...faz um mês que morreu a minha avó Beatriz, tinha 89 anos, moreu com cancro, a doença deste século.
Custou-me, mas sei que ela não sofreu, porque nos ultimos dias estava medicada e acompanhada de profissionais excelentes, daqueles que normalmente se formam em Portugal mas emigram, mas a minha avó teve sorte, estava num hospital público cheio de condições dignas, com pessoas amorosas e muito proffisionais.
Desde os 7 anos, em que morreu o meu avô Manel que não tinha tido nenhuma perda tão próxima, uma sorte que do alto dos meus 35 anos e meio nunca mais vou ter...a partir de agora com a idade a aumentar para todos os que me são próximos é normal que estas perdas sejam cada vez mais frequentes! Custa muito, principalmente ver o sofrimento do meu pai ao perder a mãe...
Não era a avó a que estava mais ligada, essa ainda por cá anda, mas ainda hoje me custa a acreditar que a minha avó morreu...
O Diogo já perguntou por ela várias vezes, expliquei-lhe que estava no hospital, que era muito velhinha e um dia enchi-me de coragem e expliquei-lhe que morreu. Ele aceitou, acho que não percebeu muito bem, mas não perguntou mais por ela.
Quanto ao meu avô, que estava ao lado dela há mais de 65 anos não sei como vai reagir, não sei como vai resistir à solidão...não sei...