Mostrar mensagens com a etiqueta birdwatching. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta birdwatching. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, outubro 30, 2008

imagens de outono no meu quintal

Os frutos amadurecem, as folhas mudam de côr, as aves procuram outras paragens.


liquidâmbar

romãzeira

cegonha

sábado, agosto 09, 2008

fly me to the moon






the birds



























cenário hitchckokiano com gaivotas
costa da caparica

quinta-feira, maio 29, 2008

birdwatching


andorinhas, palmela

gaivota, boca do inferno

corvos, palmela

quarta-feira, março 12, 2008

a poesia ainda espera quem a saiba desenterrar *

Estorninhos, um bando deles no céu
de Lisboa, forma informe contra a
luz exígua do crepúsculo. Eu vejo-os
no seu voo colectivo, como um corpo
que dança e se agita, etéreo. Abro a janela,
ponho a cabeça de fora, pasmo face a tanta
beleza. Atrás de mim, alguém buzina. O
carro da frente avançou uns quantos metros,
o trânsito da tarde segue o seu martírio lento.
É então que reparo nos outros condutores.
Olhos em frente, mãos hirtas no volante,
o rádio vomitando promessas publicitárias.
Ninguém vê os estorninhos, ninguém vê
os reflexos nas águas lisas do rio, ninguém
ergue os olhos para as nuvens vermelhas
lá longe, sobre o horizonte marinho.
Olho para a outra faixa: faróis acesos,
escapes fumegantes, a mesma indiferença.
Estou no meio de um engarrafamento,
a olhar para os estorninhos, imaginando
um poema em que cada verso seria
como cada um daqueles pássaros,
uma nuvem de pontos escuros
a pairar (com a cidade por baixo).

Um poema do José Mário Silva
que me fez recordar este episódio que há uns tempos aqui relatei.

sábado, janeiro 12, 2008

segunda-feira, janeiro 07, 2008

a room with a view


ontem, da janela do meu quarto.

sexta-feira, outubro 12, 2007


Tinha saído tarde do trabalho e, parada no trânsito, ainda praguejava mentalmente contra quem, por mera falta de respeito, me tinha feito perder tantas horas inúteis. Ao descer a Alameda da Universidade, o chilrear de pássaros fez-me erguer os olhos para ver os habituais pardalitos que ao entardecer esvoaçam em torno das árvores, em grande azáfama. Foi quando reparei numas aves de maior porte que, cruzando os ares, enchiam o céu de manchas esverdeadas, pousando nos ramos dos enormes eucaliptos que ladeiam a alameda. Janela do carro aberta e eu já esquecida das minhas fúrias, deslumbrada com as dezenas de pequenos papagaios que me sobrevoavam, quase grata pela fila de carros parados à minha frente que me permitiam apreciar o inesperado espectáculo. Finalmente segui caminho, cheia de curiosidade sobre a presença destes bandos papagaios nos céus de Lisboa.

A máquina fotográfica vai voltar a andar comigo no carro. Se a ocasião se repetir, não quero perder a oportunidade de registar o momento.