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13.1.12

PERPLEXIDADES...




Uma recentíssima sondagem aponta para uma nova maioria absoluta do PSD em caso de eleições.
Quer dizer: a continuada fraude governativa que tantos vêm denunciando incansavelmente não afeta a maioria dos portugueses que, pelos vistos, está contentinha.

Falo com este e com aquele e a conversa é sempre a mesma: "foi a herança de Sócrates que obrigou Passos Coelho a fazer o contrário do que prometera... Ele não fazia ideia do estado em que as coisas estavam..."
Fico banzado com isto e contraponho: "Um candidato a Primeiro-Ministro não sabia em que estado estavam as coisas? A governação não é uma conta sigilosa na Suiça! A Troika, quando para cá veio em Junho, trazia os números todos e fez um programa de governo em 15 dias. Passos Coelho sabia bem o estado do país! Mas fingiu que não ( "Acabar com o subsídio de Natal é um disparate" - dizia ele). Enganou, sabendo que enganava. Ou então, o que é pior: se não sabia, era incompetente para o cargo! "

As pessoas não gostam de ser enganadas. Por isso deve haver outras razões para estes resultados da sondagem . Alguém me sabe ajudar a entender?...

3.9.11

INCOMPETÊNCIA MÁXIMA EM TEMPO MÍNIMO

(clicar para aumentar)

É bom comparar o que Passos Coelho escrevia antes de ser Primeiro Ministro com o que faz agora.
Os seu apoiantes dizem: - Ah! mas ele não sabia em que estado estava  a economia! Quando chegou ao Governo ficou estupefacto com o que viu...
Não sabia o estado da economia? Essa é forte! Então um candidato a 1º Ministro não sabe o que qualquer economista bem informado sabe? Os tipos da Troika, quando cá chegaram e fizeram um programa económico em 15 dias, não sabiam tudo acerca da nossa economia? Os dados eram públicos. Havia uma ou outra coisa escondida? Passos Coelho que perguntasse ao seu correlegionário Alberto João Jardim...
Num tempo mínimo - menos de três meses -  este Governo já deu mostras de incompetência máxima.
Estamos nas mãos de bandoleiros ao serviço da alta finança! Meus pobres filhos! ...

Ver melhor AQUI o texto de F. Câncio

8.8.11

POVO, NÃO PERCAS A PACIÊNCIA...




Tiveram a maioria dos votos do povo, que ficou a aguardar por uma governação coerente com os sacrifícios que lhe são exigidos.
Que faz o Governo? 
Resposta de Macário Correia:

(...)
O autarca social-democrata de Faro, Macário Correia, considera, em entrevista hoje ao jornal Público, que é necessária uma «atitude mais coerente» por parte do Governo, referindo-se ao aumento de remunerações, administradores, assessores e adjuntos no Executivo e em empresas públicas.

Contactado já esta manhã pela TSF, Macário Correia disse estar indignado com estas situações, defendendo que vão contra as expectativas das famílias portuguesas. Por isso, pede explicações ao Governo.

«É necessário que nas próximas semanas o Governo dê sinais sobre o que quer fazer com estes chorudos salários dos gestores públicos, coisa que choca toda a gente. Não vejo nos casos da CGD e da CP que tenham sido tomadas numa linha de rumo diferente daquela que era do passado e que nós criticamos», justificou.

«No espaço de seis meses vemos um conjunto de reduções nos rendimentos das famílias, cortes nos vencimentos, aumentos nos transportes, cortes nos subsídios de Natal. Do lado do Governo os sinais das últimas semanas têm algumas contradições», sublinhou Macário Correia referindo-se ao número de membros dos gabinetes ministriais, a sua remuneração, e ao aumento de vencimentos de administradores de empresas públicas.
(...)

5.8.11

"COMISSÃO LIQUIDATÁRIA" - Crónica de Manuel António Pina





JN de 3 de Agosto

Acredite se quiser



O actual Governo começa a parecer-se de mais com uma comissão liquidatária do património do Estado a preços de saldo (e com os contribuintes a financiar os compradores).

A eliminação das "golden shares" a troco de nem um cêntimo não foi outra coisa senão uma escandalosa liberalidade ao capital privado. E não se diga que foi imposição da "troika" pois a "imposição" foi aceite, é bom não esquecê-lo, por PSD, CDS e PS e apesar de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Irlanda, Grécia, Finlândia, Bélgica e Polónia continuarem a manter "golden shares" em empresas estratégicas (provavelmente terão é governos menos servis).

O BPN será, por sua vez, "vendido" ao BIC com o Estado a suportar os encargos dos despedimentos e ter que nele meter ainda mais 550 milhões, além dos 2,4 mil milhões que já lá estão. Tudo por... 40 milhões.

Seguir-se-ão os transportes, as estruturas aeroportuárias, os Correios, a água... O processo será o mesmo dos transportes: primeiro limpam-se os passivos das empresas à custa dos contribuintes (os aumentos "colossais" das tarifas dos transportes públicos dão uma ideia do que está para vir) depois são entregues de bandeja ao capital privado.

Para isso, o Orçamento Rectificativo agora apresentado na AR prevê 12 mil milhões para a banca mais um aumento de 20 para 35 mil milhões em garantias. Assim não faltarão à banca dinheiro nem garantias do Estado para ir aos saldos do Estado.

Manuel António Pina