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domingo, outubro 01, 2023

1001 livros do Século XX - tópicos para outro livro, 1901

Eça de Queirós
1. João Lúcio de Azevedo, Os Jesuítas no Grão-Pará. 2Abel Botelho, Amanhã3. Raul Brandão, O Padre4. D. João da Câmara, A Rosa Enjeitada.  5. Eugénio de Castro, Depois da Ceifa.  6. Júlio Dantas, A Severa. 7. Carlos Malheiro Dias, Os Teles de Albergaria8. Augusto GilVersos. 9. Jaime de Magalhães Lima, Sonho de Perfeição 10. João Lúcio, Descendo. 11. Teixeira de Pascoais, À Ventura. 12. Teixeira de Queirós, A Caridade em Lisboa. 13. Eça de Queirós, A Cidade e as Serras (póstumo)

Brasil: Machado de Assis, Poesias Completas. Coelho Neto, Tormenta.

 Confronto: Sigmund Freud, Psicopatologia da Vida Quotidiana. Rudyard Kipling, Kim. Thomas Mann, Os BuddenbrookBeatrix Potter, A História de Pedrito Coelho. August Strindberg, O Sonho. Anton Tchékov, As Três Irmãs. Émile Zola, Trabalho. 

Prémio Nobel  Sully Prudhomme (1839-1907).


Columbano Bordalo Pinheiro

Contexto. Governo de Hintze Ribeiro legaliza a generalidade das ordens religiosas. João Franco forma o Partido Regenerador Liberal, cisão do Partido Regenerador. Desfile do 1.º de Maio em Lisboa. Congresso operário galaico-português em Tui. Fundação do Centro Académico da Democracia Cristã, Coimbra. Criação da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Imprensa: Serões (Adrião de Seixas). Pintura. Columbano Bordalo Pinheiro, A Luva Branca. José Malhoa, Retrato do Fotógrafo António Novais. Sousa Lopes, Engano de Alma, Ledo e CegoMúsica. Óscar da Silva, Dona Mécia.


Giuseppe Pellizza da Volpedo


Confronto. Paz de Pequim, indemnizações da China às potências ocidentais. Morte da rainha Vitória assinala fim de uma época. Assassínio do presidente americano William McKinley, pelo anarquista Leon Czolgoz ; ascensão do vice, Theodore Roosevelt.  Pintura: Giuseppe Pellizza da Volpedo, O Quarto EstadoPaul Gauguin, E o Ouro dos Seus CorposGustav Klimt, Judite e a Cabeça de HolofernesPablo Picasso, Yo, PicassoQuarto Azul. Ilya Repin, Retrato de Tolstói Descalço. Música: Edward Elgar, Marchas de Pompa e Circunstância #1 e #2. Gustav Mahler, Sinfonia#4. Serguei Rachmaninov, Concerto para piano #2. Ciência e tecnologia:  Santos Dumont contorna a Torre Eiffel em dirigível.

Bib: Fernando de Castro Brandão, Da Monarquia Constitucional à República -- 1834-1910. Uma Cronologia, Lisboa, Europress, 2003. Pedro Cardoso, As Informações em Portugal, Lisboa, Instituto de Defesa Nacional, s.d. Jean Delorme, As Grandes Datas do Século XIX [1985], Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d. Carlos da Fonseca, História do Movimento Operário e das Ideias Socialistas em Portugal -- I. Cronologia, Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d. Eugénio Lisboa (dir.), Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vold. I-III, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1990-94. José Calvet de Magalhães, Breve História Diplomática de Portugal, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1990. Philippe Mellot e Claude Moliterni, Chronologie de la Bande Dessinée, Paris, Flammarion, 1996; César Oliveira, Salazar e o Seu Tempo, Lisboa, O Jornal, 1991, António Machado Pires, O Século XIX em Portugal -- Cronologia e Quadro de Gerações, Amadora, Livraria Bertrand, 1975. Daniel Pires, Dicionário Cronológico da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), Lisboa, Grifo, s.d. Rui Ramos (coord.) História de Portugal, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2009. Maria de Lourdes Rosa, «Cronologia», in José Mattoso, História de Portugal, Lisboa, Editorial Estampa, vol. 8, s.d. Vítor de Sá, Roteiro da Imprensa Operária e Sindical -- 1836-1986, Lisboa, Caminho, 1991; Joel Serrão, «Cronologia Geral da História de Portugal», Dicionário de História de Portugal, vol. VI, s.ed., Porto, Livraria Figuerinhas, 1984. Neville Williams, Cronologia Enciclopédica do Mundo Moderno [1966], Vols. II-IV, Lisboa, Círculo de Leitores, 1989.





terça-feira, agosto 15, 2023

a arte de começar

 «Por um claro domingo de Julho, à hora da missa, um landau desembocava a trote no campo da Feira, em Guimarães, indo estacar em frente do palácio dos condes de Vila-Torre -- casarão envelhecido pelas chuvas e sóis de quase dois séculos, cuja frontaria de solar  e convento tomava todo um lado da praça, hasteando sobre um portal enorme, de coiçoeiras denegridas, as armas nobres dos senhorios.» Carlos Malheiro Dias, Os Teles de Albergaria (1901)

quinta-feira, agosto 25, 2022

101 livros na mochila imaginária - parte II: 51-101

(a continuação desta lista)*


51. Rebelo da Silva (1822-1871), Contos e Lendas (1866) - 44 anos

52. Bulhão Pato (1828-1912), Memórias (1894-1907) - 66 anos

53. João de Deus (1830-1896), Campo de Flores (1893) - 63 anos 

54. Conde de Ficalho (1837-1903), Uma Eleição Perdida (1888) - 51 anos

55. Abel Botelho (1854-1917), Amanhã (1901) - 47 anos

56. Fialho de Almeida (1857-1911), Figuras de Destaque (1923)

57. Antero de Figueiredo (1866-1953), Além (1895) - 29 anos

58. Camilo Pessanha (1867-1926), Clepsidra (1920) - 53 anos

59. Carlos Malheiro Dias (1875-1941), Em Redor de um Grande Drama (1913) - 38 anos

60. José Duro (1875-1899), Fel (1898) - 23 anos

61. Júlio Dantas (1876-1962), Nada (1896) - 20 anos

62. António Patrício (1878-1930), Pedro, o Cru (1918) - 40 anos

63. Sarah Beirão (1880-1974), Triunfo (década de 1950)

64. João de Barros (1881-1960), Algas (1900) - 19 anos

65. João Sarmento Pimentel (1888-1987), Memórias do Capitão (1963) - 75 anos

66. Reinaldo Ferreira (Repórter X) (1897-1935), Memórias de um Ex-Morfinómano (1933) - 36 anos

67. João da Silva Correia (1896-1973), Farândola (1944) - 48 anos

68. João de Araújo Correia (1899-1985), Noite de Fogo (1974) - 75 anos

69. Maria Archer (1899-1982), Ida e Volta duma Caixa de Cigarros (1938) - 39 anos

70. Fernanda de Castro (1900-1994), Cartas para Além do Tempo (1990) - 90 anos

71. João Gaspar Simões (1903-1987),  Elói ou Romance numa Cabeça (1932) - 29 anos

72. Soeiro Pereira Gomes (1909-1949), Esteiros (1941) - 32 anos

73. Castro Soromenho (1910-1968), Terra Morta (1949) - 39 anos

74. Manuel Tiago / Álvarfo Cunhal (1913-2005), Cinco Dias, Cinco Noites (1975) - 62 anos

77. Mário Dionísio (1916-1993), Terceira Idade (1982) - 66 anos

75. António José Saraiva (1917-1993), Maio e a Crise da Civilização Burguesa (1970) - 53 anos

76. Romeu Correia (1917-1996) , Calamento (1950) - 33 anos

77. Bernardo Santareno (1920-1980), O Pecado de João Agonia (1961) - 41 anos

78. Antunes da Silva (1921-1997), Suão (1960) - 39 anos

79. Carlos de Oliveira (1921-1981), Trabalho Poético (1976) - 55 anos

80. Francisco José Tenreiro (1921-1963), Ilha de Nome Santo (1942) - 21 anos

81. Agustina Bessa Luís (1922-2019), A Sibila (1954) - 32 anos

82. Eduardo Lourenço (1923-2020), O Labirinto da Saudade (1978) - 55 anos

83. Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013), Roteiro de Emergência (1966) - 43 anos

84. Alexandre O'Neill (1924-1996), No Reino da Dinamarca (1958) - 34 anos

85. José Cardoso Pires (1925-1998), Balada da Praia dos Cães (1982) - 57 anos

86. Jorge Reis (1926-2006), A Memória Resguardada (1990) - 64 anos

87. Luís de Sttau Monteiro (1926-1993), Angústia para o Jantar (1961) - 35 anos

88. António Alçada Baptista (1927-2008), Uma Vida Melhor (1984) - 57 anos

89. David Mourão-Ferreira (1927-1996), Um Amor Feliz (1986) - 59 anos

90. Alberto de Lacerda (1928-2007), Oferenda I (1984) - 56 anos

91. Herberto Helder (1930-2015), Ou o Poema Contínuo (2001) - 71 anos

92. Mário António (1934-1989), Amor (1960) - 26 anos

93. Pedro Tamen (1934-2021), Guião de Caronte (1997) - 63 anos

94. Álvaro Guerra (1936-2002), Café República (1982) - 46 anos

95. Artur Portela Filho (1937-2020), A Funda (1972-1977) - 35 anos

96. Fernando Assis Pacheco (1937-1995), Respiração Assistida (2003)

97. Armando Silva Carvalho (1938-2017),  Alexandre Bissexto (1983) - 46 anos

98. Vasco Pulido Valente (1941-2020), Às Avessas (1990)-- 49 anos

99. Eduardo Guerra Carneiro (1942-2004), A Noiva das Astúrias (2001) - 59 anos

100. José Bação Leal (1942-1965), Poesias e Cartas (1971)

101. Vasco Graça Moura (1942-2014) , Laocoonte -- Rimas Várias, Andamentos Graves (2005) - 63 anos


* Enquanto que a primeira metade é provavelmente definitiva, ou próximo disso, esta não é tal: faltam-lhe autores importantes, que ainda não li, ou não li o suficiente para que possam aqui figurar. Enquanto que na primeira, os escritores são mesmo aqueles, sem tirar nem pôr, e os livros sofreriam poucas alterações se daqui a uns anos a revisse, a mesma segurança não a tenho quanto a esta outra metade, 

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

na morte de João Bigotte Chorão

Ensaísta, crítico e também diarista, ao lermos a reunião dos seus ensaios em volumes como O Escritor e a Cidade, Galeria de Retratos ou O Espírito da Letra ou ainda sínteses modelares como O Essencial sobre Camilo Castelo Branco, verificamos que ele pertence àquele grupo de autores, que não é multidão, que tem a literatura como alimento espiritual (não exclusivo, é certo) e paixão, que a serve em vez de dela se servir. Era o maior camilianista vivo; e a escritores, como Carlos Malheiro Dias, João de Araújo Correia, Francisco Costa ou Tomás de Figueiredo, entre muitos outros, deu o brilho da sua inteligência e a elegância do seu estilo.
Entre nós, alguns encontros, após aquele primeiro em que, já não sei porquê, evocámos a função salvífica dos sonetos do Shakespeare na vida periclitante de Stefan -- herói do Bosque Proibido, do Mircea Eliade --, numa circunstância dramaticamente incerta.

domingo, novembro 11, 2018

vozes da biblioteca

«A hipnose das sociedades ocidentais, rastejando em direcção ao "ter" e ao "produzir", repugna-me, sempre me repugnou, profundamente.» Adalberto Alves, Oriente de Mim (1992)

«D. António Sepúlveda de Vasconcelos e Meneses, senhor do morgadio do Corgo, festejava nesse dia soalheiro de Outubro, em 1807, os vinte anos viçosos da linda Maria do Céu.» Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902)

«Lá dentro, Doninha, todo nu, estava estirado ao comprido, de costas, pernas e braços abertos, sobre o chão imundo.» Manuel da Fonseca, Cerromaior (1943)

sábado, maio 16, 2015

de liteira

«Por uma nevoenta manhã, a musa, acordando, avistou através das sanefas de damasco amarelo um grande lençol de prata estendido numa várzea. Era o Tejo. Nessa mesma manhã se passou Santarém e o seu castelo moiro, guarnecido de colibrinas e morteiros, entrando a liteira em Lisboa ao lusco-fusco, por entre o clamor das brigas nocturnas e o ladrido dos cães, à luz dos fachoqueiros acesos pelos lacaios derreados.»

Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902)

terça-feira, julho 08, 2014

uma sombra triste

«Nesse ano funesto, o viúvo encurralou-se no degredo das terras e durante meses o viram cavalgar às tardes, solitário, por atalhos de monte e urze, espaldeiras de serras e cangostas pedregosas, como uma sombra triste, acabando de desbotar ao sol um tabardo de cetim preto.»

Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902)

terça-feira, junho 14, 2005

Figuras de estilo #3 - Carlos Malheiro Dias

Quisera poder trazer-vos, não uma exortação beliciosa de patriotismo; não os brados agitadores com que o ambicioso César acordava, ao despontar da aurora, as legiões impacientes nos seus acampamentos da Gália; mas a emoção que pode caber na palavra a mais humilde quando a inspira e ilumina a fé contagiosa: palavra igual à água pura que D. Sebastião bebia por um púcaro de Estremoz no banquete ao Legado do Papa, quando os convivas esvaziavam, ao som das trombetas, as copas de ouro, transbordantes de vinhos da Sicília e de Chipre.
Exortação à Mocidade