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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO

O motor é Ford. A receita do envenenamento é do pai do Corvette. Mas o Esplanada acima, certamante, seria recebido com tapete vermelho no Mopar Nationals, que terminou na semana passada. E, para quem gosta de carros americanos, é bom lembrar que a origem dele é francesa...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OS 3 MELHORES # 16 - ESTRELAS DE TV




Esses, talvez pela longevidade dos seriados, marcaram até mais do que as estrelas de cinema e ficaram no imaginário de gerações inteiras. Afinal, qual "garoto", hoje com 30 e poucos anos, que nunca se imaginou ao volante da Ferrari 308 do Magnum ou dando saltos com o Charger General Lee de Os Gatões? E sobre o Simca Chambord do Vigilante Rodoviário, qual a idade atual dos garotos daquela época?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

NÃO É BEM ASSIM


A foto acima mostra um raro Simca Emisul 1967 do acervo do Reumatismo Car Club de SP, última e malsucedida cartada da marca francesa para tentar reverter sua precária situação no Brasil. Desenvolvido apressadamente, o V8 com válvulas no cabeçote (em contraposição às válvulas no bloco do Tufão) teve problemas no controle de qualidade e, embora oferecesse bom desempenho, pecava na confiabilidade, tendo havido até casos de virabrequins que não suportaram o torque do novo motor. Mas a razão do post de hoje é a tentativa de desfazer um mito que, confirmando a tese de alguns leitores deste blog, foi repetido entre os aficcionados até virar verdade: os Emisul não eram meras cópias dos kits Ardun para motores Ford Flathead, como normalmente se acredita - há menção a essa informação até no livro sobre a história da marca - mas um desenvolvimento próprio da engenharia da Simca do Brasil, chefiada pelo engenheiro francês Jean-Jacques Pasteur. Quem esclarece a história é o excelente Marco Antônio Oliveira, do AutoEntusiastas, em um artigo imperdível publicado ontem. Um brinde aos blogs!

domingo, 18 de outubro de 2009

JANGADA

Em toda a história do automóvel, nunca foi muito comum que as fábricas batizassem seus modelos com nomes de barcos (lembro-me agora dos Renault Caravelle e Chevy Corvette), o que aguça a curiosidade sobre a denominação escolhida pela Simca do Brasil para batizar sua perua, que se chamava Marly na França. Luxuosa, sofisticada e espaçosa, ela em nada remetia à rústica embarcação usada por pescadores no nordeste, mas acabou ganhando esse nome porque o logotipo na porta dianteira - que já existia na Marly original - lembra muito uma jangada e acabou saindo mais barato para a fábrica mudar o nome do que o seu desenho; a razão para que houvesse o tal logotipo na Marly seria associá-la aos veleiros da Riviera Francesa, visando reforçar a imagem de sofisticação do modelo. O exemplar 1964 da foto repousa hoje em uma das melhores coleções do Brasil e representa um ano de transição para a Jangada, que manteve as linhas originais das pioneiras de 62-63, mas estreava o motor Tufão junto com os sedãs, que haviam sofrido uma leve reestilização que se estenderia às peruas a partir de 1965.

domingo, 11 de outubro de 2009

LITERATURA - III



Creio que não seria exagero colocar o primeiro volume da série idealizada pelo meu colega Paulo César Sandler como o grande divisor de águas da literatura antigomobilista brasileira. Antes de "Simca, a história desde as origens", as publicações nacionais sobre o tema esbarravam na falta de uma perspectiva histórica e técnica mais abrangente ou na pobreza de material gráfico e ilustrativo, muitas vezes forçada por contenção de custos editoriais. De concepção ambiciosa, a obra conta toda a trajetória da Simca na França antes de de descrever o momento histórico, o ambiente político da implantação da indústria automotiva no Brasil e a conturbada trajetória da marca até sua absorção pela Chrysler. Descrições técnicas e mercadológicas em linguagem clara e acessível, além da evolução dos modelos também são abordados, essa última cumprindo a difícil missão de não cansar o leitor com uma longa lista de detalhes de acabamento, o que é ajudado por excelente material fotográfico de modelos restaurados que complementa o rico acervo de fotos históricas. Finalmente, há um capítulo exclusivo para a trajetória da Simca do Brasil nas competições. Como nada é perfeito, eventualmente o Autor se perde em pontos de vista excessivamente pessoais sobre temas secundários a respeito do Brasil dos anos 60, mas nada que desabone o melhor livro sobre carros antigos nacionais que já tive o prazer de ler - de quebra, seu estilo de escrita é delicioso, cativando até quem não se interessa pelo tema. Na Editora Alaúde (que merece nossos aplausos por ter bancado a empreitada), por R$ 96,00.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O SEM-MARCA

Este raríssi-mo Esplana-da 1967 da primeira série, visto no Brazil Classics 2008 ao la-do de qua-se todos os represen-tantes da linha Simca do Brasil, trazia consigo um fenômeno curioso: lançado após a aquisição da marca francesa pela Chrysler, ele ainda não havia sido submetido aos padrões de produção dos norte-americanos, que sabiam do desgaste da Simca no Brasil em função do controle de qualidade irregular e não queriam estampar a sua estrela de cinco pontas em um produto feito a toque de caixa e que, por outro lado, já não podia mais carregar o S com a andorinha estilizada. Assim, ele foi apresentado no Salão do Automóvel de 1966 apenas como Esplanada, sem vínculo oficial com a Simca ou com a Chrysler, trazendo o V8 Emisul 2.4, com válvulas no cabeçote, de 140 cv brutos que aposentava de vez o velho Aquillon. Em agosto de 1967, já com o estilo da dianteira revisado, lembrando um pouco o então novíssimo Ford Galaxie 500, e tendo passado por testes em Detroit, ele vinha com uma discreta plaquetinha com os dizeres "Fabricado pela Chrysler do Brasil", tendo permanecido no mercado até 1969 nas versões Esplanada, Regente (mais simples) e GTX (esportiva) até ser aposentado pelo Dodge Dart.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

QUALQUER SEMELHANÇA...

... entre os Simcas que chegaram ao Brasil a partir de 1959 e a linha Ford de 1955-56, principal-mente a primeira geração do Thunder-bird, não é mera coincidência. Em 1954, a Ford de France preparava o lançamento da segunda geração do Vedette quando vendeu a sua fábrica de Poissy para a Simca e encerrou suas atividades na França, que só vinham dando dor de cabeça para a matriz; como o carro havia sido desenhado pela Ford americana, é nítida a influência da escola de Detroit, com discretos rabos-de-peixe na traseira e pestanas nos faróis; reparem também no vinco central no capô do motor. A mecânica também era Ford V8, mas bem mais antiquada do que os então novíssimos Y-Block que equipavam o T-Bird. Tratava-se do Aquillon, derivado do velho Flathead de 1932 com válvulas no bloco de 2.35 litros e meros 84 hp brutos. Mesmo levemente reestilizado em 1957, o modelo guarda muita semelhança com os da antiga matriz e, talvez por isso, não tenha feito o sucesso esperado na França, já que não tinha identidade com os outros Simca, e seu ferramental foi despachado para o Brasil após o fim da produção do Vedette em 1960. Chambord designava uma versão luxuosa do modelo, mas acabou sendo o nome adotado no Brasil porque o original pegaria mal, já que designava as dançarinas do rebolado no Rio de Janeiro dos anos 50.