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sábado, 22 de setembro de 2012
17 Setembro - Neste Dia
Neste vídeo falta claramente um grande evento, no ano de 2005 - entre a Inquisição e a Guilhotina prefiro o meu casamento. Podia ter sido festejado no (antigo) Palácio de Cristal, não me importava.
Como prenda no dia seguinte (já no corrente ano) a Joana caíu no infantário ao correr para o almoço e ficou com um galo gigante. Como também teve febre foi direitinha para o hospital. Felizmente estava tudo no sítio (excepto o juízo). Foi só mesmo para verificar se o coração dos pais batia para além do amor que os une.
http://videos.sapo.pt/j5DQay6WHPMT5efaimb7
terça-feira, 3 de abril de 2012
Susto "necessário"
A miúda agora "apanhou o vício" de fugir repentinamente a correr quando estamos num shopping ou perto de um parque infantil, enfim de um sítio que lhe parece familiar e que sente que pode ir à vontade. Estamos sempre a alertá-la que não se pode afastar sem avisar, muito menos a correr. É que qualquer dia ou a amarramos a nós ou corre mesmo o risco de se perder.
Já aconteceu no meio da confusão, chamarmos por ela vezes sem conta, não parar e deixarmos de a ver por uns segundos. Bem ralhámos e assustámos que se perde de nós e não nos encontra mais, sabendo o que sofre com isso e eu também por ter que lhe dizer (a perda dos pais é um tema muito sensível para ela, basta ver como ficava com o patinho feio), mas aparentemente não resulta.
Ontem fui com ela e com a minha mãe a uma loja de roupa de criança e ela andava a cirandar entre cruzetas. A certa altura estávamos no expositor atrás, conseguíamos vê-la, mas como era alto, ela não nos via a nós. Deu meia-volta no sentido contrário e começou a chamar por mim, a procurar, chamar cada vez mais alto, até que parou bloqueada a chorar muuuito. Fui sempre acompanhando e não a deixei chegar ao desespero total, mas apanhou um grande susto. Agarrou-se a mim tipo macaquinho e nem queria ir para o chão. Fui "obrigada" a dizer que não ía deixá-la perder-se, já que estávamos do outro lado, mas esta era a razão porque não se podia afastar de nós, que depois não sabia onde nos encontrar.
Espero que tenha mesmo aprendido alguma coisa... É duro dizer algumas coisas aos filhos e fazê-los sofrer, mas é bom que tenham noção dos perigos, num mundo muito pouco cor-de-rosa. Não tenho vocação para incutir este sofrimento, fico com o coração apertadinho, mas prefiro alertar do que arrepender de não dizer nada, com a falsa, erradíssima ideia de que estaremos sempre presentes para a proteger...
De notar que as pessoas à volta, também com crianças, não ligaram puto à miúda a chorar e nessa altura não me víam. Mais uma razão para a alertar... a sociedade é muito solidária... deve ser a pressa... para cuscar a vida dos outros é tudo mais rápido.
Já aconteceu no meio da confusão, chamarmos por ela vezes sem conta, não parar e deixarmos de a ver por uns segundos. Bem ralhámos e assustámos que se perde de nós e não nos encontra mais, sabendo o que sofre com isso e eu também por ter que lhe dizer (a perda dos pais é um tema muito sensível para ela, basta ver como ficava com o patinho feio), mas aparentemente não resulta.
Ontem fui com ela e com a minha mãe a uma loja de roupa de criança e ela andava a cirandar entre cruzetas. A certa altura estávamos no expositor atrás, conseguíamos vê-la, mas como era alto, ela não nos via a nós. Deu meia-volta no sentido contrário e começou a chamar por mim, a procurar, chamar cada vez mais alto, até que parou bloqueada a chorar muuuito. Fui sempre acompanhando e não a deixei chegar ao desespero total, mas apanhou um grande susto. Agarrou-se a mim tipo macaquinho e nem queria ir para o chão. Fui "obrigada" a dizer que não ía deixá-la perder-se, já que estávamos do outro lado, mas esta era a razão porque não se podia afastar de nós, que depois não sabia onde nos encontrar.
Espero que tenha mesmo aprendido alguma coisa... É duro dizer algumas coisas aos filhos e fazê-los sofrer, mas é bom que tenham noção dos perigos, num mundo muito pouco cor-de-rosa. Não tenho vocação para incutir este sofrimento, fico com o coração apertadinho, mas prefiro alertar do que arrepender de não dizer nada, com a falsa, erradíssima ideia de que estaremos sempre presentes para a proteger...
De notar que as pessoas à volta, também com crianças, não ligaram puto à miúda a chorar e nessa altura não me víam. Mais uma razão para a alertar... a sociedade é muito solidária... deve ser a pressa... para cuscar a vida dos outros é tudo mais rápido.