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quinta-feira, julho 24, 2025

4 versos de Carlos Queirós

«Repouso a minha fronte, / Dorida, no teu peito; / E o meu bem estar é feito / De não ter horizonte.» 

«Canção fatigada», Desaparecido (1935)

sexta-feira, junho 13, 2025

4 versos de Carlos Queirós

«Viver! -- O corpo nu, a saltar, a correr / Numa praia deserta, ou rolando na areia, / Rolando, até ao mar... (que importa o que a alma anseia)? / Isto sim, é viver!» 

«Ode Pagã, Desaparecido (1935)

terça-feira, junho 03, 2025

2 versos de Carlos Queirós

«E escravo, como sempre me encontraste, / Do mais breve sorriso que tu esboces.» 

«Frivolidade», Desaparecido (1935)

sexta-feira, abril 04, 2025

2 versos de Carlos Queirós

«-- Que estranhas e fantásticas derrotas, / Alguém batendo à porta, malogrou!» 

«O que não aconteceu», Desaparecido (1935)

segunda-feira, março 10, 2025

4 versos de Carlos Queirós

«Canto a cálida calma do teu corpo, / Deitado na praia; / A fina brisa que te ondula a saia, / O Sol que queima a tua pele!» 

de «Sete caprichos para ela», Desaparecido (1935)

quinta-feira, março 06, 2025

4 versos de Carlos Queirós

«Na cidade nasci; nela nasceu / A minha dispersiva inquietação; / E o meu tumultuoso coração / Tem o pulsar caótico do seu.» 

«Cidade», Desaparecido (1935)

sexta-feira, janeiro 10, 2025

2 versos de Carlos Queirós

«Ouvir a tua voz, outrora, era o bastante / Para sentir, enfim, justificada, a vida;» 

«Uma história vulgar», Desaparecido (1935)

sexta-feira, janeiro 03, 2025

4 versos de Carlos Queirós

«Um violino geme / Em um barco, singrando / No meu sonho, tão brando / Como a curva do leme.»

«Barcarola», Desaparecido (1935)

terça-feira, dezembro 03, 2024

1 verso de Carlos Queirós

 «A Poesia, é o meu vinho;» 

«Ex-libris», Desaparecido (1935)

terça-feira, outubro 29, 2024

2 versos de Carlos Queirós

«E um silêncio caiu, suave como a neve, / Numa paisagem portuguesa.» 

«Passeio», Desaparecido (1935)

terça-feira, setembro 24, 2024

4 versos de Carlos Queirós

«Encosto a fronte à vidraça / E sofro, como um castigo, / Que leve a morte consigo / Tudo o que é feliz e passa.»

«Adagio cantabile», Desaparecido (1935)

sexta-feira, julho 26, 2024

2 versos de Carlos Queirós

«Eu era, nessa noite, uma nuvem errante, / Muito leve, a pairar sobre um mar em procela.» 

Desaparecido (1935)

domingo, junho 30, 2024

1 verso de Carlos Queirós

«De mais ninguém, senão de ti, preciso:» 

Desaparecido (1935)

segunda-feira, junho 17, 2024

4 versos de Carlos Queirós

«Por ser tão brando o teu sorrir, / Tão cheio de feliz regresso / Do longe prado, onde apeteço / Contigo ir...» 

Carlos Queirós, Desaparecido (1935)

sexta-feira, maio 31, 2024

5 versos de Carlos Queirós

«Só podia prender-nos, como algemas, / A mútua comunhão no Amor e em Deus, // Se pudesses sofrer os meus problemas / E soubesses de cor os meus poemas, / Por os sentires, como se fossem teus.» Desaparecido (1935) 

terça-feira, abril 30, 2024

2 versos de Carlos Queirós

 «Por dentro, quem sabe / O que as coisas são?!» Desaparecido (1935)

sábado, outubro 28, 2023

antologia improvável #520 - Carlos Queirós


DESAPARECIDO


Sempre que leio nos jornais:
«De casa de seus pais desapar'ceu...»
Embora sejam outros os sinais,
Suponho sempre que sou eu.

Eu, verdadeiramente jovem,
Que por caminhos meus e naturais,
Do meu veleiro, que ora os outros movem,
Pudesse ser o próprio arrais.

Eu, que tentasse errado norte;
Vencido, embora, por contrário vento,
Mas desprezasse, consciente e forte,
O porto do arrependimento.

Eu, que pudesse, enfim, ser eu!
-- Livre o instinto, em vez de coagido.
«De casa de seus pais desapar'ceu...»
Eu, o feliz desapar'cido!

Desaparecido (1935)

segunda-feira, setembro 04, 2023

antologia improvável #501 - Carlos Queirós


CLAMAVI AD TE


Apenas hoje! Apenas uma vez,

Fala de modo que a verdade seja

Tão clara e transparente, que eu a veja

Num cristal da mais pura limpidez!

 

Talvez seja loucura o que deseja

A minha insaciedade. Sim, talvez...

Que tu fosses, falando, a outra que és,

Com a alma nos lábios, quando beija.

 

Mal empregado privilégio, a fala,

Que traduz a verdade em que pensamos,

As palavras gastando em ocultá-la!

 

Que seja assim quando se odeia, vamos...

Mas para quê se dissimula ou cala,

Quando tudo nos diz que nos amamos?!


Desaparecido (1935)

sexta-feira, abril 27, 2018

«Assim fosse o teu corpo uma espécie de aroma, / Que apenas preenche o ar que eu respirasse!» Carlos Queirós, «Aroma», Desaparecido (1935)

«Eis o meu quarto, que cheira / A cisco, a velho, / A vida podre e vazia...» José Régio, «Elegia Bufa», As Encruzilhadas de Deus (1936)

«Antes viver do que morrer no pasmo / Do nada que nos surge e devora, / Do monstro que inventámos e nos fita.» José Carlos Ary dos Santos, «Soneto», A Liturgia do Sangue (1963)

quarta-feira, abril 18, 2018

«Como tudo o que é puro / De raiz / O que os pássaros dizem / Não se traduz». Alberto de Lacerda, Átrio (1997)

«Blocos de gelo perpassavam / Sob os teus olhos distraídos, / Enquanto os meus, calmos, choravam / Os portos nunca mais volvidos.» Carlos Queirós, «Cruzeiro do Norte», Desaparecido (1935)

«...Ou será tudo loucura, / Literatura / Fogo-fátuo, solidão / E eu não viverei, senão / No metro e meio de mim?...» José Régio, «Nocturno», As Encruzilhadas de Deus (1936)