«[...] «o nosso século XIX interior é uma criação de Dickens ou Renoir.»
George Steiner, No Castelo do Barba Azul (1971) - trad. Miguel Serras Pereira
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«[...] «o nosso século XIX interior é uma criação de Dickens ou Renoir.»
George Steiner, No Castelo do Barba Azul (1971) - trad. Miguel Serras Pereira
Com Isabel II, de Churchill a Thatcher, a inevitável desagregação imperial, uma transformação vertiginosa, entrada e saída na UE. Entre muitas outras coisas, vai ser o período dos Beatles, oh se vai, mas também dos Sex Pistols e dos Smiths. E bom é que assim seja, pois irá sedimentá-la mais no tempo histórico que viveu.
Progresso. «Se o moderno é, pois, um critério de actualidade, se todos os grandes artistas, escritores ou pensadores de qualquer época histórica foram sempre modernos, quer isto dizer que eles foram sempre actuais, isto é: foram sempre determinados pelas forças vivas do presente, que são as forças agentes do futuro, as forças que operam o devir histórico, as que garantem a continuidade e o progresso da actividade humana.» Fernando Lopes-Graça
Soneto: «Assentado na orla dum soneto / ribeiro onde desliza minha mágoa» Cristóvão de Aguiar, Sonetos de Amor Ilhéu (1992)
Notas: Dickens: O narrador assegura-nos que Marley, o sócio de Scrooge estava morto («Isto deve ficar perfeitamente entendido, pois de contrário nada de maravilhoso ressaltará da história que vos vou contar.»). Ou seja, a "suspensão da descrença" de Coleridge, que certamente Dickens leu: quando lemos ou vemos ficção, a boa premissa será a de fingir para nós próprios que acreditamos no inverosímil que se nos apresenta. Lopes-Graça: O materialismo marxista aplicado à ponderação estética. Aguiar: ribeiro que lava as mágoas.
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.