Mostrando postagens com marcador Lotus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lotus. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ELAN COUPÉ

A história de sucesso do pequeno Lotus Elan foi comentada recentemente aqui no Antigomóveis, mas não pude deixar de me render a este belo cupê preparado para as pistas e ostentando as cores do Jim Clark, fotografado há alguns anos pelo Gustavo Leme em evento do MG Club (reparem que até pneus slick ele tem). Alguém sabe de mais algum Lotus pelo Brasil?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A FONTE INSPIRADORA

Olhando para a foto acima, tirada pelo João César Santos nos tempos do Museu da Ulbra, não dá para ignorar de onde veio a inspiração do Mazda Miata original de 1989 que, em sua terceira geração, já está batendo na casa do milhão de unidades vendidas em toda a sua história. Trata-se do Lotus Elan, uma jóia de 680 kg, suspensão independente e um motor 1.6 de duplo comando e 100 cv originários dos Ford Consul e Capri, modelo que acabou se tornando o responsável, junto com o rústico Lotus 7, pela fama da marca de Colin Chapman de produzir esportivos leves e instigantes, mantida até hoje nos Lotus Elise/Exige. Produzido entre 1962 e 1973, o Elan trazia chassis tubular e carroceria em fibra de vidro, substituindo o caríssimo Elite, e, desde sempre, é considerado um dos esportivos mais gostosos de dirigir, "vestindo" o motorista com seu jeito minimalista e pedigree vindo das pistas de corrida. 
Além do Miata, não seria exagero dizer que o Elan foi também o grande inspirador (em concepção, não em estilo) do Puma brasileiro que, muito frequentemente, tem sua origem associada ao Lamborghini Miura, mas como o pequeno britânico, era leve, tinha carroceria em fibra de vidro, mecânica derivada de um modelo de grande produção e - principalmente - DNA das pistas de corrida.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OS 3 MELHORES # 9 - OS PESOS-PENA




Só mesmo os pobres de espírito acreditam que o verdadeiro prazer ao dirigir pode vir apenas de automóveis dessa ou dessa categoria. Para os não tão abastados, os fabricantes prepararam deliciosas opções com carisma semelhante, porém com cilindrada, peso, potência - e preço, naturalmente - correspondendo a apenas uma fração dos supercarros com os quais eram capazes de se bater em uma subida de montanha. Quem melhor entendeu esse espírito de despojamento e eficiência foi Colin Chapman; seu Lotus Seven continua sendo produzido com formas praticamente inalteradas desde 1957, tendo sobrevivido, inclusive, à falência da empresa, que havia vendido anteriormente os direitos de produção para a Catherham. Originalmente com motor 1.2 de 40 cv, responsáveis por empurrar apenas 500 kg, eis a fórmula para o sucesso permanente do Seven. Em ordem descrescente de cilindrada, um projeto orgulhosamente brasileiro figura entre os mais apaixonantes pesos-pena da história. Com motor DKW dois-tempos de apenas 1.0 litro que, nas versões de pista, beliscavam os 100 cv, o GT Malzoni já foi recebido com honras de celebridade no Monterey Historic Automobile Races e no Museu da Audi em Ingolstadt. E, finalmente, outro que foi feito por estas bandas, igualmente em fibra de vidro, mas com sotaque francês carregado: o Alpine A-108 - Willys Interlagos, para os brasileiros - que, com 0.8 litro de cilindrada, era capaz de entusiasmar mesmo nas pistas européias, principalmente na versão berlinette, e deu à Alpine tal notoriedade que ela acabou se tornando a divisão esportiva da Renault.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

QUATRO CILINDROS

Um Porsche 356, um Lotus Elan, um MGB e um Puma GTE das primeiras safras, ao fundo. Todos leves, pequenos e ariscos, dotados de motores de quatro cilindros trabalhados a partir de unidades de grande produção. E, mesmo sem marcas exorbitantes de potência, velocidade ou aceleração, se tornaram ícones de esportividade e habitués dos mais badalados eventos e festivais de velocidade pelo mundo afora, provando que o pedigree de um automóvel está muito além dos números de fábrica ou de testes de revistas. Toda essa choveção no molhado apenas como pretexto para publicar a bela foto tirada pelo Gustavo em um rali do MG Clube, restrito a esportivos puro-sangue. E tem gente que só diz encontrar satisfação com a cavalaria na casa dos múltiplos de 100...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A INSPIRAÇÃO


Dizem alguns amantes de carros-esporte que o Lobini do post aí embaixo teria se inspirado - ou mais do que isso - no Lotus Elise, um pocket-rocket produzido segundo a velha receita britânica dos esportivos mais divertidos do mundo: baixo peso, um pequeno e temperamental motor de 4 cilindros (um Rover de 156 cv para o mercado europeu ou um Toyota de 190 cv para os EUA, ambos 1.8 16V em posição central-traseira) e interação máxima com o motorista. A parte boa da história é que, se alguém se interessasse pelo pequeno inglês há 2-3 anos, não pagaria muito mais do que o que se pedia pelo Lobini - que, pelo jeito, já era como veículo de produção regular. A não ser, é claro, que o candidato optasse pela série especial Type-25 da foto acima, que homenagiava as 25 vitórias de Jim Clark na F-1 (bons tempos da Lotus!) e conta com 218 cv, responsáveis por empurrar apenas 900 kg. Apenas 25 exemplares do Type-25 foram produzidos. Foto extraída do Carangos & Afins que, qualquer dia desses, começa a cobrar Royalties deste pobre blogueiro...

segunda-feira, 8 de março de 2010

UM PEQUENO QUE ORIGINOU DOIS GIGANTES

A belezura da foto acima é um Austin 7, modelo inspirado no sucesso do Ford T que começou a ser produzido em 1922 e se destinava ao até então inexplorado segmento dos carros populares na Inglaterra, batendo próximo das 300 mil unidades até 1939, quando teve a produção encerrada. Bem-sucedido não só na missão de popularizar o automóvel na ilha, ele foi também uma notável realização de engenharia, sendo oferecido em diversas versões de carroceria, inclusive charmosos roadsters, que, a despeito do pequeno motor de 0.75 litro, entusiasmavam seus condutores, tornando-se, de certa forma, precursores dos famosíssimos esportivos britânicos leves, baratos e divertidos que se tornariam cidadãos do mundo após a II Guerra. Como se não bastasse, o Seven tem em seu currículo a honra de ter sido o passo inicial da BMW - que o fabricou sob licença de 1927 a 1929 com o nome de Dixi - e da Lotus, já que foi a partir dele que Colin Chapman desenvolveu seu Mk I para participar de competições em 1948. Duas marcas cujo carisma acabou superando o da própria Austin; nada mau para algo aparentemente tão despretensioso, não?