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1.2.10

SAUDADES DE ONDE NUNCA FUI

Machado de Assis


Quando estudava História na Faculdade de Letras de Lisboa encontrei-me com o Brasil. Foi o primeiro encontro a sério, porque antes eu sabia apenas a história do Pedro Álvares Cabral. Note-se que há 40 anos o mundo era incomensuravelmente maior. O Brasil ficava mesmo do outro lado do Atlântico. Vinte anos antes de eu nascer tinha havido aquela aventura de dois malucos com uma máquina voadora, a ligarem Portugal e o Brasil. Longe, muito longe!
Ia eu dizendo: na Faculdade de Letras tive uma disciplina de História do Brasil e outra de Arte Portuguesa e Ultramarina. Foi a descoberta! - anos antes de outra, a da grande Literatura brasileira, com esses monstros sagrados do Eurico Veríssimo, Machado e Assis, a primeira fase de Jorge Amado, Mauro de Vasconcelos...
Então estudei alguma coisa desse enorme e atraente país dos "portugueses à solta"! Ouro Preto, Olinda, Recife, Baía... Nomes que me incendiaram a imaginação. Porque era preciso usar de muita imaginação para descrever os monumentos, já que não havia livros com imagens de qualidade, nem se sonhava com o "google imagens". Esse mítico "Aleijadinho" que deixou obra espantosa em Ouro Preto e em Cangonhas do Campo! Eu só podia imaginar, enquanto lia páginas e páginas de descrições literárias...

S. Francisco de Ouro Preto

Há meia dúzia de anos tive um sobrinho a estudar no Rio de Janeiro e perdi a oportunidade de lá ir visitá-lo. Tenho vagos familiares afastados em Londrina e em S. Paulo. E acrescento agora uma enorme preguiça - e claustrofobia! - para me meter 9 horas num avião! Brasil, meu país sonhado e nunca vivido!


O acaso tem-me trazido gente bonita ao meu convívio da blogosfera, essa nova forma de viajar pelos afectos longínquos e pela cultura de cada vivência pessoal.
Nas ligações que marquei aqui no blogue vejo agora janelas abertas sobre esse mundo colorido e sedutor que é o imenso país das saudades do que nunva vi ao vivo!



Maria Betânia

Saravá, mundo de Maria Betânia ("sonho meu, sonho meu, vai buscar quem mora longe, sonho meu...") de Vinicius de Morais, de Drummond de Andrade, de Chico Buarque, de Tom Jobim, de Caetano Veloso, de Élis Regina, tantos, tantos outros. Saravá!