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18.7.11

ARTE DE NAVEGAR



Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito,

e a noite se faz barco,

e minha mão marinheiro.

(Poema: Eugénio de Andrade)
(Foto Méon - Tejo em Almourol)


12.8.08

POR AQUI E POR ALI






Terei ganho alergia ao computador?
A verdade é que não me apetece sentar aqui a escrever seja o que for. Porquê?
Só pode ser por causa do Verão e do sol. Há tanta vida lá fora !... E mesmo em casa é de outra vida que preciso: a verdadeira, a falada e partilhada em ALEGRIA .
Ó meus amigos, vamos viver o sol e o ar livre. Deixemos o resto lá mais para o Inverno.

1.6.08

VERÃO

(Van Gogh)
Entrou Junho, o mês das manhãs gloriosas de sol. O Verão já espreita numa dobra do calendário. As andorinhas novas começam a ensaiar os primeiros voos.
E os poetas saudam o solstício que se aproxima.
Eia, Fernando Jorge Fabião ! Obrigado, Amigo! Poemas maravilhosos que nos deixaste na soleira da porta! Como estes:


VERÃO

Pronuncias a palavra amieiro
e as folhas estremecem
no assombro de um nome

acrescenta: giestas, olmos
juncos ( dobrados pela força da água )


para sair da cegueira
para júbilo da língua

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TIA ILDA

O fôlego de uma pequena ave
a solicitude de um anjo
serena, as lâminas de luz em redor
do rosto

limpa de toda a ferocidade e malícia
dizias
que a aldeia era uma areia íntima
disposta à escassez e à ruína

ao rezar, tocavas as palavras por dentro

nunca as tuas mãos
pousaram na areia cega do real.

(F. J. Fabião, Maio 2008)