Raramente transcrevo nesta página inicial a totalidade de um texto alheio. Faço-o hoje por dois motivos:
1 - Considero que a hora que se vive em Portugal é de extrema gravidade. Por isso, todos os cidadãos devem mobilizar-se para resistir ao governo desastroso e incompetente que está a levar Portugal à ruína.
2 - Apesar de aposentado, continuo a ser professor. Estou inteiramente solidário com a luta dos meus colegas no activo, ciente de que essa luta é uma parcela da grande luta nacional em que todos nos devemos empenhar: aposentados, desempregados, trabalhadores precários e mal pagos.
Subscrevo inteiramente este artigo de Maria do Rosário Gama e repudio a argumentação falaciosa dos que estão sempre dispostos a contemporizar, alheios ao navio que se afunda, como se eles próprios não fossem arrastados para o abismo.
UMA CAMPANHA IGNÓBIL
por Maria do Rosário Gama
In Público de 13 de Junho de 2013
“Considero ignóbil a convocação de uma greve de professores para o primeiro dia de exames nacionais. É como se os médicos decidissem fazer greves às urgências hospitalares. Incompreensível, indigno, inaceitável.”
Francisco Assis, Público (23.05.2013)
“É triste. E é sempre assim quando uma greve é convocada. Muito poucos são os que conhecem os motivos da greve e se dão ao trabalho de considerar se esses motivos são ou não justificáveis. Tudo quanto lhes parece interessar é o transtorno que causam. E se se pergunta qual poderia ser uma alternativa a esta forma de luta, percebe-se que apenas admitiriam uma que não causasse transtornos a ninguém, ou pelo menos não a si próprios. De facto, o que esta atitude revela é um mecanismo atávico, herdado dos tempos da ditadura, de rejeição do direito à greve.