Quando comecei a estudar História, um grupo de historiadores de largo espectro, cujo conhecimento e amplidão de estudo iam além da "mera" especialização, impunha-se. Eram eles António José Saraiva (1917-1993), Luís de Albuquerque (1917-1992), Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011), Joel Serrão (1919-2008), Jorge Borges de Macedo (1921-1996), José-Augusto França (1922-2021), Joaquim Veríssimo Serrão (1925-2020), A. H. de Oliveira Marques (1933-2007), José Mattoso (1933-2023) -- e, claro, António Borges Coelho (1928-2025), a cuja defesa da tese de doutoramento assisti e que entrevistei, no século passado, para o JL, além de nos termos encontrado algumas vezes no nosso comum concelho (ABC vivia na Parede).
Era um historiador do contra, e isso fez toda a diferença.