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domingo, 3 de novembro de 2024

agradecer

Agradeço à Organização do Outono Vivo, o convite para participar na 19.ª edição do Festival Outono Vivo para apresentar do meu mais recente livro de poemas. 

A minha gratidão estende-se à Câmara Municipal, na pessoa da sua Presidente e da Vereadora da Cultura que me honraram com a sua presença no lançamento, mas também ao vereador Ricky Batista que me apresentou ao público presente.

Endosso à Dra. Tânia Santos uma palavra de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na estruturação e realização deste festival das artes que, sendo da Praia da Vitória, há muito galgou as fronteiras do concelho, da ilha, da região e, este ano, as fronteiras do país.

Uma palavra de amizade para o Carlos Lima que continua a dar o seu contributo na realização da Feira do Livro que é, talvez, a face mais visível do festival.

Não posso deixar de referenciar e agradecer aos trabalhadores e voluntários que erguem e apoiam este festival das artes e, sem os quais, não seria possível a sua concretização.

Agradeço a presença dos meus estimados amigos e dos leitores que estiveram presentes pois, sem a sua presença, o momento vivido na tarde do dia 1 de novembro no bar da Associação de Juventude e das Artes da Ilha Terceira não teria grande significado.


Ainda uma referência à editora Letras Lavadas que me acolhe na sua chancela e que se tem vindo a afirmar no panorama regional e nacional como um parceiro das artes literárias e como agente ativo na divulgação e promoção cultural.

Por fim uma palavra de apreço e gratidão à Ana Rita Afonso que continua a ser a minha companheira de viagem nas minhas incursões literárias.

A expressão é do ano passado, mas mantém-se atual e reflete o que desejo para este festival das artes: Que este Outono continue a ser uma imensa Primavera para as artes e para a divulgação cultural!

Bem hajam!

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 3 de novembro de 2024


domingo, 2 de maio de 2021

Bem hajam - na apresentação do livro "Esperança Velha e Outros Poemas"


Intervenção de agradecimento 
na Apresentação do livro

Esperança Velha e Outros Poemas, 

Aníbal C. Pires, poemas, Ana Rita Afonso, ilustrações 

Letras Lavadas, 2020“

Às 18h Açores, 19h Lisboa, de 2 de maio de 2021, 

live streaming no Facebook e no Youtube da Letras Lavadas

Boa tarde!

Não é apenas por cordialidade, ou porque é esperado que os autores enumerem um rol de agradecimentos, Não. Não é por isso que agradeço ao Vamberto de Freitas. Mais do que pela apresentação que fez deste livro de poemas, agradeço ao Vamberto Freitas tudo aquilo que com ele tenho aprendido e todos os momentos em que nos juntamos para conversar. Conversar do que quer que seja. Nem que seja do tempo meteorológico, do tempo que vivemos, de outros tempos, ou do que esperamos do porvir.

Muito obrigado Vamberto!


O meu agradecimento vai, também, para a Ana Rita Afonso que aceita, sem relutância, os desafios que lhe tenho feito. Sejam os desafios para embarcar nestas viagens pela escrita e pela ilustração, sejam outros que ao longo da nossa vida profissional, foram acontecendo.

A Ana Rita Afonso é uma boa amiga. Uma amiga que muito prezo e pela qual tenho uma admiração incomensurável.

Bem hajas Ana Rita!

Não posso deixar de registar uma nota de agradecimento ao poeta e ficcionista Henrique Levy, pela leitura do manuscrito, pelas sugestões que formulou e pelos reflexos que tiveram no produto final.

Obrigado Henrique Levy.

Quero, também, agradecer ao Mário Sousa. E este agradecimento não diz respeito apenas à sua participação com a leitura de alguns poemas durante esta apresentação. Agradeço ao Mário Sousa por tudo o que tenho aprendido com ele, sobre poesia e, sobretudo, como dizê-la.

Obrigado Mário Sousa e conta comigo para continuar a dar corpo e voz a outros projetos.

Ao Rafael Carvalho que, mais uma vez, disponibilizou um dos seus temas originais para a realização do pequeno vídeo promocional que abriu e, julgo, irá encerrar este evento virtual.

O Rafael merece todo o nosso reconhecimento pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver na promoção da viola da terra e na sua aprendizagem. Obrigado Rafael, também por isso. 

À Patrícia Carreiro uma palavra de reconhecimento e apreço, mas também de agradecimento. Reconhecimento e apreço pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver na divulgação dos livros, mas também da promoção da leitura. Uma palavra de agradecimento pela disponibilidade e forma como está a conduzir a apresentação do livro Esperança Velha e Outros Poemas, mas também, pela divulgação que tem feito deste livro com a leitura de alguns dos poemas.

Uma palavra de agradecimento ao todos os trabalhadores do grupo Publiçor/Nova Gráfica. Pela disponibilidade, simpatia e profissionalismo. Sem eles nada disto seria possível.

Muito obrigado o senhor José Ernesto Rezendes, o editor que me tem acolhido, mas também o criativo das artes gráficas a quem é reconhecido um valor inestimável no mundo das artes gráficas.

Por fim uma palavra de agradecimento à Madalena Pires, minha mulher, sem a qual não seria possível fazer tudo o que, ao longo da nossa vida em comum, tenho feito. 

Mas também aos meus filhos (Ana Amélia, Ana Catarina e João Miguel), e netas (Maria Margarida, Maria Benedita e Maria Luísa) que me inspiram e me enchem de alegrias.

Obrigado aos amigos e leitores que nos estão a acompanhar.

Obrigado a todos!

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 2 de maio de 2021


domingo, 31 de março de 2019

em breve

foto Aníbal C. Pires (Ponta Delgada, 30 de Março de 2019)


Esta amálgama de esboços que reúnem um conjunto de elementos aos quais se poderão, ou não, juntar outros é o que se poderá designar como primeira fase de um processo criativo.
A Ana Rita Afonso está a preparar trabalho para nos encantar.
Ficamos a aguardar.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (10)

Urgência(s)

Um tímido sorriso
Um rubor na face
Um silêncio que fala
Uma palavra ciciada
Um olhar ávido
E acontece
Inesperado
O beijo, o abraço
E as palavras, o sorriso, o olhar e o silêncio
Acatam a vontade
Do corpo, e calam
Perante a urgência
Que desponta
Dos corpos enlaçados
Apressados pelo momento
Desnudam-se, colam-se
Agitados, quentes, suados
Fundem-se ofegantes
Num imenso frenesim
Apelam a Deus
E a urgência chegou ao fim


Aníbal C. Pires, Santa Cruz da Graciosa, 26 de Março de 2015

São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "Urgência(s)"

Da exposição "Tocar o Mundo" (9)

É doce o teu olhar

O teu olhar ausente
Na imensidão do mar
Na infinidade do deserto
Na utopia que persegues
Sem sossego e sem tréguas

O teu olhar ausente
Regressou faiscando
Num perturbador
E provocante azul

O teu olhar pousa em mim
Agora é doce o teu olhar
Doce da cor do mel
Fala de amor e do sonho
Que vive em ti

O teu olhar presente
Afaga a minha alma
Dissipa as sombras
Ilumina o meu caminho


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 23 de Janeiro de 2016

São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "É doce o teu olhar"

segunda-feira, 21 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (8)

A cores

Sou ilha de lava
Nascida do fogo
E do caos telúrico
Que o tempo serenou
A desordem deu lugar à quietude
A escuridão à luz
E despontei verde
Enlaçada de azuis


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 17 de Março de 2015

São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "A cores"

domingo, 20 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (7)

Retalhos da vida

Em constante inquietude
Percorro a existência
Nem sempre linear
Tantas vezes sinuosa
Guardo todos os instantes
Nem sempres a cores
Tantas vezes cendrados
Estes instantes 
São pedaços de mim
Com estes retalhos
Caminho pela vida
Com o passado presente
E o futuro no olhar

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 16 de Março de 2015


São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "Retalhos da vida"

sábado, 19 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (6)

Sombras e cinzentos

Esse temor 
Que te amarra
Essa mordaça
Que te contém
Essa grilheta
Que te priva
Essa máscara
Que te alucina
Não te atormentes
Descobre o teu caminho
Despedaça os medos
Rasga as mordaças 
Quebra as grilhetas
Arranca a máscara
Troca o medo pelo sonho
A mordaça pela palavra
A grilheta pela liberdade
A máscara pela claridade
Habita o teu sonho
Numa fantasia
Sonhada a cores
Com sombras e cinzentos

Aníbal C. Pires, Horta, 23 de Fevereiro de 2015

São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "Sombras e cinzentos"

sexta-feira, 18 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (5)

Perseverança 

Estava entreaberta
Com estrondo
Bateu ao fechar
O ruído sacudiu
A vontade  
O instante doeu
Por momentos
O brilho do teu olhar
Deslustrou-se 
Ferido(a)
Vacilaste sem capitular
A determinação
Regressou 
Faiscante  
Ao teu olhar
Procurando
Outros fados
Outros lugares
Caminhos para andar
Portas por abrir
De par em par

Aníbal C. Pires, Horta, 24 de Novembro de 2014



São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "Perseverança"

quinta-feira, 17 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (4)

Amores fortuitos

Os amantes casuais
Amam 
Sem prazo
Nem tempo
Amam
Com sofreguidão
Fundem-se
Famintos
No deleite
Dum momento
Irrepetível

Os amantes casuais
Amam
Com a avidez
Incontrolada dos sentidos
Amam
Sem ponderar
Desfrutam somente
O prazer de ocasião
Amam
O sôfrego instante
De amores fortuitos
Sem prazo 
Nem tempo  

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 24 de Julho de 2014


São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "Amores Fortuitos"

terça-feira, 15 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (3)

Raízes

Caminho pela vida
Carregando as origens
Não são um fardo
É energia que sorvo das raízes
A seiva onde me alimento
Nas memórias e ausências
Da vida passada, saudade
Das palavras e afetos
Onde me aconchegava
Cresci e aprendi contigo
A ser quem sou
Foste a origem, o alicerce
Somos um só, e tudo
O que foste, o que sou
Uma árvore errando pela vida


Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 09 de Fevereiro de 2016


 São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
Aqui podem ver e ouvir "Raízes"

segunda-feira, 14 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (2)

Tempo Norte

Uma espessa bruma
Cálida e húmida
Envolve a cidade de cinzento
Invade os corpos de enfado
E as razões de melancolia
Uma amena brisa
Vinda do Norte
Afasta as neblinas
E a cidade cinzenta
Ganha cor e sorri
Em gradientes de azul
De mar e céu
A cidade cinzenta
Vestida de mil cores
Ganha alento e sorri
Ao tempo Norte

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 08 de Fevereiro de 2016


São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.

Aqui podem ver e ouvir "Tempo Norte"

domingo, 13 de março de 2016

Da exposição "Tocar o Mundo" (1)

Amores-perfeitos

Chegam do Mundo
Pelos carreiros da vida
Por acaso ou atrás do sonho
Vivem nestes picos 
Despontados das profundezas atlânticas
Adornados de verde
Sob um céu
Nem sempre mas também azul
Como o mar que acaricia
As pedras negras
Enlaçadas por alva espuma
Aqui procuram
Amores-perfeitos
Fundem-se nos matizes de verde 
Atravessam as míticas brumas
Soltam os cabelos ao vento 
Penetram no azul oceânico
E encontram
O seu Eu e o Outro
Alcançam a inigualável serenidade
Que precede a tempestade
E amam estas ilhas
Num amor feito
De amores-perfeitos

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 08 de Fevereiro de 2016

São 10 aguarelas, 10 poemas, 10 músicas e uma voz que declama. A exposição está aberta ao público até ao dia 16 de Abril, no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.

Aqui podem ver e ouvir "Amores-perfeitos"

quarta-feira, 2 de março de 2016

Tocar o Mundo


No dia 10 de Março pf terá lugar, no Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada, a inauguração da exposição "Tocar o Mundo" - Aguarelas de Ana Rita Afonso.

A exposição vai ficar mas a inauguração da exposição será um momento ir-re-pe-tí-vel.
Poemas do Aníbal, a voz do Nelson e a viola do Rafael, para as aguarelas da Ana Rita. Um texto da Renata Correia Botelho para todos eles e, também, para quem vier assistir a este momento ir-re-pe-tí-vel.

Depois, Bem depois ficam as aguarelas da Ana Rita, na Sala do Forno até meados de Abril, para contemplar, as palavras do Aníbal para ouvir na voz do Nelson Cabral e os sons que o Rafael Carvalho arranca magistralmente da viola da terra.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

espaço de liberdade

Foto - Aníbal C. Pires sobre estudos a aguarela de Ana Rita Afonso





Fragmento de um texto escrito em Novembro de 2007 a propósito da exposição de arte contemporânea, SINAIS, promovida pela Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em Ponta Delgada.





"(...) A arte contemporânea mais do que a contemplação do “belo”, de leitura simples e quase imediata da arte figurativa, possibilita viagens pelo imaginário individual na procura interpretativa do que se observa e sente, mais do que a procura do que o criador quis transmitir ou sentiu, embora, os dois percursos não sejam, de todo, indissociáveis. Esta será, porventura, uma das maiores virtualidades da arte contemporânea. Um espaço de liberdade para produzir e criar sem formatações nem preconceitos, espaço de liberdade para interpretar, fruir e sentir viajando na utopia do ver para além do que é alegórico. (...)"

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Quimera

aguarela e recorte by Ana Rita Afonso
Da janela da minha meninice
Ouço um ribeiro.
O pequeno riacho
Corre por entre lajes e juncos
Num manso canto
De lavadeiras
Meninas, mulheres

A água dilui
Os sonhos,
Lava as mágoas
Por entre lajes e juncos
Perduram sombras,
Lembranças

... De um tempo de fantasias

Da minha janela
Viajo no tempo da quimera
Quero seguir
O trilho do riacho
Partir ao encontro
De outros rios
… Outros mares
E fui!