Mostrando postagens com marcador massas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador massas. Mostrar todas as postagens

25.7.09

Pasta!


Duas massas deliciosas de Brasília - macarrão com picadinho do Carpe Diem e ravióli de bacalhau do Dom Francisco. A segunda é melhor que a primeira, e as duas são deliciosas. Acabo de ler "De Caçador a Gourmet - Uma história da Gastronomia", de Ariovaldo Franco (Editora Senac), e diz ele que, até hoje, não se sabe ao certo a origem do macarrão: "A afirmação de que os italianos só teriam começado a preparar pasta depois que Marco Polo voltou do Oriente carece de fundamento. Muito antes ela já fazia parte dos hábitos alimentares da Itália. Por outro lado, há esculpidos em túmulo etrusco utensílios para a confecção de pasta. Também existe a hipótese de que os sarracenos a tenham introduzido na Sicília, depois de terem aprendido a prepará-la com as caravanas persas que chegavam até a China. Sua origem, entretanto, permanece controvertida."

6.5.09

Gigetto




Certamente Plínio Marcos não hesitaria em comer este prato inteiro, mas exigente que era, não ia gostar muito, não. Aposto. O Gigetto, onde o dramaturgo tinha mesa cativa - e tenho orgulho de dizer que nela jantamos eu, ele e Vera Artaxo, nos meus tempos de repórter de IstoÉ -, definitivamente não é mais o mesmo. Só vá se quiser conhecer o lugar, um histórico ponto de encontro de artistas e da esquerda em São Paulo, mas fique só no couvert e peça uma garrafa de vinho. Estivemos lá num grupo de quatro pessoas, e nenhum prato pedido agradou a qualquer um de nós. É triste quando isso acontece em lugares simpáticos e tradicionais - a casa já tem 70 anos. Mas a vida é dura mesmo. Se for ao Bexiga para comer, escolha outro restaurante.
Gigetto
Rua Avanhandava, 63, Bela Vista, São Paulo
Telefone: 11-3256-9804

21.9.08

Monique e o pão recheado

Esta espevitada Monique... me contou que andava fazendo pães em casa e sugeriu um relato para este Anastácia. Como sei que a moça escreve bem, nem pensei duas vezes. O resultado é um textinho delicioso, e uma vontade que fica de experimentar o tal pão recheado, hum... Da próxima vez, dona Monique, fotos!

"Não tenho o mesmo talento de Anastácia diante do fogão, é preciso avisar logo. Mas adoro cozinha. Me arrisco em receitas escritas e nas inventadas diante da geladeira desfalcada. Durante a adolescência cozinhei muito com a minha avó, que fazia uma comidinha gostosa toda vida, mas sem grande criatividade. Nessas sessões culinárias,, danei a fazer pães. Aprendi num livro de receitas que adquiri depois de juntar 10 embalagens de açúcar União. Hoje jamais cosneguiria. Um quilo de açúcar dura bem mais de mês lá em casa.

Sempre tive bom olho, erro bem pouco naquilo me arrisco. Pão é sorte de encontrar uma boa receita de massa. Com uma massa boa se inventa à vontade. O que eu mais gostava de fazer era um recheado de ricota com ameixa. Depois de um longo período, reabri a padaria. Sobras de uma festa, havia vários envelopinhos de fermento, uns três sacos de farinha e vários frios dando sopa. "Pão recheado!", pensei.

É claro que não lembrava da receita de cabeça, recorri ao livro de receitas da Ofélia. Nenhuma delas era a ideal, faltavam sempre alguns ingredientes que eu não desceria para comprar. Afinal, era uma receita de reaproveitamento. Ou seja: sem custos adicionais. Resolvi adaptar uma delas. Lembrei que não tinha batedeira, como recomendado no livro. Fiquei receosa, apesar de saber que não preciso de batedeira pra quase nada além das claras em neve. Que o pão, aliás, não requer.

Comecei a juntar os ingredientes: um quilo de farinha, quatro envelopinhos de fermento biológico. mais uma modernidade: era seco, ou seja, não precisaria dissolver no leite. Logo, teria de fazer novas adaptações à receita. Abri um espaço na massa, leite morno, quatro ovos batidos, 150g de manteiga. Vai, ou margarina. Sal, uma colher de açucar. Começou a lambança. Dei uma mexida com a colher de pau pra ajudar na melequeira e, sem cerimônia, meti a mão na massa.

Exige-se um certo esforço. O bom seria ter um homem para fazer o serviço. Misturei até ficar bem homogênea. Gruda um pouco. Gruda muito, aliás. Nada que desanime, entretanto. Dividi a massa em quatro partes, enfarinhei a pia e fiz bolas. Comecei a bater. Sova, sova, sova, sova. Coitado do vizinho do 306, teve de aguentar o barulho. Não é que a massa foi ficando linda, lisinha, lisinha?

Deixei descansar um tempo. O segredo, me ensinou um amigo chef doméstico que sempre consulto, é botar uma bolinha da massa num copo de água. Quando a bolinha subir, a massa terá crescido o suficiente.

Recheei os pães: muita mussarela, presunto, tomate, lombinho, tudo beeem picadinho. Aí é só usar a criatividade. O bom é caprichar no recheio pra não ficar muito seco. Nada de economia! Pincelar bem com um ovo batido (dá para os 4 pães. sim, é o ovo todo, não só a gema). Assa em uns 40 minutos, forno quente. Ah, quando se usa queijo, deve-se fechar beeem o pão pois ele pode escapar quando derreter.

Ter na dispensa:
4 saquinhos de fermento biológico em pó seco (40g)
1,5 copo de leite morno
1 colher de sopa de açúcar
150g margarina
sal, um punhadinho
6 ovos batidos
1kg de farinha de trigo dona benta
1 ovo batido para pincelar
Disposição para sovar a massa por pelo menos 20 minutos."

12.5.08

Restaurante Turino




Resolvi procurar um restuarante do qual eu nunca tivesse ouvido falar, num lugar que não costumo frequentar e cuja comida/ambiente me parecessem simpáticos. Navegando na internet descobri o Turino, um italiano da Tijuca, no melhor estilo clássico. Excelente pedida para aqueles almoços especiais de domingo. A comida é ótima (o cardápio oferece uma grande varidade de massas), e sobre o custo-benefício nem se fala. Destaque especialíssimo para o couvert italiano tradicional, com tudo o que eu amo: berinjela assada, pimentões docinhos, azeitonas pretas imensas, tudo com muuuuuito azeite - R$ 18,00 -, além de pastinhas e muitos pães diferentes e gostosos. Para comer, fomos de "risotto nero" de lula (em sua própria tinta) - R$ 33,00 - e um parmiggiana com nhoque - 31,00 - que estava de babar. Confesso que gosto de risotos mais cremosos, mas raspei o prato. E de sobremesa, que ninguém é de ferro, torta mousse de chocolate com sorvete de creme. Enfim, arriscamos o Turino e valeu a pena. Aprovado.

Restaurante Turino
Rua Santa Sofia, 114, Tijuca, Rio de Janeiro
tels 2204-2000 e 2254-1818

19.11.07

Massa de sapateira




Se eu pudesse, pagaria um salário para Felipe e Josi trabalharem para o Anastácia! As colaborações não páram e são sempre sensacionais. Desta vez, preparam uma "massa de sapateira", um bichão maravilhoso, lindo, pronto para ser devorado. E melhor: em Zimbros, a praia de Santa Catarina que meu casal de amigos transformou num laboratório de experiências culinárias, com o mar em frente, barquinhos... A vida é bela mesmo... Aí vai a íntegra da receita, com recadinho do Felipones. Mais uma vez, super, super obrigada, babies.
“Os ingredientes de Zimbros novamente nos inspiram, proporcionando momentos gastronômicos inigualáveis. Bom, Josi e Felipones colocam a mão na massa, agora numa receita com este bicho, pré-histórico, mas de sabor sem igual.

MASSA DE SAPATEIRA
(receita para duas pessoas)

INGREDIENTES
· 300 gramas de massa, fetuccine, grano duro;
· 2 sapateiras de, em média, 200 gramas cada;
· 200 gramas de bacon, magro, em cubos bem pequenos;
· 8 talos de aspargos frescos;
· 1 ramo de salsa picada;
· 2 colheres de azeite de oliva extravirgem;
· 50 gramas de manteiga;
· 3 col de sopa de creme de leite fresco;
· 1 cebola picada;
· 1 cebola cortada ao meio;
· 1 talo de salsão;
· 1 talo de alho poró;

MODO DE PREPARO

Pré-preparo da sapateira
· Depois de bem lavada, coza a sapateira em água com sal, pimenta do reino, salsão, alho poró e cebola ao meio;
· Cozinhá-las por 40 minutos;
· Retire-lhe as patas e as pinças. Abra a sapateira, extraia o miolo e reserve. Parta as patas e as pinças, extraia todo o conteúdo e junte ao miolo. Retirá-las da água e deixar esfriar.
· Abri-las na dobra entre corpo e cabeça, sem quebrar, para preservar a carne inteira.
· Reservá-las

Aspargos
· Limpar os talos, eliminado as pontas fibrosas;
· Aquecer 1litro de água;
· Cozinhá-los por 5 minutos;
· Tirar da água e reservar o líquido para cozinhar a massa;
· Picar 4 talos em pedaços de 4 centímetros;
· Reservar os talos picados e os inteiros, que vão decorar prato.

Preparo do molho
· Aquecer, em uma frigideira de fundo grosso, 1 colher de azeite de oliva e, em fogo bem baixo, dourar cubos de bacon;
· Colocar cubos de cebola e dourá-los;
· Acrescentar a carne da sapateira, em fogo baixo, e deixar caramelizar (cerca de 10 mintuos).
· Desligar e reservar.

Finalização
· Cozinhar a massa ao dente na água em que foi cozido o aspargo, no máximo por 10 minutos. Dois minutos antes, ligar a panela com sapateiras, acrescentar aspargos, manteiga e a massa direto da panela onde foi cozida.
· Desligar o fogo, colocar creme de leite, mexer rapidamente e servir em pratos individuais;
· Polvilhar salsa cortada grosseiramente e decorar cada prato com os aspargos inteiros.
· Derramar fio de azeite e servir.

Bom apetite.”

10.7.07

Osteria Policarpo



A descrição deste restaurante na Veja Rio é bacana, diz que é simples e a comida, italiana, muito boa. Fui conferir. Afinal, tem que variar, né, gente? A Osteria Policarpo fica no Humaitá, um bairro muito simpático do Rio. Olha... valeu a pena. O restaurante é, de fato, bem simples, mas a comida, super italiana, com cardápio super varado, é ótima. Em frente, a janela dá para o Largo dos Leões, com muitas árvores, pouco movimento de carros, bastante agradável. Dividimos um farto polpetone com spaghetti ao sugo delicioso (R$ 42,00). O segredo lá é o seguinte, gente: nada de invencionices. Spaghetti, um belo bolo de carne bem temperado, molho de tomate genuíno, queijo. Pronto. Agora, a parte divertida: lá se come com babador! Perguntei para a dona do restaurante se algumas pessoas não esqueciam de tirá-lo antes de sair (fiz a pergunta porque, de fato, era bem possível que isso acontecesse comigo...). Resposta: “Sempre! O pessoal do Casseta & Planeta vêm muito aqui e um dia eu encontrei o Hélio de la Peña de babador ali na esquina”. Imagine a cena...

Por fim, a sobremesa que eu tracei é ma-ra-vi-lho-sa. A melhor coisa da casa, sem dúvida. Voltarei à Osteria Policarpo nem que seja só para comer a torta de avelã. Sem brincadeira. E sem palavras, gente, sem palavras.

Osteria Policarpo Largo dos Leões, 35

30.5.07

Spaghetti ao molho de berinjela

Receita rápida, se você já tiver alguns ingredientes preparados. Eu já tinha berinjela assada com cebolas, azeite e alho (tudo no forno, vá mexendo, misturando o azeite, até que as fatias de berinjela murchem bastante. Não esqueça do sal e seja generoso no azeite. Dura bastante na geladeira, use no pão, nos molhos, no cuzcuz). Aproveitei-as. Preparei um molho básico de tomate (cebola e bastante alho, sal e pimenta do reino, tomates), acrescentei a beringela assada, lâminas de champignons e um pimentão "chamuscado" em fatias (pegue o pimentão verde, faça furos, coloque direto na boca do fogão e vá virando, até que fique todo queimadinho. Depois, tire a pele, a polpa e fatie. Fica com um sabor defumado.) Pronto. Divirta-se.

8.5.07

Receita do Ratatouille Niçoise

Um amigo colaborou com o blog e observou, muito espertamente, que era preciso divulgar aqui a receita do Ratatouille Niçoise, prato que o rato-chef-de-cozinha-do-desenho-que-citei-aí-embaixo vai preparar nos cinemas. A foto saiu deste site: http://www.amb-cotedazur.com, onde você pode ver outras fotos e receitas do sensacional Sul da França. A Côte D'Azur também deu ao mundo o topless e a bouillabaisse, não é pouca coisa. Quem anda por lá pode ver bandeiras da Catalunha em algumas cidades, em Marseille, principalmente. Aliás, o ratatouille tem um quê de península ibérica, não?

Ratatouille
Ingredientes:
1 berinjela grande
1 pimentão vermelho e/ou amarelo
2 cebolas médias
2 dentes de alho esmagado
2 abobrinhas
2 a 3 tomates
tomilho
sal e pimenta

Modo de preparo
Corte os legumes grosseiramente e refogue-os em fogo alto, até que dourem, e tempere. Reúna-os numa panela e deixe cozinhar em fogo brando, com o tomilho, até que estejam macios. (Também é possível refogar cada legume separadamente e juntar o tomilho e outras ervas, se preferir, desde o começo). Caso precise, junte um pouco de água (ou um caldo) ao cozinhar. O ultimo cozimento pode ser feito no forno, a 180°C. Ajuste o tempo de cozimento e o tamanho de corte dos legumes conforme seu gosto : legumes em pedaços pequenos cozinham mais rapidamente.

25.4.07

Sudbrack - Parte III



Sformata de orecchietti com rúcula! Desta vez, transcrevo a receita direitinho, by Roberta Sudbrack. Entre aspas e parênteses, as dicas da própria chef. Aqui, a simplicidade é o segredo. Vamos lá:

Ingredientes:
200 g de massa orecchiette ("massa boa para molhos cremosos porque absorve tudo")
1 e 1/2 xícaras de creme de leite fresco
1/2 xícara de ricota fresca
2 xícaras de rúcula rasgada
50 g de parmeggiano reggiano
1 limão amarelo
pimenta do reino mída na hora
sal

Modo de preparo:

Cozinhe a massa até ficar al dente, resfrie, reserve. Bata a ricota com o creme de leite fresco no multiprocessador até fica bem lisa ("se ficar muito espessa, ponha mais leite, nunca mais creme"). Tempere com sal, pimenta, gotinhas e raspinhas de limão ("na verdade, mais que gotinhas, é para o limão dar gosto") e parmiggiano. Distribua a massa em recipientes refratários, acrescente um pouco de rúcula e cubra com o creme. Polvilhe com mais parmiggiano e asse no forno pré-aquecido até ficar dourado ("leva cerca de 15 minutos"). Você pode fazer a massa antes, parar o cozimento no meio e montá-la na hora.