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segunda-feira, 31 de março de 2025

da cretinice reinante

A quantidade de lixo publicado nas redes sociais é assustadora. Prezo e defendo a liberdade de expressão, pela qual sempre lutei e lutarei, mas não posso pactuar com a estupidificação reinante ancorada no revisionismo histórico e na narrativa reprodutiva da asneira, atrás de asneira que faz doutrina entre os analfabetos funcionais que por aí pululam. 

Vou ter de dar corpo a uma campanha de higienização para evitar os dislates de supostos especialistas que mais não fazem do que regurgitar o discurso dominante que, como se sabe, é o da ideologia dominante da qual quero distância, ou seja, distância de Trump, Macron, Le Pen, Kallas, Ursulla, Costa, Biden, Starmer, Montenegro, Rui Tavares, de entre e outros (muitos) quejandos que surfam a onda da cretinice, mas sobretudo dos imbecis que papagueiam até ao vómito as mais insólitas imbecilidades.  


sábado, 1 de março de 2025

mulher - a abrir março

Março abre, como tem vindo a ser hábito, com uma mulher, ou melhor com uma referência às mulheres que continuam a carregar um fardo que as discrimina. A imagem representa todas as mulheres trabalhadoras que lutaram e lutam contra o fascismo, o pior dos inimigos.

No mês de março assinalam-se várias datas, desde logo os 17 anos (2) deste blogue que se mantém ativo e interventivo. Mas essa é uma data que pouca dimensão tem com o aniversário do PCP (6), o Dia Internacional da Mulher (8) ou ainda com o Dia da Árvore (21), o Dia Mundial da Poesia (21), o Dia do Livro Português (26), de entre outros dias que, por outras e diversas razões merecerão ser assinalados.


terça-feira, 14 de janeiro de 2025

"Viagem pela Arte" - Ugolina Batista








Embarquei na “Viagem pela Arte” que Ugolina Batista tem em exposição no Centro Municipal de Cultura, em Ponta Delgada. 







A jornada foi prazerosa para o olhar, pela diversidade de materiais, suportes e técnicas que a Ugolina utiliza para expressar a sua criatividade e sensibilidade artística. As suas obras circulam pela pintura em porcelana, instalações com base de areia, ou com recurso a objetos que perderam o uso, mas que a Ugolina recria e lhes dá um novo uso estético, ou ainda o detalhe da pintura sobre tela, e algumas abordagens mais contemporâneas que traduzem um percurso dinâmico e de permanente atualização.







Nesta” Viagem pela Arte”, Ugolina Batista convida-nos a explorar as infinitas possibilidades a que a criatividade nos pode conduzir, mas esta jornada revela um percurso artístico tão admirável quanto a generosidade de quem o construiu. A Ugolina é uma amiga inspiradora pela criação artística e pela sua participação na vida cultural da sua comunidade. Muito me honra a sua amizade.


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

da poesia


A propósito do VII Encontro Internacional de Poesia da Macaronésia. 


a poesia é o lugar das palavras que mudam o mundo

Aníbal C. Pires


Ponta Delgada, 08 de novembro de 2024




domingo, 3 de novembro de 2024

agradecer

Agradeço à Organização do Outono Vivo, o convite para participar na 19.ª edição do Festival Outono Vivo para apresentar do meu mais recente livro de poemas. 

A minha gratidão estende-se à Câmara Municipal, na pessoa da sua Presidente e da Vereadora da Cultura que me honraram com a sua presença no lançamento, mas também ao vereador Ricky Batista que me apresentou ao público presente.

Endosso à Dra. Tânia Santos uma palavra de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na estruturação e realização deste festival das artes que, sendo da Praia da Vitória, há muito galgou as fronteiras do concelho, da ilha, da região e, este ano, as fronteiras do país.

Uma palavra de amizade para o Carlos Lima que continua a dar o seu contributo na realização da Feira do Livro que é, talvez, a face mais visível do festival.

Não posso deixar de referenciar e agradecer aos trabalhadores e voluntários que erguem e apoiam este festival das artes e, sem os quais, não seria possível a sua concretização.

Agradeço a presença dos meus estimados amigos e dos leitores que estiveram presentes pois, sem a sua presença, o momento vivido na tarde do dia 1 de novembro no bar da Associação de Juventude e das Artes da Ilha Terceira não teria grande significado.


Ainda uma referência à editora Letras Lavadas que me acolhe na sua chancela e que se tem vindo a afirmar no panorama regional e nacional como um parceiro das artes literárias e como agente ativo na divulgação e promoção cultural.

Por fim uma palavra de apreço e gratidão à Ana Rita Afonso que continua a ser a minha companheira de viagem nas minhas incursões literárias.

A expressão é do ano passado, mas mantém-se atual e reflete o que desejo para este festival das artes: Que este Outono continue a ser uma imensa Primavera para as artes e para a divulgação cultural!

Bem hajam!

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 3 de novembro de 2024


sábado, 21 de setembro de 2024

agendas

imagem retirada da internet

A Venezuela terá vários problemas, mas de todos os problemas sobressai um que a catapulta para a agenda de interesses imperialistas.

A Venezuela volta a estar na agenda mediática e a União Europeia e os Estados Unidos, como fizeram no passado com Juan Guaidó, estão a “eleger” o presidente que gostariam que a Venezuela tivesse, mas que a maioria do povo venezuelano democraticamente rejeitou.


quinta-feira, 13 de junho de 2024

1984, de George Orwell

foto de Aníbal C. Pires
Esta nota surge devido a um comentário feito na minha página do Facebook e me criticava por ter publicado uma imagem da capa sem qualquer apreciação crítica.

Não pretendo com este texto fazer apreciações literárias apenas e tão-somente deixar algumas impressões sobre a atualidade deste livro que, não o sendo, parece premonitório.

“1984” de George Orwell, foi escrito em 1948, daí resulta o título. Quando esta obra distópica deu à estampa, em 1949, foi considerada, em razão do contexto histórico e político, uma contundente crítica aos regimes totalitários, e em particular à União Soviética.

Na época, 1948, a chamada guerra fria e o processo de reescrever a história estava nos seus primórdios. À data a obra de Orwell e durante alguns anos serviu como um suporte de propaganda para travar a influência dos ideais marxistas-leninistas nas sociedades ocidentais, ainda que sem sucesso pois, como sabemos o declínio eleitoral dos partidos comunistas, em particular na Europa, só veio a acontecer algumas dezenas de anos depois e por opções próprias que os transformaram em organizações partidárias, direi, sociais-democratas e igual a muitas outras já existentes.

Bem, mas, isso não vem ao caso. Importa hoje constatar que “1984” retrata, não tendo sido a finalidade de Orwell, a sociedade atual, em particular as sociedades do chamado “Norte Global”, vejamos:

- a “novaescrita” – as alterações semânticas como, por exemplo, “colaborador” ao invés de trabalhador:

- o “Grande Irmão” – as redes sociais que tudo vigiam e controlam;

- “2+2=5” – controle sobre a realidade, ou seja, as “fake news”, notícias falsas;

- “buraco da memória” – censura (temos no espaço da União Europeia, vários órgãos de comunicação social proibidos) e todo o processo, em curso, de reescrever a história.

- perseguição e prisão – Julian Assange, Pablo Gonzalez, Pablo Házel, de entre outros. Mas também a perseguição e a repressão sobre, por exemplo, os manifestantes contra o genocídio em Gaza.

"1984", ao contrário do “suposto” objetivo do autor e da propaganda anticomunista, transformou-se numa obra cuja atualidade é pungente, por isso a reli e aconselho a ler.


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 13 de junho de 2024


terça-feira, 12 de março de 2024

nota breve

As eleições em Portugal foram ganhas pela opinião mediática.

A construção mediática do resultado só foi possível pela elevada iliteracia política e funcional que carateriza os portugueses. Não terá sido só, outras razões se poderão aduzir a estas, mas por agora fica apenas este registo.

Os mais desprendidos ou pragmáticos dirão que é a democracia a funcionar, eu direi que não. O que funcionou foi a moldagem e a manipulação do pensamento que os “donos do mundo” promovem e financiam, ao qual se pode associar a ressuscitação de bolorentos pensamentos salazaristas aos quais os portugueses continuam a aderir.

Vi por aí escrito, algures numa rede social, que os eleitores deram esta dimensão à extrema-direita, mas não professam ideais fascistas. Eu tenho as minhas dúvidas, o voto pode até ter sido de protesto, mas foi também um voto de identificação. Se assim não fosse o protesto teria sido distribuído pela ampla oferta de opções eleitorais para além dos partidos alternantes no poder em Portugal.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 11 de março de 2024


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

O cantador

imagem retirada da internet

Há 37 anos morreu o homem. O seu legado poético, musical e político continuou e vai perdurar na memória de todos os que não se submetem às inevitabilidades que provocam injustiça, discriminação, exclusão e pobreza. 

José Afonso foi um resistente e, como todos os resistentes, um vencedor, pois, resistir é vencer. 


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

o dia D de Assange

imagem retirada da internet

Amanhã, 20 de fevereiro, terá lugar a apreciação, pelo Tribunal Superior de Justiça de Londres, de um novo recurso do jornalista australiano contra sua extradição para os Estados Unidos. 

Mas quem é Julian Assange e quais são os crimes de é acusado!? É um jornalista de nacionalidade australiana e os EUA acusam-no de espionagem e de divulgação de informação classificada obtida de forma ilegal.

É um jornalista e mostrou ao Mundo a verdade que os Estados Unidos escondiam, em particular sobre as intervenções no Iraque e no Afeganistão.

Amanhã, um pouco por todo o Mundo, há mesma hora em que os juízes se reúnem para decidir do recurso de Assange estão previstos vários atos públicos de apoio ao jornalista e a exigência da sua libertação. 

Aníbal C. Pires, Arranhó, 19 de fevereiro de 2024

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

“O cheiro da tinta acalma-me,” …

 

“A Força das Sentenças” retrata uma dura realidade que afeta um número significativo de cidadãos e famílias. 

Este premiado romance de Pedro Almeida Maia, tendo como tema uma situação de doença irreversível não é, contudo, uma narrativa misericordiosa, poderá ser esclarecedora e até didática para quem cuida (família ou instituições), mas não assume, em momento algum, um caráter de comiseração nem induz, outros sentimentos, que não sejam de respeito por quem é vítima da doença e por quem cuida. 

A narrativa é crua e dura sem ser indiferente ao drama que se abateu sobre um reformado professor e homem de Letras que continua a escrever como terapia para retardar a evolução da doença.

“(…) Não faço a mínima ideia do porquê de estar aqui a sangrar letras, números e símbolos, só sei que ajuda. A mente deixa de mentir e o pânico descruza os braços, à procura da próxima vítima. Deixá-lo ir! (…)”

“(…) O cheiro da tinta acalma-me, o som da esfera a escorregar seduz-me, a imagem desta imensidão da folha vicia-me. E enquanto as linhas deslizam e se cruzam e se tocam e se beijam e se amam e se orgasmam, eu vivo mais um pouco. (…)”

A estrutura e a construção narrativa aliciam e a leitura flui como um rio para a foz.

“(…) A nossa mente não sabe o que é a felicidade, nem sequer do que necessitamos para ser felizes. É um estado de graça que só reconhecemos quando o habitamos. (…)”

Pedro Almeida Maia tinha este tesouro guardado, mas em boa hora lhe deu uso público.

Os leitores agradecem.


Aníbal C. Pires, Arranhó, 13 de fevereiro de 2024


terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

não foi o PSD, foi a coligação PSD/CDS/PPM

Quem ganhou as eleições na Região Autónoma dos Açores foi a coligação PSD/CDS/PPM, não foi o PSD.

Parece-me claro como água, mas vá-se lá saber em nome de que santinho a comunicação social e alguns comentadores vão dizendo, sem vergonha nenhuma, que o PSD venceu as eleições açorianas. 

Isto é mentir descaradamente, não é informar.

Que os dirigentes partidários da coligação PSD/CDS/PPM tentem, como fizeram com o chumbo do orçamento para 2024, responsabilizar o PS pela eventual, crise política que possa acontecer caso a coligação não chegue a acordo, parlamentar ou governativo, com o “basta”, até compreendo. 

Que esta posição seja assumida por comentadores da região e do país e por dirigentes políticos do próprio PS no continente, parece-me uma aberração, embora com propósitos claros.

O PS Açores fará o que muito bem entender, mas não me parece politicamente aceitável que seja da sua responsabilidade a viabilização de um governo da coligação PSD/CDS/PPM.


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 6 de fevereiro de 2024


domingo, 12 de novembro de 2023

ser ou não ser

imagem retirada da internet
Condenar Israel e o seu governo sionista pela barbárie que desde há 75 anos vem perpetrando sobre o povo palestino não é sinónimo de anti judaísmo ou de antissemitismo, é ser apenas humano. 

Apoiar o povo palestiniano e a sua luta pelo cumprimento das resoluções das Nações Unidas não significa que apoio o Hamas, ou outros grupos extremistas. Apoiar a Palestina significa, apenas e só, que defendo o direito dos palestinianos à terra, à vida e à paz.

Sou, antifascista e, por conseguinte, antirracista e antissionista.


sábado, 11 de novembro de 2023

do arquivo

foto de Aníbal C. Pires

Ao vasculhar no meu arquivo encontrei um texto de 19 de novembro de 2020. Retirei-lhe este fragmento que vale por si só. Digo eu!






(...) Para falar deste arquipélago e deste povo, com alguma propriedade e rigor, não basta conhecer as estatísticas, a geografia, saber do anticiclone e da Base das Lajes, ter por aqui passado férias, ou fazer referências, fica sempre bem, à Vila de Rabo de Peixe. Não! Isso não é suficiente. Não pretendo, nem para isso tenho arte, inibir os jornalistas e comentadores (profissionais ou não) que vivem no continente português a pronunciarem-se sobre o momento político que se está a viver na Região Autónoma dos Açores. Estejam à vontade para opinar, esse vosso exercício, por norma, Diverte-nos. (...)

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

a questão das questões

foto de Aníbal C. Pires
“Como podemos ter sucesso educativo e ser felizes? Esta foi a questão das questões que ontem (dia 8 de novembro e 2023) foi colocada, por uma jovem aluna, durante um encontro debate da CDU Açores com a comunidade educativa da Escola Secundária da Ribeira Grande.

A pergunta foi feita por uma jovem aluna que assistia ao debate, por sinal com uma participação que excedeu a minha expetativa pois, tratava-se de ocupar o serão (ou parte dele) a discutir e refletir sobre a educação, a escola, os alunos, os pais e encarregados de educação, as autarquias, os docentes e não docentes, e todos os que o desejassem, pois, a entrada era livre, como livres foram as diferentes opiniões manifestadas pelos participantes. 

A minha expetativa excedeu-se, pois, o tema sendo do interesse de todos é, porém, complexo e as soluções não se prescrevem como uma receita médica, ou seja, corre-se sempre o risco de sair destas iniciativas com um sentimento perda de tempo, mas sobretudo de impotência na procura de respostas para a resolução dos diversos problemas, por vezes conflituais, que as comunidades educativas têm como preocupações.

Cheguei atrasado, como se isso fosse uma novidade dirão alguns dos presentes no debate, mas a tempo de ouvir as intervenções de abertura que estiveram a cargo da Presidente da Associação de Estudantes, de uma professora da escola e de uma representante da organização promotora do debate.

A minha participação, estava mais ou menos estruturada mentalmente, tinha como objetivo provocar consciências e promover alguma reflexão crítica. Assim fiz, ainda que não tivesse tido grande retorno face a preocupações mais pragmáticas e legítimas da audiência e que urgem por respostas no imediato.

Depois! Bem, depois a Raquel pediu a palavra para perguntar: - Como podemos ter sucesso educativo e ser felizes? 

Não vou tentar qualquer abordagem na procura de uma resposta para a Raquel, conquanto, o tenha feito, quiçá de forma atabalhoada, durante o debate. Mas sempre direi que a pergunta revela uma inquietação que deve (deveria) preocupar, desde logo, os pais e encarregados de educação, mas também os professores, a administração educativa, e os teóricos das ciências da educação. 

Pode inferir-se da pergunta da Raquel que nem sempre o sucesso (não só o educativo) se enlaça com a felicidade, ou seja, os bons resultados não garantem, de per si, que sejamos felizes.

Obrigado Raquel!

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 9 de novembro de 2023


quarta-feira, 8 de novembro de 2023

(Papelaria 96) não é o livreiro da Praia, mas podia ser

Carlos Lima - imagem retirada da internet
Uma das imagens de marca do “Outono Vivo” é a feira do livro. 

Como todas as feiras que celebram o livro, os autores e as editoras, também esta tem alguns pilares. O Carlos Lima é uma figura incontornável desta feira do livro 

Não o fiz na altura em que estive na edição do “Outono Vivo” 2023, mas faço-o agora deixando neste espaço público uma palavra de reconhecimento e agradecimento ao Carlos Lima que anualmente continua a colaborar com esta excelente e diversificada mostra de livros.

domingo, 15 de outubro de 2023

da Palestina

imagem retirada da internet

Não tenho por hábito escrever “a quente”, desde logo por não ter nenhuma obrigação de o fazer, mas sobretudo por razões de racionalidade e necessidade de fundamentação que introduz o rigor necessário que só a procura de informação, a reflexão e a confirmação dos factos (fontes) pode garantir, quando procuramos a objetividade. Escrever hoje sobre o conflito na Palestina seria, apesar do conhecimento histórico, um erro face à proximidade temporal e ao confronto com as máquinas de propaganda que difundem, mais do que informação, opinião parcial e “fabricada”, sobre os recentes e dramáticos acontecimentos na Palestina e que vieram agravar uma situação que, há mais de 100 anos foi criada, com as habituais cumplicidades, por influência e vontade da Inglaterra. (Declaração de Balfour, 1917 e o Mandato Britânico da Palestina, 1920-1948*).

Existem, contudo, alguns aspetos que, desde já, me merecem o mais veemente repúdio como seja: a escalada da violência provocada pelo Hamas e pelo estado sionista de Israel, não confundir com o povo judeu e com muitos outros habitantes de Israel; e as proibições (tentativas), feitas em alguns países da União Europeia, aos apoios populares à causa do povo palestiniano e ao uso de alguns dos seus símbolos (bandeira e o keffiyeh – lenço árabe ligado à causa palestina e popularizado por Yasser Arafat).

*para quem quiser conhecer a Declaração de Balfour e o Mandato Britânico pode, se assim o desejar, encontrar muita informação na internet, ou seja, sem muito esforço.

Ponta Delgada, 15 de outubro de 2023


sexta-feira, 29 de setembro de 2023

artista mulher

foto de Aníbal C. Pires
A cidade da Lagoa, é justo reconhecê-lo, tem uma agenda cultural diversificada e plural. Nem sempre posso aceder aos convites, nem sempre posso estar presente nos eventos, mas sempre que me é possível vou fruir da oferta cultural que a novel cidade tem para oferecer aos residentes e forasteiros.

Na passada quinta-feira fui, finalmente, visitar a exposição de desenho e pintura (aguarelas e caneta) de Ugolina Batista e gostei.

Ugolina Batista - foto retirada da internet


Gostei do espaço e da forma simpática e entusiasta com que fui recebido e gostei do que vi. 

Conheço a Ugolina Baptista e por ela tenho uma respeitável admiração. A Ugolina é uma mulher surpreendente e possuidora de uma invejável energia, mas é também, e quiçá sobretudo, uma artista multifacetada e criativa.

Embora tardios, ficam os meus parabéns à Ugolina Batista e os votos para que nos continue a brindar com a sua arte, engenho e boa disposição.


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

quarta-feira, 29 de março de 2023

Green God - um poema de Eugénio de Andrade

Hoje, pelas 18 horas, realizou-se na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (BPARPD), uma sessão da “Academia das Letras” dedicada a Eugénio de Andrade. Com moderação de Ângela Almeida e intervenções de Paula Sousa Lima e Henrique Levy. Foram lidos alguns poemas por Célia Cordeiro e Aníbal C. Pires.

O público escasseou, mas nem por isso os a sessão deixou de ser útil, interessante e animada para quem se dispôs a passar o fim de tarde numa das acolhedoras salas da BPARPD.

Podia, mas não o vou fazer, elaborar uma síntese das intervenções e da tertúlia que se lhe seguiu, vou apenas referir a (minha) descoberta de um poema de Eugénio Andrade que foi referido pela Professor Eduíno de Jesus e que deixo transcrito para os amantes da poesia de Eugénio de Andrade.


Green god

Trazia consigo a graça
das fontes, quando anoitece.
Era o corpo como um rio
em sereno desafio
com as margens, quando desce.

Andava como quem passa,
sem ter tempo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
cresciam troncos dos braços
quando os erguia do ar.

Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia
num ritmo que ele sabia
que os deuses devem usar.

E seguia o seu caminho,
porque era um deus que passava.
Alheio a tudo o que via,
enleado na melodia
de uma flauta que tocava.

Eugénio de Andrade