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quinta-feira, 12 de março de 2026

sinais preocupantes

imagem retirada da internet
A decisão de não reconduzir Rita Rato na direção do Museu do Aljube Resistência e Liberdade causou muita perplexidade a quem tem acompanhado o trabalho desenvolvido naquela instituição. Nos últimos anos, o museu afirmou-se como um dos espaços mais vivos de reflexão sobre a memória da ditadura e da resistência democrática em Portugal, com uma programação rigorosa, plural e exigente. Esse percurso deve muito à direção de Rita Rato, que soube transformar um lugar de memória num espaço ativo de pensamento crítico e de cidadania.

Por isso, a decisão da empresa municipal, Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), tutelada pela Câmara Municipal de Lisboa, de não a reconduzir no cargo levanta inevitáveis interrogações. Quando um trabalho amplamente reconhecido é interrompido sem explicação clara ou avaliação pública do seu mérito, a suspeita instala-se: não estaremos perante mais um episódio de substituição política, onde o critério da competência cede lugar à lógica da fidelidade partidária?

Num país que conheceu a censura e a repressão durante a ditadura, o museu instalado no antigo cárcere político do Aljube tem uma responsabilidade particular: preservar a memória da liberdade e da resistência ao poder arbitrário. Fragilizar esse projeto por razões de conveniência partidária é um sinal preocupante, não apenas para a cultura, mas para a própria qualidade da nossa democracia.


sexta-feira, 6 de março de 2026

um Partido com mais futuro do que história

Hoje assinalam-se 105 anos da fundação do Partido Comunista Português, criado a 6 de março de 1921 no quadro das lutas operárias que atravessavam a Europa após a Revolução de Outubro. Desde a sua origem, o PCP assumiu-se como uma força revolucionária organizada da classe trabalhadora portuguesa, defendendo a transformação profunda da sociedade, o fim da exploração e a construção de uma ordem social fundada na justiça e na igualdade. A sua história está indissociavelmente ligada às lutas dos trabalhadores e das populações que marcaram o século XX em Portugal.

Durante a longa noite da ditadura, o Partido foi a principal organização política de resistência ao regime fascista.

O derrube do regime na Revolução de 25 de Abril de 1974 abriu um novo capítulo dessa trajetória. O PCP teve então um papel destacado na mobilização popular, na organização sindical e na defesa das conquistas revolucionárias que marcaram o processo de transformação vivido em Portugal no período que se seguiu ao 25 de Abril. 

105 anos depois, o Partido continua a afirmar-se como herdeiro dessa tradição de luta e de um projeto político que, mais do que gerir o existente, propõe-se transformá-lo mantendo viva a ideia de que a história pode, e deve, ser construída pelos trabalhadores e pelo povo.

PCP um partido com mais FUTURO do que história.


quinta-feira, 5 de março de 2026

Amélia Araújo - a abrir março

imagem retirada da internet
A morte de Amélia Araújo, em 19 de fevereiro de 2026, trouxe à memória uma das vozes mais marcantes da luta anticolonial africana. Nos anos difíceis da guerra de libertação conduzida pelo PAIGC, a sua presença chegava através do invisível fio das ondas da Rádio Libertação. Era uma voz firme e serena que atravessava florestas, tabancas e oceanos, levando notícias da luta, palavras de coragem e a esperança de um futuro livre para os povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

A voz de Amélia Araújo tornou-se um símbolo. A rádio, naquele tempo de clandestinidade e guerra, era uma arma silenciosa, mas poderosa. Pelos seus programas passavam comunicados do partido, mensagens aos combatentes e também palavras dirigidas aos soldados portugueses, numa tentativa de romper o silêncio e interpelar consciências. A voz que se ouvia nas emissões era também a voz do pensamento de Amílcar Cabral, ecoando a ideia de que a libertação era antes de tudo um ato de dignidade e de consciência histórica.

Com a sua morte desaparece uma testemunha direta de um tempo em que a palavra podia ser tão decisiva quanto as armas. Permanece a memória dessa voz que, em noites de incerteza e esperança, acompanhou milhares de combatentes e de homens e mulheres anónimos. Uma voz que não se via, mas que ajudou a abrir caminho para a liberdade, e fica, para sempre, inscrita na história comum da Guiné-Bissau e de Cabo Verde e na luta contra o colonialismo.


segunda-feira, 2 de março de 2026

pelo 18.º aniversário do momentos

imagem retirada da internet
Em dia de aniversário deixo alguns dados sobre o “momentos”

Nestes 18 anos foram divulgadas 3004 publicações, registaram-se 1192515 visualizações e 891 comentários às postagens.

Seguem o blogue 56 pessoas.

As visualizações têm origem, um pouco, por todo o mundo. Sendo que os países que acumulam mais visitantes são:

- Portugal;

- Estados Unidos; e 

- Brasil,

Esta aventura vai continuar. Sei que os blogues passaram de moda, mas mantenho-me por aqui enquanto tiver alguma coisa para partilhar para além dos 140 caracteres e da efemeridade das “redes sociais” mais populares, das quais também faço uso.

Agradeço a todos os visitantes que aqui vêm com frequência, mas também aos que “picam” pontualmente este espaço.

Bem hajam!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

em memória de Manuela Medeiros

O falecimento de Manuela Medeiros representa uma perda profunda para todos os que com ela partilharam trabalho, luta e esperança. A Manuela foi presença firme e generosa, a sua ação era ancorada na convicção, mas também na capacidade de ouvir e na atenção que dedicava aos outros e de um grande sentido de justiça.

Para mim, foi uma honra ter conhecido, convivido e trabalhado com Manuela Medeiros nos planos social e político. Os seus contributos no sindicalismo, na ação política e no voluntariado social foram notáveis e deixam marcas que não se apagam.

Até sempre Manuela!


sexta-feira, 9 de maio de 2025

pelo 80.º aniversário do Dia da Vitória

“Todo o ser humano que ama a liberdade deve ao Exército Vermelho mais do que conseguirá pagar em uma vida”

Ernest Hemingway




O Exército Vermelho, oficialmente designado por: “Exército Vermelho dos Operários e dos Camponeses.

O Exército Vermelho" lutou contra 200 divisões nazis. Para se ter ideia da magnitude do conflito e do papel do Exército Vermelho, importa saber que, os Estados Unidos e o Reino Unido enfrentaram 10 divisões nazis.

A União Soviética foi o país que mais contribuiu para a derrota do nazismo, tendo o maior contingente de combatentes (2,6 vezes mais do que todos os outros aliados somados). A União Soviética foi o país que mais sofreu baixas: cerca de 27 milhões de soviéticos foram mortos durante a guerra, o equivalente a quase 14% da população do país.

A Segunda Guerra Mundial recebeu, na União Soviética, o nome de “Grande Guerra Patriótica”, porque afetou toda a população do país. Todas as famílias soviéticas perderam alguém ou teve familiares feridos ou desaparecidos.

A narrativa ocidental tem vindo, desde há muito, a menorizar o papel da União Soviética na derrota do nazismo. Nada que não tivesse sido previsto pelo Marechal Georgy Zhukov que afirmou:  “Libertamos a Europa do fascismo, mas eles nunca nos perdoarão por isso”.

Foi perante o Marechal Zhukov, às 0h43 (horário de Moscovo) do dia 9 de Maio de 1945 que General Wilhelm Keitel, em representação da Alemanha, assinou a rendição incondicional do exército nazi perante o Exército Vermelho, representado pelo Marechal Georgy Zhukov, pondo fim assim à Segunda Guerra Mundial. 

Há uma tentativa de reescrição da história, mas factos são factos, e por mais que a propaganda, emanada dos centros de poder herdeiros do nazismo, tente não vai conseguir apagá-los.

Viva o 80.º aniversário da vitória sobre o nazifascismo!

quinta-feira, 2 de março de 2023

alguns dados sobre os 15 anos do "momentos"

foto by Madalena Pires
Em dia de aniversário deixo alguns dados sobre o “momentos”

Nestes 15 anos foram divulgadas 2675 publicações, registaram-se 883955 visualizações e 811 comentários às postagens.

A publicação que teve mais visualizações “folga, na Graciosa”, 9560.

Seguem o blogue 56 pessoas.

As visualizações têm origem, um pouco, por todo o mundo. Sendo que os países que acumulam mais visitantes são:

- Portugal;

- Estados Unidos; e 

- Brasil,

Esta aventura vai continuar. Sei que os blogues passaram de moda, mas mantenho-me por aqui enquanto tiver alguma coisa para partilhar para lá dos 140 carateres e da efemeridade das “redes sociais” mais populares, das quais também faço uso.

Agradeço a todos os visitantes que aqui vêm com frequência, mas também aos que “picam” pontualmente este espaço.

Bem hajam!


dia de aniversário do "momentos" - 15 anos na blogosfera

completam-se hoje 15 anos que dei início a este blogue. tem sido uma experiência enriquecedora e que me tem proporcionado bons "momentos".

talvez ainda regresse hoje com mais alguma informação relacionada com o blogue que hoje festeja o seu 15.º aniversário.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CUBA VA!

Há algumas horas que começou a circular no twitter o anúncio, não confirmado, da morte do Comandante Fidel Castro Ruz. Procurei informação na net e, para surpresa minha, o Google devolveu-me 315 mil resultados com notícias relacionadas com a morte do Comandante que datam de 2011, de 2010, de 2009, de 2008 e, por aí fora.
Até pode ser que se venha a confirmar, desta vez, a morte desta personalidade incontornável que logrou sobreviver a centenas de atentados e a milhares e milhares de anúncios da sua morte que datam de há muitos anos.
Certo é que homens como Fidel de Castro Ruz têm um lugar na história, não morrem por muito que o Império e a mafia cubana de Miami o desejem.
O ciclo da vida porá fim à vida do Comandante, como a qualquer outro ser humano, mas a obra, a vida e o pensamento de Fidel da Castro perdurará no tempo e na memória dos povos como um exemplo revolucionário.
CUBA VA!
Hasta la vitoria sempre!