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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

SOLUÇÃO PARA A CRISE

 


SOLUÇÃO PARA A CRISE

 Thiago Rocha


Para o mal do pecado, que há no mundo,

não adiantam leis, nem coação.

O seu problema está bem lá no fundo:

Procede do interior do coração.

 

É preciso descer ao mais profundo,

onde estão a violência e a corrupção.

Para acabar com o imoral, o imundo,

só há, apenas, uma solução.

 

Somente Cristo salva do pecado

o homem perdido nos caminhos seus.

Somente Cristo nos religa a Deus.

 

Só Ele foi pra isso separado.

Só Ele corrigiu nosso deslise.

Só Cristo é solução pra nossa crise.

 

"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos".

Atos 4.72



A SOLUÇÃO

Thiago Rocha

 

Se estás doente, perturbado e triste,

e, assim, perdeste o gosto de viver...

Se a paz no coração não mais existe,

e preferias desaparecer...

 

Recorre a Cristo, que te ajuda e assiste,

e pode teus problemas resolver.

Lança-te aos seus pés, clama, ora, insiste,

pois Ele para tudo tem poder.

 

Jesus te cura e salva integralmente,

quer teu corpo, tua alma, ou tua mente,

pois Ele é nosso Médico Divino.

 

Irás viver com mais tranquilidade,

já, aqui, e por toda a eternidade,

entregando a Jesus o teu destino.

 

Ele é... quem sara todas as tuas enfermidades.

Salmos 103,3.


Do livro Celebração da Vida.


sábado, 24 de setembro de 2022

Você Precisa de um Dentista?



Todos nós, pelo menos uma vez na vida, já fomos ao dentista e sabemos que quase todo mundo morre de medo desse homem que insiste em cuidar dos nossos dentes.

Um filósofo cristão chamado C.S. Lewis contou que quando tinha dor de dente não dizia nada à sua mãe, pois, apesar de ela lhe dar um comprimido que faria com que a dor passasse, ela também o levaria ao dentista. O problema é que, segundo ele, o dentista não se contentaria em tratar apenas do dente com dor, mas também dos outros que não doíam. Isso porque os dentistas sempre querem fazer um tratamento completo.

Nesse aspecto em particular, Deus é como um dentista. Quando alguém o busca por causa de algum problema, ele não se contenta em resolver só aquele problema, mas passa a mexer em todas as áreas da vida da pessoa que está precisando de restauração. Deus nunca faz um tratamento pela metade. Ou ele trata toda a vida da pessoa, tornando-a um novo ser, fazendo-a tornar-se seu Filho, ou ele não faz nada. Seu tratamento é o mais completo que existe. Deus é um “dentista” maravilhoso.

Porém, apesar de terem suas vidas “cariadas” por causa do pecado, muitas pessoas não se achegam a Deus, principalmente quando descobrem que o tratamento dele é muito caro. Tais pessoas têm razão em pensar assim. O tratamento de Deus, de fato, é muito caro. A Bíblia diz que todos nós somos pecadores: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Também diz que nossos pecados, cáries espirituais que temos, nos separaram eternamente de Deus, tornando-nos seus inimigos culpados: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). Nossas cáries espirituais, os pecados que tanto o desagradam, fizeram nosso orçamento ficar muito caro e não há conosco recursos para pagá-lo.

Porém, o que muitas pessoas não sabem é que Deus conhece a nossa situação e que ele já providenciou o pagamento a fim de que pudéssemos fazer o tratamento. Para tanto, enviou Jesus Cristo, o Deus encarnado: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Ele, por ser Deus e homem, foi capaz de pagar nossa conta infinita com seu próprio sangue: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1Pe 3.18a). A morte de Jesus na cruz do Calvário foi o pagamento pelos nossos pecados e sua ressurreição foi a evidência de que Deus aceitou o seu sacrifício: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.31); “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação (Rm 4.25).

Agora, todo aquele que crê em Jesus, tendo-o como Deus e Salvador, experimenta o perdão divino e a “restauração” de sua vida anteriormente apodrecida pelo pecado, passa a ver na cruz de Cristo o “canal” de sua comunhão com Deus e fica convicto da “extração” de sua culpa: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2). Se essa culpa permanecesse, certamente iria levá-lo ao inferno: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28).

O que você está esperando para começar esse tratamento tão urgente e necessário? Sente-se agora na cadeira da fé, abra sua boca em oração e peça que Deus o perdoe dos seus pecados, que Cristo venha habitar em seu coração como Deus e Salvador e que faça na sua vida toda a obra de restauração que precisa ser feita: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rm 10.9).

Depois disso, os problemas dessa vida, sem dúvida, vão continuar surgindo. Porém, para Deus que vê além das aparências, você sempre terá um sorriso bonito em seu coração que se tornará puro e cheio de esperança. Vá ainda hoje ao “verdadeiro dentista”, o Senhor Jesus Cristo.

“Mas a todos quantos o receberam (a Jesus), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).

Creia em Jesus e ore a ele. Eis uma maneira como você pode orar: “Senhor, sei que tenho pecado e que preciso do seu perdão. Creio que o Senhor é Deus e que morreu por mim e ressurgiu dos mortos. Eu te peço perdão e te convido a entrar no meu coração para ser meu Senhor e Salvador. Amém!”.

Prs. Marcos Granconato e Thomas Tronco


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Só bebo nos fins de semana, ou: A Tática do Avestruz

 


Nas arquibancadas do estádio do Maracanã existem balcões onde se vende cerveja durante os jogos de futebol. Reparem como lá ficam pessoas bebendo o tempo todo, de costas para o campo. Para assistir ao jogo, bastaria virar o corpo – mas não o fazem. Talvez não gostem de futebol? No entanto, afirmam categoricamente ser torcedores ardorosos de um dos times e não perderiam uma partida por nada deste mundo.

Vejamos outra cena, um dia de verão, na praia: muita gente passa o dia todo bebendo, debaixo de barracas quentíssimas, sem pegar sol ou cair na água. Apesar disso, dizem adorar uma praia, a ponto de frequentá-la todo fim de semana.

Estas situações refletem o mais constante sintoma da doença alcoolismo – a negação – e podem até ter algo de engraçado, mas constituem verdadeira tragédia para o alcoólico, que frequentemente morre negando sua enfermidade.

A experiência mostra só se recuperar aquele que for capaz de ultrapassar esta formidável barreira, ao conseguir admitir-se impotente frente ao álcool.

Ao negar sua perda de controle, o alcoólico não é mentiroso, pelo menos conscientemente, mesmo porque esta perda acontece de forma lenta e progressiva. No inicio, ainda há algum controle, com ele bebendo só nos fins de semana ou após certas horas do dia. Aos poucos, o doente vai, porém, criando um manto de fantasia, que o faz ser o primeiro a acreditar não ter problemas com álcool.

Trata-se de um mecanismo psíquico de proteção, para enfrentar a dura realidade de estar tendo comportamentos irresponsáveis.

Paradoxalmente, não consegue viver sem a bebida, mesmo reconhecendo ser, em certas ocasiões, o consumo exagerado. A explicação, para ele, está nos sérios problemas que vem enfrentando no momento; se os problemas desaparecessem, voltaria a beber controladamente.

Assim, enquanto aguarda o milagre, vai bebendo cada vez mais.

Este mecanismo de negação, que se desenvolve dentro da personalidade do individuo, não se limita apenas à afirmativa, para si e para os outros, de que não é alcoólico. È necessário também inventar uma série de desculpas, para manter uma aparente lógica nas coisas que se anda fazendo.

Este manto de fantasia, fabricado por ele mesmo, fica cada vez mais duro, mais resistente, até isolar o doente do mundo real, como se fosse uma larva do bicho-de-seda envolvida no casulo.

É claro que as coisas continuam existindo como são, o emprego, a família, os amigos, mas tudo isso torna-se a cada dia menos importante. Os mais íntimos questionam: “Por que ele faz isso conosco? Será que não gosta mais da gente?” Ou afirmam: “Se você me amasse, parava de beber!” São questões que incomodam, despertam sentimentos de remorso, culpa e autopiedade, mas não sabe resolver, por julgar impossível separar-se do companheiro álcool. Então ele nega os fatos, inventa justificativas, faz promessas as quais não consegue cumprir, tudo o que for possível para se fechar cada vez mais dentro de um outro mundo, só existente no seu delírio – mas que é só seu, seu mundo de negação.

Para conviver melhor com sua fantasia, o alcoólico passa a só frequentar lugares onde haja bastante bebida e selecionar amizades entre gente que também bebe. Se for convidado para um aniversário de criança, sabendo que só vai encontrar bolo de chocolate e Coca-Cola, recusa, dizendo não ter paciência para aguentar este tipo de festa. Mas é capaz de pegar 3 ônibus para ir a um churrasco na casa de um desconhecido. Pensa em álcool todas as horas do dia: quando será que vou poder tomar a primeira? A que horas o bar do hotel fecha? Não esquecer, os supermercados fecham aos domingos! Lá no sítio vai ter bebida? È melhor garantir, levando uma garrafa na mala!

Para melhor entender o processo, substituamos a palavra “álcool” por “azeitonas”. Quando será que vou comer a primeira azeitona hoje? Será que lá no sitio há azeitonas? É melhor garantir: levo umas latas na mala! Fica bastante estranho: qualquer pessoa que só pensasse em azeitonas seria identificada como portadora de um problema psíquico. Mas o dependente químico do álcool continua afirmando ser normal seu comportamento.

Na tarefa de continuar negando seu alcoolismo, o alcoólico tem também de aprender a ser esperto, desenvolvendo a habilidade de esconder o quanto anda bebendo. Muitas vezes para de beber dentro de casa, mas a toda hora tem de sair para comprar cigarros. Na rua, frequenta muitos botequins, evitando tomar mais que duas ou três doses no mesmo lugar, para não ser identificado como beberrão. Às vezes começa a beber em um bairro, termina em outro. Bebe no bar, antes da festa, para dar a impressão de estar bebendo pouco. Escolhe vodca, porque ouviu dizer que não dá cheiro. Anda sempre com balas e pastilhas de hortelã, para disfarçar o hálito. Enfim, esconder seu alcoolismo dos outros passa a ser procedimento de rotina, a ocupar boa parte da sua atenção.

Já para provar a si mesmo não ser alcoólico, os mecanismos de negação são outros:

• 1. Tenta beber menos quantidade, embora com a mesma frequência.

• 2. Tenta beber com menos frequência, embora a mesma quantidade.

• 3. Tenta não beber durante a semana de trabalho, mas fica contando os dias e horas que faltam para a sexta-feira chegar.

• 4. Tenta usar outras drogas para diminuir a quantidade de bebida, tomando tranquilizantes de manhã, para parar de tremer, ou anfetaminas de noite, para poder dirigir o carro.

• 5. Muda a marca ou tipo de bebida, assumindo que a anterior é que lhe fazia mal. Ilude-se trocando um litro diário de cachaça, por 5 litros de cerveja, achando que assim bebe menos álcool. Sendo rico, substitui uísque nacional, por outro importado.

• 6. Fica temporariamente em abstinência, por exemplo, quando internado, para desintoxicar, quando obrigado a tomar antibióticos ou apenas “para dar um tempo”, depois de uma consulta médica preocupante. Estes períodos de abstinência têm data marcada para acabar e seu fim é ansiosamente esperado. Quando terminam, o alcoólico acha que depois de tanto sacrifício agora ele merece tomar “uma só” e tudo começa de novo, detonado pelas poderosas forças da dependência química.

Os períodos de abstinência servem para afirmar e reforça cada vez mais a negação, embora só sejam conseguidos à custa de intenso sofrimento emocional. O objetivo é provar a si mesmo e aos outros não ser alcoólico, que domina perfeitamente a situação e para de beber quando quer. As frases clássicas são: “Na verdade, eu não preciso beber, acontece que eu realmente gosto de álcool”. Ou então: “Se você tivesse em sua vida os problemas que tenho, iria beber ainda mais do que eu”.

À medida que a doença progride, mais este manto de fantasia impede o doente de ver sua realidade. Ele muda de comportamento e atitudes, perde seus valores, cada vez mais enredado na teia da dependência. Basta ler o Livro Azul de Alcoólicos Anônimos, para ver como duas emoções básicas, orgulho e medo, tão saudáveis quando baseadas em fatos reais, podem tornar-se exasperadas e delirantes, originando as mais variadas turbulências de raiva, inveja, ciúme e ódio.

O alcoólico age ao sabor da primeira emoção descontrolada que lhe vem a cabeça e, quando as coisas não dão certo, bota a culpa nos outros ou nas situações de vida. Expectativas fantasiosas tornam-se regra e, como não se realizam, trazem frustrações, autopiedade e necessidade ainda maior de bebida.

Neste ponto, o manto da fantasia confunde-se com a carapuça da negação, dura, resistente, impenetrável pelo lado de fora, como o casulo. Porém, lá dentro, o bicho-da-seda pode encontrar forças para rompê-lo e, ao livrar-se, sair da escuridão para a luz.

Como o alcoólatra, que, vencendo a negação ao reconhecer sua impotência frente ao álcool, encontra o caminho da recuperação e da vida.

E de repente descobre que não gosta tanto assim de praia, nem de frequentar o estádio do Maracanã…

Dr. Alberto Duringer
Médico no Rio de Janeiro, Conselheiro no Conselho Estadual de Entorpecentes.
Vivência n° 19 – Janeiro/Março 1992

Fonte: Alcóolicos Anônimos

domingo, 6 de dezembro de 2020

Com um problema difícil, talvez insolúvel? Saiba a quem procurar



Padecia um homem com uma doença considerada incurável, quando ouviu falar de um médico famoso que sabia curar doenças da natureza daquela que ele sofria. Ele empreendeu uma longa jornada para vê-lo e, quando chegou à casa do famoso médico, lhe disseram que o mesmo não estava ali naquele momento.
- Bem, com sua permissão, eu o esperarei -  disse o enfermo.
- Não há necessidade, pois aqui está o assistente dele, e provavelmente levará algum tempo para o médico voltar.
- O assistente não é suficiente para mim - respondeu o paciente, acostumado a ser ridicularizado pelos médicos - eu quero vê-lo, porque meu caso é desesperado.
- Aqui estão os livros dele, se você quiser consultar, enquanto isso, alguns de seus trabalhos.
- Muito obrigado; também não são suficientes para mim; preciso que ele mesmo me examine.
- Se você quiser ver o seu gabinete cheio de excelentes dispositivos para cirurgiões, você pode passar.
- Eu não duvido de sua bondade, mas eles não me servirão de nada sem o médico.
- Aqui você tem um cavalheiro que ele curou; ele testemunhou operações extraordinárias e delicadas e certamente pode adiantá-lo sobre o método curativo do médico que está procurando.
- Mas, amigo, eu vim para vê-lo, e não preciso ver nenhuma outra pessoa.

Vamos aprender com esta ilustração.
Se as doenças da alma o afligem, é necessário que você se dirija ao próprio Salvador, como esse doente foi em busca do médico. Solidão, desespero, depressão, medo, sentimento de vazio ou de inutilidade - da própria existência ou da vida de uma maneira em geral -, luta contra o pecado, falta de fé...
Veja o caso do tal médico: Bons podem ser seus servos, muito necessários os livros sobre ele já escritos, de grande utilidade os conselhos daqueles que já foram ajudados e salvos; mas eles não são suficientes para a sua salvação.

Da mesma forma,  precisamos de Cristo e Cristo apenas. Santos, religiões, sistemas, pessoas, todos podem nos indicar algum caminho, mas não nos levam ao ponto em que precisamos chegar: Apenas nos dirigindo a Cristo, única ponte entre Deus e os homens, podemos encontrar cura para nossa enfermidade espiritual e existencial.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Como aceitar-se a si mesmo


Quem vive reconciliado consigo próprio
consegue também criar harmonia à sua volta.

Quando te aceitas tal como és,
e te reconheces a ti próprio,
sentes-te mais ativo no universo a que pertences.
Para que serve, então, o sucesso?
Basta que algo te alegre, para seres feliz.
A felicidade está em ti.
Não precisas de a alcançar
recorrendo ao sucesso exterior.
Se te reconciliares contigo próprio
e alcançares a harmonia interior
serás feliz, e isso começa a ver-se nos teus olhos.

Quando te aceitas a ti próprio,
não precisas de correr atrás do reconhecimento dos outros.
E então, também deixa de ser importante
aquilo que os outros dizem de ti.
Não te deixes entorpecer
pelos teus erros e fraquezas.
Enfrenta-os,
não os ignores,
aceita que és falível
e procura melhorar as tuas fraquezas.

Mas, não te culpabilizes.
Deixa que elas existam.
Se Deus te perdoa,
também tu deves perdoar-te.
Sê compassivo para com os teus erros.

Não te queixes apenas dos teus problemas ou fraquezas.
Começa a pensar em tudo o que consegues fazer bem.
Concentra-te nas tuas capacidades.
Cada um de nós tem os seus pontos fortes.
Tu também.

Alcançarás a harmonia interior
quando conseguires conciliar
tudo o que há de contraditório em ti.
Deves ser sensível às tuas contradições.
Deves aceitá-las.
Assim, elas deixarão de te lacerar.
Podes arrumá-las,
deixar que cada uma das tuas facetas
tenha a sua musicalidade própria.
Todas juntas, elas compõem uma pauta.
É assim que se cria a tua harmonia.

Verás que consegues estar em sintonia
com todo o teu ser.
Não precisas de suprimir nada
da tua personalidade.
Tudo em ti terá a sua própria melodia.
A tua voz, que é única,
não pode faltar na diversidade
dos que cantam no coro da humanidade.
De outra forma,
o Mundo seria mais pobre.
Sem ti, esta pluralidade de vozes
não seria tão bonita.

Ter fé significa também encararmo-nos a uma nova luz.
Como é que te vês a ti próprio?
Com que critérios te avalias?
Põe de lado todos os preconceitos e avaliações
que te impedem de ver a tua verdadeira essência.
Olha para ti à luz de Deus.
Então, hás-de reconhecer que és, de verdade,
uma imagem única de Deus,
na qual a beleza divina brilha
de forma singular.

Senta-te, respira calmamente
e goza o prazer simples de sentir a vida
e de apreciar o teu ser em toda a sua singularidade.
Saboreia a vida,
sente o gosto da felicidade.
Não tens de mudar nada em ti,
com violência, obstinação ou intransigência.
Deus o fará, Deus lhe fará.
Tu és quem és,
feito à imagem e semelhança de Deus,
protegido pelo seu amor incondicional.

Se o fizeres,
verás que a alegria te inunda.
E tudo será bom.

O mais importante: DEUS ama VOCÊ, e tem um bom caminho que Ele lhe expõe através da Bíblia, o caminho de reconciliação com Ele, através de Seu Filho Jesus Cristo. Conheça, creia, aproxime-se do Amigo que não trai, dAquele que te ama assim como você é e deseja estar para sempre, SEMPRE contigo.


Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade" (adaptado).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Estou cansado de lutar


Volte para a batalha!

Você se lembra daquela cena do nosso atleta maratonista Vanderlei Cordeiro, correndo em primeiro lugar na maratona das Olimpíadas de Atenas em 2004, quando de repente alguém, um fã sem noção, entra no meio da pista e o abraça, atrasando-o e fazendo com que ele perdesse seu lugar na classificação? Pois é! Às vezes isso acontece conosco, não é mesmo? Somos atacados no meio de nossa corrida. São pessoas que muitas vezes nos criticam, são coisas que fazemos e que nos condenam, são ataques do maligno, problemas conjugais, relacionamentos, trabalho e muitos outros obstáculos, não é mesmo?
Mas faça como o Vanderlei: volte para a corrida, volte para a batalha! Sobre isso, o apóstolo Paulo afirmou: “prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Paulo sabia aonde queria chegar, e o que tinha que fazer para superar cada dificuldade.
Nunca, nunca olhe para trás, olhe para a frente sempre, todo dia, toda hora. Quando você for atacado, parado, não desista! Recomece, mesmo que às vezes tenha que voltar à linha de partida. Não pare, não desista. A vitória é certa enquanto você olhar para Jesus: coloque Jesus em primeiro lugar em sua vida, entregue seus planos a Ele, em oração. Peça sempre para que Ele proporcione o melhor para você, e entenda que nem sempre o que nos parece o melhor realmente nos fará bem.
As vezes nós até ficamos feridos; sim, somos atingidos na corrida. Mesmo com dor, continue, pois o óleo curador do Senhor será derramado enquanto você luta! Deixe Deus entrar a cada dia mais em sua vida, até preencher todos os campos. O Espírito Santo será como aqueles que estão à beira do caminho com copos de água para o atleta, nas maratonas.

Persista! A vitória já é sua!

Daniel Cartaxo (adaptado)

sábado, 17 de dezembro de 2016

Qual é o meu propósito na vida?

Imagine um martelo. Ele foi desenhado para bater pregos. Foi para isso que ele foi criado. Agora imagine que o martelo nunca é usado, fica lá jogado na caixa de ferramentas. O martelo não se importa.
Agora, imagine o mesmo martelo com uma alma, com consciência própria. Dias e dias passam e ele continua na caixa de ferramentas. Ele se sente meio estranho, mas não sabe exatamente o porquê. Alguma coisa está faltando, mas ele não sabe o que é.
Então um dia alguém o retira de dentro da caixa de ferramentas e o usa para quebrar alguns galhos para pôr na lareira. O martelo fica cheio de alegria. Ser segurado, utilizado com eficácia, batendo nos galhos–ele ama aquilo. No final do dia, entretanto, ele ainda se sente insatisfeito. Bater nos galhos foi divertido, mas não era o bastante. Algo ainda estava faltando.
Nos dias seguintes, ele foi usado freqüentemente. Desamassou uma calota, despedaçou algumas pedras, colocou o pé de uma mesa no lugar. Ainda assim, continua insatisfeito. Ele anseia por mais ação. Ele quer ser usado o máximo que puder para bater nas coisas ao seu redor, para quebrar, despedaçar e amassar coisas. Ele descobre que não experimentou o bastante desses eventos para se sentir completo. Fazer mais dessas mesmas coisas, ele acredita, é a solução para sua insatisfação.
Então um dia alguém usa o martelo num prego. De repente, uma luz invade a alma do martelo. Ele agora entende para que foi verdadeiramente projetado. Foi feito para bater pregos; que não tinha nem comparação com as outras coisas que ele bateu. Agora ele sabia o que sua alma de martelo estava buscando por tanto tempo.
Fomos criados à imagem de Deus, para ter um relacionamento com Ele. Estar envolvido nesse relacionamento é a única coisa que irá satisfazer as nossas almas. Até conhecermos a Deus, tivemos experiências maravilhosas, mas não tínhamos acertado o prego. Fomos usados para propósitos muito nobres, mas não para o qual fomos especialmente projetados, não para o qual iria nos trazer plena satisfação. Agostinho resumiu da seguinte maneira: “Tu [Deus] nos fizeste para Ti mesmo e nossos corações não encontrarão descanso até que estejam descansados em Ti.”
Um relacionamento com Deus é a única coisa que irá saciar o desejo de nossas almas. Jesus Cristo disse: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Até conhecermos a Deus, estamos famintos e sedentos de vida. Tentamos “comer” e “beber” todos os tipos de coisas, mas a insaciedade permanece.
Somos como o martelo. Não percebemos o que irá acabar com aquele vazio, a insatisfação, nas nossas vidas. Até mesmo no meio de um campo de concentração nazista, Corri Tem Boom entendeu que Deus dava satisfação completa: “A fundação da nossa felicidade era que sabíamos que estávamos guardados com Cristo em Deus. Podíamos ter fé no amor de Deus…nossa Rocha que é mais forte do que a mais profunda escuridão.”
Geralmente quando deixamos Deus de fora, tentamos encontrar satisfação em algo que não é Deus, mas nunca podemos ter o bastante desse algo. Continuamos “comendo” ou “bebendo” mais e mais, equivocadamente pensando que “mais” é a resposta do problema, ainda assim nunca estamos plenamente satisfeitos.
O nosso grande desejo é conhecer a Deus, ter um relacionamento com Ele. Por quê? Porque isso nos mostra para que propósito fomos criados. Você já acertou um prego?
Para saber mais sobre este assunto, leia o artigo Vida real.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Todos nós estamos fugindo


Jaqueline Santos


Se FUGIR fosse uma modalidade esportiva, seria a mais praticada por 99,9% da raça humana!!!
Em matéria de FUGIR do nosso passado triste e infeliz, dos problemas do presente, das incertezas do futuro e da vida difícil ou errada que levamos, somos fantásticos e altamente criativos. Fugimos de todos os modos, de variadas maneiras, mas o inevitável é que, pra onde quer que a gente fuja, nossas memórias ruins ou o nosso problema atual vai com a gente, como se fosse uma sombra a nos perseguir! Afff...
Tem gente que foge do passado, do presente e até do futuro.
São os mais variados caminhos:
Fogem através da bebida, do cigarro, das drogas...
Fogem através da prostituição, da pornografia, da traição...
Fogem comendo demais; fogem comendo de menos (e ainda vomitando tudo).
Fogem se escondendo; fogem se mostrando!
Fogem calados; fogem falando demais...
Fogem felizes da vida (só que não); fogem tristes e caem na armadilha da depressão...
Fogem procurando religiões de todos os credos; fogem procurando pessoas que possam ajudar (mas que também estão fugindo, coitadas); fogem inventando significados para suas vidas vazias!
Fogem tirando suas próprias vidas...

Eu também fujo.
Procuro (TENTO) fugir de coisas de altíssima periculosidade:
MINHA MENTE, MINHAS VONTADES, MINHA NATUREZA RUIM, EGOÍSTA E ORGULHOSA!!!!

Mas há uma esperança!
Uma luz no fim do túnel!
Descobri que há um lugar seguro para onde podemos fugir de tudo isso e ficarmos bem: A SOMBRA DO ONIPOTENTE, O CENTRO DA VONTADE DE DEUS.

SIM, DEUS!!!
O único lugar seguro, do qual podemos fugir de nós mesmos e ficarmos bem, ficarmos em paz!!!

À SOMBRA DE SUAS ASAS, NÓS PODEMOS DESCANSAR!!!!
FUJAMOS ENTÃO, PARA A PRESENÇA DE DEUS!



Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira que DEU Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

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