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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

das linguagens

 

foto de Rui Lopes
Texto de Apresentação do livro:

“Por um Fio de Seda”, texto e ilustrações de Rui Lopes

Centro Cultural de Santa Clara, 24 de outubro de 2023, pelas 18h30mn

Minhas senhoras e meus senhores,

Caros amigos,

É, para mim, uma honra e também um prazer, estar aqui a convite do Rui Lopes, a quem aproveito para agradecer a confiança que em mim deposita para apresentar o seu primeiro livro que reúne, como terão oportunidade de constatar, um texto em que o autor narra uma história real e ilustra com a mestria que lhe reconhecemos, não só por esta nova experiência, mas por todo o trabalho gráfico que tem feito ao longo da sua vida profissional e que agora ganha novos e desafiantes contornos.

Agradeço a vossa presença com o compromisso de que não vos vou ocupar muito tempo, nem maçar com avaliações mais ou menos elaboradas sobre o texto, sobre as ilustrações, mas também sobre o protagonista desta história, que se encontra aqui entre nós e, a quem aproveito para endereçar um cumprimento especial pois, hoje, completa 92 anos de idade. 

Parabéns, Comandante Francisco da Encarnação Afonso! 

E bem-haja pelo seu exemplo de vida.


ilustração de Rui Lopes

Minhas senhoras e meus senhores,

Caros amigos,

Quando Rui Lopes me convidou para fazer a apresentação pública do seu livro, convite ao qual anuí sem qualquer reserva, e dei início à estruturação desta breve intervenção optei por dedicar o essencial do conteúdo deste registo ao autor, enquanto cidadão e ao potencial artístico que carrega consigo, mas por razões diversas não tem tido oportunidade de cultivar, para além da comunicação visual utilitarista. Ao contrário do que costumo fazer não separei as alusões à obra ao perfil do autor o que poderá contrariar os cânones, mas eu gosto de correr riscos e essa tem sido a minha opção de vida: navegar à bolina. Sinto-me confortável assim, a ir contraventos e marés.

“Por um fio de seda”, relata uma história, conhecida por muitos dos presentes, e por muitos outros que, estando ausentes conhecem, pois, esta história faz parte dos anais da aviação militar em Portugal e já foi descrita, de entre outros registos, no livro “Voando… A Unir O Que O Mar Separa”, promovido pela Associação Portuguesa de Pilotos de Linha Aérea (APPLA), da autoria do Professor Ermelindo Peixoto e publicado na sequência da atribuição do Prémio Carlos Bleck 2017, ao Comandante Afonso, e que o Rui Lopes referencia como uma das suas fontes.

Mas o reconhecimento à carreira, profissionalismo e dedicação não foi, apenas, pelos seus pares, como acabei de referir, aliás uma de entre muitas outras, mas também o Município de Ponta Delgada e a Região, através da ALRAA, prestaram uma justa homenagem ao Comandante Afonso, atribuindo-lhe respetivamente o “Diploma de Reconhecimento Municipal”, em 2011 e a “Insígnia Honorífica Açoriana de Dedicação”, em 2013.


Minhas Senhoras e meus senhores,

Caros amigos,

Numa epígrafe do livro do Professor Ermelindo Peixoto e que acabei de referenciar pode ler-se: “voar nas asas do sonho”; e esta é uma inscrição que, também, se ajusta, ao Rui Lopes. Por este livro e por este momento, pois, quem o conhece tem consciência que o presente acontecimento é um voo sonhado pelo Rui, e não me refiro ao livro em si mesmo, essa é apenas uma particularidade que não me surpreende, embora seja uma excelente mostra da arte e criatividade do Rui Lopes. Mas este momento é, também e, quiçá, sobretudo um grito que o liberta, ou pode libertar, do espartilho da publicidade e dos grafismos comerciais. 

O voo sonhado do Rui Lopes e que, para já deu este belo fruto, relaciona-se com tudo o que lhe está a montante, isto é, o recente, mas muito desejado percurso formativo, a sua concretização com sucesso, o reconhecimento dos seus mentores e, quiçá, a oportunidade tão ambicionada para o Rui Lopes poder dar expressão ao que lhe dá prazer e melhor sabe fazer: arte pela arte. Arte sem moralismos nem utilitarismos, a arte apenas pela estética.

Comandante Francisco Afonso (coleção particular)
Neste livro o autor ilustra e narra um episódio, por sinal dramático, da vida do Comandante Afonso que como sabem é o sogro do Rui. Permito-me fazer esta referência pois, a escolha do tema diz bem do homem que é o Rui Lopes.

A estória relata e ilustra um incidente ocorrido a 12 de outubro de 1955 protagonizado pelo Comandante Afonso, então com 23 anos, faria 24 passado 12 dias, e como piloto da Força Aérea Portuguesa. 

Era um voo noturno num jato monomotor da Esquadra 20, de caças F84-G, sedeada na base aérea da Ota. Dificuldade e alguma confusão nas comunicações, o afastamento da base, quando conseguiu determinar o local onde se encontrava, por ter avistado as luzes da procissão das velas em Fátima, concluiu que o combustível era insuficiente para chegar à base, quando assim é os manuais aconselham a ejeção, e foi o que o Comandante Francisco Afonso fez, apontou a aeronave ao mar e ejetou-se. O livro não é apenas a descrição deste episódio, mas é sobretudo esta estória do brilhante percurso profissional do Comandante Afonso que o autor de “Por um fio de seda” partilha connosco socorrendo-se das palavras do protagonista e brindando-nos com ilustrações que nos transportam para a carlinga do avião, para os procedimentos da ejeção, para a serenidade da descida em paraquedas e a chegada ao solo no meio de uma vinha, já vindimada, mas ainda assim os cães de guarda alertaram o proprietário para a presença de um intruso, o que contribuiu para que o seu resgate pela Força Aérea Portuguesa tivesse acontecido com celeridade.


Rui Lopes - foto de Madalena Pires

Senhora e senhores,

Caros amigos, 

Temas e estórias não faltam por aí, mas o Rui optou por esta, optou por homenagear uma figura familiar por quem tem muita admiração e respeito. 

Quem conhece o Rui sabe que ele é um homem de afetos e de emoções. 

Quem conhece o Rui Lopes identifica-o como arquétipo da generosidade. 

O Rui é um ativista na defesa do ambiente, da natureza e de modelos de desenvolvimento sustentáveis, o Rui preocupa-se com as injustiças sociais, o Rui coopera não compete, o Rui é um lutador contra a indiferença, o Rui dedica-se, direi, religiosamente à família e aos amigos, o Rui é o amigo com quem podemos sempre contar, o Rui está sempre disponível para quem o procura, o Rui é humildemente generoso como deviam ser os homens, mas o Rui é, sobretudo, um talentoso criativo que necessita espaço e oportunidades para se afirmar e mostrar toda a sua capacidade artística, de que este livro e, em particular, as ilustrações são uma pequena amostra do seu fértil universo de linguagens plásticas que é o seu território comunicacional de eleição.

Obrigado Rui, pelo convite e pela amizade! Obrigado pela vossa atenção!


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 24 de outubro de 2023


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Prémios APPLA 2017

Foto by Aníbal C. Pires
A Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA), promoveu no passado dia 7 de Outubro, em Ponta Delgada, a entrega dos prémios APPLA 2017.
O prémio “Carlos Bleck” 2017, como tinha sido anunciado em 2015 durante a entrega dos prémios APPLA desse ano, foi entregue ao Comandante Francisco da Encarnação Afonso, personalidade que os açorianos de várias gerações, mesmo sem o conhecerem pessoalmente, admiram e respeitam pelas suas competências enquanto piloto, mas também pelas suas qualidades humanas. A carreira militar e civil do Comandante Afonso acompanhou a história da aviação em Portugal, tendo sido um dos pioneiros e protagonistas da evolução que, na segunda metade do século XX, se assistiu no transporte aéreo comercial, em particular, nos Açores.
Não tenho memória se cheguei a viajar na SATA Air Açores com o Comandante Francisco Afonso aos comandos de uma aeronave, mas sempre ouvi o seu nome como uma referência enquanto piloto e personalidade e, como eu a generalidade dos açorianos de todas as ilhas. Podíamos até nunca ter voado com ele, podíamos até não o conhecer pessoalmente, mas habituámo-nos a respeitar e admirar aquele Comandante da SATA.
Só o conheci e cultivei com ele um relacionamento de amizade já depois da sua aposentação. Cheguei ao seu conhecimento por via da Ana Rita, filha do Comandante Afonso, de quem sou colega de profissão e amigo de longa data. Privar com o Comandante Francisco Afonso é um privilégio, conversar com ele um prazer.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada prestou-lhe uma justa homenagem, a Região um justo reconhecimento com a atribuição de uma insígnia honorífica, agora foi chegada a hora dos seus pares lhe reconhecerem a brilhante carreira.
Com a atribuição do Prémio “Carlos Bleck” foi lançado o livro “Voando… a unir o que o mar separa”, de Ermelindo Peixoto, que para além de descrever o percurso de Francisco Afonso na aviação militar e comercial constitui, também, um importante contributo para a história da aviação em Portugal e, em particular, da Região Autónoma dos Açores. Grande parte do percurso profissional do Comandante Francisco Afonso foi feito ao serviço da SATA e, por vezes, a história deste piloto confunde-se com história da transportadora aérea regional. “Voando… a unir o que o mar separa” é, também, uma parte da história da SATA e de todos os seus trabalhadores, e que o Comandante Afonso destacou na intervenção de agradecimento que proferiu após ter recebido o prémio “Carlos Bleck”.






O Comandante Francisco Afonso trouxe para a Região e para a SATA uma merecida distinção com o reconhecimento que os seus pares lhe conferiram com a atribuição do Prémio “Carlos Bleck”.
Não posso deixar de referenciar mais alguns dos agraciados pela APPLA em 2017 pela importância que a atribuição desses prémios tem, desde logo para os distinguidos, mas sobretudo para os Açores.







Ermelindo Peixoto







Professor Ermelindo Peixoto foi agraciado com o prémio APPLA Comunicação. Justo reconhecimento por todo o trabalho publicado sobre a aviação portuguesa.











Carlos Botelho






Carlos Botelho representante da SATA no Canadá e com uma longa carreira ao serviço da aviação comercial foi agraciado com o prémio APLLA Amizade. Quem conhece o Carlos sabe muito bem como esta distinção fica muito bem entregue.








Foto by Aníbal C. Pires




Os pilotos da SATA Air Açores foram agraciados com o prémio APPLA Técnica. O reconhecimento das qualidades destes pilotos que ligam os Açores numa operação aérea que, como todos sabemos, tem caraterísticas e dificuldades muito complexas e que só com a excelência destes profissionais se realiza com os padrões de comodidade e segurança que todos reconhecemos à SATA Air Açores.







A noite dos prémios APPLA 2017 foi dos agraciados, mas a noite dos prémios APPLA 2017 foi, sobretudo, uma noite de celebração dos açorianos e dos Açores.
Ponta Delgada, 08 de Outubro de 2017

Aníbal C. Pires, In Azores Digital, 09 de Outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Leonor Afonso - O limiar

Aguarela de Ana Rita Afonso







No livro editado no âmbito do prémio “Carlos Bleck”, 2017, atribuído ao Comandante Francisco Afonso consta uma singela e sentida homenagem à D. Leonor Afonso, esposa do agraciado.
O tributo à D. Leonor Afonso materializa-se em quatro aguarelas de Ana Rita Afonso (filha) e outros tantos poemas de Aníbal C. Pires (amigo). São quatro momentos marcantes na vida e na história deste casal. Este registo é o primeiro desses quatro momentos.









O limiar

A menina mulher
Que um dia se encantou
Pelo galante jovem
Forjado nas penedias
Que enlaçam o Douro
Abraçou o sonho
Foi transmontana,
Timorense, guineense
E açoriana
Foi Amor, é Mulher

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 09 de Dezembro de 2016

... a unir o que o mar separa

Foto by Aníbal C. Pires








Fragmento de texto para publicação na imprensa regional e, como é habitual, também aqui neste espaço.







(...) Com a atribuição do Prémio “Carlos Bleck” foi lançado o livro “Voando… a unir o que o mar separa”, de Ermelindo Peixoto, que para além de descrever o percurso de Francisco Afonso na aviação militar e comercial constitui, também, um importante contributo para a história da aviação em Portugal e, em particular, da Região Autónoma dos Açores. Grande parte do percurso profissional do Comandante Francisco Afonso foi feito ao serviço da SATA e, por vezes, a história deste piloto confunde-se com história da transportadora aérea regional. “Voando… a unir o que o mar separa” é, também, uma parte da história da SATA e de todos os seus trabalhadores, e que o Comandante Afonso destacou na intervenção de agradecimento que proferiu após ter recebido o prémio “Carlos Bleck”. (...)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Comandante Francisco Afonso – Voar nas asas do sonho


Não tenho memória se cheguei a viajar na SATA Air Açores com o Comandante Francisco Afonso aos comandos da aeronave, mas sempre ouvi o seu nome como uma referência enquanto piloto e personalidade e, como eu a generalidade dos açorianos de todas as ilhas. Podíamos até nunca ter voado com ele, podíamos até não o conhecer pessoalmente, mas habituámo-nos a respeitar e admirar aquele Comandante da SATA.

Foto by Madalena Pires (Furnas, S. Miguel)
Só o conheci e cultivei com ele um relacionamento de amizade já depois da sua aposentação. Cheguei ao seu conhecimento por via da Ana Rita, filha do Comandante Afonso, de quem sou colega de profissão e amigo de longa data. Privar com o Comandante Francisco Afonso é um privilégio, conversar com ele um prazer.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada prestou-lhe uma justa homenagem, a Região um justo reconhecimento com a atribuição de uma insígnia honorífica, agora é chegada a hora dos seus pares lhe reconhecerem a brilhante carreira.
Tinha sido anunciado em 2015 pela Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA), e vai concretizar-se no dia 7 pf a entrega, ao Comandante Francisco Afonso, do Prémio “Carlos Bleck” na gala de 2017 promovida pela APPLA e que este ano se realiza a dois momentos. Em Ponta Delgada, no dia 7 de Outubro e, no dia 28 de Outubro em Ponte de Sor.
Com a atribuição do Prémio “Carlos Bleck” é lançado o livro “Voando… a unir o que o mar separa”, de Ermelindo Peixoto, que para além de descrever o percurso de Francisco Afonso na aviação militar e comercial constitui, também, um importante contributo para a história da aviação em Portugal e, em particular, da Região Autónoma dos Açores. Grande parte do percurso profissional do Comandante Francisco Afonso foi feito ao serviço da SATA e, por vezes a história deste piloto confunde-se com a própria história da transportadora aérea regional. “Voando… a unir o que o mar separa” é, também, uma parte da história da SATA.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 05 de Outubro de 2017

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Comandante Afonso - Prémio Carlos Bleck, 2017 (APPLA)


No passado dia 23 de Maio a Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA) promoveu a entrega do Prémio Carlos Bleck 2015 onde foi agraciado o Comandante João Graça. Durante esta cerimónia foi anunciado o agraciado de 2017.
Em 2017 será agraciado com este prestigiado prémio o Comandante Francisco da Encarnação Afonso, assim foi anunciado durante a entrega do prémio em 2015. (ver vídeo)


Esta é uma notícia que me deixa particularmente feliz pela admiração e amizade que nutro pelo Comandante Afonso. Mas é também uma notícia que deve orgulhar todos os açorianos e em particular todos os trabalhadores da SATA.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Comandante Afonso - Insígnia Autonómica de Dedicação


Ontem, Dia dos Açores, em Sessão Solene realizada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores foram agraciadas, com Insígnias Autonómicas, um conjunto de personalidades e instituições.
Sem nenhum desprimor pelos restantes agraciados permitam-me este destaque a Francisco da Encarnação Afonso, o Comandante Afonso, aqui na foto acompanhado pela esposa, por três dos seus quatro filhos e uma neta, a Beatriz.


Aqui o Comandante Afonso (agraciado com a Insígnia Autonómica de Dedicação) acompanhado por Carlos César (agraciado com a Insígnia Autonómica de Valor), Francisco César e Vasco Cordeiro.

Sobre o Comandante Afonso e a sua história de vida muito há para dizer e um destes dias dedicarei tempo e espaço para abordar com maior profundidade a sua biografia, por hoje deixo-vos apenas uma breve nota biográfica.


Francisco da Encarnação Afonso nasceu a 24 de Setembro de 1931, na freguesia de Lagoaça, Concelho de Freixo de Espada à Cinta. 
Fez a escola secundária no Porto e, em 1951, foi admitido no curso de pilotos da Força Aérea Portuguesa, acabada de criar a partir da fusão da Aviação Naval com a Aeronáutica do Exército. Depois da pilotagem fez, mais tarde, o curso de navegador e o curso de instrução em aviões plurimotores. 
Concluído o curso de piloto foi colocado na Base Aérea da Ota e nas esquadras de aviões de caça, entre estas, nas primeiras que foram equipadas com jactos, o F84G.
Em 1965 veio para a Base Aérea das Lages, aonde se empenhou nas funções de transporte e de instrução de pilotos, iniciando-se a sua relação com os Açores que vieram a tornar-se a sua terra de adoção.
No Verão de 1966 teve um primeiro período de colaboração com a SATA, tendo depois sido requisitado à Força Aérea, entrando no quadro de pilotos da companhia em 1967.
A SATA de então dispunha de dois aviões De Havilland Dove com capacidade para 9 passageiros (que tinham chegado em 1949) e dois Douglas DC-3 Dakota (chegados em 1963) para 26 passageiros. Para estes aviões existiam apenas 4 pilotos.
Daí até ao que conhecemos nos dias de hoje, a SATA teve um enorme progresso, que a muitos se deve, mas, de entre eles, há que destacar o ora homenageado Cmdt Afonso, que esteve presente em todos os desenvolvimentos cruciais da SATA. Além de ter sido responsável pela Direcção das Operações de Voo durante mais de 20 anos e, de ter acumulado com as funções de piloto comandante, de instrução e verificação de pilotos, esteve também envolvido reestruturação da frota com a introdução dos Avro e posteriormente dos ATP. Na década de 80 esteve também envolvido na preparação dos aeródromos regionais do Pico, Graciosa, S. Jorge e Corvo, com vista à respectiva certificação e operacionalidade comercial. Em simultâneo com as actividades normais, também cumpriu um mandato como vogal do Conselho de Administração.