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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PARABÉNS FILHOTE!!!!

bebe1

 

“Já lá vão tantos anos ...
27 para ser mais exacta!”

Há dias que nunca esquecerei na minha vida

E um desses dias foi quando te vi pela primeira vez.

Peguei em ti, abracei-te, chorei de felicidade.

Toquei a tua pele, quase sem jeito, nem sabia como te segurar

beijei-te e senti-me tão feliz, como se num abraço pudesse abraçar o mundo todo!

Um Beijo Enorme para Ti!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Temporariamente Fechado




Pois é, tal como diz o título do post, o blog vai estar temporariamente sem ser actualizado mas até quando, isso já não posso responder…têem acontecido muitas coisas na minha vida nas últimas semanas e sinceramente, a disponibilidade mental e fisica para actualizar o blog, de momento simplesmente não existe mas enfim, pode ser que daqui a uns tempos as coisas sejam diferentes, não sei.


Para todos aqueles que já vieram e que costumam cá vir, as minhas sinceras desculpas e obrigado.


Fiquem bem e até breve (espero eu)


Ana

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Até Sempre Mãe...

 0046 Ontbladerde boom

Como árvore antiga se enrugou, a pele ficou manchada. Já não falava, não sorria, não me via. Será que me escutava? Acho que sim. De alguma forma sabia da minha presença, Há dias não comia nem bebia mais nada. Dia 24 partiu e deixou um vazio e uma dor enorme.

Obrigada pelas mensagens de Apoio e carinho.

Ana

Pintura: Clementina Moura

quinta-feira, 10 de julho de 2008

AUSÊNCIA I

AMIGOS

QUERO AGRADECER A TODOS ATENÇÃO E CARINHO DEMONSTRADO. PENSO VOLTAR EM FINAIS DE JULHO. 

OBRIGADO E UM ABRAÇO

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fernando Pessoa nasceu há 120 anos

O escritor português Fernando Pessoa , nasceu a 13 de Junho de 1888, numa casa do Largo de São Carlos,  viria  a morrer aos 47 anos, a 30 de Novembro de 1935 no Hospital de S. Luís dos Franceses, onde foi internado com uma cólica hepática, causada provavelmente pelo consumo excessivo de álcool.
Levando uma vida relativamente apagada, movimentando-se num círculo restrito de amigos que frequentavam as tertúlias intelectuais dos cafés da capital, envolveu-se nas discussões literárias e até políticas da época. Colaborou na revista A Águia, da Renascença Portuguesa, com artigos de crítica literária sobre a nova poesia portuguesa, imbuídos de um sebastianismo animado pela crença no surgimento de um grande poeta nacional, o «super-Camões» (ele próprio?). Data de 1913 a publicação de «Impressões do Crepúsculo» (poema tomado como exemplo de uma nova corrente, o paúlismo, designação advinda da primeira palavra do poema) e de 1914 o aparecimento dos seus três principais heterónimos, segundo indicação do próprio Fernando Pessoa, em carta dirigida a Adolfo Casais Monteiro, sobre a origem destes.
Em 1915, com Mário de Sá-Carneiro (seu dilecto amigo, com o qual trocou intensa correspondência e cujas crises acompanhou de perto), Luís de Montalvor e outros poetas e artistas plásticos com os quais formou o grupo «Orpheu», lançou a revista Orpheu, marco do modernismo português, onde publicou, no primeiro número, Opiário e Ode Triunfal, de Campos, e O Marinheiro, de Pessoa ortónimo, e, no segundo, Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa ortónimo, e a Ode Marítima, de Campos. Publicou, ainda em vida, Antinous (1918), 35 Sonnets (1918), e três séries de English Poems (publicados, em 1921, na editora Olisipo, fundada por si). Em 1934, concorreu com Mensagem a um prémio da Secretaria de Propaganda Nacional, que conquistou na categoria B, devido à reduzida extensão do livro. Colaborou ainda nas revistas Exílio (1916), Portugal Futurista (1917), Contemporânea (1922-1926, de que foi co-director e onde publicou O Banqueiro Anarquista, conto de raciocínio e dedução, e o poema Mar Português), Athena (1924-1925, igualmente como co-director e onde foram publicadas algumas odes de Ricardo Reis e excertos de poemas de Alberto Caeiro) e Presença.
A sua obra, que permaneceu maioritariamente inédita, foi difundida e valorizada pelo grupo da Presença. A partir de 1943, Luís de Montalvor deu início à edição das obras completas de Fernando Pessoa, abrangendo os textos em poesia dos heterónimos e de Pessoa ortónimo. Foram ainda sucessivamente editados escritos seus sobre temas de doutrina e crítica literárias, filosofia, política e páginas íntimas. Entre estes, contam-se a organização dos volumes poéticos de Poesias (de Fernando Pessoa), Poemas Dramáticos (de Fernando Pessoa), Poemas (de Alberto Caeiro), Poesias (de Álvaro de Campos), Odes (de Ricardo Reis), Poesias Inéditas (de Fernando Pessoa, dois volumes), Quadras ao Gosto Popular (de Fernando Pessoa), e os textos de prosa de Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, Textos Filosóficos, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, Da República (1910-1935) e Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Do seu vasto espólio foram também retirados o Livro do Desassossego por Bernardo Soares e uma série de outros textos.
A questão humana dos heterónimos, tanto ou mais que a questão puramente literária, tem atraído as atenções gerais. Concebidos como individualidades distintas da do autor, este criou-lhes uma biografia e até um horóscopo próprios. Encontram-se ligados a alguns dos problemas centrais da sua obra: a unidade ou a pluralidade do eu, a sinceridade, a noção de realidade e a estranheza da existência. Traduzem, por assim dizer, a consciência da fragmentação do eu, reduzindo o eu «real» de Pessoa a um papel que não é maior que o de qualquer um dos seus heterónimos na existência literária do poeta. Assim questiona Pessoa o conceito metafísico de tradição romântica da unidade do sujeito e da sinceridade da expressão da sua emotividade através da linguagem. Enveredando por vários fingimentos, que aprofundam uma teia de polémicas entre si, opondo-se e completando-se, os heterónimos são a mentalização de certas emoções e perspectivas, a sua representação irónica pela inteligência. Deles se destacam três: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Segundo a carta de Fernando Pessoa sobre a génese dos seus heterónimos, Caeiro (1885-1915) é o Mestre, inclusive do próprio Pessoa ortónimo. Nasceu em Lisboa e aí morreu, tuberculoso, em 1915, embora a maior parte da sua vida tenha decorrido numa quinta no Ribatejo, onde foram escritos quase todos os seus poemas, os do livro O Guardador de Rebanhos, os de O Pastor Amoroso e os Poemas Inconjuntos, sendo os do último período da sua vida escritos em Lisboa, quando se encontrava já gravemente doente (daí, segundo Pessoa, a «novidade um pouco estranha ao carácter geral da obra»). Sem profissão e pouco instruído (teria apenas a instrução primária), e, por isso, «escrevendo mal o português», órfão desde muito cedo, vivia de pequenos rendimentos, com uma tia-avó. Caeiro era, segundo ele próprio, «o único poeta da natureza», procurando viver a exterioridade das sensações e recusando a metafísica, caracterizando-se pelo seu panteísmo e sensacionismo que, de modo diferente, Álvaro de Campos e Ricardo Reis iriam assimilar.
Ricardo Reis nasceu no Porto, em 1887. Foi educado num colégio de jesuítas, recebeu uma educação clássica (latina) e estudou, por vontade própria, o helenismo (sendo Horácio o seu modelo literário). Essa formação clássica reflecte-se, quer a nível formal (odes à maneira clássica), quer a nível dos temas por si tratados e da própria linguagem utilizada, com um purismo que Pessoa considerava exagerado. Médico, não exercia, no entanto, a profissão. De convicções monárquicas, emigrou para o Brasil após a implantação da República. Pagão intelectual, lúcido e consciente, reflectia uma moral estoico-epicurista, misto de altivez resignada e gozo dos prazeres que o não comprometessem na sua liberdade interior, e que é a resposta possível do homem à dureza ou ao desprezo dos deuses e à efemeridade da vida.
Álvaro de Campos, nascido em Tavira em 1890, era um homem viajado. Depois de uma educação vulgar de liceu formou-se em engenharia mecânica e naval na Escócia e, numas férias, fez uma viagem ao Oriente, de que resultou o poema Opiário. Viveu depois em Lisboa, sem exercer a sua profissão. Dedicou-se à literatura, intervindo em polémicas literárias e políticas. É da sua autoria o Ultimatum, publicado no Portugal Futurista, manifesto contra os literatos instalados da época. Apesar dos pontos de contacto entre ambos, travou com Pessoa ortónimo uma polémica aberta. Protótipo do vanguardismo modernista, é o cantor da energia bruta e da velocidade, da vertigem agressiva do progresso, de que a Ode Triunfal é um dos melhores exemplos, evoluindo depois no sentido de um tédio, de um desencanto e de um cansaço da vida, progressivos e auto-irónicos.
De entre outros, de menor expressão, destaca-se ainda o semi-heterónimo Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros que sempre viveu sozinho em Lisboa e revela, no seu Livro do Desassossego, uma lucidez extrema na análise e na capacidade de exploração da alma humana.
Quanto a Fernando Pessoa ortónimo, segue, formalmente, os modelos da poesia tradicional portuguesa, em textos de grande suavidade rítmica e musical. Poeta introvertido e meditativo, anti-sentimental, reflecte inquietações e estranhezas que questionam os limites da realidade da sua existência e do mundo. O poema Mensagem, exaltação sebastiânica que se cruza com um certo desalento, numa expectativa ansiosa de ressurgimento nacional, revela uma faceta esotérica e mística do poeta, manifestada também nas suas incursões pelas ciências ocultas e pelo rosa-crucianismo.
Figura cimeira da literatura portuguesa e da poesia europeia do século XX, se o seu virtuosismo é, sobretudo inicialmente, uma forma de abalar a sociedade e a literatura burguesas decrépitas (nomeadamente através dos seus «ismos»: paúlismo, interseccionismo, sensacionismo), ele fundamenta a resposta revolucionária à concepção romântica, sentimentalmente metafísica, da literatura. O apagamento da sua vida pessoal não obviou ao exercício activo da crítica e da polémica em vida, e sobretudo a uma grande influência na literatura portuguesa do século XX. Este ano  Fernando Pessoa foi eleito uma das 50 personalidades que mais influência teve na Cultura europeia. Existe presentemente, em Lisboa, a Casa Fernando Pessoa, instalada na última morada do autor.

Fonte: Net

Fotografia: Net

quinta-feira, 5 de junho de 2008

País a pontapé

pes

A mentalidade submissa. Os dias engarrafados, anestesiados.

O presente em zapping, sem comando, visto do sofá.

O futuro daqui a nada, mas pré-pago, panorâmico e digital.

A liberdade de sermos apenas o que quiserem fazer de nós.

Financiaram-nos o que não queríamos nem precisávamos, a juros bonificados.

Depois, em suaves prestações ou pagando mais tarde. No fim de contas, levam-nos a pele, os ossos, os sonhos, como sinal. E uma vida inteira para amortizar.

Foi lá atrás que deixamos de ser cidadãos para passarmos a clientes.

Fazemos downloads das nossas ansiedades e vamos para a cama com o messenger.

Taxaram-nos a esperança, o horizonte, o hoje para financiar o amanhã.

Disseram-nos que, em última instância, o Estado regularia, velaria por nós. Só não nos disseram que o Estado já era também cliente, jogava na bolsa e no «off-shore», tinha vícios caros e amantes no privado. Esconderam-nos que o Estado já nem sequer regula bem. E, às vezes, não regula de todo.

Não sei quando começaram a falar-nos de livre iniciativa, economia de mercado, liberalização disto e privatização daquilo. Tudo em nosso nome, iríamos perceber a sensação. A concorrência em benefício do consumidor, mais opções, melhor qualidade. Não nos disseram o que queriam em troca. Não nos disseram quanto custava. Não perguntamos. E agora descobrimos que o seguro não cobre todos os riscos.

Aqui, despede-se e «reestrutura-se» em almoços de camarão da costa, moet & chandon e jaguar à porta. Congelam-se ordenados entre baldes de gelo e um «15 anos.» Fumam-se quatro salários mínimos em charutos, por mês, a discorrer sobre a crise e as dificuldades das empresas.

Original ou réplica, somos o que vestimos.

Somos igualmente o que viajamos, o que compramos, o que almoçamos, o que vemos. Não sei quando deixamos de ser simplesmente…humanos.

Votamos pouco e mal, mas elegemos convictamente marcas e anúncios, estamos decididos a ser a geração Nike ou Adidas e a referendar a Gant ou a Armani.

Aceitamos ficar sem tecto e almoço, mas nunca sem rede.

Vamos a Cancun, Natal e Varadero para ser vistos e mostrar que lá estivemos.

Por vezes, jantamos comida de design porque é «moda» e estamos na moda porque é «in».

Pagamos e bebemos água como se fosse Barca Velha.

Buscamos o caminho mais curto para a existência e o equilíbrio emocional no spa, no pilates, na auto-ajuda e no quem nos acuda. Ao farmacêutico, ao psiquiatra e ao personal trainer só falta serem amigos lá de casa.

Endividamo-nos de ilusões, maquilhamos as feridas e angústias, retocamos a ideia que temos de nós e envelhecemos alegremente: tristes e infelizes, mas mais novos, saudáveis e atléticos graças à cirurgia estética e ao ginásio, IVA incluído.

Somos o zero à esquerda das decisões, a estatística gorda da fome, da pobreza, da desigualdade, a escanzelada percentagem de decência e dignidade. Somos, como numa cantiga, «intelectuais de bronzeado» e «elite de supermercado». Somos tema de conferências e colóquios, objecto de sondagens e estudos. Estamos nos resultados, mas nunca entramos na equação. Subtraem-nos nos lucros e fazem-nos cúmplices de prejuízos.

Mas, felizmente, nem tudo está perdido.

Por estes dias, vamos pôr uma bandeirinha na varanda, o disco do Roberto e do Tony, o cachecol no pescoço e comprar «sem juros, pague depois» aquele plasma muito em conta para ver o Ronaldo em grande e os filmes dos pequenos. Gritaremos até às entranhas pela pátria, pela finta, pelo cruzamento, pelo remate. Faltaremos ao trabalho, à família, aos amantes, à «manif» e aos compromissos. Em Junho seremos todos portugueses, todos iguais, todos diferentes: ninguém cobrará dívidas, até porque ninguém as pagaria. Estaremos todos por Portugal em harmonia fiscal. Chamaremos Scolari de nosso, abriremos conta «no banco de sempre» e correremos atrás do autocarro da Galp e da selecção como no anúncio da televisão porque, entretanto, até boicotamos a gasolina.

De festinha em festança, talvez a sorte nos sorria a pontapé ou à cabeçada.
Quando regressarmos ao que efectivamente somos, estaremos, de novo, orgulhosamente sós. Sempre entre futebol e Fátima, entre um golo e uma oração. E de regresso ao velho fado.

Fonte:   Visão - Opinião  Miguel Carvalho

domingo, 11 de maio de 2008

Fernando Pessoa entre as maiores 50 personalidades europeias

  • Fernando Pessoa

O poeta português Fernando Pessoa foi eleito uma das 50 personalidades que mais influência teve na Cultura europeia, revelou o Bureau Internacional das Capitais da Cultura.

Este foi o resultado de uma votação de âmbito universitário promovida pela organização da Capital da Cultura Catalã em vários países europeus, escreve a agência Lusa.

Um total de 137.622 pessoas do continente europeu participaram neste inquérito que decorreu durante nove meses.

Entre os eleitos, que se destacaram nas áreas das Humanidades, Artes e Ciências encontra-se para além Fernando Pessoa, Leonardo da Vinci, Shakespeare, Mozart, Einstein, Sócrates, Goethe, Galileu Galilei, Carlemany, Erasme de Roterdão e Dostoievski.

O presidente do Bureau Internacional de Capitais Culturais e da Organização da Capital da Cultura Catalã, Xavier Tudela, disse que «a Cultura é a essência que une os europeus. Quanto mais se conhecer o legado das pessoas que se destacaram no contributo cultural para o nosso continente mais capazes seremos de construir uma Europa mais forte e sólida».

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/fernando-pessoa-cultura-poeta-portugal-noticias/950776-4071.html

segunda-feira, 5 de maio de 2008

IRMÃO SEXAGENÁIO, VOTA UTIL, VOTA ESQUERDA!

Para quem tem 50 anos ou mais

Vejam só o pensamento …

Um bom futuro para quem tem 50 anos ou mais.
Sabendo que seja com o PSD, o PS ou o CDS, Portugal terá um futuro negro nos  próximos 30 anos, tome as seguintes medidas:

1.Convença os seus filhos a:

1.1.Nas próximas eleições votarem no Bloco de Esquerda, no PC e nos Verdes

1.2.Logo em seguida irem viver e trabalhar para o estrangeiro. Ajude-os no que puder para que eles consigam concretizar esse desígnio. Você  já reformado, fica por cá.

2.As consequências são para os seus filhos e netos:

2.1.Daí a 6 anos eles já terão de certeza uma boa situação financeira, os seus netos já se terão adaptado ao idioma e aos amigos do país que escolheram e frequentarão liceus e universidades eficientes.

2.2.Poderão todos adoptar a nacionalidade do país de acolhimento (Espanhol, Francês, Alemão, Sueco, etc.)

3. Estes 3 partidos de esquerda, "coligados" obtêm uma maioria absoluta e formam governo (com sorte com o iluminado do Louçã como 1º Ministro)

4. Para si que tem 60 anos ou mais:
Irá beneficiar durante cerca de 15 anos das políticas sociais dos partidos de esquerda: aumentos das reformas, cuidados médicos gratuitos em cada esquina, subsídios sociais, clínicas de luxo para a 3ª idade, etc.

5. Os membros do PS, PSD e CDS, sem os apoios do poder que lhes proporcionam os tachos e as negociatas entrarão em situação de penúria e ou "se exportam" ou passam a fazer trabalho voluntário para os "seniores reformados"

6. Terão assim os membros do PS, PSD e CDS de vender a preços irrisórios as suas belas casas. E quem terá poder de compara para as adquirir? Os filhos emigrantes dos "Seniores Reformados, entretanto "bem de vida".

7. A banca e as grandes empresas serão nacionalizadas e sob a direcção de executivos oriundos dos partidos de esquerda os seus trabalhadores terão ordenados fantásticos durante 5 anos a os empréstimos para compra de habitação passarão a ter juros super bonificados com spread zero.
Sob a incompetente gestão da esquerda, toda a banca e as grandes empresas irão falir mas isso não é um problema: Serão comprados por espanhóis e outros europeus que tudo reorganizarão e começarão de novo a pagar bons salários aos seus trabalhadores.

8. Portugal passará pois a ser uma colónia de outros países europeus e com "centros de decisão" nesses países. O que na pratica não afecta a vida do dia a dia dos assalariados e permitirá aos pequenos comerciantes e pequenos industriais terem um mercado muito alargado.

9. E nós, que temos agora 60 anos ou mais, após 15 anos de vida regalada proporcionada pela politica de esquerda, já estamos com os pés para a cova, com a vantagem que mercê da habitual politica de eutanásia da esquerda, poderemos escolher o dia para uma partida suave, na euforia dumas doses de cocaína comparticipada.

10.Por essa altura já teremos de novo a companhia dos nossos filhos que com as sua reformas "europeias" voltarão a Portugal para viver confortavelmente nas suas casas compradas baratas uns anos antes à cambada do PS/PSD/CDS.

Este é que é um bom plano, não o do Sócrates!

Fonte: E- mail

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe .

LAdolescente

Para mim é simplesmente mais um dia. Admirar, admiro-te todos os dias. Não preciso de um em especial. Amar, Amo-te sempre. Não há data que o mude. Mas se o dia oficial existe, então que seja celebrado. Que te seja dito que és a mulher que mais admiro na vida. Que te seja dito que se um dia for metade daquilo que és, sentir-me-ei concretizada e terei certeza de que sou uma Grande pessoa. Que te seja dito que para mim, não há ninguém que te iguale. Que te seja dito que não trocava a educação que me deste por nenhuma outra. Que te seja dito...

A m o - t e!

Que te seja dito tudo aquilo que mereces ouvir mas que no texto escaceia por falta de adjectivos.

És a melhor Mãe do mundo . Sem banalidades ou vulgaridades de expressão.

Amo-te e amar-te-ei sempre com toda a admiração e carinho que te devo por seres quem és.

A ti Ana, que soubeste nunca deixar de ser mãe.

Fonte: A minha Filhota

Pintura: Aqui

terça-feira, 8 de abril de 2008

GENIAL Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...(Censurado)

Vale mesmo a pena ler !!!!!!!!!!!!!!!!

Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...
Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os
dias que um brasileiro
dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos

 o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazónia (ideia que surge com
alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana

e que muito incomoda os >brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava

a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.

Esta foi a  resposta de Cristovam Buarque :

'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra
a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse
património, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental
que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo do
mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de
aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou
não seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos
deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.

Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego
provocado pelas decisões
arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos
deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a
internacionalização de todos os grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças
produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural
Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um
proprietário ou de um país.

Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu
enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o  Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países
tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações
Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília,
Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua
história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo
risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA.

Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar
essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência
dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada
criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas,
não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os
dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas
trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando
deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do
mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei
para que a Amazónia seja nossa.

Só nossa!'

Fotografia: Net

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A Difícil Escada do Mérito

Que terrível trabalho tem um homem, sem padrinhos e sem cabala, sem estar escrito em nenhuma corporação, sendo sozinho e só tendo por recomendação um grande mérito, para fazer luz sobre a obscuridade em que se encontra, e chegar ao nível de um tolo bem cotado! Quase ninguém percebe por si mesmo o mérito dos outros. Os homens esão demasiado ocupado consigo mesmos para ter tempo de compreender e discernir os outros: daí o facto de que com grande mérito e modéstia ainda maior poder-se ficar muito tempo ignorado.
O génio e os grandes talentos muitas vezes faltam, às vezes também faltam apenas as ocasiões: alguns podem ser louvado pelo que fizeram, outros pelo que teriam feito. É menos raro encontrar espírito, do que pessoas que se sirvam do seu, ou façam valer o dos outros e o utilizem em alguma coisa.
Há mais ferramentas do que operários, e entre estes, há mais maus que excelentes: que pensar de quem queira serrar com uma plaina e tome o serrote para aplainar?
Não há no mundo trabalho mais penoso que o de fazer nome ilustre: a vida acaba quando apenas se esboçou a obra.


Jean de La Bruyére, in "Os Caracteres"

Fotografia: Dimitris Fragogiannis

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Os Convencidos da Vida

 

 

 

 

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?

(...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim

domingo, 20 de janeiro de 2008

Por dentro da Democracia












Caro Visitante

Se nas tuas andanças pelo mundo da Blogosfera, tropeçaste neste blog e paraste por um momento, atrevo-me a desafiar-te para um exercício, "por dentro da Democracia"

Proponho-te como ponto de partida este poema de Sandro Penna

FELIZ QUEM é diferente

e é diferente.

Mas aí de quem é diferente
e é igual.
Sim é verdadeiramente difícil sentires que tens "qualquer coisa" de diferente para dizer, para escrever, para fazer e, afinal... ficas parado, calado, em silêncio, remoendo as tuas hesitações, inibições, contradições: talvez não sejas tão diferente e, sim, muito igual.
É uma hipótese de interpretação do poema, mas haverá outras.

Proponho-te uma, seguindo os "seis passos para a construção do Ser Democrático", ou " os seis estádios de crescente dificuldade na construção da Democracia":
1º - Como é difícil reconhecer que o Outro existe, quando a nossa "diferença" afinal é tão "igual"!?
2º - E não é mesmo difícil admitir sequer que o Outro se atreve a ter opinião, ideias, propostas?!

3º - Como é terrivelmente incómodo constatar que o Outro usa a igualdade que lhe reconhecemos para ter ideias melhores que as nossas, propostas mais consistentes, opiniões mais bem fundamentadas, isto é, para ser um igual "diferente"!

Imagina agora, caro visitante, que tens uma arma na mão, pronta a disparar:

4º - És capaz de reconhecer o Outro?

5º - És capaz de reconhecer que deve ser escutado ou lido nas propostas, ideias, opiniões que quer formular?

6º - Reconhece-lo como mais justo, mais sólido, mais... democrático (?)... do que tu?

Achas que este exercício é meramente académico? Ou utópico? Ou ingénuo?

Sabes que o sr. Greenspan (duas décadas como reponsável pela Reserva Federal dos USA) afirmou que a razão fundamental para a invasão do Iraque foi... o petróleo?

Desafio-te a retomares o exercício, com mais estas duas "ajudas":

a. De Tucidides: "Os fortes fazem o que podem; os fracos sofrem o que devem"

b. De Fassbinder: "O direito do mais forte à Liberdade"

A mim esta reflexão suscitou-me uma conclusão que, embora aparentemente pretenciosa, tenho a convicção de que o Filósofo não só me perdoaria o atrevimento, como concordaria com ela:

Penso, Logo Co-Existo

E partirmos para a constução de um "jardim sem sebes em redor", que é o lugar onde mora a Liberdade, no dizer de um poema celta do século IX.


António Moura

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sócrates o ditador, por António Barreto

Magistralmente explicado por António Barreto,

o perfil ditatorial do actual Primeiro-Ministro.

  A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.

Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.

A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.

Manuel Alegre resiste, mas já não conta.

Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão. Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.

Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.

Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.

Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.» 

"O cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deveriam ter um!!!"

Cumprimentos

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

– Mas pode-se fumar em recintos fechados?
– Não ...!
– E, nos casinos e nas salas de jogos, pode-se?
– Pode ...!
– Mas os casinos e as salas de jogos não são recintos fechados?
– São ...!
– Mas pode-se fumar?
– Pode ...!
– Mas é proibido?
– É ...!
– E o que é que acontece?
– Nada ...!

Imagem Original d`ADesenhar
Texto retirado do 31 da Armada

sábado, 29 de dezembro de 2007

Idiotia E Felicidade

  
"Como pode ser-se idiota e, ao mesmo tempo, feliz (...)
Pois explico já. A idiotia e a felicidade são ideias muito vagas, difíceis de cingir em conceitos de circulação universal, digamos. Mas, pensando melhor, acho que certa idiotia é susceptível de conferir ao idiota seu proprietário (ou seu prisioneiro) uma espécie de segurança em si própria que o levará, em determinados momentos, julgo eu, a uma beatitude muito próxima do que se pode chamar estado de felicidade (...)
Não se espante, por conseguinte, o leitor de que um qualquer idiota possa, ao mesmo tempo, ser feliz. É, até, assaz corrente. Há idiotas que se consideram inteligentíssimos, o que é uma forma muito comum de idiotia, e extraem dessa certeza alguma felicidade, aquela maneira de felicidade que consiste em uma pessoa se julgar muito superior à que a rodeiam (...)
Os idiotas, de modo geral, não fazem um mal por aí além, mas, se detêm poder e chegam a ser felizes em demasia podem tornar-se perigosos. É que um idiota, ainda por cima feliz, ainda por cima com poder, é, quase sempre, um perigo ..."


[Alexandre O'Neill, Idiotia & Felicidade, in "Uma Coisa em Forma de Assim", 1985 -]

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

NOVO 11/SET EM PREPARAÇÃO, ADVERTE BISPO


Os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001 foram um trabalho interno (inside job), afirmou o bispo estado-unidense Richard Williamson, da Igreja Católica Romana. Os ataques foram cometidos "para que o público americano aceitasse as invasões do Afeganistão e do Iraque" , acrescentou.
"Sem o 11/Set teria sido impossível atacar o Afeganistão ou Iraque. As forças dentro do governo dos Estados Unidos e que dirigem o país queriam absolutamente atacar e destruir o Iraque. A destruição que levaram ao Iraque é inexprimível. E agora as mesmas forças querem fazer o mesmo ao Irão... Eles podem estar a tramar um outro 11/Set", preveniu o bispo.
O bispo Williamson considerou ainda que "O calor provocado pela queima do combustível dos aviões que colidiram com as torres gémeas do World Trade Center não poderia ter fundido as 47 colunas de aço de cada torre, levando-as ao colapso".
"Por outro lado, um avião comercial de carreira não podia ter atravessado seis das dez paredes que foram rompidas no Pentágono. Assim, o que foi o objecto que atingiu o Pentágono? Foi um míssil que atingiu o Pentágono. Foi um míssil, o qual só podia ter sido disparado por militares americanos", concluiu o bispo Williamson.

Fonte: Blog: Avenida da Liberdade (Espaço Público)
A notícia está em Global Research

Virtualísmo em que vivemos

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são.

Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?

Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

- Senhor, não tem umas moedinhas

- Não tenho, menino.

- Só uma moedinha para comprar um pão.

-Está bem, eu compro um.

Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.

Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as

piadas malucas.

Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.

- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.

Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.

- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?

Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do

menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.

O peso na consciência, impedem-me de o dizer.

Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.

Então sentou-se à minha frente e perguntou:

- Senhor o que está fazer?

- Estou a ler uns e-mail.

- O que são e-mail?

- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses):

- É como se fosse uma carta, só que via Internet.

- Senhor você tem Internet?

- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.

- O que é Internet ?

- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas,

notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.

- E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.

- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar,

pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer.

Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.

- Que bom isso. Gostei!

- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?

- Sim, também vivo neste mundo virtual.

- Tens computador?! - Exclamo eu!!!

- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual.

A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino

sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.

Isto é virtual não é senhor???

Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.

Esperei que o menino acabasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado senhor, você é muito simpático!".

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Eles não estão doidos, nós é que estamos mansos e acomodados! A isto chama-se "livre iniciativa" da UE

Eles estão doidos!
Por António Barreto
A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.
Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
«Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007