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sábado, 17 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 5 - CASTAS NOBRES






Certa vez, Ferdinand Porsche afirmou que, se algum dia o mundo parar de fabricar automóveis, o último deles certamente será um esportivo. Complementando a sabedoria do pai do VW, do Auto Union Tipo C e de alguns outros exemplares que deverão aparecer nesta série, seria bom acreditar que será um esportivo de uma linhagem tradicional. Consigo me lembrar de algumas famílias distintas, como Mercedes SL, Mazda RX, BMW M3 e os Lamborghini de motor central, mas, na visão deste blogueiro, nenhuma dessas permaneceu tão fiel às tradições como o Porsche 911, com seu boxer de seis cilindros pendurado na traseira e o sorrisão escancarado mesmo nas versões atuais, meio metidas a besta; o Chevy Corvette e a magia do seu V8 (desde 1955) com os dois pares de lanternas traseiras (desde 1961), que tiveram ecos até nos Opala 75-79; e o Nissan Z, inicialmente chamado de Datsun no mercado americano, que, com seu seis-cilindros dianteiro (em linha nas duas primeiras gerações e V6 a partir da terceira) sempre recebendo as últimas atualizações tecnológicas para otimização de potência, consegue aliar desempenho digno de Ferrari a preço inferior ao do Corvette, descomplicação característica de Porsche e economia de Toyota Corolla. Nas fotos estão o 911S da primeira geração (1963-72), o Corvette Sting Ray (2a. geração, 1963-68) e o 240Z da primeira geração (1969-79).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DINASTIA Z


No universo dos esportivos, são poucas as marcas que podem se orgulhar de manter uma linhagem perdurando por décadas e conservando alguma identidade entre os modelos. Os exemplos mais notórios seriam o Porsche 911, o Chevy Corvette e as Mercedes SL, cabendo aí também os Mazda RX e, talvez, os Lamborghini de motor central (Miura, Countach, Diablo, Murciélago). Uma das mais interessantes dessas "dinastias" foi a iniciada pelo Nissan (Datsun nos EUA, até 1981) 240Z de 1969, que evoluiu continuamente sem perder de vista a proposta inicial de simplicidade de conceito aliada ao refinamento da engenharia, cujo representante atual é o 370Z. Sempre com motores dianteiros de seis cilindros (inicialmente em linha) e pequena cilindrada, o Z foi evoluindo como uma excelente alternativa aos supercarros europeus; nos anos 80 e 90, a terceira e quarta gerações tiveram a denominação 300Z (ZX nos EUA) e, graças ao fantástico V6 DOHC de 3.0 litros e 222 cv (300 cv na versão turboalimentada) foram considerados os melhores esportivos do seu tempo e fizeram da linhagem da Nissan a mais bem-sucedida da história, do ponto de vista comercial. Raros no Brasil, são considerados muito desejáveis pelos apreciadores dos grandes carros e seu preço ainda é muito convidativo, como o desse conversível 1992, representante da quarta geração, à venda em SP. Tentador...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A CONQUISTA DO OCIDENTE

Com a in-dústria de esportivos europeus e muscle-cars americanos pega no contrapé após a crise do petróleo dos anos 70, os japoneses acharam uma brecha para expandir a atuação dos seus produtos no mercado americano. Vistos, até então, como opções econômicas, eles tinham boa penetração na faixa dos modelos de entrada, mas, enquanto a Toyota não obteve sucesso com o fantástico 2000 GT, a Nissan dava passos mais largos para a conquista do segmento dos esportivos com o 240Z 1969 (vendido no EUA, a partir de 1970, sob a marca Datsun, criada especialmente para lá e extinta em 1981) que, mesmo tendo sido lançado ainda na era de ouro dos GTs, obteve considerável sucesso graças ao preço inferior ao de um Corvette - que, por sua vez, era muito mais barato que os GTs europeus - aliado à ótima qualidade do produto. A consolidação definitiva da marca na América se deu com seu sucessor, o 280 ZX, cujas linhas foram renovadas em 1979, época em que os americanos pareciam ter se esquecido de como fazer grandes carros e os esportivos europeus que sobreviveram à fúria da OPEP alcançavam preços exorbitantes. Com seu seis em linha 2.8 de 135 cv líquidos ele estava entre o que havia de melhor entre os carros-esporte, tradição mantida atualmente pelo 350Z, que é alardeado pela marca como o esportivo mais vendido do mundo. O 280 ZX 1979 dourado, preservado no Route 66 Auto Museum, dá uma idéia da importância da dinastia Z, já que é o único modelo estrangeiro em exposição lá.