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26.10.11

UM POEMA DE FERNANDO ASSIS PACHECO, AO FIM DA TARDE




COM A TUA LETRA

Porque eu amo-te, quer dizer, estou atento
às coisas regulares e irregulares do mundo.
Ou também: eu envio o amor
sob a forma de muitos olhos e ouvidos
a explorar, a conhecer o mundo.

Porque eu amo-te, isto é, eu dou cabo
da escuridão do mundo.
Porque tudo se escreve com a tua letra.




Praia de Santa Cruz, fim de tarde em outubro | Fotos (C) Méon

31.8.10

ASSISTINDO À AGONIA DO SOL...





Foi ontem, entre Santa Rita e Porto Novo, naquele afloramento rochoso que é a eterna dúvida dos limites da terra e do mar. O sol resistia, refugiando-se nas nuvens e nos reflexos das ondas.

Lembrei-me de Afonso Duarte e os poemas de "Tragédia do Sol-Posto":

Mártir-sol, ao crepúsculo, sangrando...
(...)
Oh! velho ocaso! orla dos céus marítima!
Nuvens aos sulcos pelas nossas águas!
O dia é já uma tenebrosa vítima
No coração do Mar, cheio de mágoas.

Fotos Méon

22.10.07



(...)

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
E quando se vai morrer,
lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo
e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...


Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)