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domingo, maio 12, 2024

os debates para as Europeias - 3 tópicos a que estarei atento

1. o que dirão as candidaturas sobre a Guerra da Ucrânia, entre os Estados Unidos e a Rússia, já perdida, mesmo  à custa da destruição do país e 600 mil mortos, e que tipo de crítica ou autocrítica farão. Vai ser simultaneamente giro e confrangedor de se ver. 

2. a posição de cada concorrente sobre o fim da tomada de decisão por unanimidade no Conselho Europeu -- o que significa perda de soberania, pelo menos sem reforma institucional. nomeadamente a criação de uma segunda câmara.

3. E embora extravase a UE, sempre quero ver, para além da conversa fiada do costume, o que propõe a respeito da CPLP e do nosso papel nela.

sexta-feira, maio 10, 2024

ucraniana CCXLI - "estranheza" e "apreensão"

 Estou farto de escrever aqui que o nosso enfeudamento à estratégia dos Estados Unidos na sua guerra contra a Rússia tem, entre outros inconvenientes graves, um afastamento de Portugal dos seus parceiros da CPLP. Não sei se, como diz Tiago André Lopes, isto revela "a ineficácia da diplomacia portuguesa". Creio, antes de tudo, que revela o vazio político e estratégico dos governos portugueses, em especial o de António Costa, que o actual se prepara alegremente para seguir, que é o de sermos, não aliados, mas cães amestrados dos interesses americanos, numa total dupla submissão (também á Comissão Europeia), e fazendo par com desqualificados como o ceo Macron e o atrasado mental do Cameron, em vez de, por exemplo, nos termos concertado (tínhamos todas as condições para isso) com Lula da Silva. 

Portugal, Brasil, mas também Angola, Moçambique, países referência como Cabo Verde ou Timor-Leste, de novo encabeçado por Ramos Horta, Nobel da Paz -- o que não poderia ter sido feito ou tentado; que respeitabilidade não teria sido a nossa. Não creio que seja a ineficácia da diplomacia, mas a mediocridade gritante de António Costa ("derrotar a Rússia...) e de Marcelo, com a  atribuição ao Zelensky da Ordem da Liberdade, logo transformado em penduricalho da liberdade, recebido este como se de um brinde saído na farinha Maizena... 

Isto também significa que a História não é só passado -- é presente e futuro. Claro que com inépcia, nem passado nem futuro, só este presente penoso e ridículo, que transforma a Esfera Armilar em ovo estrelado -- a dimensão destas criaturas, uma das quais almeja ser presidente do Conselho Europeu, aplaudido por todos os basbaques aqui da Parvónia, como se tivesse especial qualidades que não seja o manobrismo de enguia.

 

segunda-feira, março 25, 2013

Nós e a Europa

     Seria importante, agora mais do que nunca, que tomássemos para nós, e sem esperarmos pelos outros, o desafio de pôr a Europa nos eixos. Sem esperarmos pelos outros, porque os outros nada farão por nós -- como nós nada faremos por eles. É assim, o egoísmo dos estados...
     Há um presidente da Comissão Europeia português submisso aos ditames da Alemanha, coadjuvada por holandas outras finlândias. Há um presidente da República apagado que desde o início da crise que nos assola deveria ter chamado a si uma acção diplomática activa e proactiva nas diversas chancelarias europeias (de preferência com colaboração do Governo; dispensando-a, se houvesse obstáculos), em vez de limitar-se a visitas de charme à Finlândia, e que ainda está a tempo de o fazer, se quiser justificar a própria existência e terminar o seu mandato fazendo esquecer que é o pior presidente que conheceu a III República, e cuja acção, com raras se excepções, se caracterizou ora pela baixa política ora pela mais embaraçosa irrelevância. Há um Executivo servil que, em estado de calamidade económica e social, deveria evitar a postura de governo de principado decorativo ou de república desestruturada do antigo bloco soviético e assumir-se como um dos estados mais antigos da Europa, contribuinte líquido cultural para este continente, e orgulhoso desses pergaminhos -- como aliás, o negregado Sócrates fez questão de dizer ao lado da chancelerina Merkel.
      Nunca como agora foi tão importante a CPLP e a nossa situação nela, porque dela depende a afirmação do nosso peso na Europa -- influência que teríamos se a soubéssemos potenciar.
    Todos quantos me conhecem sabem que nada tenho de nacionalista, que sou europeísta, que sou federalista. Mas, como cidadão português, em primeiro lugar, não posso tolerar estas atitudes germânicas e afins e a mansidão portuguesa, não apenas em nome de todos os nossos séculos de história e cultura, mas em nome da democracia e da própria ideia de Europa, pervertida pelo abuso alemão e pela fraqueza dos governos da Europa do Sul.