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4.2.13

IMAGENS DO MEU OLHAR - Arredores de Torres Vedras

 Um dos Fortes das Linhas de Torres Vedras. Mal o vimos, envolto em mato e silvas. Na impossibilidade de preservar todas as estruturas físicas - eram 152 fortes, construídos há 200 anos... - preservou-se a memória do lugar. A rota pedestre passa por lá.



A Serra da Vila na linha do horizonte. À direita, a meia enconsta, o Casal do Repelão.




 Caminhamos na direcção do Castro do Zambujal. Era em Novembro, as vinhas amareleciam.





 Já na aldeia do Varatojo, no Casal Pois Bem. Bem velhinho, este fumeiro.





 Casal da Cruz, perto do Varatojo. 



No meio da vinha, um poço coberto com cúpula original. E caiadinha de fresco. Mais acima aparece uma parte do muro que rodeia a mata do Convento do Varatojo.






 Já no Varatojo, a cal não abunda. Velhas casas na rua silenciosa.





Dizem os historiadores locais que no Varatojo a classe nobre mandou construir alguns palacetes para estar perto do rei Afonso V, quando este vinha passar alguns dias ao Convento que mandara construir em 1470. São já poucos os vestígios desse tempo.




Descemos pela Rua do Sossego. Sossegadamente...

28.5.11

IMAGENS DO MEU OLHAR - PORMENORES



Concelho de Torres Vedras (fotos Méon)

 


A Vida

A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;

a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;

a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.

Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"






13.3.11

IMAGENS DO MEU OLHAR - Terras do nosso Oeste

Numa rua da aldeia de Ordasqueira. Ao longe o Monte do Barrigudo e o edifício oitocentista do Asilo de Inválidos Militares de Runa





Ruínas de uma antiga Quinta na Ordasqueira


 



Da mesma Quinta




Uma das casas da Quinta do Juncal, em Matacães


Moinho recuperado na Serra de S. Julião, na freguesia da Carvoeira

14.1.11

IMAGENS DO MEU OLHAR - Capela do Senhor do Calvário e paisagens

No Oeste estremenho não há xerifes, nem cóbois nem saloons...
Há outras coisas...
Ontem andei pelas aldeias de Matacães - com seu santuário do Senhor do Calvário - Ribeira, Abadia, Ereira, Loubagueira...
Havia neblinas a velarem os montes, envolvendo-as numa gaze de nuvens...





Igreja e Quinta do Juncal vistos da ermida


Matacães ao sol, vista da Ermida do Senhor do Calvário.Em tempos tentou-se mudar o nome para Aldeia de Nossa Senhora da Oliveira, mas não pegou.




Entre Matacães e Ereira, a neblina brincava com as dobras dos montes...
Fotos © Méon, Janeiro 2011