inteligente veia humorística (Franquin, Goscinny, Morris), que Godard entra no panteão dos grandes criadores europeus dos quadradinhos (Hergé, Jacobs, Pratt, os atrás citados e ainda alguns mais). Porque Martin Milan será sempre uma das mais inesquecíveis personagens que a 9.ª arte nos deu.


Os obituários de Didier Pasamonik e F. Cleto e Pina, no JN.


segunda-feira, outubro 14, 2024

sábado, junho 22, 2024

terça-feira, junho 04, 2024

sábado, fevereiro 04, 2023

negrume na linha clara

Depois de Tintin, o outro grande ícone belga da BD é Spirou, um adolescente, groom do Moustic Hotel. Criado em 1938 por Rob-Vel (1909-1991), para a revista que leva o seu nome e ainda hoje se publica, tem pontos de contacto com a personagem de Hergé: jovens que vão amadurecendo imperceptivelmente, guiados por um sentido de justiça e pelo companheirismo. Há uma mascote, o esquilo Spip; um amigo dilecto, Fantásio, jornalista; um sábio, o conde de Champignac; só não há Dupond & Dupont, mas em contrapartida uma criatura igualmente esquipática: o Marsupilami. Enquanto Tintin, porém, não teve continuidade, por vontade de Hergé, para Spirou trabalharam muitos artistas, sendo o mais notável André Franquin (1924-1997). A série foi, entretanto, confiada a diversos autores; um deles, Émile Bravo (Paris, 1964), tem em curso de publicação uma extensa narrativa de quatro tomos, L’Espoir Malgré Tout / A Esperança Apesar de Tudo, continuando a inicial e brilhante incursão do autor nas aventuras do nosso herói, em Le Journal d’un Ingénu (2008).

O primeiro volume, Un Mauvais Départ, coloca-nos em Bruxelas, em Janeiro de 1940, meses antes da invasão da Bélgica. Spirou, muito novo, mas com uma experiência de vida difícil, é uma personalidade forte, com dúvidas, paixões e uma candura própria da idade, contornada pela inteligência. Um dos motores da narrativa é a sua paixão por uma jovem comunista judia-alemã, do Komintern, de quem recebe uma carta inquietante – a História a desenrolar-se ao lado da vida, e a colher as suas vítimas.

Se Spirou representa a ética em tempos bárbaros, Fantásio aparece-nos como um indiferente e apatetado homem da rua, o que significa uma desvalorização da personagem como a conhecíamos. O jornalista originalmente é um obsessivo hiperactivo, o complemento de Spirou, tal como Haddock o é de Tintin; mas como Bravo de alguma forma refunda a série, é possível que Fantásio evolua com as provações da guerra. A trama é, de resto, muito rica e claramente escrita para os confusos dias de hoje.

Bravo tinha duas dificuldades de monta nesta abordagem vincadamente autoral: a primeira é a de se defrontar com um clássico; a outra, a compatibilização do fundo humorístico de Spirou com refugiados de guerra e crianças com fome. O que pareceria uma missão impossível, é plenamente conseguido, à custa, claro, do pobre Fantásio, a que se juntam, hilariantes, separatistas flamengos, vizinhos franceses, escuteiros católicos, colaboracionistas… – estes geralmente representados em tom cinzento, enquanto os nazis estão de negro carregado, em (im)pura linha clara.


L’Espoir Malgré Tout – vol. I

Texto e desenho: Émile Bravo.

Dupuis, Bruxelas, 2018

(Setembro de 2019)






quinta-feira, dezembro 01, 2022

sexta-feira, novembro 25, 2022

sexta-feira, março 16, 2018

criador & criatura

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André Franquin e Gaston Lagaffe


domingo, janeiro 28, 2018

Mort Walker

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O Recruta Zero (Beetle Bailey) é uma das melhores recordações de infância. Criatura genial, antimilitarista involuntário, por desastrado e preguiçoso em extremo (uma espécie de Gaston Lagaffe, do Franquin, made in USA), saído da cabeça e do lápis de Mort Walker, que morreu ontem. No Vietname, deviam rir-se com ele; por cá, as revistas da RGE creio que chegaram já após o fim da Guerra Colonial. Além dessas revistas e dições especiais, tenho um voluminho de tiras que tive de mandar encadernar, tal o uso que lhe dei. E um livro-de-bolso comprado há 35 anos em Copenhaga para me distrair na passagem do Estreito da Jutlândia. 

sexta-feira, dezembro 29, 2017

criador & criaturas


André Franquin e Modeste e Pompon


quinta-feira, agosto 21, 2014

preconceito, abuso de poder & salamaleques numa BD (subversiva) de Spirou

Em O Feiticeiro de Talmourol (Il y A un Sorcier à Champignac, 1950), Spirou e Fantásio planeiam fazer campismo numa aldeia, cujo titular, o Conde, Pacómio Hegésipo Adelardo Ladislau, em primeira aparição, será personagem de importância crescente, até hoje. As intervenções iniciais serão, porém, do cabotino presidente da Câmara, também em estreia, e de uma família cigana, por ele escorraçada, por antecipação de pilhagalinhagem.
O factor de comicidade é introduzido pelos novos semáforos que o maire manda instalar numa recta -- sem trânsito, mas isso só seria visto pelos inimigos políticos e do progresso, porque ele é que era o presidente da Câmara... A família cigana, de caravana, com o homem a pé, é admoestada por passar o sinal vermelho; para o conde, que transgride em sua dona-elvira, uma acentuada vénia, embora com fúria; dois ciclocampistas ajoujados com as pesadas mochilas pejadas -- Spirou e Fantásio --, esses sim, o edil vê neles a oportunidade de tirar desforço pelo atrevimento do desrespeito pelas regras de trânsito: "Alto! Seus garotos! Não vêem o sinal vermelho?!"

Franquin e Jean Darc (Henri Gillain), Spirou -- O Feiticeiro de Talmourol, tradução de Ricardo Alberty, Lisboa, Editorial publica, 1981, pranchas 1-2.

sábado, março 18, 2006

Os pais de Spirou


Spirou é um ícone belga, e talvez o maior da BD, logo depois do seu rival Tintin. Mas, ao contrário do jovem repórter, que apenas conheceu a autoria de Hergé -- embora com os traços auxiliares de Jacobs, De Moor, Martin ou Leloup --, no caso do famoso groom a paternidade tem sido largamente partilhada, desde a criação de Rob-Vel, em 1938, com destaque para o grande Franquin (criador de Gaston Lagaffe e do Marsupilami) e também para a interessantíssima dupla Tome & Janry, igualmente autores da série O Pequeno Spirou.
O Musée de la Poste de Paris tem patente, até 7 de Outubro, uma exposição intitulada «Spirou -- Tels pères, tels fils», com muitos espécimes de interesse, destacando-se pranchas originais dos desenhadores.
A propósito, Spirou está neste momento a conhecer um processo criativo praticamente sem paralelo na BD europeia, mesmo considerando o caso Blake & Mortimer: para além das edições da dupla que assegura a continuidade da série, Morvan e Munuera, surgiram mais três albuns (Éditions Dupuis) com assinatura de três autores -- ou duplas -- distintas, convidados a engendrar novos e aventurosos desafios ao amigo de Fantásio, originando a série paralela «Une Aventure de Spirou et Fantasio». São eles: Les Marais du Temps, por Frank Le Gall; Le Tombeau des Champignac, por Tarrin e Yann; e Les Géants Pétrifiés, por Yoann e Vehlmann. Esperemos que a Asa, actual chancela portuguesa, os publique a todos.

Spirou: de Rob-Vel a Tome & Janry


domingo, junho 19, 2005

Félix, Modesto e Pompom

Posted by Hello

Um reencontro

Inesperadamente vi, aqui na Bulhosa de Cascais, um álbum de Modesto e Pompom, a primeira série da chamada BD franco-belga com que tive contacto, quando in illo tempore, a minha Mãe chegou a casa com um magnífico volume encadernado da revista Tintin -- oferta que deixou em mim uma marca profunda, bem visível muitos anos depois... Esta série, tão discreta quanto importante, criada por André Franquin, continuada por Attanasio, Mittéï (autores, respectivamente, de Spaghetti e de O Incrível Désiré) e vários outros, gira em torno do irascível Modesto, a namorada Pompom, contraponto de bom-senso, de Félix, um vendedor de inutilidades, além de três sobrinhos pestes -- condimentos para diversas peripécias de grande comicidade. Já foi apontado que Franquin começou a ensaiar em Modesto e Pompom os esquemas insanes que depois vamos encontrar em Gaston Lagaffe; mas poderemos também vislumbrar algumas situações que este autor iria explorar nas Ideias Negras, a expressão do seu lado mais sombrio. Em http://bdoubliees.com/, podem encontrar a impressionante lista de argumentistas que colaboraram com estes e outros desenhadores: Peyo (Schtroumpfs), Tibet (Ric Hochet, Chick Bill), Greg (Achille Talon, Bernard Prince, Comanche, etc., etc.), Van Hamme (História sem Heróis, XIII), Godard (Martin Milan), entre vários outros...

Franquin, o sítio

Posted by Hello http://www.franquin.com