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3.11.12

IMAGENS DO MEU OLHAR - Ir à terra de José Relvas


31 de Outubro, 83º aniversário da morte de José Relvas. Vou a Alpiarça e percorro alguns dos espaços que o lembram.

De caminho, passo pelo Tejo.


Junto à Ribeira de Santarém



A Ribeira de Santarém, vista da Ponte D. Luís



Já em Alpiarça...




A casa onde vivi até aos 18 anos...


A casa da família Durão Neves



A casa da "Sopa dos Pobres"



As duas portas da esquerda eram do consultório do Dr. Mário Zúniga, médico de extrema bondade e generosidade que acorria a casa dos doentes montado numa velha bicicleta, a qualquer hora do dia ou da noite. Tinha residência no primeiro andar do prédio contíguo ao consultório.



À direita era a loja de pronto a vestir do "Batata". À esquerda, a casa do Sr. Nunes, com belos azulejos no friso superior. Por trás divisam-se as torres da Igreja Matriz.







Pormenores dos azulejos

Tem imponência e equilíbrio a Matriz de Alpiarça
Na torre do lado direito mora uma família de cegonhas...
















A igreja é do final do séc XIX mas o cruzeiro é do séc XVI





















Janelas de Alpiarça



Às 10H30 foi a romagem ao cemitério, com uma pequena homenagem ao grande republicano.



Jazigo onde repousam José Relvas, 
a mulher D. Eugénia e os três filhos



Monumento a José Relvas, no jardim público de Alpiarça, 
 autoria de João Limpinho, 1982














Em homenagem a José Relvas, que foi grande melómano - apreciador e executante, o serão foi dedicado à música.

Leonor Leitão-Cadete, compositora, pianista e professora, que durante alguns anos dinamizou a prática musical em Alpiarça, deu um memorável concerto.

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Em fundo, imagens da Casa dos Patudos.
Destaque para o quadro de José Malhoa que retrata José Relvas com o seu violino.



Mesmo aqueles que já a conhecem, encontram sempre novos motivos de interesse.
Foi recentemente restaurada e aberto ao público o segundo andar onde se encontram os aposentos de José Relvas.


Fotos(C)J. Moedas Duarte

5.10.10

HONRA E GLÓRIA



Retrato a óleo, autoria de Asterio Mananoz, 1913



...o«»o...

Nasci em Alpiarça, terra onde viveu José Relvas, e desde miúdo que ouço falar dele. A sua Casa dos Patudos foi o primeiro museu que visitei. E se a distância geracional e um certo preconceito anti-aristocrático me afastaram dele, agora, aos poucos, tenho vindo a reconhecer a dimensão deste homem.

Li a suas "Memórias Politicas", publicadas em 1977; o belíssimo Catálogo da Exposição que lhe foi dedicada em 2008, na Assembleia da República, com o título "O Conspirador Contemplativo"; e mais recentemente a não menos bela "Fotobiografia" de José Raimundo Noras, Imagens & Letras, 2009.

 Arreigou-se, assim, no meu espírito, a convicção de que José Relvas foi um dos maiores vultos da 1ª República cujo perfil é necessário conhecer melhor. Não se pode entender o 5 de Outubro sem ler as páginas pormenorizadas que ele escreveu, as opiniões sensatas sobre os muitos intervenientes, as críticas e censuras que expendeu. Recorde-se que J Relvas escreveu as Memórias com o intuito de que só fossem publicadas depois de 1990, na intenção clara de não  magoar vivos nem descendentes próximos nas apreciações que sentiu dever fazer.
Foram publicadas em 1977, pelo critério aceitável de que já muito tempo passara e não se desvirtuava a intenção do autor.

José Relvas foi talvez o homem que mais arriscou nos dias da Revolução. Tinha mulher e três filhos, uma casa magnífica, acabada de construir,  grandes propriedades agrícolas, ascendência aristocrática. Porque se meteu nesta aventura?
É aqui que deixo o repto: conheçam melhor este homem e a sua vida. Encontrarão os traços de um carácter recto e impoluto, e também a marca de uma tragédia familiar que o não derrubou - nenhum dos filhos lhe sobreviveu.
E depois vão até Alpiarça conhecer o extraordinário legado que lá deixou.
Hoje, 5 de Outubro de 2010: honra e glória a José Relvas!.




José Relvas, membro do Directório republicano, proclama a República na varanda da Câmara Municipal de Lisboa

26.7.10

ESTÓRIAS DA HISTÓRIA

Carlos Relvas, a mulher Margarida Relvas e os filhos: José, Francisco e Clementina.
(Carlos Relvas, 1866-1867 - Prova actual tirada a sépia a partir de negativo em colódio. Fotos à venda na Casa-Estúdio Carlos Relvas)



Clementina Relvas
(Carlos Relvas, 1872-1874 - Prova actual tirada a sépia a partir de negativo em colódio. Fotos à venda na Casa-Estúdio Carlos Relvas)


Carlos Relvas (na Golegã) e José Relvas ( em Alpiarça), pai e filho, têm uma história familiar que daria um extraordinário filme se Hollyood soubesse deles. Não deu filme mas deu romance: Alves Redol ter-se-á inspirado numa lenda ligada à vida de Carlos Relvas para o enredo amoroso desse belíssimo e esquecido "Barranco de Cegos".

Há dias revi a casa-ateliê de fotografia de C. Relvas, na Golegã e recordei parte dessa história. Edifício lindíssimo de conteúdo relevante para a história da fotografia mundial. O lado escandaloso, porém, nunca é referido, o que está certo para a memória dos mortos que já não podem justificar-se mas deixa a salivar o instinto mórbido do visitante.

Carlos Relvas e os filhos existiram, sim, e um deles, José Relvas, foi o célebre republicano que viveu na Casa dos Patudos de Alpiarça, que fez parte do Directório que preparou a implantação da República, e que a proclamou à varanda do Município de Lisboa, em 5 de Outubro de 1910.


Na colecção de milhares de negativos existentes na Casa-Museu da Fotografia da Golegã há muitas fotos da familia Relvas como as que acima se reproduzem.

6.7.10

UM DIA ESPECIAL

Aldeia palafita do Patacão - Alpiarça

                       

Dia de revisitar Alpiarça e Golegã, lugares onde Carlos e José Relvas sonharam e realizaram.
 Parar para olhar e ver o Patacão e partilhar a paixão de um homem que tem um sonho e luta por realizá-lo.
Dia especial também porque se re-descobriram pessoas e se estreitaram laços de Amizade. Obrigado, Amigos!

23.5.10

IMAGENS DO MEU OLHAR - ALPIARÇA




Casa que foi de José Relvas
 Museu dos Patudos.
Em obras no exterior mas visitável.
O encanto de sempre!




Barragem dos Patudos



Percebe-se o nome da barragem...











 Em Alpiarça sempre houve "casas grandes" e "casas pequenas", imagem de uma estratificação social profunda que deixou marcas que influenciam ainda hoje o presente daquela vila...

6.10.09

HOJE, ALPIARÇA!

A Biblioteca Municipal, visitada em companhia da minha conterrânea do blogue « Paúl dos Patudos », Ana Paula.
Naquele lugar houve, há muito tempo, um grande terreiro ao ar livre onde vivi inesquecíveis "festas das vindimas". Hoje é um espaço diferente, muito bonito.
Nele se integra o Auditório Mário Feliciano, um jovem encenador de teatro que morreu muito jovem. (Tinha ele 12 anos, eu 16, fui seu padrinho do crisma, num tempo em que acreditávamos em deuses vivos...). À entrada, estas palavras dele:

"A vida, com toda a sua vulnerabilidade, exorcisa tudo, ritualiza tudo e - se, na verdade, a vida é um palco - tudo teatraliza."



Mais adiante a barragem dos Patudos, perto da Casa-Museu de José Relvas. Outro espaço lindo!

Ainda bem que o tempo não parou em Alpiarça...