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quarta-feira, 25 de março de 2026

TALVEZ SEJA HORA DE DESLIGAR

Nós últimos dias fiquei me perguntando o porquê de não ter tido mais sonhos, já que eu sonhava todos os dias. Pra quê? 😑

Nessa madrugada, sonhei que o mundo estava acabando. Pra mim, são os piores sonhos que posso ter - além daqueles em que estou passando vexame, claro. Eu estava na porta de casa, olhando para o outro lado da rua, quando vi um caminhão rodando no ar e atingindo os pontos comerciais por trás, vindo em minha direção. Parecia que um tornado havia levantado um caminhão e jogado ali. Só tive tempo de gritar para alguém que estava do meu lado: "Olha um caminhão!!!". Aquele barulho de estrondo foi desesperador. Em seguida, uma enorme esfera metálica vinha do céu, em alta velocidade, atingindo o mesmo lado onde o caminhão havia batido. Novamente, o barulho me deixou em desespero.

Só lembro até aí, pois acho que possivelmente acordei e dormi de novo. Felizmente, ainda tenho aquilo de controlar os sonhos.

Certamente sonhei com isso por tudo que estão falando da guerra, juntando ao fato dos vídeos inéditos que vi, mesmo sem querer, da ponte que liga o MA ao TO que desabou no ano passado. As imagens pareciam ser feitas por IA, mas eram reais. E sempre vem aquele pensamento de como as famílias viram aquilo, a dor que elas sentem até hoje... isso cria um universo dentro de mim que me deixa um pouco deprimido.

Além disso, uma vidente famosa do Brasil, que tem mais de 17 milhões de seguidores só no Instagram, me impressionou muito com suas previsões assertivas. Essa semana mesmo morreu um ator muito famoso que ela havia dito que iria morrer, sem mencionar o nome dele, claro. Ela usou apenas "um ator famoso". Eu entendi o recado.

Talvez isso seja um alerta pra eu dar um tempo nessas publicações ou coisas que me impressionam. Por mais que podcasts me entretenham e façam o tempo passar, vídeos virais e feitos de IA também, ainda que interessantes, acho importante eu voltar a dar um detox. Preciso estar bem pro que está por vir.

😟

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

OII!

E as chuvas começaram a aparecer, finalmente. Só que com o bônus vem o ônus, né? Nem sei se posso chamar de ônus, mas ao mesmo tempo que a chuva me faz bem, me traz um clima bem favorável (literalmente!) e uma nostalgia que gosto de sentir, vem também uma tristeza, uma carência e aquela ideia de que o ano acabou e eu não fiz nada... Mas eu sei que esse ano eu fiz muita coisa, só preciso pontuar. 😁

Nesse ano consegui ir ao show do Junior (!!!), consegui comprar um pedacinho de terra, consegui começar a fazer terapia, consegui me jogar mais para as pessoas, e sinto que estou vivendo, ou tentando viver, de uma forma bem madura, mas sem procurar magoar ninguém. Certo que ainda tenho as minhas brincadeiras, sinto que essas brincadeiras são uma troca: eu brinco, a pessoa ri e eu riu de volta – rs. Eu sei que tenho que ter muito cuidado com isso.

Percebi que a sinceridade comigo também vale muito. Eu tive meio que um rolo aí que eu estava me apegando, mas conversamos e a sinceridade valeu. Eu sei que vou me expor aqui com isso, mas, pô, tô sofrendo um pouquinho sabe – e, claro, tratando e tentando curar isso na terapia, apesar de não ter sido tão grave. Eu preciso me entender em certas situações e ligar o f*da-se pra coisas que são tão pequenas, mas que eu problematizo. Eu sou muito bocó e talvez um pouco emocionado. E EU NÃO QUERO SER ASSIM!!! ~ ou pelo menos não quero demonstrar. 🤭

(PAUSA PARA TERAPIA)

Voltei da terapia há pouco e fiquei, mais uma vez, com vontade de chorar. Mas não chorei – e sei que tudo bem se eu chorasse, né? Cada vez mais eu tenho certeza que essa foi a melhor decisão pra esse segundo semestre, se eu soubesse teria iniciado muito antes. O WB me ajuda em coisas que as respostas parecem ser tão obvias que fico até meio assim me sentindo um b*rro. “Por que eu não pensei por esse lado, hein!?”, “Por que eu não pensei nisso antes?” 🤔😔

Engraçado que antes da terapia eu escrevi "eu não quero ser assim" em caixa alta e levei uma advertência por isso do WB. 😂😂

(PAUSA DO TRABALHO, POIS ME OCUPEI)

Só pra finalizar mesmo, pois não queria deixar mais um post no rascunho, até que eu tenho ficado feliz. A minha frequência de choro diminuiu foi muito e minha vontade de viver novas experiências meio que está mais aberta, sabe. Não que eu faça algo que seja criminoso, mas para outras pessoas parece que seja – rs. Eu tô sentindo mais orgulho de mim. 😊

É isso!

Não sei se ainda volto aqui esse ano, até que pode ser que sim, mas já deixo aqui um ótimo Natal pra quem gosta e come muito, e uma virada de ano na paz e na tranquilidade. Espero que o meu seja da mesma forma. Viva!

🧔🏻‍♂️❤️

domingo, 20 de outubro de 2024

TERAPIA

Voltei!!! Sei que sempre digo isso, mas cada vez mais difícil de vir aqui. Confesso que nem é por falta de tempo, é por falta de motivação mesmo, de cansaço, de... sei lá! 😥

Acho que já estou pronto pra compartilhar deixar registrado aqui uma coisa: comecei terapia, de verdade. Não que das vezes que tentei foi mentira, mas não me sentia bem. As duas vezes que tentei fui meio que abandonado, me senti desconfortável e pra quê iria continuar algo que não me fazia bem, sendo que teria que ser o contrário?

Acho que foi no mês passado, não me recordo, que estava desabafando algo no meu dix quando o Rodrigo (amigo de e que conheci em São Paulo pessoalmente em 2017) me chamou respondendo os stories e me fazendo a pergunta que mais me deixava irritado quando me questionavam: "Tu já fez terapia, amigo?". Algo me fez manter a calma naquele momento e tentei explicar pra ele o porquê de não ter gostado da experiência. Ele super entendeu, mas ainda assim me falou da experiência dele nos últimos três meses.

Numa conversa informal, ele me disse que tinha um site com um monte de psicólogo disponível e que o preço era bem em conta. Curioso, mas sem esperança, pedi o link e dei uma olhada rápida. No mundo de hoje é normal ter que duvidar de tudo, dos golpes... de tanta coisa. Mesmo assim, tentei.

No site tem uns filtros que podemos escolher por especialidades e abordagem. Pronto, isso facilitaria muito a minha vida. Eu já sabia exatamente o que eu queria: um psicólogo homem – pois as minhas experiências com mulheres não foram tão legais; que tivesse a mesma condição que eu – entenda como quiser! 😉 – e que fosse da minha região – nordeste – observando o DDD do seu contato. Foi aí que, após escolher mais pelas especialidades que iria tratar, encontrei o WB, do DDD 86. Li todo a "bio" dele e mandei uma mensagem. Não demorou muito pra que ele me respondesse. Eu já havia montado um questionário na minha cabeça e pela ansiedade fui logo fazendo umas cinco perguntas. Achando que ele responderia de uma por uma, ele então sugeriu para marcarmos um encontro online nos próximos dias, que ele iria me explicar tudo, além de me conhecer, saber o porquê teria buscado e outras coisas...

Marcamos para 15h de uma quarta-feira.

Como eu não tenho privacidade em casa, obviamente tivemos o primeiro encontro no meu trabalho. Me organizei numa sala longe das demais, liguei o ar condicionado, pois eu sabia que ia suar muito, levei meu computador sem precisão, já que não deu certo e fomos pelo celular... Pronto! Ficamos em chamada uns 25 minutos ou mais. Ele foi super atencioso, me explicou como funcionava, qual abordagem usava e como era... Fiquei interessado e fechei com ele ali. Na verdade, não fechei de cara, mas eu só precisava me organizar um pouco mais financeiramente pra que desse certo.

Dias depois, foi pra valer. Fechei um pacote com ele e estou seguindo todas às sextas entre 12h e 14h, a hora que tenho paz no trabalho.

Sei que ainda está recente, mas já me percebo em muitas coisas. Ele me aponta de uma forma saudável que eu realmente me perceba e crie soluções pra caminhar bem. Até agora também, tudo que ele quer me dizer pra fazer, eu já faço e tento abordar de um assunto diferente a cada sessão. Por algumas vezes, antes de começarmos, não sei o que falar, mas quando nos conectamos na chamada tudo começa a fluir. Às vezes até me sinto culpado em não deixar ele falar tanto quanto eu gostaria, só que mesmo assim vai fluindo.

Com essa experiência, tenho trazido mais pessoas também. O Joanes, por exemplo, é um desses amigos. Por muitas vezes que conversamos, sabemos que temos problemas em comum e que queremos o nosso melhor. A gente também percebe que não estamos em paz com certos sentimentos, atitudes, convivências... Coisas bem particulares, sabe. As sessões dele também são semanais e é muito massa dividir essa experiência. Não que ele compartilhe comigo o que ele falou pro profissional, mas comentamos sobre a abordagem e o quanto tem nos feito bem até então.

Estou tendo isso como prioridade na minha vida. Como já mencionei, eu já percebi algumas mudanças em mim e queria também perceber de forma externa. Eu só quero ser feliz!

Até! 🙂

terça-feira, 9 de julho de 2024

CAOS MENTAL

Não queria que sonhos definissem o meu dia, mas hoje amanheci daquele jeito... E parece que quando vem daquele jeito, vem daquele jeito mesmo. 😵‍💫

Talvez eu preferisse que meus sonhos fosses de terror, de horror, mas é sempre com situações onde eu tenho que ter controle de algo. Não sei se já cheguei a registrar por aqui, mas os piores que tenho são aqueles onde passo vergonha, onde me atraso, onde eu sou surpreendido... Isso me faz um mal tão grande que não sei mais como definir. Eu entendendo que na vida real odeio pressão e irresponsabilidade, talvez por isso que do sonho transcende.

No dessa madrugada, tentei salvar uma artista da morte por descarga elétrica enquanto fazia um procedimento estético, mas não consegui. Em meio a gritos, procurei a caixa de energia geral, não consegui encontrar a tempo. O local era totalmente desconhecido por mim, por isso tive mais ainda essa dificuldade. No fim, a caixa estava numa parte alta da parede onde era difícil de se alcançar. Mostrei, alguém foi lá e desligou, mas acho que foi tarde demais. Isso me deixou tão mal... 😢 Eu sei que foi só um sonho, mas esse sentimento de não conseguir salvar alguém fica latejando aqui no meu coração.

Ontem, antes de dormir, resolvi “cutucar” algumas pessoas no Facebook – sim, eu também não sabia que isso ainda existia. Como estou sem Instagram, criei uma frequência no Facebook apesar de não ter mais nada lá de interessante. Queria chamar um pouco de atenção e até rir, assim como foi comigo quando o Rodarte me cutucou – rs. Cutuquei um amigo que sinto tanta falta e isso me deixou tão pra baixo, arrependido... Ultimamente falar com ele me deixa pra baixo. Não por culpa dele, mas por minha culpa mesmo. Eu me culpo tanto pelo meu jeito diferente de ser...

Esse meu amigo se permite a tudo, mas sinto que eu mesmo fiz ele se afastar de mim. Querendo ou não, não gosto das coisas que ele gosta. Ele se joga, vive, é dado, é gente boa... Já eu sou mais contido, tímido, triste e medroso. Eu sei exatamente por que sou assim, mas juro que não queria ser assim. O medo me encadeia tantas coisas... E parece que eu vou viver no mundo sozinho mesmo. É tão triste isso! 😔😔

Ele disse que vamos nos ver daqui algumas semanas e meio que sempre força (no bom sentido, é claro) algo que possamos fazer juntos, tipo ir a uma festa. Eu não gosto de festa! Eu não quero ir pra uma festa! Eu não quero estragar a noite de ninguém! Já imagino me forçando a ir e chegando lá eu ficar com a cara de c* ou até mesmo sem dar nenhuma palavra, totalmente desconfortável com o ambiente. Por que eu sou assim, Deus? Isso me maltrata tanto... Isso me deixa até sem vontade mais de viver.

😭😭😭
André de Carvalho

segunda-feira, 22 de abril de 2024

PORQUÊS

A gente pensa que os porquês só são feitos por crianças em uma determinada fase, né? Engano. Eu, com mais de trinta anos, ainda tenho tantos porquês.

Os meus porquês são mais em relação a mim mesmo. Às vezes ele é seguido até de uma resposta, mas aí vem outro por quê. “Por que você é assim, Anderson?”, “Por que você (não) gosta disso?”, “Por que você prefere assim?”, “Por que você (não) falou?”... E assim vai seguindo.

Essas perguntas geralmente me matam por dentro e fico tão pressionado em ter que respondê-las pra mim mesmo. A cabeça do ser humano... Ou melhor, a minha cabeça é bem complicada. Eu fico com medo de tudo, até de como as pessoas podem estar me vendo – sendo que eu mesmo sei que não preciso de aprovação delas.

Eu só queria viver a minha vida em paz e tranquilo, sabe. Só queria que as pessoas pudessem respeitar o meu jeito estranho, diferente e que não vai de encontro a uma pessoa normal.

Estou ciente que estou deixando de viver muitas coisas por vergonha e julgamentos, mas sei que isso não é desbloqueado do nada, como num estalar de dedos. É preciso ajuda e de tempo pra aprender a lidar com certas situações, e é justamente esse o meu medo: o tempo. Não sei se tenho mais tempo pra ser "consertado". Sinto que estou vivendo no automático... É um medo e uma pressão ao mesmo tempo.

Por quê? 🤔💭

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

FRAGILIDADE > RESPEITO

Nem queria ter que vir aqui registrar isso, afinal, tudo ficará exposto, mas me senti com tanta vontade... Certas coisas preciso descarregar pra não surtar, como já sabem. 🥸
 
Então... Às vezes fico me perguntando o porquê de não ter muitos amigos, de achar que o problema está comigo, mas, às vezes, também, agradeço por estar só.
 
Quem é dos meus sabe o quanto tento ajudar, conversar e mostrar, talvez, algumas qualidades que tenho. Por mais que em alguns momentos me reconheça como uma pessoa ruim, a minha "ruindade" seja a forma de me precaver.
 
É muuuuito difícil ser diferente, ser a gente mesmo e até não ser nada ~ como é assim que me acho às vezes. Tenho fugido de tudo que me faz mal, mas tem horas que não tem mais como. Eu queria apenas ignorar, sair de perto, não responder, mas há situações que sou obrigado a ficar ali e aguentar tudo calado – e o pior é que, por mais que eu queira, não consigo me manter calado. Sou ser humano, preciso e tenho todo o direito de me defender também, né. Fico sendo instigado justamente pra isso. 😒
 
Nessa semana me incomodei com algumas falas de um "amigo”. Se não me engano, nos encontramos apenas duas vezes nessa vida, mas não chegamos a conversar por muito tempo nesse pessoalmente. Dessas duas vezes, as conversas foram de 5 a 10 minutos, se tiver sido bem menos que isso. Dias atrás, pela internet, começamos a conversar sobre organização e assim um papo foi puxando o outro, que veio outro, até chegar em minhas coisas pessoais.
 
Meus amigos mais próximos sabem que eu sou muito nostálgico, que amo guardar coisas antigas e que isso acaba fazendo eu criar um afeto e deixar meu coração aquecido, por mais que na maioria das vezes eu até chore querendo reviver aquilo. Mesmo assim, o sentimento de nostalgia me traz um ar de que estou vivo, que estive vivo e que cada vez mais quero criar memórias para no futuro sentir o mesmo. Deu pra entender?
 
Em um dos pontos descrevi o que guardo em todas as gavetas da minha cômoda, até que disse que na quinta e última gaveta, guardo camisas que não consigo dar pra alguém, que têm valor sentimental. Ou seja, por exemplo, nessa gaveta tem uma camisa branca com a estampa do Doug que ganhei do Murilo de presente de aniversário muitos anos atrás; também tem uma camisa preta com vermelho, acho que nem é de marca, que ganhei de um amigo também virtual, o Lucas, com muito mais anos atrás, além de outras. Nisso, ele solta o seguinte:


A pergunta já me deixou meio “aí vem coisa”, quando o textão seguinte me machucou mais ainda. Sabe quando a gente recebe uma opinião sem a gente pedir? Frases descritas “não acho isso normal”, “uma terapia pra falar sobre” me deixaram com tanto sentimento misturado: chateação, constrangimento, vergonha, raiva... Difícil explicar todos os  sentimentos, né!?
 
Tentei mudar de assunto com humor – algo que nem tenho nessas horas, mas tento forçar – dizendo que assim como estranham um cara de 33 anos ainda escrever diário. Aí a conversa foi ficando mais desconfortável ainda.
 
Tentei explicar que é legal ser diferente, que o quanto seria chato se todos nós fôssemos iguais e gostássemos da mesma coisa, foi aí que ele disse que o assunto estava me incomodando e que não iria mais tocar nele, me pedindo desculpa. Viu? É aquilo que eu sempre falo: quando eu estou desconfortável, não consigo disfarçar. E ele percebeu. E eu, burro, ainda tentei me fazer de forte e que aquilo não estava me abalando: “Que nada, não me incomoda. Legal é ser diferente, isso que é interessante. Isso faz a gente ver um novo mundo”.
 
E aí que a macetada foi bem maior! 🤯
 
“Te vejo um cara tão inteligente, tão focado, mas aprisionado na própria mente!”. Isso é coisa que se fala pra alguém sem saber de nada da vida e o que ela já passou? “Fico imaginando o quanto você seria mais feliz se vivesse com mais independência...” CARAAAA!!! Li isso com lágrimas nos olhos.
 
Tentei finalizar o papo dizendo: “A gente teria que ficar mais próximo pra entender um o lado do outro sabe? Em outros contextos, os porquês.” E finalizou com a frase que mais odiei e que fez com que eu quisesse que parasse por ali: “Você foge da terapia como o diabo foge da cruz!”, e riu. MERMÃO DO CÉU!!! 😠😭
 
Trocamos de assunto, mas aquilo ficou na minha cabeça.
 
Não é a primeira vez que conversamos e que no final ficamos num papo onde opiniões são diferentes e não são respeitadas. Se torna desconfortável, às vezes, conversar com ele. Eu gosto dele, eu sei o que ele passa na vida dele também pelo que me diz. Nunca fui de julgar ele, pelo contrário, fui de tentar dar soluções, de ajudar, tendo todo o limite que posso ter com uma pessoa que também tem as suas fragilidades.
 
Apontar coisas sem saber de fato é difícil. Não posso dizer que não aponto... Sim, às vezes pode acontecer, afinal, não sou perfeito, mas reconheço que quando a carga vem pra cima da gente o peso é bem maior. Paciência. 💆🏻‍♂️
 
Com tudo que ele me falou, absorvi e tentei filtrar: “Não, não sou isso, não sou aquilo. Eu não posso ligar. O cara nem me conhece totalmente, ora”. E fico pensando também que ele falou pra me ajudar, pro meu bem, mas que não teve a forma certa de se expressar ou de procurar saber das coisas. Fiquei muito triste, claro, mas é isso, o que posso fazer? Tenho que conviver com o que as pessoas acham ou pensam, eu sei que também tenho minhas teorias sobre tudo e sobre todos, a minha imaginação vai a mil, mas na maioria das vezes me contenho e procuro ouvir, pergunto, pra tentar tirar minhas próprias conclusões.
 
Não preciso passar por isso, mas também não tem como correr. 🤷🏻‍♂️
Wanderson Rebelo

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

PAI

Essa é a primeira vez que abro, literalmente, meu diário pra mostrar aqui...

Quem já é meu leitor de muito tempo, ou que acompanhou os últimos posts, sabe que eu não tenho só aqui pra desabafar. O meu principal, e desde 2005, é o diário físico. Nele sinto mais liberdade de escrever, pois sei que o acesso não será tão fácil quanto aqui.

O que vou contar aqui – e que contei nele – foram os fatos da segunda-feira (12). Algumas coisas terei que esconder por serem escritas muito pessoais, mas garanto que 90% será registrado logo abaixo. Os fatos não estão tão detalhados e nem na ordem, pois a minha cabeça estava a mil. Penso que mesmo assim vai dar de entender. Vou tentar ser o mais fiel.

Para deixar claro na leitura, somente os trechos em itálico são os escritos do diário. O restante foi acrescentado por mim na medida que lembrava dos detalhes.
 
Paciência e vou começar agora.


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12/02/2024, SEGUNDA-FEIRA
 
Difícil começar a escrever hoje aqui, mas sei que é necessário. Acordei com Joelma batendo a porta do meu quarto. Eu já imaginava que notícia seria. A tia já estava “acudindo” a mãe que não parava de chorar. O meu pensamento era no Eduardo. Como eu iria explicar aquela situação?

Joelma, meio desorientada, vendo que eu já vi a mãe chorando, disse que o Dayson, meu irmão, pediu pra que eu ligasse pra ele. Certamente ela já sabia, mas não queria me dar de cara a notícia. Liguei pro Dayson que logo me atendeu. Na verdade, só depois soube que eu falei com o Alyson, meu irmão mais novo. Nossas vozes são todas parecidas e juro que naquele momento não consegui identificar. Na minha cabeça, a voz que falava no fundo do telefone era a mesma que falava comigo.

Acho que o Alyson que me informou tudo e eu não tive tanta reação. Ele falou: "O pai faleceu nessa madrugada!". Completou dizendo que estavam organizando as coisas e que iria me ligar de volta se precisasse de algo. Fiquei sem reação e desligamos a chamada.

Voltei pra sala pra ver a mãe, que não parava de chorar. A tia tentava confortar o máximo, mas já vimos essa mesma cena sete anos atrás quando minha avó faleceu. O choro era alto e isso maltratava o coração da gente por ali.

Por algumas vezes eu fiquei parado, imóvel, tentando entender a situação. No fundo eu sei, de fato, porque (ainda) estou sem o meu coração ficar acelerado ou ainda não ter chorado. Só fico me perguntando o porquê de estar assim.

Em instantes, a casa foi tomada de pessoas. A maioria das pessoas já estavam sabendo e começaram a organizar a casa pra receber o corpo. Foi numa rapidez tão grande que, na minha cabeça, em 5 minutos a casa já estava limpa, vazia e organizada. Isso meio que me assustou.

Aproveitei que mesmo ainda não tendo muita gente, arrumei o quarto rapidinho, limpei algumas coisas, pois sabia que não ia sair de dentro dele quando o corpo do pai chegasse. Assim como não vi, em 2017, a minha avó no caixão, não queria ver o pai. Inclusive, tentei me preparar psicologicamente pra insistência das pessoas que não entendem e nem aceitam as nossas escolhas.

Fiquei do lado do Eduardo até ele acordar. O sono dele é um pouco pesado porque diante de muito choro alto da mãe e barulho de pessoas transitando a casa, ele continuava ali sonhando.

Não sei exatamente que horas ele acordou, mas quando acordou, comecei a conversar com ele:

– Oi, Du! Dormiu bem?, falei segurando o choro e pedindo a Deus as palavras certas.

Ele confirmou com a cabeça que sim.

– Preciso contar uma coisa pra você... Você vai ver a vó chorando... O seu avô foi morar no céu, ele não vai mais morar aqui com a gente.

Ele fez uma cara fingindo um espanto e deitou rápido na cama. Ele ainda não entende.

Pedi pra que ele cuidasse da vó, obedecesse... Ele ficou só confirmando.

Pedi pra ele levantar pra tomar banho, peguei na mão dele e abri a porta do quarto. Quando ele olhou tudo vazio, ele: "Nossa, a casa está bem vazia!". E segui com ele pro quintal.

Fui com ele ver a plantação de milho, depois dei banho nele. No banho ele me contou que havia sonhando com o Pokémon. Ele se vestiu depois, preparei o leite dele na mamadeira, ele tomou, e tivemos outra conversa.

– Du, você entendeu o que falei sobre o seu avó?

Ele riu e disse que esqueceu, enquanto escondia o rosto debaixo do travesseiro da cama do Dayson.

Eduardo, o seu avô foi morar no céu, por isso que a sua avó está chorando.

Aí ele:

– Quer dizer que agora só vai morar aqui eu, a minha vó, você, o Dayson e o meu pai?

E eu disse que sim. E foi aí que ele me surpreendeu:

– Peraí, o meu avô morreu?

Confirmei com a cabeça, ele fez uma cara real de espanto e ficou olhando pros lados com uma pausa grande de silêncio, tentando assimilar o que estava sendo dito.

Nunca imaginei que fosse dar uma notícia dessas pra ele.

Eu não esperava que ele fosse ter uma reação exagerada mas também não esperei que ele fosse ficar normal. Achei que ele iria ficar triste. É... apesar de já ter 6 anos, ele ainda não entende muita coisa.

A tia (Jesus) sempre é a tia que a gente nunca teve. Ela nos ajuda em tudo e é muito apegada ao Dayson. Eu acho incrível a força que ela tem. É uma mulher de se admirar e de desejar só coisas boas na sua vida. Ela fica sempre a frente de tudo, sempre prestativa e verdadeira. Posso dizer que o nome dela é "resolução". Não há dificuldade e tempo ruim pra ela. Precisou, ela está lá, mas sempre sendo justa.

Agora, 11h04, as coisas estão normais. A mãe não está chorando. Muitas pessoas estão conversando com ela e ouvi até umas risadas. Tenho certeza, porém, que quando o corpo do pai chegar vai ter muito choro.

Ontem antes de dormir perguntei o Dayson como o pai estava e ele disse que com muita dor na perna que fez com que ele até chorasse. Disse que a enfermeira aplicou medicação e que depois de 10h iria aplicar novamente.

Eu sei que tô contando tudo fora da ordem, mas é o que a minha cabeça vai lembrando.

* * *

💙 Infelizmente não tive uma vivência com o pai. A gente não era de diálogo, de afeto ou qualquer relação afim. Por alguns anos tentamos por conta do trabalho, mas a gente não conseguiu se alinhar.

Não sei quando se deu esse ponto de partida, não saberei jamais agora. Fico pensando que talvez seja (...). Não sei se ele criou expectativa em mim e possa ser que eu até o decepcionei.

Foi muito estranho não termos uma relação de pai e filho. De não ter abraço, amor, cuidado... Isso me faz lembrar o que nunca esqueci na vida. Quando eu era criança, acho que tinha a idade do Eduardo hoje, uns 6 anos, mãe comprou uma caneca pra dar de presente pra ele de aniversário ou dia dos pais, não sei. Só sei que ele me pegou como eu pego o Eduardo hoje em dia: por debaixo dos braços, levanto e abraço. Eu lembro até hoje desse abraço e do cheiro da roupa após um dia de trabalho de vigilante na fábrica.

Certeza que herdei muita coisa legal do pai: a letra bonita, a organização, o cuidado e... posso dizer que um pouco da paciência?

Ele sempre engoliu muita coisa dentro dessa casa e arrisco que a bebida tenha sido a válvula de escape.

Quando eu era pequeno lembro que via ele fumando e até comprava cigarro pra ele com apenas uma moeda de R$ 0,05. Com o tempo, ele, por vontade própria, decidiu parar. Era assim que esperava que fosse com a bebida, que um dia ele fosse parar. Não parou!

Nos últimos meses vi o pai mais velhinho, caminhava mais lento, cabelo e barba branca, assistindo canal religioso e na maioria do tempo dormindo. Eduardo sugava a energia pouca que o pai ainda tinha, mas sei que ele gostava.

Jamais quero esquecer, por isso registro aqui, quando o Eduardo, de pé no sofá, abraçava o pescoço do pai por trás enquanto se acabavam de rir de vídeos engraçados de bois atacando pessoas na arena. Não lembro se filmei esse momento, mas acho que não.

Espero que em 6 anos o Eduardo possa entender que foi feliz com o avô dele. Vou tentar sempre manter as lembranças boas... Parei e pensei aqui em como será daqui pra frente. Sei que não somos eternos, mas se adaptar a uma nova vida não é fácil.

Quero tirar um aprendizado de tudo isso, quero ser igual o pai, com todas as suas principais qualidades. 💙

* * *

Por aqui, deixo registrado esse momento. Que possamos seguir firmes nessa vida e que o amor, compaixão e paciência caia sobre essa casa e em mim também - eu sei que preciso demais.

O dia vai ser longo... Deus, ajuda a mãe. Eu não tenho força pra nada!

11h41

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O corpo do pai já chegou por aqui. Ouvi o desespero da mãe, mas até que foi rápido. Não tenho ideia de quantas pessoas têm ali na sala e a minha ideia é ficar aqui dentro desse quarto até que isso acabe.

Acabei de perguntar pro Dayson com quem que a mãe está conversando, e ele acaba de me dizer que com a vovó, mãe do pai, graças a Deus!

Espero que sempre tenha alguém pra conversar com a mãe, certeza que sozinha ela vai começar a chorar.

A Karen tá aqui no quarto comigo, eu também não quero ficar sozinho, pois sei que o meu pensamento vai começar a voar.

O clima aqui tá estranho, não vejo a hora de tudo isso acabar.

13h45

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Karen acabou de sair daqui. Foi a primeira que veio. Depois dela a Juliana apareceu, depois a Jessica, o Jardel e a Elciane. 

Juro, eu tô normal. A ficha ainda não caiu de fato. É muito estranho o dia de hoje. Diferente do dia da minha avó, o silêncio paira mais por aqui.

(...)

Tive que ficar registrando aqui enquanto tô só. Não posso deixar os meus pensamento tomarem de conta senão vou querer chorar.

Sobre chorar, enquanto tem gente aqui conversando com ela, a mãe, ela para de chorar, mas tenho que me preparar pra amanhã às 6h quando for a hora do enterro.

Escrever isso me dá uma dó tão grande, pois as coisas vêm na cabeça e caio na real que o corpo do pai está ali na sala.

Queria muito agora o abraço do Eduardo, ao mesmo tempo que não quero que ele esteja aqui vivendo toda essa situação. É certeza que ele está se divertindo agora e é assim mesmo que sempre quero ver ele. (Eduardo estava na casa da minha cunhada desde antes do corpo chegar em casa)

Meu coração começou a doer agora, pois sei que tenho que encerrar essas linhas por ora. Que esse dia acabe logo!

18h19

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Joellcy acabou de vir aqui no quarto me avisar que o Eduardo chegou. Pedi pra ela dizer pra ele vir aqui.

Dessa vez ele chegou com um semblante mais triste e automaticamente, me abraçou. Eu senti aquele abraço gostoso e falei:

– Você tá triste? O que eu falei hoje de manhã?
– O meu avô... (começou a embargar a voz) O meu avô está no céu...

Chorei junto com ele enquanto sentia o abraço. Olhei rápido pra minha prima com sua mão ainda no trinco da porta e ela também começou a chorar vendo aquela cena. Agora essa cena fica registrada na minha memória.

Logo, ele viu um "sorvetinho" que trouxeram pra mim, comeu, esqueceu e saiu, só que antes de ir disse que não iria dormir comigo, mas com a Fran.

Com detalhes:

Do meu lado tinha um pote de biscoito, "sorvetinho", vende na padaria, que a Karen trouxe mais cedo pra eu comer. Ao ver, rápido ele esqueceu o que aconteceu. Sem pedir, pegou o pote, abriu, comeu o primeiro "sorvetinho" e depois pegou mais um. Queria sair com pressa de dentro do quarto, com medo da Fran (minha cunhada) deixar ele, já que ele estava esse tempo todo brincando na casa dela.

Você não vai dormir comigo hoje?
– Não, eu vou dormir na casa da Fran.

E saiu.

Só depois Joellcy me disse que ao entrar em casa, antes de me ver, e passar pela sala, ele ficou olhando pro avô dele no caixão meio assustado, sem entender. Ao sair do meu quarto, parou e olhou novamente. Imagino o olhar curioso dele, mas certeza que essa lembrança ele vai esquecer rapidinho. Assim espero.

19h45

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No dia seguinte, após chegar do cemitério, não tive forças pra escrever mais no diário. Eu até que queria, já estava de plano, mas preferi não.

A primeira frase que iria registrar lá era: ACABOU! O meu sentimento de luto dura muito, eu não demostro, mas não via a hora de passar todo esse tempo. Antes mesmo disso acontecer eu já queria que o tempo passasse pelo carnaval. O sentimento de tristeza estava passando pela casa, estava ruim já ficar dentro do meu quarto direto.

Um pouco mais de 23h, Vitor, Ozana e Milene apareceram. Confesso que me surpreendi, mas eles conversaram muito comigo. Conversaram de tudo, menos muito sobre o pai. Tudo bem, eu queria mesmo era me distrair ali. Por alguns momentos fiquei pensando em tanta coisa que me deu um sono. Até que eu estava gostando deles ali, mas senti que queria dormir.

Um pouco mais de 00h eles foram embora e, com a Karen deitada e pronta pra dormir na cama do Dayson, fiquei um pouco no celular enquanto conversávamos. Minutos depois, Dayson apareceu, apagou a luz, deitou com ela e dormimos.

O meu sono foi pesado, pois não ouvi mais nada e só acordei um pouquinho depois das 6h quando vi o Alyson chamando ele, Dayson.

Lavei o rosto, molhei o cabelo e me preparei pra caminhar em direção ao cemitério.

Não tinha sol. Aparentava estar frio, pois estava nublado, por isso peguei um casaco e usei. No meio do caminho, acompanhando o caixão, tirei o casaco e coloquei no ombro. O clima começou a ficar abafado e comecei a suar.

Subimos uma ladeira do cemitério, colocaram o caixão pra fora do carro, e depois no buraco. Achei que naquele momento a mãe iria se desesperar assim como foi no dia da minha avó, mas me surpreendi. Ela chorou contida, alguém estava abraçando ela. E assim aplaudiram.

Fiquei de longe vendo aquela cena, não tive coragem de ficar próximo sentindo aquele clima de tristeza. O quanto eu puder não absorver essas coisas, tento fugir.

Vi a última par de terra sendo colocada, o contorno de pedra, a cruz feita na hora e a coroa de flores sendo colocada pela minha avó, Alyson e Dayson. A vovó é forte, ela é vivida, por mais que seu olhar fosse de tristeza. A minha vontade era de abraçar ela ali, então antes dela entrar no carro, sem ela ver, peguei na mão dela e abracei. Ela me abençoou e falou algumas coisas de amor.

Voltamos pra casa a pé. Karen e eu pegamos carona ainda próximo do cemitério.

Em casa, lavei os pés, acho que tomei um banho e dormi.

Por mais que eu tenha sido um dos únicos que ficou ali tranquilo o tempo todo, no conforto do meu quarto, na minha cama, minha cabeça estava a mil, portanto um cansaço mental. Por conta disso, como já suspeitava, tive um pesadelo: Eu estava na sala de casa enquanto acontecia  um apocalipse. Várias bolas de fogo estavam caindo na terra e muita gente gritando. Como eu já sabia que iria morrer, peguei o Eduardo nos braços e disse que amava muito ele. Até que tentei desviar dessas bolas de fogo e nesses nessas tentativas, vi minha avó materna, a Bó. Eu corri pra abraçar ela e automaticamente saiu um "eu te amo" de mim. Senti o corpo magrinho dela no abraço e em seguida acordei assustado.

Hoje (14), o clima lá em casa melhorou. Meus irmãos mudaram um pouco a casa, consertaram algumas coisas, lavaram as louças (eu também fiz isso e até o Eduardo pediu pra aprender como lavar e lavou os pratos dele)... A mãe está mais ativa e aqui e acolá lembra do pai, mas dessa vez sem choro. Não tem como esquecer da noite pro dia, né?

Aqui estou eu, às 14h40, no trabalho entre as demandas e este post.

Só o tempo vai se encarregar de nos confortar dessa dor que vivemos esses dias. Deus sabe o que faz e o Dayson disse que isso realmente teria que acontecer, pois o sofrimento seria bem maior aqui na Terra. O sofrimento dele aqui com certeza seria de todos nós.

Obrigado por ter lido até aqui e obrigado a todos que foram me visitar em casa.

Obrigado, pai, Manoel Antônio José da Silva. 🖤

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

NINGUÉM É SANTO

Eu lembro tanto tudo que ouvi você falar pra mim. Pro meu espanto, o seu cheiro ainda me provoca assim. É tão estranho, não faço planos, mas volto a te encontrar, me encontrar, me afogar, sem pensar, me entregar. É tão estranho... Mas ninguém é santo. 🥺

Eu não deixo nada pra depois, não faria isso com nós dois. E toda vez que eu cedo a gente encosta a pele, o sangue ferve, fora isso eu não sinto nada. Nada! 💔❤️‍🔥

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

PREOCUPAÇÃO

Cheguei a um momento em que tudo na minha vida me espanta, me assusta... 🫨

Uma chamada perdida da mãe, uma notificação do WhatsApp do meu irmão, alguém aparecendo aqui em casa do nada perguntando por mim, alguém dizendo que quer conversar comigo... É algo que já me deixa preocupado e faz com quê eu crie mil e uma coisas na cabeça. Tento o máximo comandar minha cabeça, uma hora até brigo dentro dela, podem acreditar. Em dias que estou impaciente, com mil coisas, preocupações e tudo mais, antes de dormir, travo uma briga comigo mesmo. É louco dizer isso, mas eu mando eu mesmo calar a boca, como se isso resolvesse paralisar os pensamentos. Isso me deixa com uma raiva tão grande e um desgaste que nem sei como explicar. 😫😩

Já vi que esse mês de fevereiro vai ser uma prova na minha vida. Já disse várias vezes que sou fraco e essa fraqueza me causa um medo tão grande. Penso que a qualquer momento da vida posso cair e nem voltar mais, ainda mais sabendo que está sendo comum jovens morrerem de infarto.

Há coisas na vida que me movem, são besteiras que me apego pra poder viver, mas tem dias que se torna tão difícil e temo que essas "besteiras" acabem se tornando rotina, por isso, sempre tenho que procurar coisas novas pra inventar. Para terem ideia, fui atrás de milho pra plantar no quintal de casa com o Eduardo.

No diário ultimamente tenho escrito muito. Do nada quando vou ver, já vomitei quatro páginas brincando. Escrevendo e colando adesivos meio que serve de terapia... Me acalmo com aquilo, é quase que literalmente tirar um peso da minha cabeça. Quando coloco tudo pra fora, fecho ele e guardo, parece que realmente aquele sentimento saiu de mim; assim como agora, escrevendo isso aqui. Quando publico, desligo o computador, fecho, e por horas esqueço da situação. Comentando sobre isso com alguém que nem lembro agora, ela me disse que é como se fosse uma pessoa que somente me escutasse sem falar nada, sem os julgamentos. Realmente é! 💡

Meu trabalho tem me distraído muito. Por mais que eu reclame de inúmeras coisas, lá é onde passo a maior parte do meu tempo me distraindo. Sei que trabalho é trabalho, mas é bom me distrair com isso. Tenho tido prazer em resolver problemas, atender pessoas e até conversar sobre algumas experiências pessoais com elas. Ter esse relacionamento realmente tem sido saudável pra mim. 💆🏻‍♂️

O clima em casa continua do mesmo jeito, mas desde que meu pai ficou doente agora é de preocupação, de silêncio - que até é bem estranho pra quem mora em uma casa zoadenta. Nessas últimas semanas, tenho ficado mais tempo próximo do Eduardo ao mesmo tempo que quero que ele fique perto do avô dele. Diariamente ele solta umas pérolas que me fazem ficar impressionado do quanto ele está crescendo e sendo observador, além de me fazer rir em várias dela. Por mais que eu diga que ele tem cama, ele sempre quer dormir aqui comigo, abraçado. Eu amo de verdade sentir os braços dele no meu peito enquanto mexo nos cabelos cheirosos dele até pegar no sono. 🥰

Esses dias perguntei como estava o avô dele e ele disse que bem, que sempre leva água quando ele pede e que a "minha avó" (é tão gostoso ouvir isso vindo da voz dele) leva suco de laranja e comida também. Comemoro as atitudes dele e seguimos brincando ou fazendo qualquer outra coisa pra desviar a atenção dele das telas. Eu sinto orgulho dele, sabe, eu acho que estou educando ele bem e torço demais pra que ele me ame de tal maneira que repita sempre pras pessoas o que ele nos últimos dias tem dito pra mim: "Você é o tio mais legal!". 😉 Certeza que crio memórias afetivas e vez ou outra ele lembra de algo que eu mesmo nem lembro. Por exemplo, hoje quando estava dando banho nele, ele me lembrou: "Quando eu era criança (sendo que ele ainda é) você lembra que você me banhava na pia?" E isso me fez voltar no tempo. Na mesma hora lembrei e me deu uma nostalgia de quando ele era bebê...

Enfim, sempre me empolgo ao falar do Eduardo. Espero muito que ele seja uma pessoa do bem e que me dê muito orgulho. 👦🏻❤️

Mas voltando... Hoje pela manhã a minha cunhada me liga. Ela me falou com toda calma do mundo a situação atual do meu pai, que nem é boa, é grave. Eu nunca sei o que falar nessas horas, mas lembro que em um momento disse que eu sou fraco pra essas coisas. Ela disse que também é. Então disse pra ela comentar com o meu irmão, o Dayson, sobre. Dayson é mais paciente, muito mais forte e corajoso do que eu. Eu queria mesmo era entender um dia por que sou assim, um pouco contrário dele. Minha cunhada me encaminhou os áudios do médico explicando de forma técnica o que estava acontecendo e pediu para que internassem meu pai o mais rápido possível e que fosse acompanhado por um cardiologista de plantão.

Mais tarde, à tarde, por mensagem, conversei com o Dayson sobre o que estava acontecendo. A gente não têm conversado muito pessoalmente, mesmo estando grudados sempre nos mesmos horários, dividindo o mesmo quarto. Nas mensagens ele me explicou a urgência e disse que ia fazer o que tinha o que fazer e eu disse que o que precisasse eu estaria ali - imaginando que ele entendesse que da minha forma, longe de  hospitais ou de situações que pudessem fazer com que eu ficasse mais fraco ainda. Talvez ele não entenda essa minha fraqueza, mas se um dia ele ler isso daqui, ele vai acabar encaixando as peças de muitas coisas.

O fato é que meu pai está em Teresina agora, foi às pressas com meu irmão mais novo e agora há pouco nossa mãe veio aqui no quarto informar que ele está internado, aguardando um médico específico. Desde cedo a gente sabia de tudo, mas sabendo como nossa mãe é nervosa, preferimos não comentar pro bem mesmo dela.

Não sei quanto tempo o pai ficará de observação, se vai precisar de cirurgia ou qualquer outra coisa. Isso tem me tirado o pouco do sono... Nem sei como vou fazer esses dias... 🥺

Preciso caminhar pra cansar, mas não tenho coragem de sair à noite com essa violência e assalto constante na cidade. Vou procurar desviar o máximo que puder.

Que tudo se resolva o quanto antes.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

FÉ... VEREIRO

Fevereiro acabou de começar e senti uma dor de cabeça do estresse. 🤯 Será que esse negócio de virada de mês realmente tem alguma coisa a ver ou alguma resposta pra dar? Se esse fevereiro for depender dessa dor de cabeça de estresse que sinto agora, p*rra, queria dormir e acordar só em março.

Voltei a ter a dr*ga dos pesadelos de novo. Sempre há algum gatilho que faz com que todos possam vir. Sonhei com assassinatos, acredita? Geralmente não sonho com coisas sangrentas assim, mas dessa vez... Meus pesadelos são de vergonha, de momentos de constrangimentos, de pressão... São pesadelos que realmente me deixam mais angustiados do que de "terror".

Ontem, na virada do ano desse mês, dormi minutos depois de 22h. Decidi que ia dormir cedo e f*da-se o celular. Deixei ele de lado carregando, fiz a melhor posição pra pegar logo no sono e tentei mentalizar coisas que me fizessem bem pra eu tentar dormir logo. Confesso que algumas vezes... (que vergonha!) conto até carneirinho. Eu fico imaginando a cena e contando mesmo. Acredita que dá certo? Pelo menos eu nunca lembro o número do último que pulou a cerca - rs. Então dá mesmo certo, né!? Uma pena que isso não me livra de pesadelos. Lembrei! Preciso voltar a orar antes de dormir. Por que eu esqueci disso? 😬

Dessa vez, olha o nível do pesadelo besta que tive, mas que, pra mim, é pior do que sonhar algo de sangue, terror e coisas horríveis da vida. Simplesmente no sonho eu comi um hambúrguer de alguém antes da pessoa chegar. O sentimento de fazer a coisa errada, de pegar algo sem permissão, de não ter como voltar atrás... isso me agonia de tal forma que... eu fico me sentindo culpado, podre, sem noção. Coisa que na vida real eu pago pra não fazer. Sim, eu sei, não sou santo, mas o quanto eu puder evitar isso na minha vida, vou evitar!

Nos últimos meses, não sei se já falei aqui ou se foi no Instagram, no diário... em algum lugar eu falei! Eu nunca me senti tão só na minha vida como ultimamente. Lógico, estou com alguém quase que direto, diariamente, mas meio que não tenho toda aquela responsabilidade, sabe, tenho que ter limite. Estou curtindo, mas ao mesmo tempo não queria curtir, queria um basta, ao mesmo tempo também que me faz tão bem, que me diverte, me tira da minha bolha diária de estresse. Meu Deus!!! Eu não posso mandar em ninguém e não quero que ninguém mande em mim!!! Eu tenho saudade mesmo é de um amigo que me tire de tudo, que eu possa falar tudo, conversar coisas sérias e besteiras também. Preciso sumir! 😭

Por dois dias, tomei chá antes de dormir. Me indicaram a tomar chá. Essa minha amiga até me levou umas ervas (sem brincadeira, viu) e eu preparei da forma caseira que minha avó sempre fazia. O primeiro foi com açúcar, mas depois pesquisei que o açúcar tira algumas propriedades que o chá tem. Na segunda vez, provei sem açúcar e até que tomei tranquilo. Achei que não ia gostar tanto, mas não achei ruim, não. Fiz esse registro, inclusive, lembrando de uma foto conceito que vi pela internet uma vez:


A intenção da foto nem era biscoitar, mas pareceu mesmo - rs.

Olhando essa foto, deixa logo eu comentar: sim, engordei. As pessoas meio que não percebem isso porque estou usando camisa G ou GG pra me sentir mais livre, folgado, ainda mais nesse calor. A minha barriga não está tão enorme, mas eu estou mais cheinho, sim. Os meus "culotes" já estão mostrando dos lados, minha barriga bem saliente, mas até que eu acho bonitinha... Tô curtindo, mas não sei até quando. 🫃🏻💙 Esse é o ônus e o bônus de quem se casa. 

Mas é isso, vamos enfrentar esse mês de FEVEREIRO com FÉ. Deus está comigo, assim como Ele está contigo. Espero voltar aqui o mais breve possível ou pelo menos uma vez por mês, porque, né, gosto daqui.

Até depois! 😙

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

TÔ LEVE

No sábado (10), à noite, por ironia do destino, esvaziei um dos sentimentos que tenho há alguns anos. Com a pandemia, não só por obrigatoriedade do momento, me afastei de muita gente, inclusive daquelas que faziam com que minha cabeça ficasse um pouco perturbada.

Eu não sei desfazer das minhas poucas amizades, tampouco das pessoas que não me fizeram nenhum mal de forma proposital. Quem me conhece sabe muito bem que quem me faz mal, não vê nem a minha cor mais. Pra quê vou ficar perto de gente desse tipo?

Então, vou tentar poupar detalhes aqui porque a exposição é grande, sei lá, e eu tenho consciência que juntando as pessoas a gente consegue chegar em quem a gente quer descobrir. Falo isso por mim mesmo, pois sou atento a detalhes desde sempre e encaixar peças é comigo mesmo. Não sei se isso chega a me confortar ou a me decepcionar. Na verdade, descobrindo algo, fico só pra mim até a história vir à tona.

Então, como em todos esses dias, fiquei vendo os blocos passarem aqui na frente da casa do pai do Dalton. Me arrumava pra ficar, literalmente, dentro de casa. Nisso, comecei a conversar com alguém que me afastei desde o primeiro semestre de 2019, acho que um pouquinho antes da pandemia. Motivo: estava gostando e não percebia o retorno que eu queria. Tive que aguentar tudo calado, aguentar sonhos e pesadelos e evitar o máximo fazer com que nos encontrássemos na rua - o que era inevitável. Nosso papo foi fluindo e comecei a perceber uma vontade de desabafo da sua parte. Segui falando o que achava e, assim como já havia dito semanas atrás, reafirmei que teríamos que nos ver pessoalmente. O nosso encontro teria que ser longe de tudo e de todos para que ficássemos bem à vontade. Acabou que não rolou ainda, mas combinamos, por enquanto, de mais tarde fazermos uma vídeo chamada.

Após as 22h, cheguei em casa, tomei banho e nos ligamos.

Na ligação, contei um pouco de tudo que estava engasgado dentro de mim. Confirmei que estava apaixonado, que eu via isso e aquilo e sabia de coisas sem a maior pretensão de saber; as coisas vinham a mim sem eu mesmo perguntar. Falei dos sintomas que tive, sonhos, pesadelos e até uns pedidos de ajuda que fiz.

Enquanto contava tudo, sentia o nervosismo, mas não cheguei a gaguejar ou a me perder tanto nas palavras. O silêncio da parte de lá me maltratava um pouco, mas eu sabia que no final eu não iria receber nenhuma palavra de conforto. Já sabendo disso, pedi apenas que me ouvisse e que não falasse nada, afinal, não quis atribuir a culpa, pois o culpado de tudo fui eu mesmo. Fui eu que passei por isso. Ainda bem que não parei a minha vida.

Durante esse papo também falei que tive que silenciar as suas redes sociais... No fim, acho que fui entendido. Falei que eu amava e que não queria, e que teria certeza que nada mudaria entre a gente, porque se até hoje não mudou, por que iria mudar? Falei que sorte demais as pessoas que têm ao seu lado e que não merece jamais passar por nenhum mal.

Juro, a melhor coisa que eu fiz. Talvez pessoalmente eu ia desandar em choro, mas aproveitei essa oportunidade. Estou leve do vazio que eu tinha.
Aécio Martins
🪶🧔🏻‍♂️💓

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

UM TCHAU

Queria muito poder me ver por fora. Saber as minhas impressões e meus rostos no dia a dia... Queria me compreender e saber onde estou sendo falho e errando. Nunca consegui esconder as minhas expressões, mas queria muito saber maquiá-las. Não queria que ninguém percebesse ou que eu conseguisse ignorar as coisas que me afetam. Até que tenho conseguido em algumas partes, mas outras me tiram até o sono.

Enquanto digito isso, me sinto culpado por tudo que tenho feito e falado durante toda a minha vida. Por mais que eu busque a perfeição - que nem existe, eu sei -, tento evitar todos os conflitos externos e, principalmente, internos que tenho. É muito ruim saber que você está ou pode estar fazendo o mal pra alguém, não de forma direta, mas na palavra, no gesto e até na expressão.

Não sinto mais vontade de viver!

😭

sábado, 5 de novembro de 2022

NÃO CAMINHEI

Sei lá, não sei se é fome ou só tristeza mesmo, mas estou tão down agora. 🙁

Já havia comentado aqui do início da minha caminhada. Desde quando comecei, não deixei mais. Aliás, fiz o máximo pra não faltar um sábado ou domingo sequer. Lógico que houveram dias que não pude caminhar: um foi quando viajei pro CE (mas ainda assim caminhei sozinho na praia por, acho, que meia hora) e outro foi no dia da eleição (no primeiro turno eu realmente não fui, mas no segundo turno caminhei na passeata após a vitória do Lula). Possivelmente, faltarei nos dois próximos domingos desse mês, pois serei colaborador do Enem. O fato é que já me acostumei. E hoje eu pude sentir o peso que é faltar de um compromisso meu.

Agora à tarde tive meio que um bate-papo com o Jeferson Vieiros por vídeo chamada. Ele me convidou antes mesmo de eu criar meu podcast, pra participar do dele. Aceitei, mesmo com vergonha, mas sinto que agora estou um pouco mais seguro. Estávamos tentando criar uma pauta sobre o assunto, já que iremos gravar amanhã e, um pouquinho depois das 16h30 comecei a me despedir, pois queria caminhar. Assim que falei que iria caminhar, começou a chover. Com o papo bom, desisti de caminhar e fiquei ali ainda com ele. Um pouquinho antes de 17h ele encerrou a chamada, olhei pro céu e fiquei pensativo. 🤔

Do lado direito do céu haviam e passavam as nuvens cinzas; do lado esquerdo, sentido de onde eu iria caminhar, ainda que nublado, o céu estava limpo e sem indícios nenhum de chuva. Fiquei naquela de vou ou não vou e resolvi não ir. Por algumas vezes, até fui ao quintal de casa observar se havia algum vento no sentido da direita, mas, nada.

Resultado: não fui! ☹️

Até agora, por isso, estou me sentindo triste, sabe. É como se eu tivesse perdido essa melhor oportunidade. Por vezes fiquei imaginando indo em direção a minha escola e sentindo aquele cheiro gostoso de chuva. Não tinha sol, por isso que tenho certeza que a caminhada valeria a pena.

Estou tentando buscar um motivo pra não ter dado certo e eis que me veio na cabeça Deus. Estou me confortando até então de que foi Ele que quis me livrar de ver ou acontecer algo. Com isso, tento anular essa tristeza que sinto aqui.

Só queria desabafar isso mesmo, sei que o post foi besta e sem nenhuma relevância - como muitos outros aqui -, mas ok.

Obrigado! 😊

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

AMOR NÃO TESTADO

Essa é a história de um amor que poderia ter sido e não foi. E não foi. Amor em teoria, não experimentado, não vivido e sentido pele adentro e nunca soprado boca afora.

Já não me reconheço nos vultos do passado, no abraço, no cheiro e no beijo emprestado que não me pertenceu. Não me pertenceu!

Eu não soube dar o teu lugar e você não teve força pra se apropriar do que já era seu. Era pra ser seu.

Ouço desfecho estridente do insistente passado de nós dois. De nós dois. Na frágil tentativa de um último suspiro de atino, murmúro sopra o vento, o adeus sufocado na garganta.

Como se apaga uma história assim? Com começo, sem meio, fardado ao fim. Latente nessa dança de amor não testado abreviado em mim.

Ronny Oliveira

sábado, 10 de setembro de 2022

COVARDE

A palavra "covarde", que vive fazendo total sentido pra/de mim, surgiu há alguns meses quando tive uma conversa com o André. Nessa conversa, entre várias opções para uma tomada de decisão, ele gostaria que eu não fosse covarde em uma situação específica. No contexto, ser covarde seria abandonar uma situação ou até mesmo não ter uma conversa a respeito e, quem sabe, até colocar um ponto final... E depois dessa conversa, percebi que eu sou, sim, covarde. Depois de pouco mais de um mês, abandonei a situação e me distanciei. 🙁

Com o intuito de não querer sofrer, INFELIZMENTE, me distancio de problemas e de situações que podem até, por um lado, me fazer bem, mas no fundo me deixa mal. Controlo tudo que acontece comigo e sei que esse poder eu deveria deixar mesmo pra Deus. Peço a Ele paciência e que me dê um sinal para que eu não seja mesmo um trouxa. Enquanto não recebo, simplesmente me isolo. Sei que do outro lado uma interrogação surge, assim como um "esse menino deve ser louco", em relação a mim.

Sem mentira nenhum, parece que eu acordei de um sonho, sabe, ou até mesmo de um pesadelo que começou bem, mas que depois foi indo pra um lado ruim. Antes que eu acordasse morto ou sofrendo, abro os olhos e tento seguir o caminho. Sofro, choro e fico me perguntando do porquê eu ser assim, não sei explicar e nem me explicar... Só Deus pra me salvar. 🥺

Enquanto eu poderia resolver tudo, colocar, se for o caso, um ponto final, eu deixo tudo em reticências. Essa é a segunda vez que faço isso e o sofrimento da primeira vez que fiz paira até hoje. Inclusive, na última noite, tive um sonho sabendo de algo que eu sequer perguntei. E me deu, no sonho, como se fosse na vida real. Hoje, achando ficaria mal por conta do que soube nesse sonho, me entupi de trabalho pra tentar não ficar lembrando. E, para a minha surpresa, só vim lembrar desse sonho agora. Ele, graças a Deus, não me atingiu em nenhum momento do meu dia.

Mas o meu medo mesmo é uma hora, pela minha lerdeza e deixar as coisas acontecerem, a distância se tornar real, chegando ao ponto de nos tornamos desconhecidos. Preciso resolver todos os meus problemas e preciso de ajuda pra colocar tudo como metas.

Deus, me ajuda a não sofrer assim, por favor! Que eu mude esse caminho, essa linha...
Ronny Oliveira
🙏🏻

sábado, 23 de julho de 2022

QUEM PROCURA ACHA! (?)

E é com esse título que começo a digitar enquanto estou sozinho. ☹️

Não tenho na verdade o que explicar, mas eu teria que jogar de alguma forma esse desabafo pra fora. Há meses que ando procurando algo que sei que se eu achasse não ia me fazer bem... E num é que hoje pela manhã eu achei. Fico me perguntando: como é que eu vou procurar algo que eu sei que não vai me fazer bem, minha gente? E lá foi eu, como se fosse cometer um crime, de forma silenciosa, para o começo da minha tortura.

Sabendo que não sei não demostrar tal reação, fiquei o dia com o semblante triste e usei a desculpa de dor de cabeça e fome pra poder me safar dos questionamentos que poderiam surgir.

Estou muito pensativo sobre e, para que eu não haja com a cabeça quente, preferi, mesmo com toda dificuldade, me manter zen ou fingir que nada aconteceu. Odeio me pressionar a ser alguém que não sou, já que toda vida fui assim, mas de hoje até segunda-feira tenho que tentar disfarçar o máximo essa minha tristeza.

Sei que na segunda quando voltar a realidade vou deixar esse choro acumulado cair e, com certeza, criarei noias na minha cabeça até descobrir a real verdade. Eu sei, também não sou santo e fiz o mesmo, mas, sei lá, não quero ficar com esse pensamento egoísta agora.

Mais uma vez, acho que vai ter um fim. O "pra sempre" nunca vai acontecer comigo.
Ronny Oliveira
💔

quinta-feira, 7 de julho de 2022

NÃO SUPERO

Vou parar de começar a fazer post dizendo que vou ser breve, porque sou bem intenso nos detalhes e nas situações que venho fazer registro aqui, e acabo sempre terminando em textão.

Na verdade, eu só queria mais uma vez encontrar um meio para desabafar. A minha preguiça de abrir o diário, pegar uma caneta e começar a escrever é grande. Como aqui é um dos meios que uso para desabafos, por que não?

Então, dois dias atrás comecei a me reafirmar o quanto eu sou louco ou demoro muito para superar as coisas. Eu achava que superar relacionamentos era ruim, até estar nessa situação e perceber que é muito pior do que imaginava. Já se passaram uns três anos e ainda não consegui entender o meu coração. Tem horas que o meu olhar vai direto em direção ao seu caminho ou o pensamento vai certeiro de "se estivesse aqui?" e outras vezes luto contra isso e tento cortar caminhos ou não verificar mais os carros brancos.

Do nada, em meio a 360 graus, meu olhar vai diretinho a sua direção, é incrível essa precisão ou conexão, sei lá... e depois disso não consigo mais controlar. É como se eu estivesse querendo ver o que não é pra eu ver, ou, sei lá, maquinar mil coisas na cabeça e sofrer. Às vezes é querer saber como está fisicamente ou com quem anda. Tem dias que o meu controle é bem maior e minha caminhada é feita apenas com olhar em direção ao chão. Não quero ser vigia de ninguém, muito menos indiscreto.

Até quando vai ser assim? Penso que só serei totalmente livre desse sentimento quando eu externar a verdade. 🙁
Aécio Martins

segunda-feira, 13 de junho de 2022

DIA DOS NAMORADError

Pra ser sincero, não tem como não romantizar o dia de ontem. Tentei focar em tudo, mas as redes sociais estavam ali para esfregar na cara a realidade do momento. Busquei ver vídeos à toa, a dormir para acelerar o dia... e nada. No final do dia, antes de dormir, chorei. 😢

Na idade que estou, acho que o peso é bem maior. A gente não quer mais ficar por ficar, por mais que em alguns casos ocorra. Ainda assim, mesmo ficando, um dos lados têm, com certeza, o interesse de continuar. E isso que tem me pegado nos últimos dias.

Eu sei que pra namorar tem que conhecer, ficar, rolar interesse... Estou ficando há quase 6 meses e ainda não sei o que vai ser. Por mais que nesses meses tenhamos ficado pouco, em média uma vez por mês, a nossa convivência tem se tornado algo frequente, juntamente com nosso bom humor e intimidade. 😅😁

Sempre tive na cabeça que após o quinto fica já é namoro, mas quando houve esse quinto encontro, me invoquei em um diálogo determinado e fiquei repensando se realmente valeria a pena um namoro a partir dali. Aí veio a afirmação de que, sim, ao contrário do que eu pensava, tem que haver um pedido de namoro.

Já o sexto encontro foi incrível, por mais que não tivéssemos saído de casa. Eu amo diálogo, saber um pouco mais da vida do outro sem perguntar e ter essa vibe amigos, sabe. Sempre preso pelo diálogo, pela sinceridade e pela verdade. Acho que isso faz com que o sofrimento (se houver!) seja amenizado.

Estou vivendo esse momento sem pressão, sem cobranças e com aquele medo e insegurança de mesmo assim estar fazendo tudo errado; fora o medo de estar sendo enganado novamente. Com tudo isso, ainda penso: “Será se tô parado demais?”.

Ontem fiquei me coçando pra mandar uma mensagem, mesmo que fosse fora de contexto, só pra saber se estava bem, dizer que sentia saudade, ou ter um diálogo rápido como sempre acontece. A minha vontade era de falar a verdade: que eu estou me apaixonando e que isso tem me feito um pouco mais feliz. Que coisa louca pensar assim e ser intenso, mesmo não tendo certeza das coisas, né? E a minha resposta, mesmo sem mandar mensagem, foi ver um story seu em uma balada rodeado de pessoas, muitas pessoas mesmo. Meu coração saltitou e fui do céu a terra. E esse foi o motivo do meu choro e pensamentos mirabolantes durante toda a madrugada. 💔😢

Já sei toda sua programação nesse mês e fico com receio de me oferecer a nos encontrarmos, depois do dia 20/06, para matarmos a saudade. O fato é que sinto que estou perdendo aos poucos e que isso pode ser prejudicial pra mim. No próximo encontro, vou tentar ter um diálogo em relação a isso. Sei que vou desabar, mas é preferível que seja assim logo, porque, mais uma vez, o tempo de encarrega de me curar e deixar eu seguir a vida novamente.

Não sei até quando as coisas acontecerão comigo assim. Preciso me entender e de ajuda pra me entender. Tudo jogo a culpa em mim, até mesmo por ficar em silencio algumas vezes. 😞
Ronny Oliveira

segunda-feira, 30 de maio de 2022

PESADELOS

Eu não sei por que raios eu tenho isso! Posso estar dormindo a hora que for, mas sempre vem algo ruim enquanto tento descansar. 😠

Nos vários últimos dias, tenho pesadelos direto. É algo que não consigo mais controlar como antes, até porque os pesadelos mudaram. Antes eram com tiros, eu correndo, muita briga, sangue... Quando eu via que estava no ápice do perigo, acordava. Me orgulhava demais desse controle que não sabia explicar, mas tinha.

Agora, meus sonhos “amadureceram” mais. Neles eu recebo notícias ruins que fazem meu coração embrulhar e chorar muito – por exemplo, a notícia de que uma pessoa que conheço morreu ou está passando por um momento triste; eu passando por momentos constrangedores, humilhantes ou tendo que presenciar algo que, na realidade, com certeza, eu fugiria – por exemplo, atos de vandalismo, violência ou assalto, ficar nu; e o pior de todos: rejeição. Isso me mata mais do que qualquer outra coisa. Sei que isso pode estar atrelado a minha infância, adolescência ou a algum momento que fui traumatizado e não lembro. Hoje em dia, por mais que eu saiba lidar com isso de forma externa, tentando disfarçar, por dentro sofro, sofro muito, e calado. 😔

Na sexta, fui a trabalho a Teresina. Na verdade, era pra ser uma comemoração... trabalhei do mesmo jeito. Se houve comemoração de algo, nem percebi. Até que não fiquei tão cansado, pois em alguns momentos, ainda que trabalhando com o celular em mãos, balançava na rede.  O trabalho me distraiu boa parte do tempo e quando eu parava, me desligava um pouco, vinha um pensamento ruim, uma notícia que recebi e que me deixou triste – e que nem deveria me deixar – nos últimos dias. Procurei não ficar remoendo a “novidade” e o que eu mais odeio que façam comigo, eu faço: rejeito. A rejeição da minha parte vem sem maldade, pelo medo de ouvir o que eu não estou pronto e acabar transparecendo que não estou bem. E sempre que fico assim, forçando algo que realmente não sou, me sinto preso a mim mesmo. Acho que por isso minha cabeça fica cheia de preocupação, de tristeza e isso acaba sendo convertido a pesadelos.

O final de semana direto foi de pesadelo. Na madrugada de sábado, sonhei com algo que, graças a Deus, nem lembro mais, mas foi horrível. Na tarde de sábado, do mesmo jeito. Dizem que temos sonhos pesados quando estamos pesados, ou seja, quando comemos demais e pode ser que sim. Nos últimos anos, também percebi que quando durmo com algo me apertando, por exemplo, a cueca, a agonia vem justamente pros pesadelos. E o pior é estar sendo apertado de duas formas: cueca e vontade de urinar. Muitas vezes, entre 3h e 4h da manhã, saia do quarto, ia ao banheiro, voltava pro quarto, tirava a cueca e dormia nu. Percebi uma melhora depois disso.

~ 16:09 e acabei de dar uma pausa no post pra mandar um podcast áudio pro Pedro. Escrevi muito aqui e não foi o suficiente, pois estava segurando o choro. Com ele, no áudio, desabei... 😭😭😭 E tô aqui torcendo pra ninguém perceber minha cara. ~

Continuando...

No domingo, ao contar sobre os pesadelos frequentes, R. (♥️) me disse que isso é falta de reza, que não tenho costume de rezar antes de dormir. Nem questionei, pois tenho esse costume, sim, mas nos últimos dias, confesso, tenho esquecido. Os agradecimentos a Deus vêm sempre, do nada, em algum tempinho do meu dia.

Outra coisa que me disse foi que ronquei em todas as noites que dormimos juntos. 😕 Meses atrás me surpreendi quando Dalton gravou um vídeo eu roncando alto próximo dele. Não acreditei quando, no dia seguinte, me vi ali, roncando feito um trator, pagando pela língua, pois sempre julguei o “cansaço” do Dalton que causava isso. Senti vergonha de roncar, ciente de que é algo que não tenho que controlar. Mas até quando isso? Por que isso? Vai ser pra sempre? E se um dia, em uma viagem, eu dormir no ônibus e ser o terror dos passageiros, assim como já foram pra mim? Isso me deixa mais triste ainda... 😧☹️

Com tudo isso, me sinto sufocado e necessitando de ajuda psicológica. Não sei mais o que fazer. Eu preciso me dar bem com tudo e com todos antes que seja tarde. 💔😭
Ronny Oliveira

quinta-feira, 26 de maio de 2022

RESUMINHO DE ABRIL

Estou aproveitando um momento de folga aqui no trabalho pra registrar aqui. ⏳

No começo do ano, além de me prometer várias coisas que estou cumprindo, prometi também que pelo menos uma vez por mês eu apareceria aqui pra contar alguma coisa, mesmo que fosse pra contar que não fiz nada, ou que estava na mesma rotina. Eis que o mês passado não dei as caras, olha só que irresponsável. E, mesmo querendo dar uma desculpa, nem é, pois estava de férias. Fui ao Rio de Janeiro ver os desfiles das escolas de samba com Pedralton. Além de, claro, fazer meus “encontrinhos” e viver as férias à minha maneira.

Ver o Cristo é coisa de louco!!!

Não tem como não agradecer a Deus.

Olha a Mangueira passando... - rs.

No Rio, conheci pessoalmente, após mais de 15 anos de amizade virtual, o Saulo Veloso. Nos encontramos no Shopping Praia Bota Fogo que era bem próximo de onde estávamos hospedados. A Thaís, namorada dele, também estava lá com a mãe dela. Passamos à tarde toda papeando e comendo. Foi muito f*da!!!

A vista atrás é real.

Em outro dia, após sair do Bondinho do Pão de Açúcar (cof! cof! 😮‍💨), fui encontrar o Nuno (Anderson Bruno) próximo a praia de Copacabana – ou era lá? Fui sozinho de Uber e deu tudo certo. Era final da tarde e passei por uns momentos de insegurança, sei lá, não me senti bem e quase fomos assaltados. Sim, há lugares no Rio que são realmente perigosos. Talvez se eu estivesse com os meninos (Pedralton), certeza que não estávamos mais com celular e carteira. A minha sorte foi que o Nuno era um carioca característico. O sotaque, a camisa do flamengo e o jeito dele me deixou um pouco mais seguro. “Confia em mim” foi a frase que deixava o meu coração mais tranquilo. Por fora, acredito eu, estava normal, mas por dentro era uma mistura de medo, tensão, “o que eu tô fazendo aqui?” e muitas outras questões. Nos livramos de um assalto por isso. Queria muito poder detalhar isso aqui, mas tenho preguiça de repetir sempre a mesma história. Quem sabe um dia, né!? O f*da é que no dia seguinte, quando fui pra Praia de Ipanema com os meninos, fiquei o tempo todo com a cara de c*, pois não queria estar lá e me senti obrigado a ir, meio traumatizado da noite anterior. É estranho a abordagem dos vendedores, a forma como eles falavam me dava nos nervos... Nesse dia enesolarado, fiquei embaixo do guarda sol, com o celular grudado com força na mão e torcendo pra não acontecer um arrastão. 😕

Andersons.

No último dia, reencontrei a Becky. ❤️ Nos conhecemos pessoalmente, também após uns anos de amizade virtual, quando fui ao Rio pro último show da turnê de retorno de Sandy e Junior, em 2019. Nesse segundo encontro, ela disse que mudei muito e que eu estava até bebendo – rs. SIM, eu bebi com ela em um barzinho super vibes que ela indicou. A comida lá é bem diferente do que estamos acostumados aqui no Nordeste. Provei um pouco da comida dos meninos e eu, com medo de gastar dinheiro com algo que não conheço e acabar passando mal depois, pedi uma pizza só pra mim com uma cervejinha que tinha a mesma pronuncia do nome da Becky. Jamais vou esquecer do drink de coco – quem me conhece sabe que eu amo tudo que tem coco – que não tinha mais no cardápio, mas que Becky pediu pra fazer. Delícia demais!!! 🍸

Becky is back.

Ao voltar do Rio pra Teresina, tivemos uma conexão de muitas horas no Recife. 🛬 Por que não dar uma voltinha por lá? Já havia combinado com o Filipe Lima e deu tudo certo. Assim que chegamos no aeroporto, chovia, mas isso não impediu de sairmos. Vimos anoitecer dentro do Uber até chegarmos no condomínio do Filipe. Ele nos levou pra comer, depois fomos pro Marco Zero, Centro Histórico, paramos pra batermos mais papo e seguimos de volta pro aeroporto. Agora, sim, com Recife, conheço 10 estados do Brasil. O meu sonho é conhecer um pouco de todos.




Chegamos um pouco mais de 00h em Teresina e teríamos que pegar estrada pro Ceará. O combinado seria chegarmos em casa, tomar banho, tirar uma soneca e umas 3h pegar estrada. Quem disse? Só foi banho, arrumar outras malas, jogar tudo no carro e seguir. Eu nunca tinha feito uma viagem tão ruim na minha vida! Estávamos virados, cansados, meu Deus!!! Pedro e Dalton ficavam reversando a direção enquanto eu rezava para que nada acontecesse de ruim na estrada. Atraquei dois cintos do banco de atrás em mim: o do lado, que passa pelo ombro e vai para a cintura e o do meio que pega somente a cintura. Ali, tentei dormir, mas não conseguia. Minha vista via sempre dois e no meio da madrugada eu acordava com faróis em cima de mim, parecia que ia acontecer uma colisão. Vi, em alguns momentos que estive acordado, Pedro se espantando no passageiro quando o Dalton dirigia e vice-versa. Foi tenso! Chegamos em casa umas 7h e pouquinho, nem lembro se tomei banho, só tirei a camisa, o calção e, de cueca, me entreguei àquela cama. 🛌🏻

Passei o restante das semanas antes de encerrar as férias no Ceará. Fomos à Praia, aos Lençóis, comemos fora, maratonei a série De Volta aos 15, vi vários capítulos da novela A Viagem, vi com o Pedro um pouco do reality Túnel do Amor e acompanhei No Limite nas noites da Globo. 🤓


No ultimo dia de férias, um dia antes de voltar a Coelho Neto, namorei um pouco. 🥰 O nosso quinto encontro não foi como eu queria, mas o sexto foi incrível. Não tenho certeza das coisas da vida, mas estou buscando ter calma pra conhecer, pra que tudo dê certo e que eu não sofra num futuro próximo. Tudo indo no tempo de Deus e se for pra ser, será. 🤞🏻

Voltar a realidade foi bem difícil. 🥺 Na segunda (09/05), eu estava rente no trabalho. Era como se eu tivesse sido acordado de um sonho, sabe. Mas o que me motivou mais era fazer mais dinheiro pra curtir muito mais nos próximos meses ou ano. Depois da pandemia, a minha cabeça ecoa “aproveita, mermão, se joga”. Felizmente não houve nada de errado no meu trabalho com a minha ausência. Também, deixei tudo pronto, as anotações, os problemas que poderia sugir... Amém, amém, amém! 🙏🏻

👀 Acabei de ver o quanto escrevi e, meu Deus, eu não contei nenhum detalhe pra valer desses dias. Se o resumo foi assim, a viagem toda seria um livro. 👀

Na verdade, o desabafo que eu queria fazer aqui nem era sobre as férias, sobre os acontecimentos de abril, mas sobre o meu choro de ontem antes de dormir, por descobrir algo que me deixou feliz por um lado e triste por outro. Eu continuo precisando de ajuda pra entender certos sentimentos que tenho e o meu maior medo é ser possessivo. 💔❤️‍🩹😢

Estar digitando aqui me fez bem, depois de ter contado sobre a viagem, vivi em pensamentos os momentos que registrei acima e isso me deu um gás de alegria que nem preciso mais falar de tristeza aqui. 🙂 O tempo vai resolver essas minhas angustias, eu tenho certeza disso. 

Obrigado e tchau! 🫰🏻