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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Como saí da vida loka e escapei da morte

 


Shara Pennekamp era viciada em drogas, desde os 16 anos. Agora, aos dezenove, ela trabalha como voluntária no combate ao vício, fazendo palestras em escolas, clubes e igrejas, contando como as drogas quase lhe arruinaram a vida. Neste depoimento ela diz por escrito o que costuma contar de viva voz aos jovens, nas conferências que faz.

"Eu só tenho 19 anos, mas dizem-me que pareço muito mais velha. As drogas quase me arruinaram a vida. Levaram-me à tentativa de suicídio, estragaram meus dois casamentos, arruinaram para sempre meu fígado, os rins e a vista. Ainda sou legalmente muito jovem para comprar bebidas alcoólicas, no Estado norte-americano onde nasci, mas, em certa ocasião, eu gastava 300 dólares por dia em drogas.

Só há três possibilidades para uma garota ganhar uma tal quantia: roubando, prostituindo-se ou "passando" drogas para outros infelizes viciados. Eu "passava" drogas. Isso aconteceu em Haight-Ashbu, um distrito de São Francisco, ponto de reunião de "hippies", onde me firmei, depois que fugi de casa, deixando com mamãe meu bebê, Richie, que nasceu não muito depois de eu haver completado 16 anos.

 

SEPARAÇÃO

Os entorpecentes fizeram-me sair de casa. Depois de me separar de meu primeiro marido, encontrei um "cara" que me levou a um local do Louisville chamado "The Chicken Coop". Era uma casa de três andares, onde dez jovens viviam em "comunidade" e fumavam marijuana. A marijuana nunca me interessou ou apeteceu, mas eu a fumava, porque era o que todos os outros faziam. Eu me entreguei à droga metedrina para valer.

A polícia deu uma batida no Chicken Coop e todo mundo, inclusive meu namorado, foi parar atrás das grades. Os rapazes foram acusados de contribuir para minha delinquência, pois eu era menor de idade. Fui levada à delegacia policial e interrogada. Contei tudo à polícia. Depois disso, um amigo do meu "amiguinho" veio me ver e disse-me: “Você é a única testemunha que os tiras da polícia podem conseguir. E se você não der o fora desta cidade imediatamente, vai jogar todos nós na prisão”. Disse-me também que um homem chamado Skip me levaria para fora da cidade. Voei então para Los Angeles com esse tal Skip.

Ele levou-me para uma casa, algo assim como o Chicken Coop, onde uma porção de jovens viviam juntos ali e tomavam entorpecentes de um tipo ou de outro. Até aquela ocasião, eu nunca espetara uma agulha em meu braço. Simplesmente não suportava ver ninguém se drogar daquele jeito. Mas Skip me iniciou na heroína. Ele me deixou dopada durante semanas, mantendo-me drogada por meio de injeções. Receava que eu saísse do torpor, fugisse de volta à minha cidade natal e fosse servir de testemunha para a polícia.

 

VÍCIO

Quando saí daquele estupor, juntei-me a um bando de rapazes que partia para São Francisco. Foi assim que cheguei àquela cidade, onde permaneci por mais de um ano. Mudei-me para um quarto com um viciado em heroína e suponho que eu tenha vivido com aproximadamente vinte homens diferentes, durante o período que passei ali. Eles pagavam o aluguel. Tudo o que me cabia custear era meu vício, que afinal chegou a custar-me de 200 a 300 dólares por dia.

Mas, naquele tempo, eu tinha um negócio muito bom, fazia muito dinheiro, era dona da “boca” na rua. Meu lucro, às vezes, subia a 300 ou 500 dólares, por dia. Eu recebia as drogas de um dos rapazes da casa. Esses entorpecentes passavam, então, de um traficante para outro e nunca se sabia o que se estava recebendo. Uma manhã, eu recebi uma “carga” muito ruim. Depois que tomei a droga fiquei paralisada e cheia de dores pelo corpo todo. De outra vez, caí com hepatite – pegada de uma agulha mal desinfectada, eu suponho. Nem sequer procurei um médico.

Nesse ínterim, o senhor Talbott, senhorio daquele antro, foi muito bom para mim e passei a gostar dele. Ele se interessou por mim e disse-me: “Eu simplesmente não suporto ver você se arruinar deste jeito”. Isso se deu, depois que eu larguei da heroína e voltei a fazer uso das anfetaminas, fazendo a “viagem” por via injetável, em lugar de tomar pílulas. Algumas vezes, devo ter ficado dopada durante uma semana, e provavelmente não comia nada durante aquele tempo. Perdi peso, meu cabelo ficou sem viço, tornou-se comprido, fino e ralo, e realmente eu tinha um péssimo aspecto. Na verdade parecia uma velha. O senhor Talbott finalmente convenceu-me a sair da Califórnia e voltar para casa.

 

MUDANÇA

Tornei a casar-me e mudei-me para Cincinnati. Mas, minha antiga vida de vício voltava a me perseguir. Eu estava grávida de sete meses, quando tomei conhecimento dos bebês horríveis e deformados de mães que haviam tomado LSD. Vocês podem imaginar como me senti – grávida e tendo feito muito uso de LSD. Isso foi a gota d’água. Descontrolei-me emocionalmente e fui parar num hospital, com colapso nervoso. Os médicos descobriram que eu tinha cirrose hepática – consequência ainda daquela hepatite mal tratada.

Um dia, ao deixar o hospital, passei a sofrer de alucinações que me levaram de volta ao passado, ao tempo em que eu fizera uso do LSD. Decidi suicidar-me. Estava certa de que iria morrer, de qualquer maneira. Ingeri dois vidros cheios de pílulas sedativas e soporíferas, mas quando comecei a me sentir tonta e enjoada, entrei em pânico e telefonei pedindo socorro. O esquadrão de “salvação” ou “salva-vidas” da polícia chegou às pressas à minha casa.

Salvaram-me. Mas, neste meio tempo, meus pulmões entraram em colapso. Ainda tenho uma cicatriz no pescoço da operação de emergência a que me submeteram. Apesar de tudo, meu bebê – um menino – nasceu sadio. Lance está agora com um ano. Seu irmão, Richie, tem 4. Eu dou graças por estar viva e com dois filhos bonitos – embora me esteja divorciando do segundo marido. Estou de volta a casa, em Sallesburg, morando com meus pais e as crianças.

Enquanto eu estava em Cincinnati, uma professora perguntou-me se eu faria uma preleção para sua classe sobre minha experiência com drogas. Concordei com a esperança de que o que eu experimentara com os entorpecentes servisse para afastar outros de tentar fazer uso deles. A esta altura, suponho que já haja relatado minha história cerca de umas cem vezes, em escolas, igrejas e clubes. Nunca mais voltarei a tomar drogas, agora que já me libertei do vício. Eu sei o mal que elas podem fazer – e sei como é horrível. Espero ter deixado isto bem claro para os milhares de pais e de filhos que leram este depoimento. Se minha história convencer os jovens a se manterem afastados das drogas, dar-me-ei por muito feliz.

 

Transcrito do Jornal O Globo, de 25/05/1971


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Só bebo nos fins de semana, ou: A Tática do Avestruz

 


Nas arquibancadas do estádio do Maracanã existem balcões onde se vende cerveja durante os jogos de futebol. Reparem como lá ficam pessoas bebendo o tempo todo, de costas para o campo. Para assistir ao jogo, bastaria virar o corpo – mas não o fazem. Talvez não gostem de futebol? No entanto, afirmam categoricamente ser torcedores ardorosos de um dos times e não perderiam uma partida por nada deste mundo.

Vejamos outra cena, um dia de verão, na praia: muita gente passa o dia todo bebendo, debaixo de barracas quentíssimas, sem pegar sol ou cair na água. Apesar disso, dizem adorar uma praia, a ponto de frequentá-la todo fim de semana.

Estas situações refletem o mais constante sintoma da doença alcoolismo – a negação – e podem até ter algo de engraçado, mas constituem verdadeira tragédia para o alcoólico, que frequentemente morre negando sua enfermidade.

A experiência mostra só se recuperar aquele que for capaz de ultrapassar esta formidável barreira, ao conseguir admitir-se impotente frente ao álcool.

Ao negar sua perda de controle, o alcoólico não é mentiroso, pelo menos conscientemente, mesmo porque esta perda acontece de forma lenta e progressiva. No inicio, ainda há algum controle, com ele bebendo só nos fins de semana ou após certas horas do dia. Aos poucos, o doente vai, porém, criando um manto de fantasia, que o faz ser o primeiro a acreditar não ter problemas com álcool.

Trata-se de um mecanismo psíquico de proteção, para enfrentar a dura realidade de estar tendo comportamentos irresponsáveis.

Paradoxalmente, não consegue viver sem a bebida, mesmo reconhecendo ser, em certas ocasiões, o consumo exagerado. A explicação, para ele, está nos sérios problemas que vem enfrentando no momento; se os problemas desaparecessem, voltaria a beber controladamente.

Assim, enquanto aguarda o milagre, vai bebendo cada vez mais.

Este mecanismo de negação, que se desenvolve dentro da personalidade do individuo, não se limita apenas à afirmativa, para si e para os outros, de que não é alcoólico. È necessário também inventar uma série de desculpas, para manter uma aparente lógica nas coisas que se anda fazendo.

Este manto de fantasia, fabricado por ele mesmo, fica cada vez mais duro, mais resistente, até isolar o doente do mundo real, como se fosse uma larva do bicho-de-seda envolvida no casulo.

É claro que as coisas continuam existindo como são, o emprego, a família, os amigos, mas tudo isso torna-se a cada dia menos importante. Os mais íntimos questionam: “Por que ele faz isso conosco? Será que não gosta mais da gente?” Ou afirmam: “Se você me amasse, parava de beber!” São questões que incomodam, despertam sentimentos de remorso, culpa e autopiedade, mas não sabe resolver, por julgar impossível separar-se do companheiro álcool. Então ele nega os fatos, inventa justificativas, faz promessas as quais não consegue cumprir, tudo o que for possível para se fechar cada vez mais dentro de um outro mundo, só existente no seu delírio – mas que é só seu, seu mundo de negação.

Para conviver melhor com sua fantasia, o alcoólico passa a só frequentar lugares onde haja bastante bebida e selecionar amizades entre gente que também bebe. Se for convidado para um aniversário de criança, sabendo que só vai encontrar bolo de chocolate e Coca-Cola, recusa, dizendo não ter paciência para aguentar este tipo de festa. Mas é capaz de pegar 3 ônibus para ir a um churrasco na casa de um desconhecido. Pensa em álcool todas as horas do dia: quando será que vou poder tomar a primeira? A que horas o bar do hotel fecha? Não esquecer, os supermercados fecham aos domingos! Lá no sítio vai ter bebida? È melhor garantir, levando uma garrafa na mala!

Para melhor entender o processo, substituamos a palavra “álcool” por “azeitonas”. Quando será que vou comer a primeira azeitona hoje? Será que lá no sitio há azeitonas? É melhor garantir: levo umas latas na mala! Fica bastante estranho: qualquer pessoa que só pensasse em azeitonas seria identificada como portadora de um problema psíquico. Mas o dependente químico do álcool continua afirmando ser normal seu comportamento.

Na tarefa de continuar negando seu alcoolismo, o alcoólico tem também de aprender a ser esperto, desenvolvendo a habilidade de esconder o quanto anda bebendo. Muitas vezes para de beber dentro de casa, mas a toda hora tem de sair para comprar cigarros. Na rua, frequenta muitos botequins, evitando tomar mais que duas ou três doses no mesmo lugar, para não ser identificado como beberrão. Às vezes começa a beber em um bairro, termina em outro. Bebe no bar, antes da festa, para dar a impressão de estar bebendo pouco. Escolhe vodca, porque ouviu dizer que não dá cheiro. Anda sempre com balas e pastilhas de hortelã, para disfarçar o hálito. Enfim, esconder seu alcoolismo dos outros passa a ser procedimento de rotina, a ocupar boa parte da sua atenção.

Já para provar a si mesmo não ser alcoólico, os mecanismos de negação são outros:

• 1. Tenta beber menos quantidade, embora com a mesma frequência.

• 2. Tenta beber com menos frequência, embora a mesma quantidade.

• 3. Tenta não beber durante a semana de trabalho, mas fica contando os dias e horas que faltam para a sexta-feira chegar.

• 4. Tenta usar outras drogas para diminuir a quantidade de bebida, tomando tranquilizantes de manhã, para parar de tremer, ou anfetaminas de noite, para poder dirigir o carro.

• 5. Muda a marca ou tipo de bebida, assumindo que a anterior é que lhe fazia mal. Ilude-se trocando um litro diário de cachaça, por 5 litros de cerveja, achando que assim bebe menos álcool. Sendo rico, substitui uísque nacional, por outro importado.

• 6. Fica temporariamente em abstinência, por exemplo, quando internado, para desintoxicar, quando obrigado a tomar antibióticos ou apenas “para dar um tempo”, depois de uma consulta médica preocupante. Estes períodos de abstinência têm data marcada para acabar e seu fim é ansiosamente esperado. Quando terminam, o alcoólico acha que depois de tanto sacrifício agora ele merece tomar “uma só” e tudo começa de novo, detonado pelas poderosas forças da dependência química.

Os períodos de abstinência servem para afirmar e reforça cada vez mais a negação, embora só sejam conseguidos à custa de intenso sofrimento emocional. O objetivo é provar a si mesmo e aos outros não ser alcoólico, que domina perfeitamente a situação e para de beber quando quer. As frases clássicas são: “Na verdade, eu não preciso beber, acontece que eu realmente gosto de álcool”. Ou então: “Se você tivesse em sua vida os problemas que tenho, iria beber ainda mais do que eu”.

À medida que a doença progride, mais este manto de fantasia impede o doente de ver sua realidade. Ele muda de comportamento e atitudes, perde seus valores, cada vez mais enredado na teia da dependência. Basta ler o Livro Azul de Alcoólicos Anônimos, para ver como duas emoções básicas, orgulho e medo, tão saudáveis quando baseadas em fatos reais, podem tornar-se exasperadas e delirantes, originando as mais variadas turbulências de raiva, inveja, ciúme e ódio.

O alcoólico age ao sabor da primeira emoção descontrolada que lhe vem a cabeça e, quando as coisas não dão certo, bota a culpa nos outros ou nas situações de vida. Expectativas fantasiosas tornam-se regra e, como não se realizam, trazem frustrações, autopiedade e necessidade ainda maior de bebida.

Neste ponto, o manto da fantasia confunde-se com a carapuça da negação, dura, resistente, impenetrável pelo lado de fora, como o casulo. Porém, lá dentro, o bicho-da-seda pode encontrar forças para rompê-lo e, ao livrar-se, sair da escuridão para a luz.

Como o alcoólatra, que, vencendo a negação ao reconhecer sua impotência frente ao álcool, encontra o caminho da recuperação e da vida.

E de repente descobre que não gosta tanto assim de praia, nem de frequentar o estádio do Maracanã…

Dr. Alberto Duringer
Médico no Rio de Janeiro, Conselheiro no Conselho Estadual de Entorpecentes.
Vivência n° 19 – Janeiro/Março 1992

Fonte: Alcóolicos Anônimos

domingo, 24 de janeiro de 2016

Todos nós estamos fugindo


Jaqueline Santos


Se FUGIR fosse uma modalidade esportiva, seria a mais praticada por 99,9% da raça humana!!!
Em matéria de FUGIR do nosso passado triste e infeliz, dos problemas do presente, das incertezas do futuro e da vida difícil ou errada que levamos, somos fantásticos e altamente criativos. Fugimos de todos os modos, de variadas maneiras, mas o inevitável é que, pra onde quer que a gente fuja, nossas memórias ruins ou o nosso problema atual vai com a gente, como se fosse uma sombra a nos perseguir! Afff...
Tem gente que foge do passado, do presente e até do futuro.
São os mais variados caminhos:
Fogem através da bebida, do cigarro, das drogas...
Fogem através da prostituição, da pornografia, da traição...
Fogem comendo demais; fogem comendo de menos (e ainda vomitando tudo).
Fogem se escondendo; fogem se mostrando!
Fogem calados; fogem falando demais...
Fogem felizes da vida (só que não); fogem tristes e caem na armadilha da depressão...
Fogem procurando religiões de todos os credos; fogem procurando pessoas que possam ajudar (mas que também estão fugindo, coitadas); fogem inventando significados para suas vidas vazias!
Fogem tirando suas próprias vidas...

Eu também fujo.
Procuro (TENTO) fugir de coisas de altíssima periculosidade:
MINHA MENTE, MINHAS VONTADES, MINHA NATUREZA RUIM, EGOÍSTA E ORGULHOSA!!!!

Mas há uma esperança!
Uma luz no fim do túnel!
Descobri que há um lugar seguro para onde podemos fugir de tudo isso e ficarmos bem: A SOMBRA DO ONIPOTENTE, O CENTRO DA VONTADE DE DEUS.

SIM, DEUS!!!
O único lugar seguro, do qual podemos fugir de nós mesmos e ficarmos bem, ficarmos em paz!!!

À SOMBRA DE SUAS ASAS, NÓS PODEMOS DESCANSAR!!!!
FUJAMOS ENTÃO, PARA A PRESENÇA DE DEUS!



Porque Deus amou o mundo de uma tal maneira que DEU Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Busca ao tesouro na Índia

Moradores de Dondia em busca do tesouro

Wilma Rejane - 
http://www.atendanarocha.com

A cidade de Dondia Khera na Índia ficou em alvoroço depois que um homem hindu chamado Shoban Sarkar disse ter sonhado com um rei apontando o lugar de um tesouro escondido. Em poucos dias uma peregrinação de curiosos rumou em direção a uma fortificação do século XIX que pertenceu ao Rei Rao Ram Baksh, morto em uma guerra contra colonos britânicos.

a notícia bombástica, movimentou também o governo que já faz escavações no forte. Arqueólogos delimitaram a área onde poderia ser encontrado o tesouro e esperam que a exploração da zona não dure mais de um mês. Cabalas e rituais religiosos são feitos diariamente no lugar. Curioso é saber que do morador mais simples, até os orgãos do governo, já fazem as contas contabilizando os bilhões que entrarão em seus cofres.

Ao tomar conhecimento dessa notícia, fiquei a pensar na fragilidade humana que se deixa levar por um sonho como se este fosse infálivel e real. A possibilidade de se tornar rico e quem sabe, famoso fascina a ponto da ilusão ludribiar a razão.

Encontrando o Tesouro 

E você, o que  faria se soubesse que existe um tesouro bem pertinho,  ao seu alcance e que pode mudar toda sua vida?! "Ohh, eu iria ao encontro dessa riqueza, claro!" Então, esse Tesouro existe!



"Também, o Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem e compra aquele campo " Mt 13:44

Interessante é que precisamos cava-Lo para o alto,  com todas as nossas forças, entendimento e arrependimento.

Tesouro inegociável

O homem da parábola do Tesouro, pronunciada por Jesus, para ficar rico, poderia apenas ter vendido o tesouro, por que não o fez? Ele não buscava só riquezas, mas Salvação. Guardou o tesouro no campo, depois, comprou o campo. Dessa forma, o tesouro, estaria seguro. Se deixasse na guarda de terceiros, poderia ser roubado. O Tesouro, é o Reino de Deus. O campo, a nossa vida. Ao se desfazer de tudo quanto tinha para adquirir o campo, com o tesouro, o homem, estaria renunciando a velha criatura. Se desfazendo do velho, para alcançar o novo.

Você já encontrou esse Tesouro?! 

Em Cristo, a maior Riqueza.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

10 Razões porque me embriago


10 Razões porque me embriago

  1. Porque quero destruir a minha saúde;
  2. Porque quero fazer a minha família sofrer privações;
  3. Porque quero ser mau exemplo para os filhos e perder o respeito deles;
  4. Porque quero afastar de mim bons amigos e vizinhos;
  5. Porque quero ficar inconsistente, revolvendo-me na lama e no meu próprio vômito;
  6. Porque quero fomentar corrupção na sociedade, pervertendo seus bons costumes;
  7. Porque quero ajudar a desperdiçar o dinheiro e outros bens que serviriam para o bem-estar comum;
  8. Porque quero promover crimes, enchendo as prisões e os hospitais psiquiátricos;
  9. Porque quero ser culpado de inúmeros desastres de trânsito, de ferimentos, mortes e incontáveis desgraças;
  10. Porque quero afogar as melhores oportunidades da vida, deixando passar a felicidade da vida presente e a salvação eterna.
«Eu, alcoólatra?» Imediatamente você nega. «Eu, nunca!» Mas mesmo assim acontece que você, frequentemente bebe mais do que deveria. Muitas vezes sente um forte desejo para tomar bebidas alcoólicas.
Você pode até apresentar algumas desculpas: «Eu posso fazer o que eu quero.» «Eu bebo menos do que os outros.» «Eu sei quando devo parar.» Porém, no seu intimo, você sabe que está se expondo ao perigo. Mas, reconhecer isto, de maneira alguma, pois significaria reconhecer diante de você e dos outros, que é realmente fraco e escravo do álcool.
Infelizmente, casos como este, existem em quase todas as camadas sociais. Rejeitados e condenados são aqueles que não sabem dominar-se. Mas também, quem rejeita bebida forte é criticado por não ser uma pessoa chique, moderna, independente, inteligente e descontraída. Justamente, as promessas da bebida alcoólica, movidas pelos interesses de impérios por trás dela.
Porém, na contramão desta proposta o que vemos é um inegável prejuízo: Jovens são expulsos da escola ou da universidade por causa do excesso de bebidas.
Trabalhadores e profissionais excelentes são demitidos dos seus empregos por beberem demais. Funcionários públicos são afastados da carreira por terem caído no alcoolismo. Pais, antes devotos provedores do seu lar, depois de frequentar bebedeiras, transformaram-se em indivíduos irresponsáveis, temidos e desprezados por suas próprias famílias. Mães dedicadas ao lar, através do vicio do álcool, transformaram-se em almas viventes, indignas dos seus próprios filhos. Nos hospitais encontramos pessoas que provavelmente, jamais recuperarão a saúde por terem ingerido grandes doses de álcool, contraindo a cirrose no fígado. As prisões estão cheias de homens e mulheres, que ao invés de serem pessoas úteis na sociedade, estão pagando por crimes cometidos sob a influência da embriaguez, por exemplo: acidentes de trânsito, assassinatos, violência, tráfico de drogas, crimes, etc.
O álcool não tem que ser seu destino! Você não pode ignorar os fatos reais. Você não pode resolver o problema do alcoolismo sozinho. Mas por outro lado, a má companhia é uma escolha ainda pior. Aproxime-se de ambientes saudáveis e de cristãos verdadeiros, peça-lhes que o ajudem em oração para você se libertar deste vício escravizador e degradante.
Seja forte, corajoso e deixe de entristecer sua família e a todos que lhe amam. Não jogue fora a sua felicidade! Juntamente com pessoas leais você poderá desfrutar da amizade com Jesus Cristo. Confesse a Ele sua fraqueza, invoque o Seu nome com fé e confie n’Ele. Assim, você
será salvo e liberto, pois Ele mesmo prometeu:
«Pois os bêbados?... se empobrecerão.» (Bíblia, Provérbios, cap. 23, vers. 21)
«Ái dos que se levantam cedo para embebedar-se e para se esquentarem com o vinho até a noite.» (Bíblia, Isaías, cap. 5. vers. 11).
«Portanto, se o Filho (Jesus) os libertar, vocês de fato serão livres.» (Bíblia, Evangelho de João, cap. 8, versículo 36)
«...?nem alcoólatras?... herdarão o Reino de Deus.» (Bíblia, 1 Coríntios, cap. 6, vers. 10).
A Bíblia, a Palavra de Deus adverte:

«Não erreis, Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.» (Bíblia, Gálatas, cap. 6, vers. 79).

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Porque eu não sou feliz?



“A razão pela qual essa tentativa (de descobrir a felicidade em outra coisa que não Deus) não pode ser bem-sucedida é a seguinte: Deus nos criou como um homem inventa uma máquina. Um carro é feito para ser movido a combustível. Deus concebeu a máquina humana para ser movida por Ele mesmo... Deus não pode nos dar uma vida de paz e uma felicidade distintas Dele mesmo,  porque fora Dele elas não se encontram. Tal coisa não existe.”

C.S.Lewis, in Cristianismo Puro e Simples

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rindo de Deus


 

Tradução da música Laughing With, da cantora Regina Spektor

 

Rindo Com

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém está rindo de Deus quando está morrendo de fome, congelando ou muito pobre.

 

Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames rotineiros

Ninguém está rindo de Deus, quando já é muito tarde

E é a sua criança que não voltou da festa ainda

Ninguém ri de Deus quando o avião começa a tremer incontrolavelmente

Ninguém ri de Deus quando veem que a pessoa que eles amam

Está lado a lado com outra pessoa e eles esperam estar enganados

 

Ninguém ri de Deus quando a polícia bate à sua porta

E eles dizem: tenho más notícias, senhor.

Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação.

 

Mas Deus pode ser engraçado

Em um coquetel quando você ouve uma tremenda piada sobre Ele

Ou quando os loucos dizem que Ele nos odeia

E eles estão com o rosto tão vermelho que você acha que eles vão engasgar

 

Deus pode ser engraçado

Quando dizem que Ele pode te dar muito dinheiro se você orar do jeito certo

E quando Ele parece um gênio que faz mágica como o Houdini

Ou concede desejos como o Grilo Falante e o Papai Noel

Deus pode ser tão hilário!

Ha ha

Ha ha

 

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém está rindo de Deus quando perde tudo o que tem

E não sabe pra quê

 

Ninguém ri de Deus no dia em que eles notam que estão vendo a última coisa que vão ver

É um par odioso de olhos.

Ninguém está rindo de Deus quando dizem "adeus".

 

Mas Deus pode ser engraçado

Em um coquetel quando você ouve uma tremenda piada sobre Ele

Ou quando os loucos dizem que Ele nos odeia

E eles estão com o rosto tão vermelho que você acha que eles vão engasgar

 

Deus pode ser engraçado

Quando dizem que Ele pode te dar muito dinheiro se você orar do jeito certo

E quando Ele parece um gênio que faz mágica como o Houdini

Ou concede desejos como o Grilo Falante e o Papai Noel

Deus pode ser tão hilário!

 

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

 

Ninguém está rindo de Deus quando está morrendo de fome, congelando ou muito pobre.

 

Ninguém está rindo de Deus

Ninguém está rindo de Deus

Ninguém está rindo de Deus

Ninguém está rindo de Deus

Nós todos estamos rindo com Deus.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

O que realmente importa


Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?… —Mateus16:26

Vários anos atrás um amigo meu visitou uma exposição de relíquias da viagem do Titanic, de triste memória. Os visitantes da exposição receberam uma réplica do bilhete de viagem com o nome de um dos passageiros ou de membros da tripulação, que décadas antes, tinham embarcado para a viagem de suas vidas. Após o grupo de turistas andar pela exposição observando jogos de talheres de prata e outras peças de arte, o passeio acabou com uma virada inesquecível.
Num grande quadro estavam os nomes de todos os passageiros, incluindo sua posição social — primeira classe, segunda classe, tripulação. Enquanto meu amigo procurava o nome da pessoa cujo bilhete ele estava segurando, percebeu que havia uma linha no quadro dividindo os nomes. Acima da linha estavam os nomes dos que foram salvos e abaixo da linha os nomes dos que estavam perdidos.
O paralelo com a nossa vida na terra é intenso. Na verdade, é indiferente como o mundo classifica nossa posição social. O único fato que realmente importa é se você está “salvo” ou “perdido” . Como disse Jesus: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?…” (Mateus 16:26). Talvez você já creu em Jesus Cristo para sua salvação. E os seus companheiros de viagem? Ao invés de avaliá-los por sua aparência exterior, converse com eles sobre o seu destino final.
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À luz da eternidade, o que a pessoa crê é bem mais importante do que aquilo que conquista.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Onde Estás, Felicidade? Poema de Myrtes Mathias


Onde Estás, Felicidade?

Naqueles tempos primeiros,
uma história aconteceu
que ninguém pode esquecer:
era certo jovem louco
que a mulher do seu amor
um descuido fez perder.

Quando ela se foi,
deixando um estranho rastro,
da triste cor da saudade,
através da eternidade o seu grito
se perdeu:
- Não te vás, Felicidade!...
Era este o nome dela, daquela que lhe fugia:
Felicidade-Alegria-da-Paz-Que-o-Mundo-Não-Dá.
Desde então, numa descida pelo declive da História,
pelos vales, pelas serras, o infeliz repetia,
trêmulo de ansiedade:
- Onde estás, Felicidade?
Mas só o eco respondia:
- Dade, dade, dade...

- Guarda bem o teu dinheiro,
ajunta grande tesouro.
A mulher que tu perdeste,
só se entrega a quem tem ouro.
E o pobre abandonado, dia e noite, noite e dia,
de moeda em moeda, grande tesouro ajuntou.
E parece até que, um dia, do ouro, na claridade,
viu passar sua querida – a bela Felicidade.
Mas, quando estendeu os braços,
só o ar ele abraçou, e só o eco, pobre amigo,
ao seu grito – Onde estás, Felicidade? –
respondeu, com piedade:
- Dade, dade, dade...

- Estuda, pesquisa, domina toda a ciência,
torna-te uma celebridade.
Dia e noite, noite e dia, sobre livros e tratados,
dentro de laboratórios, o pobre se confinou.
E quando a sociedade, após anos de renúncia,
grande prêmio lhe outorgou,
pode ver perto de si a sua bela passar.
Mas, com um sorriso de piedade,
só o eco o ajudou quando, chorando, indagou:
- Onde estás, Felicidade?
- Dade, dade, dade...

- Arrebata multidões com teu talento e valor,
sem demora será tua a mulher de teu amor.
Sob as luzes da ribalta, entre aplauso e adoração,
quase chegou a sentir a mulher do seu desejo
ao alcance de sua mão.
Mas, quando o pano caiu e a solidão voltou,
outra vez sua pobre alma de angústia transbordou.
E só o eco repetiu o seu grito de saudade:
- Dade, dade, dade...

E assim buscou riqueza, saúde, glória, saber,
sem nunca nos braços ter
a sua meiga tão bela.
Contrito, reconhecendo a sua limitação,
tudo quanto possuía colocou sobre o altar
do Senhor da criação:
- Ó tu, que decides tudo,
devolve-me ao coração
aquela que meu pecado para sempre me roubou.

Só então, no céu de cinza,
fez-se doce claridade,
como a que ele conhecera, no passado,
num jardim.
E ele pôde ouvir, enfim:
- Eis-me aqui para ser tua.
Nem mesmo a própria morte de ti me separará:
eu sou a Felicidade, que tu perdeste um dia,
eu sou a tua Alegria-da-Paz-Que-o-Mundo-Não-Dá.
Até o eco repetia:
- Nada nos separará.
Deus me comprou com a sua vida,
sou a tua prometida
Felicidade- Alegria-da-Paz-Que-o-Mundo-Não-Dá.

Myrtes Mathias
No livro Encontro Marcado (JUERP)
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