Mostrar mensagens com a etiqueta Vasco Graça Moura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vasco Graça Moura. Mostrar todas as mensagens

13.2.11

POETAS DA IMAGEM E DA PALAVRA

Foto de Gerard Castello-Lopes


para uma écloga do Tejo


agora cai a noite, ainda vejo
aquela fita branca
a rebocar a tarde ao rés das águas,
talvez seja de um barco, mas nãoquero

olhar o barco, a minha vida é ver
desentrançar-se a espuma
numa leve torção de múltiplos silêncios
como um rasto de tudo o que passou,

de ausências várias a horas e desoras
que se tornam presentes como na
música acontece ou na melancolia
daquela fita branca a atravessar

as tardes sobre o rio, outra banda
posta no meio, a dividir a corrente
do tempo raso, desolado, agora
a pele da noite ondula.
Vasco Graça Moura


-----------------------------------------------------------------------

Lembras-te, Fernando Fabião, de um dia te ter visitado na tua casa de Mafra, quando lá fui com o Luís Filipe, para preparar a primeira página LUGAR ONDE em que tu serias o autor em destaque? Foi no dia 28 de Junho de 2002. Escrevi essa data no livro-álbum que então me ofereceste. 
É uma obra em que dois artistas - Vasco Graça Moura e Gerard Castello-Lopes - dialogam através de poemas e fotos que mutuamente se interpretam. Coisa linda!
Hoje, ao saber da morte de Gerard, reabri esse livro, para recordar uma das suas fotos e o poema que a glosa. Que aí ficam em cima.


-----------------------------------------------------------------------




«Gérard Castello-Lopes, fotógrafo e distribuidor de cinema, morreu este sábado, 12 de Fevereiro, em Paris, vítima de doença prolongada.

Nascido em Vichy, França, em 1925, Castello-Lopes viveu em Lisboa e em Cascais, licenciando-se em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, em Lisboa. Enveredou pelos mundos da fotografia e do cinema em 1956, tendo sido membro fundador do Centro Português de Cinema e membro do Conselho Consultivo da Culturgest. Distribuidor de cinema, fotógrafo, crítico de cinema e colaborador em diversos órgãos da imprensa portuguesa, Castello Lopes foi ainda assistente de realização do filme português "Os Pássaros de Asas Cortadas" (1962). Entre outros elementos no seu extenso curriculum, Castello Lopes foi ainda presidente do júri do Instituto Português de Cinema» ( do blogue CLOSE-UP, da Catarina d'Oliveira)

28.6.10

DOIS TEXTOS SOBRE O MESMO TEMA. UM É LUMINOSO, O OUTRO, ESTERCO PURO.

Comecemos pelo texto luminoso de Vasco Graça Moura, adversário de J Saramago mas seu admirador.
Uma pérola!




Na morte de José Saramago
VASCO GRAÇA MOURA
Dº Notícias  -  23 Junho 2010
Para além de inúmeras reacções circunstanciais, a morte de José Saramago trouxe à baila várias questões muito interessantes. Devo dizer que fui amigo dele e prezo grande parte da sua obra, sem subscrever, como é evidente, as suas posições ideológicas e políticas. Isso nunca me impediu de tentar compreendê-lo, nem de admirá-lo naquilo que penso ser a parte mais válida do que escreveu.
E começando por aí: é quase sempre admirável a maneira como Saramago desenvolve uma linguagem literária que, logo à partida, pretenderia aproximar-se de uma oralidade ideal e primordial, a partir da qual todos os planos da narrativa se diferenciam e na qual todos voltam depois a convergir. Esta técnica singular ter-se-á por vezes tornado num dos seus maneirismos, mas é extremamente eficaz em muitos casos.
Mas será Saramago um escritor realista, como todos os seus pressupostos de escola levariam a supor, ou estaremos antes perante um caso em que ao realismo se acrescenta algo que acaba por transfigurá-lo noutra coisa, noutro tipo de investida quase mágica sobre o real, a colocar este numa diferente dimensão de evidência angustiada e premente? Um certo tipo de destra prestidigitação exercida sobre o real, que envolve um grau mais acima na escala daquilo a que sói chamar-se ficção, cria os pressupostos de uma parábola, a implicar portanto a possibilidade de uma moralidade e de uma exegese. As armas críticas de Saramago, coincidindo aqui com as estratégias ficcionais, não dispensam essa ferramenta de transfiguração cujo coeficiente de irrealidade é criador de ambiguidades várias.
À medida que foi avançando nos anos e na obra, dir-se-ia que uma imensa amargura veio repassar alguns textos. Mais do que amargura, descrença de um sentido para o mundo ou de uma utopia redentora para os homens. O pessimismo de Saramago foi-se adensando cada vez mais. Pessoalmente, tendo a ver nisso uma "desesperança" radical cujo início coincide mais ou menos com o desaparecimento da União Soviética. Poderei estar a fazer uma leitura política tendenciosa, uma vez que sei dos posicionamentos ideológicos dele. Mas a verdade é que a cronologia não foi inventada por mim e parece-me haver uma certa coincidência. Por outro lado, nos Cadernos de Lanzarote, encontro muitas vezes um Saramago mais arrogante e auto-suficiente, muito diferente daquele que conheci pessoalmente e, para falar com franqueza, bem menos interessante como escritor e como pessoa. O que só mostra que nem todas as oficinas ganham em ser postas à vista...
Um outro aspecto que julgo importante é o de o romance saramaguiano ter regra geral tão pouco a ver com a narrativa proletária (salvo, evidentemente, o caso de Levantado do Chão) quanto com o chamado romance burguês e as suas várias derivas ao longo do século XX. Saramago conhecia muito bem todo o universo romanesco dos séculos XIX e XX. Soube, ele que tanto se inspirou no barroco, ir à picaresca espanhola buscar algumas notas importantes, entre elas a de um humor que levou com frequência a um ponto corrosivo, para caracterizar algumas das suas personagens, figuras e situações. Mas os cenários em que tudo isso se move parecem ter mais a ver com o reencontrar de um fio narrativo muito anterior a qualquer modelo de ficção preexistente, que faz as personagens existirem e agirem como que emergindo e consolidando-se nas próprias pregas do texto que está a ser escrito, entre o absurdo da situação e os possíveis dos seus comportamentos e das suas escolhas quanto a grandes questões da existência, que começam por aparecer de um modo quase anódino até se proporem ao leitor como avassaladoras e intimidantes.
Um escritor assim, para mais racionalista, ateu e empenhado socialmente por via do comunismo, tinha de questionar o Deus da Bíblia e de fazer uma leitura crítica dos seus atributos. Mas as investidas de Saramago contra Deus supõem, quase de certeza, uma contrapartida de aumento do coeficiente de humanidade e de justiça que ele quereria ver instaurado e praticado entre os homens. No seu caso, o problema é que, historicamente, a proposta política que defendia tinha saído furada e a um preço de sacrifício humano absolutamente incomportável.
Um grande escritor pode ter destas contradições e defeitos que o aproximam mais de nós e não retiram nada ao estatuto da sua grandeza.
 ----------------------------------------------
Agora vamos ao esterco, como faz este besouro.
É bom vivermos em liberdade de expressão. Podemos perceber melhor quem nos rodeia.
Além do mais este texto repugnante faz-me recordar uma amiga já desaparecida que gostava de dizer: "Quem não tem inimigos não é digno de ter amigos". Saramago mereceu bem os amigos.
Estou à vontade. Não fui admirador incondicional de José Saramago, manifestei-o uma ou outra vez. Mas devo-lhe o prazer da leitura de livros admiráveis: Levantado do chão, Memorial do Convento, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira. E ainda: A Viagem do Elefante.



José Saramago: Na morte de um homem mau

Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por
tornar a sua Pátria amarga, como ele.
José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada
incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica
aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses
que ele, com as suas idéias, suas declarações e sua obra, renegou em
Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume
e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.
Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que
em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O
homem, nessa época, tinha o estribo nos dentes, e era imparável algoz como
sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de
quem não era comunista como ele.
Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado
pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o
conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos,
genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso,
por exemplo, no insuspeito Torga.
Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer
que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um
bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei.
Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser
incorrecta, era amarga como as cascas dos limões mais amargos. A sua
originalidade era, afinal, o sinistro das suas idéias; o que, convenhamos, é
pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter
categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais
fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe
reservará.
Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua
vaidade não lho permtia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura
como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal
de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para
mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não
fosse uma série de lacaios da cultura dominante chorarempor ele, por aqui
por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.
Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente
catapultada por apuradas técnicas comerciais que lhe conseguiram um
Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à
carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente
muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como
ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência
desnecessária.
Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais
puro, que não no folclore da "inteligentsia", não teve saudades dele. Foi uma
bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do
Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu
usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os
seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente
coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira
Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e
no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.
Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de
uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver,
coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da
arrogância, e da maldade praticada.
Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a
representação das vontadesNacionais, está subordinada a quem está: à
esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que
lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional,
valem o que valem, e são apenas um acto de pura camaradagem, na
verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as
maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.
Amanhã, Saramago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira,
terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio
e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido
quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que
entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira,
amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser
definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.
Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra
venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da
eternidade já o foram no dia em que morreu.
De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava
certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e
que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a
ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços
esquerdistas, compagnons de routeconiventes com um dos últimos fósseis
estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma,
amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e
suas tradições.
Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha
morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho,
também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida
Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem quentepartida
de sueca...
O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade,
desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia
possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida
personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao
contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.
Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que
Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre
fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos
sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do
extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não
sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina
Portugal...
No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha
piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que
esquecer!
António de Oliveira Martins - Lisboa

14.6.08

DE ACORDO?



Belíssimas crónicas, as do meu amigo Cid Simões no BADALADAS, - jornal regional de Torres Vedras.

Não resisto a transcrever um excerto da mais recente, intitulada "Acordar ou não acordar eis..." , a propósito do acordo ortográfico e da cruzada patriótica dos senhores Vasco Graça Moura (GM) e Zita Seabra (ZS):

« O senhor GM e a dona ZS nunca assistiram ao fim de uma jornada de trabalho de africanos, brasileiros e portugueses ou até de eslavos da construção civil que, cansados frente a uns couratos assados - marisco de pobre - e a um jarro de tinto ou cerveja aí vão construindo a língua que será a nossa quando os GM e as ZS já por cá não andarem.
Em nada mudou a sorte de quem trabalha ou procura trabalho por ao patrão se passar a chamar empregador ou empreendedor e ao empregado colaborador, sabem sim que o colaborador sem trabalho será sempre um desempregado e que procurará emprego e nunca colaboração.
Procura, diz o GM, conseguir milhões de assinaturas para travar o acordo ortográfico e nem uma centena para travar o preço do pão.
Quando leio Mia Couto, sinto uma lufada de ar fresco que me rejuvenesce. A diversidade é um bálsamo.
Tudo, absolutamente tudo, está em devir constante com ou sem dezenas ou milhões de assinaturas. Tenham paciência.»


Como dizia Galileu, depois da forçada retratação: "... no entanto ela move-se!"

[ As fotos, tiradas da net,não fazem parte do crónica... ]

16.4.08

DE ACORDO?

Estamos de acordo com o acordo ortográfico?
Por mim, desde que li o Eça numa edição de 1905, fiquei vacinado. Tinha mais erros ortográficos do que um ditado do Parracho, o desgraçado papa-reguadas da minha Quarta Classe. Percebi que a edição era anterior às modificações de 1911. Escrever mãi ou mãe? pharmácia ou farmácia? chrónicas ou crónicas?
Ou, citando Carlos Reis (ver link para texto completo no final):
No Português que hoje escrevemos (repito: no de agora, não ainda no que virá depois do Acordo!), grafo “erva”, “herbário” e “ervanário”, ou seja, avanço e recuo, em palavras da mesma família etimológica, em relação ao uso ou ao desuso do “h” inicial; e o mesmo “h” desapareceu já em “desumano” (tendo persistido em “humano”), sem ofensa da etimologia, num acto de simplificação que aceitamos sem pestanejar. Mais: no Português actual, mantemos a consoante surda em “acto”, mas já a dispensámos em “contrato” e em “aflito” (antes, “aflicto”); perdemo-la em “prático”, mas conservamo-la em “eléctrico” ou em “ecléctico”. Escrevemos “pronto” (e já não “prompto”), mas parece que alguns resistem em passar a escrever “perentório” em vez de “peremptório”, usando ainda aquele “p” (que ninguém pronuncia) bem à vista. E abundam as homografias, tratando o contexto de desfazer eventuais confusões: escrevo “gelo” (substantivo) e “gelo” (do verbo gelar), sem necessidade de acento gráfico para sabermos onde está o “e” aberto e onde está o fechado; e “consolo” (substantivo) e “consolo” (“eu consolo”, do verbo “consolar”) e “colher” (de chá ou outra) e “colher” (verbo); e “acordo” (ortográfico, pois então) e “acordo”, como verbo (por exemplo: “acordo para as vantagens do acordo ortográfico”). E há o famoso hífen: insistimos nele nas formas monossilábicas “hei-de” e “há-de”, mas não fazemos questão nele em “havia de”.
Já aprendi a desconfiar de todas as ortodoxias pois cada época tem a sua.
Acho que a ortografia é uma questão eminentemente pragmática. Fazer dela um museu de etimologia parece-me desajustado. E gritar pelo purismo da língua em nome de 10 milhões de falantes, esquecendo os outros 240, acho irrealista.
Tentei perceber melhor o que estava em causa e encontrei os dois textos básicos das posições em confronto, da autoria de dois professores universitários de reconhecido mérito.
Partilho-os neste espaço, basta clicar:

Texto de Carlos Reis (a favor do acordo)
Texto de Vasco Graça Moura (contra)