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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

SITIO DO BOSCO, TIANGUÁ - CE

A última vez que dei continuidade ao post abaixo foi no dia 23 de maio de 2015. Não queria, mas, tava lá em rascunho e resolvi logo publicar. Nossa, que saco! Boa leitura!

* * *

Como merecida, resolvi juntar mais uma vez uma graninha pra poder espairecer. Eu sempre falei para alguns amigos próximos da minha vontade de estar um uma montanha, sozinho, longe de tudo e de todos. O fato é que jamais conseguiria ficar "longe de tudo e de todos", mas queria saciar esse meu desejo de ficar pelo menos alguns segundos sentindo o vento e ouvindo somente meus pensamentos.

Na semana que antecedeu o feriado, combinei com um amigo de irmos ao Ceará, subir a serra e conhecer o Sítio do Bosco. Organizamos tudo direitinho, depositamos o valor e aguardamos o dia chegar, com um pouco de ansiedade. Fiquei vários dias pesquisando a respeito e mesmo achando tudo um pouco simples do que imaginava, tinha certeza que mesmo assim valeria a pena ir.

O ônibus estava marcado para sair às 20h e pouquinho, mas como já até haviam me avisado, ocorreria um atraso. E que atraso! Ficamos na Rodoviária de Timon das 19h até quase 22h. Ainda bem que ficamos em uma lanchonete/barzinho/nãoseioquê assistindo TV e conversando besteira, tomando coca-cola e comendo salgadinho - de R$ 5,00!!!

Depois que o ônibus chegou, tentei dormir, mas quem disse que consegui!? Por mais que eu queira, não consigo, fico com aquele medo de algo acontecer, sei lá... Quando eu peguei no sono, já cochilando, um rapaz me acordou: - Senhor, consta aqui que a poltrona 26 desembarcará em Tianguá, é isso?

Meu amigo acordou desesperado.

Foi tudo muito rápido depois que descemos do ônibus. Fomos direto buscar um táxi para nos deixar no Sítio.

Nem precisou muito, pois os taxistas que abordam a gente. Tudo foi fechado nos R$ 40,00 para a ida ao Sítio. Se tornou bem barato, pois dividi com meu amigo.

No banco de trás, eu estava ali, meio sonolento, caindo, mas tentando ser firme, já que não fico totalmente fora de mim quando estou longe. Acho que demorou uns 10 minutos até chegar lá, eu via a rodovia com o seus sinais e placas brilhando e até me admirei disso, já que por aqui quase não vejo.

Chegamos quase 3h30 no sítio. Como já era de se esperar, estava tudo bem deserto e frio. Eu não sentia medo, eu só queria sair dali logo e dormir - essa foi a primeira vez que o sono venceu o meu medo.

O taxista buzinou e nada... Ficamos ali aguardando por mais uns 2 minutos. O taxista buzinou de novo e vimos alguém aparecer. Eu percebi que esse cara que apareceu, com calça de estampa de exército, botas e camisa que mais parecia um uniforme do sítio, estava demonstrando um pouco de medo. Percebi que ele não estava muito preocupado, mas imaginava a cena em que uma hora ele pegaria alguma arma atrás das calças. Ele foi se aproximando, aproximando e parou do lado do taxista. O taxista então explicou que queríamos entrar.

Pagamos a corrida, saímos naquele frio e eu ainda usando uma jaqueta que meu amigo havia me emprestado.

Lá tinha um lugar para preencher uns dados. Não lembro o que era, mas meu amigo preencheu tudo e mostrou o comprovante de depósito, já que havíamos pago antecipado. O rapaz no deu uma pulseira de identificação na cor azul claro e nos conduziu às barracas. No caminho, ele perguntou se já havíamos estado no sítio alguma vez e se tínhamos preferência de algum lugar para a barraca.

Na verdade, eu queria que ficássemos longe de tudo e de todos, mas ficamos no meu de duas barracas entre várias outras. Fiquei p*to quando meu amigo escolheu aquele lugar, mas deixei passar, já que, mais uma vez, o sono venceu a minha raiva.

Abrimos as barracas, dividimos os colchões um para cada lado e jogamos as mochilas bem no meio. Ainda ali no escuro, puxei o meu edredom e peguei no sono, após meu amigo me falar que tínhamos que acordar antes das 9h, pois era a hora que se encerrava o café-da-manhã.

Após algumas horas, acordei quando já estava claro, mas não foi isso que me fez acordar. As pessoas faziam muito barulho (entendam agora o porquê de eu querer ter ficado em um lugar longe de todos?) e eu não conseguia mais dormir. Tinha muitas mulheres que riam alto e uns rapazes também. Era um tal de "diabéisso, má!" que eu só havia escutado pela internet. Coisas de Ceará...

Acordei meu amigo e ficamos ali esperando a cara dar uma melhorada antes de sairmos assustando a todos - rs.

Fui escovar os dentes em um espelho e pia que tinha ali, atrás de um banheiro, perto do lugar onde todas as barracas estavam.

(FOTO DE EU NO ESPELHO)

* * *

Podem perceber que nem as fotos eu upei aqui, mas tudo bem, o que vale mesmo é está registrado. Sobre o restante dos dias, espero que eu lembre o que aconteceu futuramente. Por estar com preguiça, desde já peço desculpas se encontrarem algum erro acima. Eu não reli o post - e nem vou reler, pelo menos agora. Valeu!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

ARRAIAL DO SESI EM CAXIAS - PARTE #1

PARA NÃO DEMORAR MAIS DO QUE JÁ ESTÁ DEMORANDO, PUBLICAREI EM PARTES SOBRE A VIAGEM PARA CAXIAS. TENHO MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR, POR ISSO, PACIÊNCIA E... BOA LEITURA! :-)

Duas semanas antes, com a visita da coordenadora Denise à nossa turma, ela nos fez um convite que despertou tanto interesse meu, quanto de algumas pessoas da turma. Ela falou, então, que no dia 16 e 17 teria um "arraiá" por lá, em Caxias, e que gostaria de nos ver. A Gabi foi logo me triscando, interessada, e aquilo me despertou mais vontade.

A partir daí tudo começou. Comecei a economizar dinheiro e todos os dias perguntava da turma quem realmente queria ir. Alguns já diziam logo que não, outros ficavam na dúvida. Sendo assim, passei uma folha de caderno para que quem estivesse interessado colocasse seu nome nela. Lógico, comentei sobre isso com a turma da manhã também.

Foi tudo muito aperreado, ir atrás de van, ver a situação da Fabrícia, pois ela é adventista, lugar, comida... Tive que ligar para alguém de lá do Sesi, para ver se poderiam nos disponibilizar algum lugar para dormir, pois já tínhamos em mente que iríamos no sábado e voltaríamos no domingo. Tudo foi um pouco estressante, mas tudo deu certo.

Como no sábado (16), pela tarde, alguns estavam indo de van, enquanto isso eu estava vendo alguns episódios de O.C tranquilão na cama e depois fui cuidar em arrumar a minha mochila. Já pronta, às 16h, fui até ao catecismo, onde nem gostei tanto do que aconteceu por lá e após lá, segui para a rodoviária.

Odeio esperar, sendo assim, liguei logo para a Fabrícia pra perguntar onde ela estava. Por um momento, achei que ela fosse perder o ônibus e sem ela eu não viajaria, mas ela chegou a tempo. A viagem foi super tranquila e durante ela, conversamos demais, conversa produtiva, claro.

Havíamos combinado com o professor de nos pegar no "Descanso" às 19h em ponto, e assim fomos mesmo sem comunicação. Na verdade, não sei o que aconteceu, mas o número que eu estava ligando para o professor antes de sair da cidade, não era o dele. Com isso, a tensão começou por aí.

Quando chegamos no "Descanso", tudo estava escuro. Não havia nenhum barulho por ali, desconsiderando o dos grilos, e dos carros passando pela BR. Até que eu não estava muito preocupado, estava certo que o professor apareceria - ou não. A Fabrícia sugeriu que fossemos a um restaurante próximo de onde descendo do ônibus, a luz de lá estava acessa. Quando nos aproximamos mais, próximo das cadeiras, do nada a luz apagou. Foi um espanto aquilo, até que vimos um rapaz por ali, dentro do restaurante fechado. Fabrícia o cumprimentou de longe e perguntou se poderíamos esperar ali, sentado nas cadeiras das mesas, enquanto nosso professor viria nos buscar. A resposta foi negativa, um silêncio foi a nossa reposta negativa. O rapaz, então, pediu para que ficássemos nas cadeiras de macarrão, logo a frente próximo de algumas plantas. Fabrícia agradeceu a "gentileza" do rapaz na medida em que colocávamos as mochilas no chão.

Fiquei olhando a minha volta, o medo começou a tomar conta de mim, até que em menos de um minuto, após Fabrícia orar, o professor apareceu. Por estarmos atrás de algumas plantas, jarros de panta, o gritei. Ele ficou atento e foi logo brigando, nos chamando de irresponsável e tal, mas com um tom nada agressivo, como se fosse um pai falando com o filho, sabe. Ele falou que estava esperando a minha ligação e foi daí que vimos que eu tinha agendado o número errado. Ele falou também que estava preocupado, que mesmo não ligando pra ele, tomou a iniciativa e me ligou, vendo que eu estava fora de área. Isso o fez se tocar que estávamos na estrada.

Do "Descanso" para Caxias foi tudo tranquilo, tiramos mais ou menos uns dez minutinhos. O professor Joelmir foi super atento e acabou sendo o nosso "guia". No meio do caminho, ligamos para o professor José Andrade, mentindo, dizendo que não tinha dado certo a nossa ida e blá-blá-blá... Ele acreditou e sentiu muito por isso.

Passeamos pelas ruas, o professor mostrava tudo, dizia o que era isso, o que era aquilo e, como se fosse nossa primeira viagem a um lugar, ficamos maravilhados.

Chegamos, enfim, a casa dele, fomos muito bem recepcionados pela filhinha dele de apenas 2 anos toda de vestido de quadrilha, sua mulher, seu pai que já estava na sala vendo TV e por uma mousse de maracujá delicioso sobre a mesa. O professor pediu para ficarmos a vontade e não querendo rejeitar por educação a mousse, fomos lá devorar.


Devorando a mousse de maracujá

Enquanto isso, o professor tomava banho e sua mulher se preparava também para ir ao Sesi conosco.

Confesso que estava muito ansioso pra conhecer o Sesi e não via a hora de chegar lá e fazer a surpresa aos meus amigos, pois aquela hora todo mundo já sabia pelo professor José Andrade, que "não iríamos mais" - rs.

Da casa do professor, fomos à um lugar onde vende pastelão e espetinho. O lugar era comum, assim como aqui em Coelho Neto, as mesas ficavam na calçada e a churrasqueira também. Só havia um diferencial por lá além da venda do pastelão, claro. Lá tinha um campo de futebol ao lado, inclusive estava havendo jogo nessa hora. Por curiosidade, perguntei ao professor se alguma vez alguém já estava lanchando por lá e a bola foi chutada pra em direção a eles. Ele disse que isso sempre acontece, que o cunhado dele que mora próximo, disse que reclama todos os dias por conta disso, pois a bola sempre é chutava em direção a seu telhado.

E lá se vem nosso pastelão, acompanhado de um cheiro ótimo de queijo derretido. As opções eram queijo, carne e frango. Fabrícia e eu comemos de queijo, o professor de carne (exageradamente recheado de carne) e a mulher dele de frango. Ficamos por lá mais ou menos uma meia hora.

Ao sair, demos uma contornada pela cidade, passamos pelo centro e o professor apresentando tudo. Nem decorei muito o que ele estava dizendo, muito menos os lugares onde passamos, acho que por ter sido à noite, nem tudo era tão claro para mim.