Este texto, longo, é uma resposta aos trafulhas que andam por aí a dizer que os pensionistas e reformados são um peso insuportável para o país.
Vivemos tempos de grandes mentiras, propaladas para encobrir grandes golpadas.
Excelente texto do Prof J. Manuel Catarino Soares
«Avós, Pais e Netos»
Carta aberta a Henrique Raposo
Senhor (talvez) futuro avô
Já é a segunda vez que, nas suas crónicas, o senhor trata —
quanto a mim destrata, mas já lá iremos — o assunto dos aposentados e dos
reformados (presumo que quando, fala destes, está também a pensar naqueles,
entre os quais me incluo). E, como não há duas sem três, presumo também que, um
dia destes, voltará ao assunto. E isso faz-me ranger os dentes. Explico-me.
O senhor tem um leitorado cativo, de milhares de pessoas
(cem mil ?), tantas quantas comprarão o «Expresso», e é pago para exprimir as
suas opiniões. É, em suma, um sortudo. Não posso, por isso, competir consigo
nesse terreno, mesmo que esta minha carta aberta venha a ser publicada no
blogue da Associação APRe! Digo, mais concretamente, não tenho os meios
necessários para fazer conhecer aos leitores do «Expresso» a minha opinião
sobre as ideias que o senhor expendeu em duas das suas crónicas. Mas posso
fazer uma coisa: garantir-lhe que, por mim, escusa de voltar ao assunto para
repetir o que já disse por duas vezes. Aquilo a que aludiu na sua crónica
«Contrato entre avós, pais e netos» (Expresso. 18.05.13) e numa outra anterior
versando o mesmo assunto, que não guardei e cujo título já esqueci, não tem
qualquer sustentação factual. Vou explicar-lhe, pro bono, as razões e espero
que me leia até ao fim, como eu o leio a si todas as semanas.
1. «Nós temos de criar filhos, pagar a sua pensão
[isto é, a minha. JMCS] e poupar à parte para a nossa reforma».
Contesto a parte sublinhada, por mim, desta sua afirmação.
Fique a saber o seguinte: