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12.2.08

CHORA


(Terbrugghen)


Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranquila,
- Perdida voz que de entre as mais se exila,
Festões de som dissimulando a hora.
(...)
A flauta débil... Quem há-de remi-la?
Quem sabe a dor que sem razão deplora?
(Camilo Pessanha)