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domingo, 16 de maio de 2021

gosto de música e pronto

imagem retirada da internet



fragmento de texto escrito a

12 de fevereiro de 2011 e hoje revisitado







(...) Quando me perguntam: Qual o género musical que preferes? A resposta que costumo dar, normalmente, não deixa o interlocutor satisfeito: Não tenho. E assim é na realidade. Não tenho preferência por este, aquele ou aqueloutro género musical, talvez por de música não perceber rigorosamente nada. Gosto de música e pronto! E para gostar basta que a sinta. Gosto quando me predispõe a dançar, gosto quando me convida à reflexão, gosto quando me faz sorrir e, por vezes chorar, gosto quando a melodia e as palavras me provocam arrepios na alma. Gosto! É assim como a paixão que tem razões que a razão desconhece. A fruição da música é, em mim, um ato pouco racional… é instintivo, animal, primário. Gosto, ou não gosto, independentemente do género musical. Gosto do hip-hop do Valete mas não gosto do liricismo do Pac-man, vá-se lá saber porquê e eu… não quero saber. E, por favor, não me tentem explicar. Vivo bem com os meus instintos e com as minhas músicas. (...)

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Há um ano. "Um Natal à Viola", de Rafael Carvalho

 



Texto de apresentação do CD

Um Natal à Viola, de Rafael Carvalho

Teatro Micaelense

Ponta Delgada, 27 de Novembro de 2019





E do velho se faz novo

Minhas senhoras e meus senhores, 

Caros amigos,

Se outros motivos não houvesse a vossa presença, que muito agradeço, diz bem da importância e da ligação que diferentes gerações outorgam às nossas raízes culturais. Só por isso, pela Vossa presença, diria que é já motivo de grande satisfação este novo trabalho musical que o Rafael Carvalho partilha connosco. Não fossem a Viola da Terra, o novo disco e o Rafael Carvalho, motivos mais do que suficientes para este serão de encontros e reencontros com a sonoridade única da viola de arame.

Sim. A razão primeira pela qual estamos aqui, o Rafael que me desculpe, não é por ele. Estamos por ele, mas estamos, sobretudo, pela viola que nos toca. Estamos pela sonoridade de um instrumento musical popular com o qual nos identificamos e que faz parte da nossa memória coletiva. Claro que estamos pelo Rafael e, é a ele que dirijo um agradecimento especial pelo convite que me endossou para fazer a apresentação do seu último trabalho discográfico. Um convite que aceitei sem reservas e me honra, mas que me surpreendeu, pois, sendo um melómano, não sei uma nota musical que seja.

O Rafael não devia saber disto, se o soubesse teria procurado quem pudesse, com propriedade, falar da qualidade da execução e dos arranjos que fez para que, só com a viola da terra, percorrer temas tradicionais de Natal com origens populares tão diversas, aos quais acrescentou duas canções de autor e, ainda, um tema original.

Não sei quem corre o maior risco, se eu, se o Rafael. Eu, por vir meter a foice em seara alheia, o Rafael por colocar aqui um leigo a falar da sua música e, de alguma forma, a servir de suporte para a promoção e divulgação do seu trabalho enquanto músico e compositor. Mas vou tentar, lá isso vou.

Ainda antes de uma abordagem ao novo disco do Rafael Carvalho, permitam-me algumas referências ao instrumento musical em que este músico, professor e difusor da viola da terra, de dois corações, ou de arame, se exprime de forma exímia. Para o instrumento adotem a designação que preferirem, importante mesmo é que falamos do único instrumento musical típico dos Açores (A Viola de Arame nos Açores, João Alfredo Ferreira Almeida, Publiçor, 2.ª ed., 2010).

Trata-se de um cordofone que tem a sua origem nas violas de mão ou Vihuelas* e que em Portugal, consoante o gosto, os materiais disponíveis, mas também as técnicas de execução, adotou diferentes formas. As violas de arame serão, pela sua história e pela apropriação popular, até à introdução da guitarra clássica, ou viola, e da vulgarização da guitarra portuguesa** com a sua associação ao fado, os instrumentos musicais da classe dos cordofones, verdadeiramente portugueses. Sendo que, segundo alguns autores, estes instrumentos musicais são uma rara sobrevivência das violas que existiam no continente europeu (A Viola de Arame nos Açores, João Alfredo Ferreira Almeida, Publiçor, 2.ª ed., 2010)

As violas de arame em Portugal são conhecidas pelas seguintes designações: Braguesa, Amarantina, Toeira, (estas do Norte e litoral), a Beiroa e a Campaniça (do centro e Sul), e ainda, na Madeira a Viola Madeirense e o Machete, vulgo Braguinha (assim como uma espécie de cavaquinho, que terá sido o cordofone português mais disseminado pelo Mundo. O mais conhecido será o seu parente ukelele do Hawai. Mas a viola de arame também atravessou o Atlântico e viajou. No Brasil a Viola Caipira ou Sertaneja é, também, uma viola de arame que terá sido levada, quiçá dos Açores, para o sertão brasileiro.

Nos Açores as violas de arame, sim são duas, a Viola de Corações, talvez a mais divulgada e conhecida, e a Viola de Boca Redonda, da ilha Terceira. A Viola de Dois Corações, esta que o Rafael Carvalho maneja com uma mestria admirável, ainda tem algumas variações no tamanho e na afinação. Mas essas questões ficarão para os especialistas.

Estarão, caros amigos, a perguntar-se porque estou a dedicar tanto tempo ao instrumento musical!? Têm razão, mas existe uma justificação, ou várias, para eu dedicar esta parte da apresentação do disco Um Natal à Viola à história das violas de arame. Passo a explicar.

A Viola da Terra, mas também a Beiroa, foram caindo em desuso por razões diversas, esta última de forma quase dramática (a Viola Beiroa esteve preste a tornar-se um objeto museológico não fossem alguns músicos e instituições a recuperar-lhe o uso). Com a Viola da Terra também se assistiu ao declínio do seu uso e no final da década de 90, do século passado, o número de violas e de mestres violeiros era quase residual. Em S. Miguel, diz-nos José Alfredo Ferreira Almeida, e cito: “(Não é exagero afirmar-se que, atualmente e pelo menos em S. Miguel – que melhor conhecemos – a viola da terra, como é habitualmente designada, é quase uma raridade, algumas vezes convertida em relíquia de família, com funções meramente decorativas, confinada a museus, coleções particulares, grupos folclóricos e a uns quantos apreciadores, apaixonados pelo seu timbre. (…)”. Fim de citação.

É certo que alguns mestres violeiros dos quais destaco, Carlos Quental e, em particular Miguel Pimentel desenvolveram um ciclópico trabalho, através do seu ensino e consequente difusão das técnicas de execução, para contrariar o declínio do uso da Viola da Terra. O mestre Miguel Pimentel durante parte das décadas de 80 e 90 manteve no Conservatório de Ponta Delgada cursos livres apara aprendizagem deste instrumento musical.

E o Rafael Carvalho a par de outros exímios executantes de viola da terra, como o Ricardo Melo, são exemplos vivos desse legado de Carlos Quental e Miguel Pimentel. 


Sobre Proteção e Valorização do Património Material e Imaterial, afinal também é disso, ou sobretudo disso, que estamos a falar, diria que  não sou um conservacionista apenas pelo valor simbólico do património, seja ele móvel ou imóvel, seja ele material ou imaterial, embora considere que a sua salvaguarda apenas na perspetiva conservacionista assume, em si mesmo, grande relevância e, diria mesmo que relativamente a alguns desses bens a intervenção e salvaguarda, não poderá ir além disso, Preservar e conservar. Defendo uma perspetiva de preservação e conservação do património cultural ligado ao seu uso e fruição pelos cidadãos. E é possível modernizar e adequar aos nossos tempos sem perder a alma. Deixo-vos dois exemplos de preservação, de valorização e até de recuperação de património cultural regional, sem nenhuma adulteração às suas formas originais, conseguidas e julgo que bem conseguidas, por uso diverso do original num dos casos e, no outro caso mantendo o uso que lhe conferiu valor, mas dando-lhe novos palcos.

Depois do declínio da caça à baleia e da sua total proibição, os botes baleeiros, tendo-se-lhe acabado o uso, estavam predestinados a serem meras peças estáticas de museus e núcleos museológicos, a assim foi durante um largo período de tempo. Hoje e, devido à introdução de um novo uso, as regatas e o turismo, damos conta que muitos deles foram totalmente recuperados e é com agrado que os vemos de velas enfunadas a sulcar o mar das nossas baías. A viola da terra, de arame ou de dois corações nunca tendo estado em verdadeiro perigo de desuso pois as festas populares, os ranchos folclóricos e outras manifestações populares assim o garantiriam, todavia verifica-se uma evolução no seu uso, ou seja, continuando a marcar a sua indispensável presença nas festas populares este instrumento musical, sem que tivesse tido nenhuma alteração é hoje ensinado nos conservatórios regionais de música, procura novas sonoridades, novos instrumentos parceiros, atrai novos aprendizes e, por consequência, atrai novos públicos.

E esse tem sido o trabalho inexcedível de Rafael Carvalho. Este rapaz da Ribeira Quente tem dado um valioso contributo, não só para a salvaguarda da Viola da Terra, mas sobretudo para a reafirmação do instrumento musical que melhor traduz a alma açoriana. 

O Rafael para além de ser um exímio executante de viola da terra, tem desenvolvido um trabalho complementar no ensino formal e informal, conseguindo o reconhecimento oficial do ensino de Viola da Terra no Conservatório Regional, promove encontros anuais da Viola da Terra com as violas de arame, do território continental, da Madeira e do Brasil, dinamiza orquestras, concertos, encontros de músicos de Viola da Terra de toda a Região, criou a Associação de Jovens Viola da Terra, e, por fim, embora não seja só, tem promovidos e participado em momentos musicais onde seria impensável a entrada deste instrumento de música popular. Um dos últimos, para não referir outros, foi a sua participação num espetáculo que, como disse Vânia Dilac, mais parecia uma improbabilidade, juntar o Soul com a Viola da Terra. E era uma improbabilidade, até acontecer. Este é apenas um exemplo de que a Viola da Terra, pelas mãos do Rafael, tem vindo a fazer. Ou seja, um percurso de afirmação em palcos que até há alguns anos lhe estavam vedados.

Mas se o Rafael Carvalho é tudo isto, é também, um autor de livros didáticos sobre o ensino da viola da terra, tem três livros publicados, uma coleção que tem por título Método para a Viola da Terra, níveis Iniciação, Básico e Avançado.

Como qualquer outro músico instrumentista o Rafael Carvalho é também um compositor. Tem cinco discos disponíveis. Estamos aqui, embora até agora não pareça, para conhecer o seu mais recente disco, Um Natal à Viola. Os trabalhos que antecedem este, são: Origens, 2012, Paralelo 38, 2014, Relheiras, 2017, e, 9 Ilhas 2 Corações, 2018. Com exceção do quarto trabalho discográfico, 9 Ilhas 2 Corações que percorre exclusivamente o cancioneiro tradicional açoriano, todos os outros integram temas originais da autoria do Rafael Carvalho. Com especial destaque para Relheiras que não sendo exclusivamente de originais é-o, na sua essência, dos dez temas de Relheiras, sete são originais da autoria do Rafael Carvalho.

A composição de temas originais faz parte, em minha opinião, da constante procura de novas sonoridades para a viola da terra e resulta da apuradíssima técnica de execução, de domínio e de conhecimento de todas as potencialidades deste instrumento musical. Os originais de Rafael Carvalho são experimentais, exploratórios, revelam todo o seu virtuosismo e contribuem para a criação de um novo e elaborado reportório para a Viola da Terra.

Um Natal à Viola, foi o pretexto para nos juntarmos neste magnífico espaço cultural de Ponta Delgada. São 14 temas executados pelo Rafael Carvalho onde apenas se ouve o som da Viola da Terra, a viola de arame dos Açores da qual se libertam sons que se ouvem no Alentejo, na Beira Baixa, em Trás os Montes, na Madeira e, naturalmente, nos Açores. Todos estes temas são alusivos à quadra natalícia e provêm do cancioneiro popular.  Mas o Rafael que não deixa os seus créditos por mãos alheias, não se fica apenas pelo cancioneiro popular e presenteia-nos com a interpretação de dois temas de autor, Noite Feliz, de Franz Gruber e, Adeste Fideles, de John Wade. E, na minha humilde opinião, isto não acontece por acaso. O Rafael Carvalho, na sua permanente ação de valorização da Viola da Terra, serve-se destes dois temas clássicos e sobejamente conhecidos para nos dizer, a nós e ao Mundo, que a Viola da Terra não está confinada a ser um mero repositório da música tradicional.

Continua a sê-lo, e ainda bem, mas pelas mãos do Rafael e dos seus jovens alunos, a Viola da Terra já caminha por outros territórios musicais e isso só pode ser objeto da nossa satisfação e louvor. Por fim uma breve referência ao original que dá o nome ao quinto CD do Rafael Carvalho, ou seja, música que encerra este trabalho do Rafael Carvalho, Um Natal à Viola. Este original confirma o que tenho vindo a dizer sobre os novos caminhos da Viola da Terra e o trabalho exploratório e experimental que o Rafael tem vindo a desenvolver. Tem o timbre inconfundível da Viola da Terra e uma toada que nos faz viajar pela quadra natalícia, mas esta música está liberta dos sons tradicionais. Mesmo para um ouvido duro como o meu é possível encontrar diferenças substantivas, entre as duas músicas tradicionais do Natal micaelense que integram este disco, e por consequência adaptadas à Viola da Terra, e o original que o Rafael Carvalho compôs para fechar o seu quinto trabalho discográfico. Certamente teremos oportunidade de verificar isso mesmo quando o autor executar esse tema. Não sei se está no alinhamento, mas conto com isso.

Resta-me agradecer, uma vez mais a vossa presença, mas também a atenção que me dispensaram. Obrigado!

* Instrumento de cordas ibérico. A primeira menção a estes cordofones data do Século XV.

**Resulta da evolução e adaptação do “cistre europeu renascentista”. O cistre, ao contrário da cítara, tem as cordas esticadas para além da sua caixa de ressonância.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 27 de Novembro de 2019


terça-feira, 21 de abril de 2020

de Abril - Adriano Correia de Oliveira




O Adriano tinha uma voz única e emprestou-a às melhores baladas da sua geração.
Era um Homem BOM. Era um Homem generoso e um contador de estórias como nunca conheci outro.
O Adriano foi um dos imprescindíveis de que Brecht nos fala no seu poema.



Não é possível entender este país sem ouvir as suas canções, sem descobrir e compreender o seu tempo, antes e depois do 25 de Abril de 1974, sem conhecer a história da luta contra o fascismo, mas também a luta pela consolidação e defesa das conquistas da Revolução.
Fica esta canção (poema de Manuel Alegre) na voz singular de Adriano Correia de Oliveira.



sábado, 2 de março de 2019

Rhiannon Giddens no aniversário do "momentos"

imagem retirada da internet



Em dia de aniversário do "momentos" fica uma sugestão musical. É uma voz feminina, uma mulher bonita, mas sobretudo uma mulher ligada às suas raízes e que luta pela afirmação do papel dos seus ancestrais na música estado-unidense.
Trata-se de Rhiannon Giddens e o tema proposto é "Wayfaring Stranger" que podem ver e ouvir e no vídeo que aqui deixo publicado.







sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Rhiannon Giddens - a abrir Fevereiro

foto retirada da internet




Rhiannon Giddens é uma cantora e instrumentista estado-unidense que descobri em 2018.







foto retirada da internet
Rhiannon Giddens é fruto da miscigenação (os seus ancestrais são europeus, africanos e nativos americanos). A sua música carrega essa herança e, é bom ouvi-la.

Ficam estas sugestões musicais aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

João Afonso no Centro Cultural da Caloura

O meu primeiro contato com João Afonso aconteceu ainda na década de 90, ou seja, coincidiu com a sua participação no trabalho “Maio Maduro Maio” a que tive a oportunidade de assistir, não no S. Luís, mas no espetáculo que encerrou um congresso da FENPROF.
Fiquei rendido, claro que os temas eram de José Afonso, claro que o José Mário Branco já tinha o seu espaço nas minhas referências musicais, mas quer a Amélia Muge quer o João Afonso constituíram-se como uma novidade, uma agradável novidade.
A voz tranquila de intensão do João Afonso ficou-me nos ouvidos e, desde então, fui acompanhando o seu percurso musical. Nunca mais vi nenhum espetáculo do João Afonso ao vivo, mas conto fazê-lo já na próxima sexta-feira (9 de Novembro de 2018), pelas 21h, no Centro Cultural da Caloura. É um concerto intimista (Azul, verde para crer) que terá como convidado Zeca Medeiros. Uma outra voz, não tão tranquila, mas também cheia de intensão.
O último trabalho de João Afonso, “Sangue Novo”, tem letras de Mia Couto e José Eduardo Agualusa e música do João. Seguramente irão ecoar na noite da Caloura alguns dos temas deste trabalho, mas espero poder ouvir, também, algumas canções dos seus trabalhos anteriores e, serão sempre bem-vindos, se para isso houver tempo e oportunidade, alguns temas de José Afonso, tio do João.

Foto by Aníbal C. Pires




Vou de vez em quando, nem sempre com a frequência que desejaria, ao Centro Cultural da Caloura. Vou pela harmonia do espaço, vou pelas exposições, vou para privar alguns momentos na companhia do Professor Tomaz Borba Vieira saboreando, ou não, um chá que acompanha a troca de impressões sobre os temas mais diversos, digamos que não é só sobre arte que ocupamos o tempo, E faz-me bem, muito bem.









Foto by Aníbal C. Pires



Quando cruzo o limiar do portão e enquanto percorro o caminho até ao edifício do Centro Cultural sinto-me transportado para um Mundo que conheci, mas que já não existe. E deixo que a harmonia e tranquilidade me invada, ainda que tudo ao meu redor, tal como a voz do João Afonso, tenha uma energia que se sente e vive de forma intensa.



Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 07 de Novembro de 2018

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Sérgio Godinho - os artistas da FESTA

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Sérgio Godinho está de regresso à FESTA.










Sobre o espetáculo (Sábado, 8 de Setembro, pelas 21h 00, no Palco 25 de Abril) dizem os promotores:
"O «escritor de canções» está de regresso com «Nação Valente», o novo disco e novo espectáculo, que nos traz de volta ao conforto e à inquietação que Sérgio Godinho nos tem proporcionado ao longo da sua carreira. Mas transporta-nos ainda para territórios poéticos e musicais de alguma forma inéditos na obra do cantautor. Às canções que compõem o disco juntar-se-ão outras, menos recentes, das mais e menos conhecidas, e que por certo enriquecerão o retrato desta nação valente. Com Sérgio Godinho estarão Nuno Rafael, Miguel Fevereiro, Nuno Espírito Santo, João Cardoso e Sérgio Nascimento."

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Marta Pereira da Costa - os artistas da FESTA


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Marta Pereira da Costa é a única guitarrista profissional de Fado a nível mundial.

A Marta vai à Festa e está entusiasmada quer com a sua participação. quer ainda com tudo o que a FESTA promete. Veja aqui.

"O que não dizendo tudo, diz muito desta artista distinguida em 2014 pela Fundação Amália Rodrigues com o «Prémio Instrumentista». Além da participação como guitarrista em várias obras discográficas, tem acompanhado nomes como Mariza, Kátia Guerreiro, Camané e Carlos do Carmo. (...)"



"(...) Actuou já em palcos de todo o mundo, onde recebeu o aplauso do público e da crítica, acolhimento que teve também o seu primeiro álbum, em 2016."

domingo, 19 de agosto de 2018

Jorge Palma com Tim e Camané - os artistas da FESTA

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"Jorge Palma sobe este ano ao palco da Festa para apresentar um espectáculo de carreira acompanhado dos seus amigos e convidados Tim e Camané."







"Ao lado do cantautor e compositor e dos dois grandes nomes que convida estarão ainda Pedro Vidal, na direcção musical e guitarras; Vicente Palma, na voz, na guitarra e nas teclas; Nuno Lucas no baixo; e João Correia na bateria."

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Concerto para bébés - os artistas da FESTA

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Então não é que a FESTA até tem um Concerto para Bébés. Sobre este concerto dizem-nos os promotores:




“Sob a batuta de Paulo Lameiro e da companhia musicalmente: o concerto para bébés tem saxofones, clarinetes e berimbaus. Também cavaquinhos e outros sons da terra. Muitas chupetas, sorrisos e olhos de espanto. Viagens por Mozart, Bach e Monteverdi, que embalam avós ao colo dos netos. Um acordeão espreita uma bailarina atrevida. Os cantos não têm palavras, mas estas contam muito pouco das emoções partilhadas entre intérpretes e bebés. Há quem chegue em busca do efeito Mozart ou de uma história musical, encontra um silêncio cheio de sons. Às vezes um pássaro. Há quem entre em palco com vontade de dançar e bater palmas, e surpreende-se com a vontade de contemplar. Os olhos abraçam ouvidos e aninham-se perante aquelas fadas que cantam músicas diferentes. Num ápice, intenso, acabou-se o concerto.”



Mas FESTA tem também, como não poderia deixar de ser, um “Espaço Criança”.
É uma FESTA para todos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Aretha Franklin – 1942/2018

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Aretha Franklin, a rainha do Soul foi uma das vozes que marcou uma época de luta pela igualdade de género e pelos direitos civis.
Nos anos 60 gravou alguns temas, de entre os quais Respect que se tornaram hinos da luta das mulheres pela igualdade.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sharrie Williams - os artistas da FESTA

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Dizem que é o rosto do Rockin’ Gospel Blues.
Eu diria que Sharrie Williams é pelo um menos um desses rostos.











Sharrie Williams vem dos Estados Unidos para a FESTA


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

domingo, 12 de agosto de 2018

47Soul - os artistas da FESTA

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Ir à FESTA é, só por si, uma festa. Mas não faltam motivos para ir nem que seja só para assistir a um concerto e dar um saltinho, por exemplo, ao Pavilhão dos Açores petiscar morcela com ananás, ou quiçá apenas beber um licor do Pico, provar o queijo de S. Jorge, uma queijada, da Graciosa, ou da Vila.





Imagem retirada da Internet


Mas esta publicação não é dedicada nem ao Pavilhão dos Açores na Festa, nem à festa da gastronomia que acontece na FESTA.








Imagem retirada da Internet




Esta publicação é para vos deixar mais um destaque sobre os artistas da Festa, desta vez os "47Soul"



(...) Os 47Soul fundem a música da rua tradicional da Palestina com sintetizadores analógicos, guitarradas hipnóticas e versos acutilantes dos seus 4 cantores e instrumentistas.

As letras misturam árabe e inglês e destas misturas resulta uma contundente declaração de liberdade e luta. (...)"

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ana Bacalhau – os artistas da Festa

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A Ana Bacalhau vai lá estar, Ela e muitos outros artistas vão desfilar pelos diferentes palcos da FESTA.





Difícil vai ser optar porque o tempo não vai dar para tudo.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Ainda os 10 anos do momentos

Imagem retirada da internet
Para fechar o dia em que o momentos completa 10 anos de atividade fica a Barcelona Gipsy balKan Orchestra, não é por acaso. Como nada é por acaso o que aqui se vai publicando.

Não deixem de entrar no vídeo e divirtam-se.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Zé Pedro - (1956/2017)




Nem tudo terá ainda sido dito sobre o músico e o Homem. 
Mas eu apenas direi, 
Obrigado e até sempre Zé Pedro.







sábado, 5 de agosto de 2017

Rui Veloso - os artistas da FESTA


Rui Veloso é um daqueles nomes incontornáveis ma música portuguesa, não adjetivo o género musical, fico-me apenas pelo epíteto de portuguesa, a música é universal independentemente das categorizações que lhe são atribuídas. O Rui vai estar na FESTA


Cantor, compositor e guitarrista, começou a tocar harmónica aos seis anos. Mais tarde deixar-se-ia influenciar por BB King e Eric Clapton, e lançou, com 23 anos, o álbum que o projetou no panorama da música nacional, Ar de Rock.

sábado, 29 de julho de 2017

Gisela João - os artistas da FESTA


Nua é a designação dada ao último trabalho discográfico de Gisela João. É fado tal como ela o sente e gosta de cantar. E vai cantar na FESTA.


O disco dá voz às palavras de alguns poetas da atualidade, visita temas clássicos e tradicionais e surpreende-nos mostrando que, vinda de onde vier, e vem de muitos sítios, a música que passa pela voz de Gisela João é fado. É esse o seu fado.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Júlio Pereira - os artistas da FESTA


Júlio Pereira vai apresentar vários tema do seu novo trabalho discográfico com lançamento em Setembro de 2017, onde o som do cavaquinho contrasta com o Violoncelo – Sandra Martins, com a Guitarra Portuguesa – Pedro Dias  e com a Viola – Miguel Veras, numa criação musical de contemporânea mestiçagem.


Neste concerto Júlio Pereira revisitará “Cavaquinho.pt” - o seu último Álbum.
No palco da FESTA, este conjunto de universos resultará numa diversificada viagem por múltiplas paisagens sonoras.