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domingo, janeiro 06, 2008

os fumadores morrem prematuramente # 6


Groucho Marx morre aos 86 anos, vítima de pneumonia.
foto de Philippe Halsman / Magnum Photos

os fumadores morrem prematuramente # 5


Alfred Hitchcock. Morre aos 80 anos, de insuficiência renal.*
* nem cancro, nem enfarte, nem nada...que decepção.
foto de Phillipe Halsman / Magnum Photos

os fumadores morrem prematuramente # 4


Sir Winston Churchill, estadista, historiador, escritor (Premio Nobel de Literatura em 1953) e orador británico. Ao contrário do seu tristemente célebre adversário do bigodinho ridículo (abstémio, vegetariano, não fumador e grande ideólogo da supremacia sanitária e da pureza de uma raça superior) Churchill manteve a sua reputação de bon vivant, adepto dos seus charutos e apreciador de whisky.
Morre aos 90 anos, vítima de complicações cardíacas e cerebro-vasculares.

os fumadores morrem prematuramente # 3



Francis Albert Sinatra, a.k.a The Voice.
Ao que parece, o tabaco não diminuiu os seus recursos vocais, nomeadamente a sua habilidade em criar uma longa e fluente linha musical sem pausas para respiração. Com actuações públicas até aos 80 anos; morre aos 82, vítima de ataque cardíaco.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

os fumadores morrem prematuramente # 2


Sigmund Freud, uma vítima do tabagismo. Morre aos 93 anos, de cancro na mandíbula.

os fumadores morrem prematuramente # 1


Fidel Castro, 80 anos, still alive and kicking.
foto NY Times, 1959

segunda-feira, dezembro 31, 2007

uma baforada e feliz ano novo


“Disclaimer” nº 1: fumo tabaco (não sou fumador, pois isso não é uma identidade). “Disclaimer” nº 2: concordo com leis de defesa das pessoas (incluindo “fumadores”) que não fumam e com a proibição de fumar em espaços públicos fechados.

Posto isto, o que me preocupa é a vaga cultural que aí vem, à semelhança do que aconteceu, por exemplo, nos EUA - o tsunami fundamentalista e virtuoso. É uma vaga em que se mistura o fundamentalismo de origem religiosa sobre o corpo como templo de Deus com o fundamentalismo higienista da eugenia do século XX e com o fundamentalismo da imortalidade, da saúde, do health club, da dieta e da ortorexia do século XXI. A partir de 1 de Janeiro vou ser como aqueles homens que eram acusados de servir o diabo por consumirem álcool e os herdeiros contemporâneos das militantes evangélicas da lei seca norte-americana vão crucificar-me. Porque a verdadeira e mais profunda convicção dessa gente é a de que a lei antitabágica é amendoins – nada menos do que a ilegalização do tabaco, a medicalização e a criminalização dos fumadores as satisfaria. Porque para elas, sim, há uma espécie, a dos fumadores. Espécie inferior ou, no mínimo, raça degenerada, à espera de ser resgatada do seu ínvio comportamento ou punida pela sua recusa primitiva em ascender à civilização. A partir de 1 de Janeiro serei um drogado, um junkie, uma pessoa sem força de vontade, um fraco, um untermensch, um pedaço de lixo, um peso para a sociedade, alguém que vai consumir em contas hospitalares os impostos pagos pelos outros (é claro que este “argumento” deliciosamente irracional nunca refere os impostos que eu pago – e bem e de bom grado – pelos abortos de pessoas com quem nem o sexo partilho, ou pelo tratamento da diabetes de comedores compulsivos de doces). A partir de 1 de Janeiro eu terei uma falha moral, serei uma pessoa suja, decadente, nojenta, atentatória do bem-estar da nação, anti social, em suma: . O mal terá tomado conta de mim, e o mal que passará a habitar em mim é um mal perigoso, que poderá contagiar os outros e contribuir para a decadência generalizada da sociedade. Será um mal a extirpar, mais tarde ou mais cedo. Não serei uma pessoa com comportamentos de risco, serei membro de um grupo de risco, um sidoso. E esse problema não será só meu, será dos outros, dos virtuosos (os sidosos da virtude?), porque o virtuoso não quer o bem do outro, quer é não ter que o ver, quer é que ele não seja. A partir de 1 de Janeiro serei o exemplo negativo a mostrar às crianças, o pária, o andrajoso, o papão, o judeu salivante esperando à esquina por inocentes violáveis, serei pior do que um “paneleiro”. Deu-lhes para aqui, talvez por simetria com a - de facto - execrável indústria tabaqueira. Foram o fumo e o tabaco como poderia ter sido qualquer outra coisa. Já foi o álcool, já foi o sexo, amanhã será outra coisa. Mas a partir de 1 de Janeiro, a moral cristã, a moral do estado-nação e a moral médica partilharão a cama das mentes virtuosas, para quem o verdadeiro problema não é – e nunca foi – garantir um equilíbrio de liberdades, garantir o seu direito a estarem em espaços sem fumo. Mentes para quem o verdadeiro problema é estarem rodeadas de sujos imorais. Gente que para lá da absoluta legitimidade de pedir para que não se fume em suas casas ou muito perto delas, não deixará de azucrinar com conversa antitabágica onde e quando quer que seja.

Gente com quem não terei o mais pequeno interesse em aguentar cinco minutos sequer de conversa num ambiente utópica, laboratorial e celestialmente limpo, temperado pela poluição dos seus queridos e smoke-free automóveis promotores de status para parolos. À vossa, padres-polícias-pneumologistas, uma baforada e um feliz ano novo.



Miguel Vale de Almeida

foto daqui

sexta-feira, agosto 10, 2007

- O tabaco mata, está aqui escrito. Sabe como se chama a isto? Publicidade enganosa. Um tipo compra um maço de tabaco, para se matar, naturalmente, vai para casa, fuma os cigarros todos e o que acontece? Continua vivo. Com sorte morre vinte ou trinta anos depois. Imagine que você compra um produto para clarear os dentes, e que a publicidade a esse produto assegure isso mesmo, que o tal produto clareia os dentes. Você utiliza o produto e não acontece nada. E só então lhe explicam que para ficar com os dentes de um branco impecável vai ter de usar o produto todos os dias durante vinte ou trinta anos. Estaria certo, isso? Não, porra, não estaria certo. Pois olhe, é a mesma coisa com o tabaco.
José Eduardo Agualusa

sexta-feira, abril 20, 2007

smoking # 4

alexander rodchenko - stepanova

domingo, abril 15, 2007

smoking # 3

Joseph Szabo - Priscilla

quinta-feira, abril 12, 2007

smoking # 2


sábado, março 31, 2007

smoking # 1

Sally Man - Candy Cigarette