L A G O
Com duas tábuas fiz
o barco onde navego
e onde sou tão feliz
que nunca chego...
Vou sonhando e cantando
tão alto
que não sei
se o mar e o céu vão bons ou vão mal...
Só quero ir
sempre andando e reparando
nas diferenças
da paisagem sempre igual...
[Foto(c) Vitor Souza
Poema: Branquinho da Fonseca, in: A Poesia da "Presença", Adolfo Casais Monteiro,
Livros Cotovia, Lisboa, 2003 ]