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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

OS 3 MELHORES # 15 - NOVOS CLÁSSICOS




A segunda década do terceiro milênio já avança e os carros dos anos 90 começam a despertar interesse especial. Tirando os modelos de marcas prestigiosas (ou premium, como adoram dizer os marketeiros), separei três boas apostas dos anos 90 para fazerem sucesso nos futuros encontros de antigomobilistas. O Mazda Miata MX-5 deve ser unanimidade. Nascido de maneira um tanto despretensiosa para reviver o espírito dos roadsters ingleses dos anos 60, ele foi um sucesso estrondoso mesmo sem números expressivos de desempenho, mostrando novamente que esportividade está muito além de marcas absolutas de velocidade e aceleração e que releituras de clássicos do passado transcendem as meras caricaturas que andam por aí. Já o Chevrolet Omega CD, feito por aqui entre 1993 e 1998, deverá ser lembrado como o último grande automóvel fabricado no Brasil. As versões 3.0 têm comportamento superior, mas meu eleito seria o 4.1 de 168 cv herdado, a partir de 1995, do Opala, cuja sombra ainda paira - injustamente - sobre seu substituto. E o último, um iconoclasta que marcou época, mas acabou não ditando tendências, o Citroën XM, lançado em 1989 para celebrar os 200 anos da Revolução Francesa. Belo design e suspensão "hidroproblemática" estão no pacote deste que também deve merecer lugar nas coleções futuras. Menção honrosa a um certo Suzuki Swift...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MAIS REVOLUCIONÁRIO, IMPOSSÍVEL!

Sediada em Hiroshima, onde foi arrasada pela bomba atômica no final da II Guerra, a Mazda só retomou suas ativi-dades em meados dos anos 50, ao lançar um minicarro bicilíndrico semelhante ao Subaru 360, aproveitando o incentivo do governo japonês à produção de modelos econômicos. Entretanto, a marca só alcançaria notoriedade fora do Japão ao lançar o sensacional Cosmo Sport no salão de Tóquio de 1964, o primeiro automóvel do mundo a usar o motor rotativo Wankel (primazia dividida com o NSU Prinz), que foi colocado no mercado em 1967. Além do estilo incomum, a curiosidade, obviamente, ficava por conta da nova concepção de motor proposta por Felix Wankel, que tinha os cilindros substituídos por um rotor de formato triangular que girava em uma cavidade oval, criando três câmaras de combustão onde, em cada uma, ocorria um ciclo completo de quatro tempos que dispensava válvulas de admissão e de escape, graças a janelas na própria câmara, como em um motor dois-tempos. Como, em cada volta do motor, se davam três ciclos completos da combustão, o rendimento era espetacular, fazendo com que o pequeno 1.0 chegasse a 110 cv líquidos. O lado B ficava por conta da baixa durabilidade dos primeiros motores rotativos, fator que levou a NSU à beira da falência e fez com que a Mercedes desistisse do também revolucionário C-111. Mas a Mazda insistiu e logo alcançou a excelência na fabricação desses motores, criando uma nobre linhagem de esportivos com o Cosmo e seus sucessores RX-7 e RX-8. Há relato de pelo menos um Cosmo Sport no Brasil, que teria sido presenteado pelo Imperador Hirohito ao General Costa e Silva (mais uma lenda...) e foi matéria da Oficina Mecânica de outubro/1990. Alguém tem notícias dele?