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terça-feira, 28 de abril de 2026

DE TIANGUÁ - CE A SÃO LUÍS - MA: UM RESUMO NADA BREVE

Do nada, acabei de lembrar que ainda não fiz um post em abril. E como faltam apenas 3 dias pra esse mês acabar, acho melhor já dar as caras, pois não sei de fato como serão esses próximos dias.

Ainda estou de férias e estou tentando aproveitar esses dias com muita preguiça, mas aproveitando rolês também, mesmo sem muita grana pra gastar. Ser pobre é ruim no Brasil, mas ser organizado, não. Me organizando, consigo ir até do outro lado do mundo se eu quiser. 🙃

Estou naquele bate-volta de Tianguá e Ubajara. Lá e cá, o frio é praticamente o mesmo. Dou uma preferência a Ubajara pela tranquilidade e pelo frio ser maior. Quase todos os dias têm neblina, tem opções de comida, e, também, claro, por estar sempre perto do B. A gente se diverte dormindo, comendo e assistindo séries, realities e vídeos da DiaTV, que amo. B. é uma ótima companhia.

No final da tarde da segunda (20), fomos, Pedro, Dalton, B. e eu, a caminho de São Luís. Pegamos um Airbnb em Teresina pra gente dormir algumas horas, pra acordar às 4h da madruga e seguir estrada novamente. Seria um bate-volta, já que o motivo principal seria deixar o Pietro na cidade pro show dos Guns N' Roses na terça-feira (21). Esses jovens de hoje... - rs. Isso não é um julgamento. 😁 Eles têm mesmo que aproveitar a sua juventude e se encherem de experiências. Ah, se eu tivesse essas oportunidades no auge dos meus 16 anos... Só vim começar a viver com 25 anos, e ainda acho que nem vivo tanto assim. Motivo: conta bancária. Mentira! Oportunidades mesmo. Mas, se bem que, quando eu quero muito e posso, vou. Não espero por ninguém, não. Enfim.

A viagem foi longa, mas foi bem divertida. Na metade do caminho, pegamos o Pietro no Descanso e, de lá pra São Luís, inventamos jogos pro tempo passar mais rápido. Antes disso, havia conversado muito com o Pietro sobre a vida. A gente tem uma troca bacana e com ele me sinto um jovem de menos de 18 anos - rs -, quanto pra ele pode ser que eu já tenha 80 - rs. Pietro ouve, mas fala; fala, mas ouve. Deu pra entender? Isso é tão bom!

Chegamos em SL por volta de 13h. A chuva, né, como já havíamos previsto na previsão do tempo semanas antes, já estava começando a dar o ar da graça, mas na cidade não chegou a nos pegar. Resolvemos ir direto pro shopping almoçar. Estávamos entre um PF dessas franquias conhecidas, que agora não me recordo o nome, e um self-service. Por mim, um PF, mas, pela fila que estava lá, optamos mesmo pelo self. Não nos arrependemos, a comida era bem caseira do jeitinho que eu gosto. Comi um pouco de tudo e teve gente que até deixou no prato, né, Pietro - rs.

Ficamos no shopping até dar o horário do check-in do hotel.

No hotel, nos dividimos em dois quartos, estipulamos um horário para ficarmos prontos (16h) e assim foi feito. Umas 16h estávamos prontos pra deixar o Pietro na casa da amiga dele, pra, mais tarde, irem ao show juntos. Chovia nessa hora, mas ocorreu tudo bem.

Após deixarmos ele, a ideia já era bater perna no Centro Histórico, mas quem disse que a chuva deixou? Ficamos rodando pra lá e pra cá até que o B. pesquisou no Instagram um café que tinha pelas redondezas de uma avenida que estávamos passando. Era um café super chique, mas não chegamos a ter a experiência completa. Por conta da chuva, o café estava "com fila de espera" (palavras do atendente), pra não dizer que estava lotado. Literalmente na fila, aguardamos alguns minutos até que improvisaram uma mesa do lado de fora, com cadeiras diferentes, bem jogada mesmo. Os meninos pediram um sanduíche low carb (sem glúten, pois Dalton é alérgico e Pedro está começando a cortar trigo também) e uns cafés diferentes que não sei o nome. B. pediu uma empada com algo que não lembro agora e eu pedi uma tapioca só com manteiga mesmo, uma empada e um chocolate quente da xícara pequena, acho que 60 ml. Estava delícia, mas, obviamente, não me encheu.

Fomos ao shopping em seguida porque os meninos queriam fazer umas compras e eu comecei a ficar mal da barriga. Acho que juntou tanta coisa que foi direto pra barriga: falta de sono, comer besteira, calor, chuva... Fiquei mais tempo no banheiro do que batendo perna com os meninos. Eles ficaram bem preocupados comigo, mas não quis preocupá-los. Procuramos uma farmácia, comprei um comprimido, tomei ali mesmo e minutos depois me senti melhorzinho.

Os meninos pediram uma ja...


(dei uma pausa nesse post que comecei ontem por motivos de fui jantar, assistir novela e "dormir"... passei a noite tossindo novamente. agora são exatamente 8h30)


Continuando... Os meninos pediram uma janta e eu tomei apenas um suco de laranja na intenção de me dar um pouco de vitamina. E, aos poucos, fui melhorando.

De volta ao hotel, tomei banho e fui esperar começar a final do BBB. Por mais que a vencedora fosse óbvia, queria pelo menos sentir aquela emoção da final. Mesmo mortos, B. ficou sentado na cama, pois, segundo ele, se deitasse ia dormir; e eu fiquei deitado mesmo, aguentando pelo menos assistir a primeira parte do programa. Assim que finalizou a primeira parte, lembro que virei de lado, me entreguei àquela cama maravilhosa e apaguei. Não vi o B. roncar, nem nada, foi o melhor sono de todos os tempos, aquele sono de cansado.

Na quarta (22), acordamos para o café da manhã, acredito que um pouquinho antes de 9h. O Pietro não chegou a tomar café com a gente, pois chegou em casa lá pra depois de 1h da manhã, mas tínhamos que aproveitar tudo que estava por ali. Coloquei um pouco de tudo, mas ainda com receio de dar o piriri novamente. Não lembro exatamente o que coloquei, só lembro do molho de salsinha e uma torta... Não tirei foto do prato pra poder olhar agora e descrever aqui. Repeti pra forrar o estômago, mesmo sem vontade, e corri pro banheiro. Tomar café e ir depois ao banheiro, pra mim, é tiro e queda. Já percebi que B. é do mesmo jeito. Alguém mais?

Pietro pronto, arrumado, seguimos ao Centro Histórico. Chegamos lá um pouquinho depois de 10h, com o sol daquele jeito. 🔥 Demoramos um pouco pra encontrar um lugar pra estacionar, mas um rapaz super simpático (não sei se posso chamar de "flanelinha") ajudou Pedro a manobrar o carro, combinamos o valor a pagar, decoramos o local... Nos sentimos seguros por ali e fomos bater perna.

A ideia, a princípio, era conhecer os principais pontos turísticos primeiro: a Rua de Giz e o Palácio dos Leões. Enquanto seguíamos nas ruas e pedindo informações até encontrar, ficamos encantados com a arquitetura, os prédios históricos, as cores... Nem preciso dizer que o B. pirou e fez fotos maravilhosas, né. Ele não poderia postar em real time, então segurou pra postar no final de semana. Ninguém sabia que ele estava viajando. 🤫 Encontrei até o local onde gravamos um vídeo icônico da Java falando "luxo" em 2008, foi bem nostalgia essa hora.

Chegamos à Rua de Giz, que estava deserta, como a atendente do café havia dito pra gente no dia anterior. Na verdade, ela disse que pela manhã o centro histórico é "azeado" - rs.

Descendo as escadas, entramos em um museu com fósseis de dinossauros encontrados na região e outra parte voltada aos povos originários. Ficamos mais ou menos uma meia horinha por lá. Confesso que não é um rolê que eu goste tanto.

Na sequência, de longe, vi um senhor expondo arte e fazendo arte na rua. Lógico, me aproximei pra ver. Eu sou encantado com arte! Sua arte me impressionou, pois era feita com caneta esferográfica. Sim, caneta BIC! Tudo era perfeito, simétrico e continha muita história que foi explicada. Quando há arte, pra mim, fica bem mais fácil gostar de ouvir história. Ele me contando e apontando no quadro o que aconteceu me deixa bem mais interessado.

A minha intenção era somente observar, mas o B., não. Me surpreendi! B. comprou uma das artes expostas ali. Ele gosta de coisas em preto e branco, então preferiu uma nesse modelo, pra depois emoldurar e, num futuro próximo, decorar o seu escritório. O artista até insistiu pra eu comprar uma colorida que amei (abaixo), mas onde eu iria colocar? Ainda não tenho casa e, naquele momento, não tinha dinheiro, mas quem sabe um dia, né.

Com o sol ainda torrando a gente, um pouco mais de meio-dia, fomos procurar algo pra comer. Um PF pra ser algo mais simples, barato e que pudesse ter um gosto regional.

Em uma das escadarias, que acho que não foi a da Rua de Giz, encontramos um boteco (também não sei se posso chamar assim) e entramos nele. Lá tinha tanto PF quanto self-service... Um rapaz que passou pela gente levando uns pratos nos cumprimentou e nos sentimos acolhidos até então. Minutos se passaram e ninguém veio à nossa mesa. Uma senhora passou e o Pedro perguntou sobre o PF. "Como que funciona o PF?" Ela, em um tom meio irônico e autoritário, respondeu: "PF é um prato feito!" Mentira!!? Jura? Ninguém ali na mesa sabia o que era um PF até ela falar. (contém ironia)

Na mesma hora eu disse: "Gente, vamos sair daqui?" Todos ficaram se olhando incrédulos com o que tinha acabado de acontecer. Por mais que não tivesse sido algo tão grave, mas o atendimento é o mínimo, a acolhida faz parte, ainda mais em uma capital que recebe turistas todos os dias. E, sim, eu também sou um turista, embora seja maranhense. Afastei a cadeira, me levantei e todos vieram juntos comigo, sem dar satisfação. Tchau!

Subimos as escadas, aproveitamos que o Palácio dos Leões estava próximo, tiramos umas fotos rápidas por lá e paramos em um local aberto que vendia apenas lanches e bolos - lindos e aparentes deliciosos, por sinal. A atendente super sorridente nos recebeu e compensou toda aquela energia que minutos antes tínhamos recebido. Ela nos informou um local onde tinham vários locais pra almoço. Informou da forma como os astecas se comunicavam naquele tempo, sem uso da tecnologia: "segue aqui, vira à esquerda, na escada, desce um pouco, à frente é amarela".

Pietro

Pronto! Encontramos o local.

Era um local simples, mas estava bem maranhense. Bandeiras de festa junina, toalha de mesa com estampa meio piquenique e, claro, um atendimento mil vezes melhor. O rapaz que estava no caixa, percebendo nossa presença, já nos deu boas-vindas e explicou, mesmo sem perguntarmos, como funcionava tudo. Era ali que iríamos almoçar.

O preço foi bem acessível. Os meninos pediram carne e eu pedi frango empanado. Já arroz, feijão, macarrão, saladas e afins eram no self-service sem balança, podendo colocar à vontade. A comida nem demorou pra chegar, mas me decepcionei que o o frango que pedi veio frio. Comer aquilo foi um martírio, mas fazer o quê, né. Demoramos mais uns 30 minutinhos lá pra depois seguir estrada pra metade do MA (deixar o Pietro onde pegamos, no Descanso), depois Teresina - PI pra jantarmos no shopping, e, enfim, CE. A previsão era que chegássemos no CE antes de 00h, mas chegamos mesmo quase 2h. A viagem foi sem pressa, mas com muitos jogos inventados pro pobre do Pedro não pegar no sono enquanto dirigia.


(mais uma pausa pra banhar, comer, assistir um pouco e descansar. agora são exatamente 12h27)


Pedro é realmente um guerreiro nas estradas. Ele dirigiu praticamente 99% dessa viagem toda e, ao chegar em casa, quase 2h da manhã, como mencionei, ele teria que dormir poucas horas para às 4h estar pronto pra viajar novamente a trabalho. O que me confortou foi o fato de ele não ir dirigindo dessa vez. Mas o cansaço e tudo mais, hein!? Não é pra qualquer um, não.

Na quinta (23) fui pra Ubajara e fiquei lá até ontem, segunda. Por conta da viagem, todo mundo ficou com uma "sequela", exceto o Pedro. Dalton ficou num piriri, B. teve alguns dias com o retorno de um terçol e eu, coitado, fui o mais afetado, até agora doente. 🤒 Acredito, sim, que tenha sido a mudança de clima. Pegamos chuva, ar-condicionado, sol quente, vento frio, vento quente... Só pode ter sido isso. Eu raramente fico doente, mas, quando fico, a agonia já começa a subir. Eu sei quando vou ficar doente já nos primeiros sinais: a garganta ficou meio estranha, comecei a dar uns espirros aqui e acolá e foi só piorando.

Percebendo que eu já estava ficando meio gripado, B. fez um melado (nem sei se chama assim) com mel - obviamente -, alho, limão, cúrcuma e, mais tarde, a mãe dele acrescentou gengibre. Desde então tomo umas duas colheradas, mas penso que, se remédio mesmo não me faz efeito, imagine um mel. Mas eu vou na fé. O que for pra me melhorar, vou tomando.

No domingo (26), após passar duas madrugadas sem conseguir dormir direito de tanta tosse e espirro, à tarde fui ao hospital de Ubajara. B. achava que estaria cheio de gente e que demoraria o atendimento, mas, quando chegamos lá, graças a Deus, praticamente sem ninguém. Os meus dados foram coletados de forma rápida, a chamada pra triagem e o atendimento médico também. O jovem médico olhou minha garganta e usou o estetoscópio nas minhas costas, pedindo pra que eu respirasse fundo a cada vez que fosse solicitado. Após fazer a consulta, entregar a solicitação pra tomar vacina, juntamente com o receituário com os remédios que eu teria que comprar, fui. Tive que tomar a dexametasona, mas preferiria mesmo a benzetacil. Pensei até em sugerir ao médico que me desse a benzé, mas o medo de levar um esporro e passar vergonha era bem maior, afinal, o médico é ele, não eu.

Não sou de reclamar de injeção - até prefiro -, mas essa doeu demais quando a enfermeira aplicou. Foi questão de 2 segundos, praticamente. B. viu tudo e ficou chocado também com essa rapidez. Me senti um gado sendo ferrado naquele momento. Doeu muito! Tanto a aplicação quanto enquanto o líquido se espalhava em meu corpo. Saí do hospital mancando. Que agulha grossa era aquela? Ódio!

Nesse mesmo dia, fiquei até que melhor. Dormi bem melhor.

Na segunda (27), ontem, mesmo amanhecendo praticamente sem voz, vim pra Tianguá umas 14h. Eu não estava 100%, mas pelo menos eu conseguia me sentir mais ativo. Aqui, faço o mínimo, então seria muito de boa descansar. Mesmo descansando, tomando todos os remédios, ainda não consegui ficar melhor. Essa semana é muito importante pra mim, já que é minha última semana de férias, mas, pelo visto... Deus é mais! Eu tenho fé!

Dalton sugeriu que eu fosse ao hospital e, claro, quero ir. Mais tarde, antes do final da tarde, vou. Dessa vez, mesmo pedindo pra levar um esporro, vou sugerir ao médico que me dê benzetacil mesmo. Não aguento mais!!! Preciso estar saudável pra ver O Diabo Veste Prada no cinema - que até comprei o ingresso ontem com medo de esgotar -, voltar pra CN com saúde pra poder abraçar muito o Eduardo sem culpa e ter força pro que vem por aí. Possivelmente constarei no próximo post. Aguardem!

Acho que já deu, né!? Muitas pausas, porém um post longo como há muito tempo não registrava aqui.

Até o próximo mês! (ou antes) 😉

sábado, 30 de julho de 2022

CAMINHADA SOZINHO

Como sempre falo aqui, a cada ano me sinto bem mais sozinho. A minha bolha social não sei aonde foi parar. Me sinto só, mas consigo me confortar com aquela frase clichê: "Melhor só do que mal acompanhado". 😞

Passo muito tempo em casa e o trabalho acaba sendo a minha distração. Lá, além de trabalhar, claro, consigo me divertir, rir e conversar sobre assuntos diversos. Embora o ambiente não seja propício para isso, tento o máximo aproveitar as 8h diárias que tenho há quase 8 anos. No trabalho já sorri, já chorei escondido e também não escondido, já me irritei bastante e também já me senti querido por pessoas que passam por lá. Isso faz parte do trabalho, essa montanha-russa. 

Na verdade, nem é exatamente disso que quero registrar hoje aqui. Esses dias, com apertos no meu coração e na procura de um profissional da saúde mental, tenho tentado desafiar alguns medos. Estou evitando ficar sozinho nos finais de semana e, quando tenho que ficar sozinho, busco algo que me faz bem: vejo uns vídeos aleatórios de curiosidades ou entretenimento no internet ou, como frequentemente tem acontecido, ligo pro Arthur. Fico horas conversando por vídeo chamada com ele e isso preenche a minha mente de uma forma que me livro de vários pensamentos ruins ou que deixam eu parar de me assustar à toa. 🙂

Hoje à tarde, no medo de ficar triste e na falta/preguiça de ver mais coisas na internet, decidi que iria sair pra caminhar. Pensei em chamar duas pessoas, mas eu tinha certeza que a resposta seria negativa. Penso que eu não seja mais um boa companhia pra ninguém. Mandei mensagem pro Filipe, mesmo sabendo que ele poderia dizer não, mas tentei, afinal, o não eu já tinha... Vai que por um milagre ele aceitaria o convite, né. Enquanto aguardava a resposta dele, fui tomar banho.

Umas 16h30, após sair do banho, vesti o calção que havia comprado dias atrás, busquei por um tênis velho, acabado e descolado que o Pedro me deu há vários meses, ou até ano já, coloquei um blusão que ganhei do André, respirei fundo, parei no meio do quarto, fechei meus olhos e pedi coragem a Deus, fazendo ali uma pequena oração para que ele me mantivesse seguro até o meu retorno pra casa.

Chequei novamente o celular pra verificar se já havia mensagem do Filipe, que não tinha, olhei a hora (exatas 16h48) e sai de casa.

O tempo estava um pouco nublado, tinha acabado de serenar - o que foi estranho, pois já estamos no final de julho -, e ventava um pouco. O cheiro que eu senti de terra molhada era muito bom e segui firme até depois da Escola Maria Regueira dos Santos. Ao final dela, retornei e segui na Avenida Santana. Eu achava que não aguentaria muito, não tinha me alongado, mas queria que o meu limite me permitisse até onde desse. Segui até o final da Avenida Santana e voltei de novo, cortando para passar na rua do meu trabalho, depois na Sérvulo de Lima, um pouco da Avenida Coelho Neto, Balão e minha rua. Pareceu bem rápido, mas eu senti muita coisa durante todo esse percurso.

Foi muito bom ver a minha cidade com outras perceptivas. Caminhar mexeu com muitos sentidos meus, sério mesmo. Quando cheguei próximo da minha escola senti uma nostalgia grande, veio flashs na minha cabeça e isso me deixou feliz - e segundos de tristeza também. Vi casas da Vila abandonadas, destruídas e senti vontade de morar lá. Na Avenida Santana vi de tudo: pessoas conversando na calçada, um senhor tocando cavaquinho (ou era violão mesmo?), jovens jogando bola em um espaço da calçada onde tinha grama, pessoas festejando em casa com música alta e foguetes. Foi muito bom! 🙃 Fora que senti vários cheiros enquanto passava, jogados pelo vento: perfumes que eu sentia quando era criança, comida do jantar sendo preparada em alguma das casas, cheiro de flores de algumas árvores, do mato característico e até de fumaça de fogueira feita no quintal de casa. Volto a dizer, foi muito bom... Ainda mais por ver o dia indo embora e a noite chegando.

Cheguei em casa um pouco suado, aliviado e me sentindo bem. Logicamente, agradeci a Deus por minha chegada e prometi que, como primeira vez, registraria aqui ou no diário. Ansioso, peguei o celular para ver quanto tempo tinha passado fora de casa e me frustrei ao mesmo tempo que me surpreendi: eram 18h03. Como assim eu só tinha passado uma hora fora de casa?? Eu jurava que já estava andando há mais de duas horas. 😬

Vou tentar ir amanhã novamente, sozinho de novo, seguindo outra rota, outras ruas, mas com todo o cuidado e ainda sem levar celular, claro. Se eu continuar com essa frequência, pelo menos nos finais de semana, quero acrescentar uma música nessas idas. Não posso levar o celular, então tentarei comprar um eletrônico discreto do começo dos anos 2000 - rs.

É isso! Até depois! 😉