finalmente consegui fotografar um elemento do bando de papagaios que pernoitam nos eucaliptos da cidade universitária.
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quarta-feira, dezembro 03, 2008
a prova documental
finalmente consegui fotografar um elemento do bando de papagaios que pernoitam nos eucaliptos da cidade universitária.
quinta-feira, outubro 30, 2008
imagens de outono no meu quintal
sábado, agosto 09, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
a poesia ainda espera quem a saiba desenterrar *
Estorninhos, um bando deles no céu
de Lisboa, forma informe contra a
luz exígua do crepúsculo. Eu vejo-os
no seu voo colectivo, como um corpo
que dança e se agita, etéreo. Abro a janela,
ponho a cabeça de fora, pasmo face a tanta
beleza. Atrás de mim, alguém buzina. O
carro da frente avançou uns quantos metros,
o trânsito da tarde segue o seu martírio lento.
É então que reparo nos outros condutores.
Olhos em frente, mãos hirtas no volante,
o rádio vomitando promessas publicitárias.
Ninguém vê os estorninhos, ninguém vê
os reflexos nas águas lisas do rio, ninguém
ergue os olhos para as nuvens vermelhas
lá longe, sobre o horizonte marinho.
Olho para a outra faixa: faróis acesos,
escapes fumegantes, a mesma indiferença.
Estou no meio de um engarrafamento,
a olhar para os estorninhos, imaginando
um poema em que cada verso seria
como cada um daqueles pássaros,
uma nuvem de pontos escuros
a pairar (com a cidade por baixo).
Um poema do José Mário Silva
que me fez recordar este episódio que há uns tempos aqui relatei.
de Lisboa, forma informe contra a
luz exígua do crepúsculo. Eu vejo-os
no seu voo colectivo, como um corpo
que dança e se agita, etéreo. Abro a janela,
ponho a cabeça de fora, pasmo face a tanta
beleza. Atrás de mim, alguém buzina. O
carro da frente avançou uns quantos metros,
o trânsito da tarde segue o seu martírio lento.
É então que reparo nos outros condutores.
Olhos em frente, mãos hirtas no volante,
o rádio vomitando promessas publicitárias.
Ninguém vê os estorninhos, ninguém vê
os reflexos nas águas lisas do rio, ninguém
ergue os olhos para as nuvens vermelhas
lá longe, sobre o horizonte marinho.
Olho para a outra faixa: faróis acesos,
escapes fumegantes, a mesma indiferença.
Estou no meio de um engarrafamento,
a olhar para os estorninhos, imaginando
um poema em que cada verso seria
como cada um daqueles pássaros,
uma nuvem de pontos escuros
a pairar (com a cidade por baixo).
Um poema do José Mário Silva
que me fez recordar este episódio que há uns tempos aqui relatei.
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sábado, janeiro 12, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
sexta-feira, outubro 12, 2007
Tinha saído tarde do trabalho e, parada no trânsito, ainda praguejava mentalmente contra quem, por mera falta de respeito, me tinha feito perder tantas horas inúteis. Ao descer a Alameda da Universidade, o chilrear de pássaros fez-me erguer os olhos para ver os habituais pardalitos que ao entardecer esvoaçam em torno das árvores, em grande azáfama. Foi quando reparei numas aves de maior porte que, cruzando os ares, enchiam o céu de manchas esverdeadas, pousando nos ramos dos enormes eucaliptos que ladeiam a alameda. Janela do carro aberta e eu já esquecida das minhas fúrias, deslumbrada com as dezenas de pequenos papagaios que me sobrevoavam, quase grata pela fila de carros parados à minha frente que me permitiam apreciar o inesperado espectáculo. Finalmente segui caminho, cheia de curiosidade sobre a presença destes bandos papagaios nos céus de Lisboa.
A máquina fotográfica vai voltar a andar comigo no carro. Se a ocasião se repetir, não quero perder a oportunidade de registar o momento.
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