Trilha sonora do espetáculo teatral homônimo, esse LP marcou (e marca) diversas gerações de famílias inteiras, crianças e adultos. História baseada em conto dos Irmãos Grimm, tem a tradução do texto original de Sérgio Bardotti realizada por Chico Buarque e a música é de autoria de Luiz Enriquez. Embora não tenha sobrado muito do encarte por aqui, seguem nessa postagem também o livreto com fotos da peça e uma publicação de partituras simplificadas, transcritas pelo Maestro Léo Peracchi.
1 - Abertura 4º Ballet Marco Antônio Guimarães 2 - Dança das madeiras Marco Antônio Guimarães 3 - Dança Pizzicato Marco Antônio Guimarães 4 - Intermezzo 1 Marco Antônio Guimarães 5 - Dança Tutti Marco Antônio Guimarães 6 - Temas e variações para cordas Marco Antônio Guimarães 7 - Dança 2+2+2+3 Marco Antônio Guimarães 8 - Dança B - Gregoriano Marco Antônio Guimarães 9 - Dança 3 - Colagem Marco Antônio Guimarães 10 - Dança Bach/Vivaldi Marco Antônio Guimarães 11 - Intermezzo 2 Marco Antônio Guimarães 12 - Onze - Versão Sinfônica Marco Antônio Guimarães
Músicos
Marco Antônio Guimarães - Orquestra Filarmônica de Minas Gerais - Fábio Mechetti - Paulo Sérgio dos Santos - Décio de Souza Ramos Filho - Artur Andrés Ribeiro
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O Grupo Corpo é uma companhia de dança contemporânea mineira, de Belo Horizonte, reconhecida internacionalmente. Foi fundada em 1975 por Paulo Pederneiras (diretor-geral), Rodrigo Pederneiras (inicialmente bailarino e depois coreógrafo), Míriam Pederneiras, Marisa Pederneiras (inicialmente bailarinas). O primeiro sucesso foi a coreografia Maria Maria, à partir da música de Milton Nascimento, com roteiro de Fernando Brant e coreografia de Oscar Araiz.
Aqui temos a trilha Marco Antônio Guimarães, reconhecido músico das produções do GrupoUakti. Encomenda para os 40 anos de existência do Grupo Corpo, as faixas nos brindam com composições que revisitam originalmente Bach, Vivaldi e o Uakti.
Não assisti à novela, mas os indicadores de qualidade são portentosos. Quatro composições de Victor Assis Brasil?! Pérolas de Rita Lee e Luli e Lucina exclusivas, além do clássico de um Cassiano para embalar personagens de Jorge Andrade, um dos maiores dramaturgos brasileiros, responsável pela incursão do teatro moderno no Brasil com peças como "Vereda da Salvação" e "As confrarias" (em minha opinião, anos luz à frente de Nelson Rodrigues). É muito luxo para uma novela só.
Passion é a trilha sonora de Peter Gabriel - em dois LP's - para o filme de Martin Scorcese, o fabuloso "A Última Tentação de Cristo". A trilha funciona tanto como amplificação para o conto bíblico de Scorsese, quanto uma oportunidade para Gabriel subverter a indústria do rock e, mais uma vez, experimentar alguns ritmos e estilos diferentes.
As 21 faixas remontam às cenas de "A Última Tentação", elas atestam a amplitude de interesses de Gabriel, bem como seus talentos. Passion é um álbum raro, difícil de se enquadrar em estilos. Gabriel trabalha com seus colaboradores habituais (entre eles David Rhodes e Shankar, David Sancious e Youssou N'Dour), muitas das músicas são releituras da música armênia, egípcia e motivos curdos. Há a acomodação de melodias e ritmos cruzados, com um contexto ocidental. O LP Passion não tocou no rádio, sua sensibilidade saltará ao ouvi-lo.
Intérprete: Ruy Maurity 13 - Fogo sobre terra Vinícius de Moraes - Toquinho
Intérpretes: Quarteto em Cy e MPB 4
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Trilha sonora de uma novela da Rede de TV Globo, ainda em processo de disputa pela hegemonia que se consolidou posteriormente, naquele período um franco aparelho ideológico da ditadura civil militar, eis aqui uma play list (como se diz hoje) curiosa, sob a direção musical de Eustáquio Sena e João Melo. Curiosa por quê? Primeiro motivo: pela majoritariedade das composições serem de autoria da dupla Toquinho e Vinícius. Segundo: pela versão da famosa canção de Toquinho, de nome "Aquarela", aparecer aqui com outra letra e nome, "Uma rosa em minha mão". Terceiro: por trazer uma faixa instrumental, interpretada por Toquinho e de autoria exclusiva de Vinícius, mais notabilizado por sua poesia e letras. Quarto: por pelo registro estreante de Djavan.
Infelizmente, LPs desse tipo não traziam mais informações sobre as faixas, tais como os músicos que participaram das gravações e arranjos. De todo modo, trata-se de uma trilha de muita qualidade, sobretudo quando comparamos às das novelas da atualidade.
3 - Me Diz o Que Eu Faço Agora 4 - Maria e o Pato 5 - Somos só Sonho 6 - Jingle do Boneco 7 - Inferno e Céu 8 - Balada dos Três Palitos 9 - Meu Coração está a Venda
10 - Aqui Jaz 11 - Realejo dos Bêbados 12 - Não Há de Morrer 13 - Ingrata 14 - Sobre a Mesa 15 - Mis Besos 16 - Respire Fundo 17 - Espalhar Nosso Canto 18 - É Pelos Sonhos Que Vamos 19 - O Tempo Levou 20 - Sem Precisar Morrer 21 - Coro do Povo 1 22 - Meu Cravo, Meu Diamante 23 - Coro do Povo 2 24 - O Horror Que Nego 25 - Coro dos Soldados 26 - Soldados da Limpeza 27 - Coro dos Refugiados 28 - Coro dos Executivos 29 - Vinagre Não se Torna Vinho 30 - A Guerra é 31 - Até Gastar a Dor 32 - Sim ou Não? 33 - Meu Porto, Meu Abrigo 34 - Tem Medo Não, Meu Gatinho 35 - Cuidado, Maria 36 - Eu Quero Dar de Lado 37 - Fica a Saudade 38 - Cuidado, Maria 2 39 - Perdão, Maria 40 - A Cidade Será Limpa 41 - O Desertor 42 - O Amor Há de Ser Guia 43 - Saudade 44 - Trova de Maria (Rosicler)
Músicos
Tim Rescala - Marcus Ferrer - Henrique Cazes - Alain Pierre - Lenora Pinto Mendes - Silvia Braga - Marcelo Braga - Alexandre Cabide - Emersos Ribeiro - Élcio Cáfaro - Joca Moraes - Rodolfo Cardoso - Rodrigo Foti - David Ganc - Rui Alvim - Jorge Postel Pavisic - Daniel Garcia - Philip Doyle - Nelson Oliveira - Jessé Sadoc - Lulu Pereira - Ana Oliveira - Nayran Pessanha - Fernando Bru - Mauro Rufino - Mariana Salles - David Chew
Coros
Letícia Sabatella - Janaína Prado - Fernanda Vianna - Rosa Marya Colin- Denise Cabral - Inês Peixoto - Juliana Carneiro da Cunha - João Sabiá - Leandro Castilho - Daniel de Oliveira - Tadeu Melo - Osmar Prado - Ricardo Blat - Charles Fricks - André Valli - Rodolfo Vaz
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Hoje é Dia de Maria é uma premiada minissérie televisiva, dirigida por Luiz Fernando Carvalho foi inspirada em elementos míticos da cultura popular presentes em contos recolhidos por Câmara Cascudo, Mário de Andrade e Sílvio Romero, para contar a saga de Maria. Foi levada ao ar em 2005.
"Na primeira jornada, composta por oito capítulos, Mariazinha, ainda menina, perde a mãe e vive entre as maldades da madrasta e as bebedeiras do pai. Protegida por Nossa Senhora, ela resolve fugir de casa e da perseguição e enfrenta as artimanhas do demônio, Asmodeu, o senhor dos descaminhos, em suas múltiplas facetas. Apesar da árdua travessia, Maria não desiste de buscar seu caminho em direção às franjas do mar, seu grande sonho.
A segunda jornada, com cinco capítulos, se inicia com a pequena Maria diante da imensidão do oceano. Maria é sugada pelas ondas e chega ao mundo da primeira vez. Na cidade, Maria descobre a violência, o consumismo, a exploração de menores, a opressão feminina, as leis de mercado, a ganância e a guerra, tendo como alento apenas a proteção de um nobre cavaleiro andante, Dom Chico Chicote, defensor da poesia e da justiça, que lhe ensina: “É pelos sonhos que vamos." (Fonte)
Aqui temos a trilha sonora da segunda jornada, cujas composições e direção de Tim Rescala, em parceria com Luis Alberto de Abreu e Luiz Fernando Carvalho, atravessam a música popular tradicional, passando pelo rock e a música erudita. O canto empreendido pelo elenco nos remete aos momentos da rica saga da pequena Maria, ora é distanciado criticamente da ação, ora ilustrando-a com a tarefa de contar a história..
"Há um momento em que o texto silencia para dar lugar ao canto. A representação e o drama transmutam-se em rito e lírica a verticalizar o espectador. Ao introduzir-se na peça, a música captura a palavra do texto e a faz girar como uma broca, afilando-se para dentro da terra e para dentro do céu. Aí fixado, esse eixo gira o mundo e dispõe nossas almas em uníssono, num redemoinho que concentra a vida e a projeta no êxtase da voz para o universo os deuses e o silêncio do futuro que nos escuta. Ao instalar-se o teatro, na rua ou no palco, o Coro já convida à comunhão entre os atores e a platéia, cuidando de renová-lo, através da música, por todo o espetáculo. O bumbo, o violão, a gaita, a flauta, o sax, o acordeão e o canto imantam as falas, a luz, o figurino e o cenário até fazê-los saltar do palco e ressoar na geometria interior dos ecos de seu público. Quando a cena final se desmancha e o Coro se vai, é através desses hinos que o teatro resiste no nosso imaginário, a invocar não só as cenas vistas como aquelas em que, num lampejo, prometemo-nos viver.
O Galpão não é um grupo musical. Faz teatro e é para prolongar esse teatro que ele produz este disco: nas suas músicas repercute o espetáculo visto e que não mais se repetirá. Ao ouvi-las o espectador modula as falas, refaz o cenário, intensifica a luz marca os gestos, recompõe os figurinos. Enfim, ele se dá em papel, passa a contracenar com o mundo e a dirigir a peça da vida que lhe cumpre encenar. Eis, em tuas mãos, o último instrumento do Coro: um sino, cujas badaladas criam em torno de si o redemoinho de acordes pelos quais se procura compassar a vida afora.
Por ele, este disco, o teatro do Galpão resiste e se entrega a ti. Aproveita-o: Romeu, Julieta e Cristo estarão, sempre a te ouvir." Cacá Brandão, no encarte do CD.
Em 1992 assisti o espetáculo"Romeu e Julieta" apresentado na praça da Sé, em São Paulo, e depois no palco do Teatro Municipal. Foi uma grande surpresa! Depois em 1994 assisti ao "A rua da amargura", mesmo sendo ateu, emocionei-me com a paixão da personagem, principalmente pelo empenho de homens e mulheres, que no palco descortinaram, através do trabalho, o seu exemplo de fé pela vida e pelo teatro.
As histórias são conhecidas e mesmo que você não tenha assistido essas montagens do Galpão poderá acompanhar a trama através das canções populares. Mas cuidado, eu sei de gente que chora desde 1993 quando ouve essas músicas. Prepare seu coração! Pra saber do grupo: Aqui!
1 - Central do Brasil Antônio Pinto 2 - O trem Antônio Pinto 3 - Toada e desafio Capiba 4 - Sai, pirralho Jaques Morelenbau 5 - Saída de trem Antônio Pinto 6 - Atropelamento Antônio Pinto 7 - Central Antônio Pinto 8 - Insônia Jaques Morelenbaum 9 - Toada e desafio (caminhão) Capiba 10 - Conversa Antônio Pinto 11 - Despedida Antônio Pinto 12 - Toada e desafio (casa de Jesus) Capiba 13 - Matinal Antônio Pinto - Jaques Morelenbaum 14 - Toada e desafio (estrada) Capiba 15 - Correio Jaques Morelenbaum 16 - Porteira Antônio Pinto 17 - Milagres Autor desconhecido 18 - Toada e desafio (fotografia) Capiba 19 - Vem comigo Jaques Morelenbaum 20 - A carta de Dora Antônio Pinto 21 - Preciso me encontrar Candeia (canta Cartola)
Músicos Jaques Morelenbaum - Cello Antônio Pinto - Piano Edu Morelenbaum - Piano Marcos Suzano - Percussão Siba - Rabeca Luiz Brasil - Violão, Viola de 10 cordas e Bandolim
Orquestra Violinos - Giancarlo Pareschi, João daltro de almeida, Bernardo Bessler, Michel Bessler, José Alves da Silva, Walter Hack, Ricardo amado, Paschoal Perrotta Viola - marie Christine S. Bessler, Jesuína Passaroto Cello - Marcio Mallard, Jorge Ranevsky Contra-Baixo - Denner campolina Regência, Orquestração e Arranjos - Jaques Morelenbaum e Antônio Pinto
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Assisti esse filme em 1998 e recentemente foi reapresentado na TV, na madrugada do dia 25 de dezembro. A família empanturrada da ceia de natal, já dormindo e eu ali vendo esse filme novamente...
Sei que é um filme meloso para muitos e chocante para outros, mas não vou entrar no mérito. Aqui o que me importa é minha experiência pessoal com o filme e sua trilha sonora. Só sei que depois de ver esse filme eu sempre choro (acreditem traças uma vez ou outra também choram). Na primeira vez foram 15 minutos de choro sem controle ao lado da sala de cinema!
A esperança do garoto em encontrar o pai, a comunicação falha pelas cartas e pelo analfabetismo, fizeram-me recordar dos longos períodos longe de meu falecido pai, que na época, escrevia cartas a mim, o primogênito, delegando responsabilidades e alimentando a esperança na base do "volto já".
As músicas da trilha mantêm o espírito da coisa, esperança, desespero, humanização e desumanização, são palavras que permeiam as melodias deixando-nos nostálgicos e com saudades da inocência que pegara o trem e jamais voltou.
01 - Viva meu boi José M. Giroldo - César Vieira 02 - Pout-pourri do bumba José M. Giroldo - César Vieira 03 - Frevo do Caboclo do Arco José M. Giroldo - César Vieira 04 - Testamento do boi José M. Giroldo - César Vieira 05 - Bumba, meu queixada José M. Giroldo - César Vieira 06 - Hino do Teatro União e Olho Vivo José M. Giroldo - César Vieira 07 - Parque Arco-Íris José M. Giroldo - César Vieira 08 - Ói, Mané José M. Giroldo - César Vieira 09 - Império de Belomonte V. Bortoluci Jr. - César Vieira 10 - Çai çai açaiê C. Castilho - César Vieira 11 - Em busca de uma nova flor (Gaivotas) M. Porcel - I. Garcia (Vs.: Gilberto Karam)
Participação especial Adauto Santos - Viola Marcus Vinícius - Caixa de ferro Coro de Meninos do Ginásio Equipe
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O disco postado é um registro das experiências do Grupo União e Olho Vivo, que completará no próximo dia 27 de fevereiro quarenta e dois anos de existência e é um dos mais antigos e ativos na execução de uma arte identificada com os trabalhadores. Suas encenações, no Brasil e mundo a fora, têm sempre como estrutura a arte popular brasileira: o carnaval, o bumba-meu-boi, o circo, o futebol, a literatura de cordel.
Nascido a partir do movimento estudantil no final dos anos sessenta com estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), tendo montado "O Evangelho SegundoZebedeu", musical de César Vieira dirigido por Silnei Siqueira, em 1970 funde-se com o Grupo Casarão para a montagem em 1973 de "Rei Momo", espetáculo concebido para ser um desfile de escola de samba. É nessa época que se assume o nome União e Olho Vivo.
Suas criações são coletivas e, desde sempre, trazem a preocupação com questões políticas e sociais, amparando-se na história das lutas do povo trabalhador no Brasil contra seus opressores. Independente em suas produções, o Teatro União e Olho Vivo tem como princípio a incursão nas periferias da grande São Paulo, levando seus espetáculos à massa de trabalhadores que estão impedidos de consumir esse bem cultural, o grupo transcende a produção teatral convencional, que se restringe ao circuito das salas comerciais.
A maior parte do repertório desse LP, editado pela Discos Marcus Pereira, reproduz a trilha sonora do espetáculo "Bumba, meu queixada", levado aos palcos, praças, campos de futebol de várzea, ou seja, ao público em 1978. O texto foi organizado por César Vieira, baseada no folguedo boi-bumbá. A trama parte do histórico movimento grevista realizado em 1958 na Fábrica de Cimento de Perus, bairro de São Paulo, para tratar dos instrumentos de defesa dos direitos cunhados pelos trabalhadores, como a organização sindical e a própria greve.
01 - You're Gonna Miss Me The Thirteenth Floor Elevators 02 - Everybody's Gonna Be Happy The Kinks 03 - I'm Wrong About Everything John Wesley Harding 04 - Oh! Sweet Nuthin The Velvet Underground 05 - Always See Your Face Love 06 - Most Of The Time Bob Dylan 07 - Fallen For You Sheila Nicholls 08 - Dry The Rain The Beta Band 09 - ShipbuildingElvis Costello & The Attractions 10 - Cold Blooded Old Times Smog 11 - Let's Get It On Jack Black 12 - Lo Boob Oscillator Stereolab 13 - Inside Game Royal Trux 14 - Who Loves The Sun The Velvet Underground 15 - I Believe (When I Fall In Love It Will Be Forever) Stevie Wonder
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A sinopse do filme é mais ou menos essa: "Rob Gordon (John Cusack) é o dono de uma loja de música à beira da falência, que apenas vende discos em vinil. Azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música pop, os caminhos da vida terminam por levá-lo a analisar suas escolhas e prioridades, fazendo com que alcance a maioridade."Fonte O filme é bacana e a trilha também.