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terça-feira, novembro 18, 2008




Se eu definisse o tempo como um rio,
a comparação levar-me-ia a tirar-te
de dentro da sua água, e a inventar-te
uma casa. Poria uma escada encostada
à parede, e sentar-te-ias num dos seus
degraus, lendo o livro da vida. Dir-te-ia:
«Não te apresses: também a água deste
rio é vagarosa, como o tempo que os
teus dedos suspendem, antes de virar
cada página.» Passam as nuvens no céu;
nascem e morrem as flores do campo;
partem e regressam as aves; e tu lês
o livro, como se o tempo tivesse parado,
e o rio não corresse pelos teus olhos.


sábado, maio 20, 2006




Um compasso de espera
tão longo e musical
por estrelas destas a tocar-me o rosto

E aprender a aceitá-las,
e eu ser um céu imenso onde elas se pudessem passear,
encontrar uma casa,
um pequeno silêncio
de folhas,
e poeiras, e cometas.

Na desordem mais cósmica
das coisas,
organizar inteiro:
o coração.

Porque, a tocar-me o rosto,
o tempo das estrelas
será sempre,
mesmo que tombem astros,
ou outras dimensões se lancem
em vazio,
ou raízes de luz se precipitem
do nada mais atónito.

Terá valido tudo
a desordem do Sol,
terá valido tudo
este lugar incandescente
e azul.

Porque, a tocar-me o rosto,
agora,
e em silêncio tão terreno:
paraíso de fogo:
estas estrelas

transportadas em luz
nas tuas mãos


Ana Luísa Amaral

Tim Cook