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terça-feira, 25 de março de 2025

2 Ihu Kewere: Rezar - 1997 - Marlui Miranda

 
1 - Canto de entrada
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
2 - Kyrie
Marlui Miranda - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi)
3 - Glória
Índios Tupari de Rondônia - Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto)
4 - Aleluia: aclamação ao Evangelho
Marlui Miranda - Padre José de Anchieta (texto)
5 - Credo
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Urubu-Kaapor
6 . Ofertório
Marlui Miranda (adaptação) - Índios Aruá - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi)
7 - Pai Nosso
Marlui Miranda
8 - Agnus Dei
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
9 - Comunhão
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Urubu-Kaapor
10 - Ação de Graças
Marlui Miranda (adaptação) - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi) - Índios Urubu-Kaapor
11 - Canto Final
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
 
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Quinto álbum da carreira de Marlui Miranda, estabelece um diálogo entre a fé católica e os cantos solenes de diversos povos indígenas. Tendo a participação da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e arranjos de Marlui Miranda, Nelson Ayres, Mateus Hélio e Ruriá Duprat, é um registro extraordinário. 
 
Segue o texto de Marlui para o encarte:
 
"Agnus Dei

Muitas missas étnicas foram compostas, tais como a "Missa Creolla", a "Missa da Terra Sem Males", Yoruba". A Kewere assume os ingredientes culturais dos índios amazônicos brasileiros, distantes de uma tradição musical erudita.

Como pensar numa obra sobre a música indígena e não revisitar a história? 2ihu Kewere: Rezar faz uma abordagem diferente do trabalho anterior, "Ihu. Todos os Sons", que foi uma compilação musical com o objetivo de apresentar diversidade. Ao imaginar Kewere me perguntei: o que poderia soar como um Kyrie indígena? um Glória? um Agnus Dei? um Introito? um Aleluia? Pensei na difícil situação com que se defrontaram os Jesuítas do século XVI pra traduzir os conceitos cristãos para o campo do sagrado indígena. Imaginei-me, entretanto, operando uma catequese sonora ao inverso, obrigando-me a achar onde um Kyrie, um Gloria, um Introito, e assim por diante, poderiam encontrar abrigo no repertório musical indígena selecionado.

Em Kewere, a ideia central é a contraposição de crenças: de um lado, cantos de pajés; de outro, versos cristãos de José de Anchieta e textos da liturgia acomodados dentro da mesma trama composicional. Os cantos indígenas selecionados são de natureza solene, lírica, portanto dignificam e são adequados para serem interpretados por orquestra sinfônica e grande coro sinfônico. Assim, a escolha desta formação pareceu-me pertinente à ideia da catequese, da conversão dos índios a uma religião europeia. A língua tupi ancestral unifica a composição como um todo.

Ao mesmo tempo que o "oratório" nos distancia das origens deles, nos aproxima porque uma parte da interpretação vocal é feita de maneira étnica, evocando personagens indígenas, vozes esquecidas no passado da catequese. Assim, no Kyrie, a índia canta à sua maneira, misturando duas crenças: "Kyrie Eleyson... Tupã oré r-ausubar iepé... Tupã Eleyson...", enquanto, paralelamente, acontece um canto "gregoriano" e um canto de "nominação", este último explicado como uma espécie de "batismo", inspirado na tradição indígena.

Kewere é uma composição de equilíbrio delicado, em que procurei adequar o sentido poético dos Aruá, dos Tupari, dos Urubu-Kaapor. Estes cantos são tão leves e frágeis quanto os espíritos que os trouxeram através do mundo dos sonhos. É nesta estrutura leve que pousam os versos de José de Anchieta.

Marlui Miranda
São Paulo, julho de 1997."
 
O Homem Traça diz: ROAM!
 


Glória

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Donzela Guerreira - 2010 - Anima

 

1 - Visão
Fragmentos da cantiga cipó Kaxinawá
2 - O Frondens Virga
Hildegard Von Bingen
3 - Alvoradinha
Caixeiras do Divino Espírito Santo
4 - Rosas das Rosas
Dom Afonso X
5 - Nossa Senhora da Guia
Caixeiras do Divino Espírito Santo
6 - Ave Maria - Tupá Cy
Hildegard Von Bingen
7 - Corra sangue pela terra
Congada de São Sebastião
8 - Romance da Donzela Guerreira
romance - tradição oral brasileira
9 - Arvoredos
Coco -  tradição oral brasileira
10 - Lai - Fogo
Gautier de Coincy
11 -  Ñaumu
Fragmentos e improvisação sobre texto Yanomami
12 - Estampie Belicha
Anônimo, séc. XIV
13 - Aboio de Arribada
aboio - tradição oral brasileira
14 - Calanguinho
José Eduardo Gramani
15 - Mandado de Rainha Ginga
Congos de São Gonçalo do Amarante
16 - Rainha Ginga
Congos de São Gonçalo do Amarante
17 - La Guerriera
Tradição oral italiana
18 - Donzela que vai para a guerra
romance - tradição oral brasileira
19 - Eremona
Fragmentos de canto ritual Bep, Mebengokrê
20 - Mandad'ei comigo
Martin Codax
Martin Codax, séc. XIII
 
Músicos
Gisela Nogueira - Luiz Fiaminghi - Silvia Ricardino - Paulo Dias - Valeria Bittar - Marília Vargas - Marlui Miranda

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O grupo Anima (musica mundana humana et instrumentalis) inicia as suas atividades em 1991, tendo por base a música de câmara e a formação do imaginário musical brasileiro. O repertório reflete o trabalho de pesquisa musicológica, histórica e etnomusicológica, que se expressa na elaboração de arranjos, composições e espetáculos belíssimos.

O álbum dessa postagem é o primeiro da trilogia Imaginário Sonoro Brasileiro, juntamente com Encantaria e Mar Interior. A convergências entre a música popular tradicional e ancestral com a música medieval é surpreendente com os climas criados.

O Homem traça diz: ROAM!

Arvoredos

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Carmo - 1977 - Egberto Gismonti

 

1 - Baião Malandro 
Egberto Gismonti
2 - Café 
Egberto Gismonti
3 - Educação Sentimental 
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
Participação: Wanderléa
4 - Apesar de Tudo 
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
Participação: Joyce Moreno
5 - Bodas de Prata  
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
6 - Raga 
Egberto Gismonti
7 - Feliz Ano Novo
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
8 - Calypso 
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
Participação: Marlui Miranda
9 - As Primaveras 
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
10 - Cristiana
Egberto Gismonti
Participação: Christiane Legrand
11 - Carmo 
Egberto Gismonti - Geraldo Carneiro
Hino do Carmo 
Edgar Gismonti
Ruth 
Antônio Gismonti
 
Participações espaciais
Wanderleia - Joyce - Marlui Miranda - Christiane Legrand
 
Músicos
Egberto Gismonti - Valdecir - Luiz Alves - Mauro Senise - Robertinho Silva - Ubiratan - Neném - Gaya - Pareshi - Vidal - Daltro - José Alves - Walter Hack - Carlos Eduardo - Paschal Perrotta - Marcello - Aizik - André Guettá - Nathércia - Persani

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Este é o 12º LP do Egberto Gismonti, trazendo-o ainda cantante com letras de Geraldo Carneiro e com participações de vozes femininas. Destaque-se a participação curiosa de Wanderleia, para quem a tem restrita ao repertório da Jovem Guarda. Embora o repertório seja primoroso, penso que as faixas instrumentais e os arranjos se destacam.

O Homem Traça diz: ROAM!


Baião Malandro


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Mundo - 1986 - Rodolfo Stroeter



1 - No céu com Noel
Stroeter
2 - Poeira Morena
Stroeter - Nelson Ayres
3 - Hino
Stroeter
4 - Tina e Diego
Stroeter
5 - Pessoa
Stroeter - Nelson Ayres
6 - Mundo
Stroeter - Vicente Salvia
7 - Pérola
Stroeter
8 - Conforme o dia
Stroeter
9 - Repentista
Zeca Assumpção

Participação Especial
Marlui Miranda - Joyce

Músicos
Lelo Nazário - Nelson Ayres - Paulo Bellinati - Vicente Salvia - Azael Rodrigues - Zeca Assumpção - Roberto Sion - Alejandro De Leon Laurnaga - Antônio Felix Ferrer - Audino Eliseo Nunes Aparício - Caetano Domingos Finelli - Elias Slon - German Wajnrot - Jorge Gisbert Izquerdo - Maria Luiza Brandão - Maria Vishnia Bouvet - Paulo Taccetti - Zigmunt Kubala -Sérgio Borgani - Teco Cardoso - Mauro Rodrigues - Toninho Carrasqueira - Gilson Barbosa Ferreira - Felix Wagner - Bob Wyatt - Michel Verebes - Walmir de Almeida Gil - Salvador Mazano - Luiz Augusto Pereira - Daniel Havens - Mário Sérgio Rocha

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Rodolfo Stroeter é paulistano, nascido em 1958. Iniciou sua carreira musical em 1979, integrando o grupo Divina Increnca. Concomitantemente, integrou o grupo Pau Brasil. Em 1982, passou a integrar o Grupo Um. O LP "Mundo" é o seu primeiro trabalho solo com composições próprias. Como instrumentista, Stroeter tocou com artistas como Milton Nascimento, Joyce, Edu Lobo, Chico Buarque, Wagner Tiso, Gilberto Gil, Marlui Miranda e Antônio Madureira, entre outros. Em suma, Stroeter faz parte da constelação de instrumentistas, arranjadores e compositores que fazem a música brasileira brilhar.

O Homem Traça diz: ROAM!

Poeira Morena

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Ihu-Todos os Sons - 1995 - Marlui Miranda


01 - Tchori Tchori
Índios Jaboti de Rondônia
02 - Pamé Däworo 
Índios Jaboti de Rondônia
03 - Tche Nane 
Índios Jaboti de Rondônia
04 - Ñaumu 
Índios Yanomami de Roraima
05 - Awina-Ijain Je E'
Índios Pakaa Nova de Rondônia
06 - Araruna 
Índios Parakanã do Pará
07 - Mena Barsáa - Baya Barsáa 
Índios Tukano do Amazonas
08 - Bep 
Índios Kayapó do Pará
09 - Festa Da Flauta 
Índios Nambikwara do Guaporé/MT
10 - Yny Maj Hyrynh - A Você Eu Canto
Índios Karitiana de Rondônia/José Pereira Karitiana
11 - Hirigo 
Índios Tupari de Rondônia
12 - Wine Merewá 
Índios Suruí de Rondônia
13 - Mekô Merewá 
Índios Suruí de Rondônia
14 - Ju Parana
Índios Juruna do Mato Grosso do Norte
15 - Kworo Kango 
Índios Kayapó do Pará
16 - Mito - Metumji Iarén 
Índios Suyá do Mato Grosso do Norte
17 - 15 Variações De Hai Nai Hai 
Índios Nambikwara do Guaporé/MT


Músicos
Artur Andrés Ribeiro - Décio de Souza Ramos Filho - Rodolfo Stroeter - Paulo Sérgio dos Santos - Bugge Wesseltoft - Caíto Marcondes - Paolo Vinaccia - Teco Cardoso

Participação Especial
Gilberto Gil - Grupo Uakti - Grupo Beijo

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Nesse CD, que também teve uma versão em livro, Marlui Miranda apresentou sons de 11 tribos, foi o primeiro mapeamento da música indígena brasileira. Resultado de 17 anos de pesquisa, girando por 50 nações indígenas da Amazônia, o livro e o CD "Ihu" (palavra que significa "todos os sons" na língua dos camaiurás), nas palavras de Marlui, "promove uma transferência cultural, pela primeira vez, a arte sonora do índio pode ser executada quase que literalmente por músicos urbanos ocidentais." Nem um indígena participou das sessões de gravação, embora se perfilem amostras gravadas durante a pesquisa. As músicas foram transcritas em partitura por Marlui segundo a notação clássica. "Ihu" teve uma tiragem inicial de 2.000 CDs. 

Esse traça que vos escreve esteve nos shows da época, inclusive o CD foi adquirido naquela oportunidade. Infelizmente, é um daqueles empréstimos que nunca mais voltaram às nossas prateleiras.

O Homem Traça diz: ROAM!



Araruna 

domingo, 11 de março de 2018

Olho D'água - 1979 - Marlui Miranda

Postagem original: 01/03/2008


01 - Vinho do Porto
Ana Maria Bahiana - Marlui Miranda
02 - No Pilar
Jararaca
03 - Pitanga
Capinan - Marlui Miranda
04 - Estrela do Indaiá
Xico Chaves - Marlui Miranda
05 - Olho d'água
Marlui Miranda
06 - Marimbondo
Xico Chaves - Marlui Miranda
07 - Grupo Krahó
Índios Krahó
08 - Acorda Maria Bonita
Volta Seca
09 - Herculano
Xico Chaves - Marlui Miranda
10 - Sodade meu bem, sodade
Zé do Norte
11 - Calypso
Geraldo Carneiro - Egberto Gismonti

Músicos
Grupo "Academia de Danças":
Zeca Assumpção, Zé Eduardo Nazário, Mauro Senise, Egberto Gismonti, Marlui Miranda

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"A família de Marlui Miranda sempre teve com a música uma relação de prazer. Sua mãe, sem nunca ter estudado ou mesmo tocado violão, foi quem afinou pela primeira vez o instrumento que Marlui havia ganho. Nesta época a família ainda morava em Fortaleza, onde Marlui nasceu em 1949. Quando tinha 5 anos, mudaram-se para o Rio de Janeiro, a partir de onde o pai, engenheiro, resolveu encarar o desafio de ajudar a construir Brasília. Era 1959.

Marlui começou a estudar violão no ginásio, em meio à efervescência cultural. Já na faculdade de Arquitetura, ela começou a freqüentar as reuniões que traziam à Brasília nomes como
Jacob do Bandolim e Victor Assis Brasil. A música instrumental despertou em Marlui o gosto pela composição. O canto ficou escondido pela timidez. Apesar disso, em 68 ela ganhou o 1º prêmio como intérprete e compositora no Festival Estudantil da Universidade de Brasília. Marlui deixou a universidade e foi para o Rio disposta a viver de música.

Começou a cantar com
Egberto Gismonti e através dele conheceu Taiguara, com quem viajou por todo Brasil fazendo shows como guitarrista do grupo que o acompanhava. Em meados de da década de 70 Marlui começou a estudar violão clássico com Jodacil Damasceno e Turíbio Santos. Passou a cantar e tocar violão com Jards Macalé e teve uma música sua, "Airecillos" , gravada por Ney Matogrosso no LP "Bandido".

Marlui também organizou, junto com o poeta
Xico Chaves, o projeto "Circuito Aberto de MPB", realizado no Teatro Gil Vicente, Rio de Janeiro, e reunia novos artistas que tentavam vencer aqueles tempos difíceis de sufoco e censura dos anos 70. Depois de muitos shows como este, surgiu uma grande oportunidade: Marlui foi convidada pelo amigo Egberto a participar de seu grupo Academia de Danças. Foram mais de dois anos de excursões pelo Brasil, em apresentações onde Marlui cantava e tocava violão, percussão e cavaquinho.

Em 78 fez a sua primeira viagem a Rondônia e , em 79, lançou pela gravadora Continental seu primeiro LP, "
Olho D'água". Gravado e mixado em apenas uma semana, o LP foi saudado com grande entusiasmo pela crítica. O ano seguinte foi uma maratona de shows pelo Brasil e um desejo de se aprofundar no conhecimento da música indígena , uma necessidade de pesquisa e reflexão.

Em 81, em companhia de seu companheiro, o fotógrafo Marcos Santilli, Marlui
partiu para uma viagem de seis meses pelo rio Guaporé, Mamoré, Pacas Novas e tantos outros, todos em Rondônia, numa cuidadosa pesquisa e documentação de hábitos e músicas de índios e seringueiros, estabelecendo uma relação de objetividade com a natureza do lugar. Observando a relação do homem com aquele meio, Marlui aprendeu na prática a relacionar os fenômenos locais como parte de um todo e passou também a sentir necessidade de preservar o repertório musical daquele povo.

De volta a São Paulo, onde já vivia desde 78, Marlui preparou, gravou e finalmente lançou em 83 o segundo LP "
Revivência". Já em esquema independente, contando com sua própria produtora, "Memória Discos e Edições", "Revivência" foi o primeiro resultado deste contato de Marlui com um Brasil geralmente esquecido e entregue à própria sorte. O segundo resultado das andanças de Marlui e Marcos Santilli foi a produção do LP " Paiter Merewá", com músicas feitas e cantadas pelos índios Suruís, de Rondônia. Esse Lp foi lançado em 85 e antes disso Marlui esteve envolvida na composição das trilhas sonoras dos filmes "Jarí" de Jorge Bodanszki e "Povo da Lua, Povo de Sangue", de Cláudio Andujar.

No final de 85 Marlui entrou em estúdio para gravar "
Rio Acima ", LP que traz canções que nos remetem mais uma vez a um vasto e desconhecido país chamado Brasil. Marlui ganhou uma bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para continuar a desenvolver seu projeto de recriação da música indígena da Amazônia Brasileira. Antes de ser um compromisso de trabalho, trata-se da certeza de um prolongamento de prazer e alegria. Afinal, o único compromisso da música de Marlui Miranda é com a qualidade." Márcio Gaspar (trechos do encarte do disco "Rio Acima" de Marlui Miranda)

O Homem Traça diz: ROAM!



Pitanga

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rio Acima - 1986 - Marlui Miranda



01 - Na asa do vento 
João do Vale - Luís Vieira
02 - Tininim 
Marlui Miranda - Ziraldo Alves Pinto
03 - Morena bonita 
Folclore de Rondônia
04 - Volto pra curtir 
Jards Macalé - Waly Salomão
05 - Lavadeira 
Marlui Miranda - Xico Chaves
06 - Na zagaia 
Marlui Miranda
07 - Do pilá 
Jararaca
08 - Neliandra 
Marlui Miranda
09 - No tempo do espicho 
Marlui Miranda

Músicos
Marlui Miranda - Caíto Marcondes - Sílvio Mazzuca - Sévulo Augusto - Ulisses Rocha - Gil Reyes - José Vicente Ribeiro Xem - Roardo Bernardo - Gerson Frutuoso - João Cuca

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Último disco de canções de Marlui, antes de mergulhar em sua prodigiosa pesquisa sobre a música dos povos originários. Das nove faixas, cinco são e autoria da Marlui.

O Homem Traça diz: ROAM!



Do pilá 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Revivência - 1983 - Marlui Miranda

Postagem original: 01/03/2008



01 - Galopera
Ocampo - Zayzas
02 -
Menino da Porteira
Ted Vieira - Luizinho
03 -
Mata
Marlui Miranda - M. Santilli
04 -
Canção Suruí
Índios Suruí - Rondônia
05 -
Timon
Clodô - Climério
06 -
Imagens
Marlui Miranda - Otávio Afonso
07 -
O dois de junho
Manoel Germano
08 -
Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Folclore
09 -
Rio Araguaia
Marlui Miranda - Ana Maria miranda
10 -
Repente Camaleão
Marlui Miranda - Chico Chaves


Músicos
André Geraissati - Antonio Lauro del Claro - Duda Neves - Marlui Miranda - Nelson Ayres
Nico Assumpção - Oscar Safuán - Roberto Sion - Rui Saleme - Silvano Michelino


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Segue a postagem com arquivos de melhor qualidade que o anterior. Abaixo está parte do depoimento da Marlui sobre o seu trabalho. Nesse trecho algumas curiosidades sobre a Canção Suruí (gravada nesse disco) e a sua pesquisa. 





O Homem Traça diz: ROAM!



Mata

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Gereba Convida - 1993

Postagem original: 19/12/2007
 

1 - Telma
(Gereba) 
Jota Gê
2 - Cinema de caixa de papelão
(Gereba - Pingo de Fortaleza - Nelson Augusto - Guaracy Rodrigues)
Ná Ozzetti
3 - Falsa 
(Gereba - Guca Domênico)
Alzira Espíndola 
4 - As horas mortas 
(Gereba - Tuzé Abreu)
Suzana Bello
5 - Três por acaso
(Gereba - Capinan)
Tetê Espíndola
6 - Meu segredo 
(Gereba - Abel Silva)
Bernadete França 
7 - La nave va 
(Gereba - Capinan)
Neuza Pinheiro 
8 - Pagar pra ver
(Gereba - Renato Teixeira) 
Mirian Mirah 
9 - Tom Brilhante 
(Gereba - Tuzé Abreu)
Vânia Bastos 
10 - Adoração 
(Gereba - Salgado Maranhão - Carlos Pita) 
Roze 
11 - Valsa Derradeira
(Gereba - Capinan)
Cida Moreyra
12 - Duas Pedras
(Gereba - João Bá)
Marlui Miranda
13 - Libido
(Gereba - Capina) 
Cássia Eller
14 - Vida Modesta
(Gereba - Capinan)
Virgínia Rosa 
15 - No pé da escada 
(Gereba - Patinhas)
Gereba 
16 - Gamboa 
(Gereba)
Toninho Ferraguti

Músicos

Violão: Gereba
Acordeon: Toninho Ferragutti
Clarineta: Jota Gê
Vozes: Cássia Eller, Tetê Espíndola, Vânia Bastos, Cida Moreyra, Ná Ozzetti, Mirian Mirah, Virgínia Rosa, Bernadete França, Roze, Alzira Espíndola, Suzana Bello, Neuza Pinheiro, Marlui Miranda, Gereba.

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"O violão de Gereba tem uma das sonoridades mais raras e mais puras que conheço. É um violão feminino, terno, materno, matreiro, brasileiro. Surpreendente doçura dissonante. Capaz de encantar pessoas tão genialmente dessemelhantes como Smetak e Cartola. Ambos, para íntimo deleite e felicidade pessoal, por mim a ele apresentados. Os dois, com palavras diversa, disseram praticamente a mesma coisa: o violão e as canções de Gereba abraçam uma alma brasileira que cada vez mais se oculta, mas que jamais desaparecerá. Muito menos agora, quando, com a cumplicidade de algumas das mais lindas vozes femininas do Brasil, dão um suave abraço no eterno. Dilermando, Zé do Apolônio (nosso menestrel tucanense), Ermita, João Gilberto e as Smetakianas cabaças microtomizadas respingam timbres e achados luminosos. Fico feliz que nosso HAISAMBAKAINIANO "No pé da escada" tenha virado PAR LUI-MÊME. Isso me transporta para um velho casarão baiano, 23 anos atrás, onde esta canção nasceu e tudo parecia estar começando." J. Santana Filho (Patinhas)

"Como o meteoro Bendegó, o menestrel Gereba apareceu aqui no planeta Terra lá pelos confins do sertão da Bahia, onde o diabo perdeu as botas e Deus parou prá descansar no sétimo dia. Pois foi por lá, pagando promessa na escadaria do santuário de Monte Santo e escutando muito samba canção na difusora da praça principal da vila, que o violeiro tomou conhecimento de uma entidade íntima. Essa visita amiga à intimidade poética de Gereba é um passeio pela alma interiorana do Brasil, pela verdadeira natureza deste país." José Nêumanne Pinto, escritor e jornalista.

"Gereba, que bom ouvir você depois de tanto tempo. E ouvir de verdade, em tantas canções bonitas que você compôs, com boa doçura brasileira. Aplaudi, tocando a fita que recebi, jóias como "Três por Acaso" sua com Capinan, na voz de Tetê Espíndola, e "Adoração".
Mas a peça que mais me comoveu foi "Gamboa", de uma grande pureza musical. É composição bem sua e, me parece, em caminho novo ao mesmo tempo. Abraço do amigo Callado." Antônio Callado, escritor e jornalista.

As três citações acima fazem parte do "pobre encarte" deste CD, editado pela RGE, com uma produção gráfica muito rebaixada para os padrões de hoje. Mas não falta beleza às composições de Gereba e às participações especiais de tanta gente boa! A maioria das moças são ainda hoje desconhecidas do grande público brasileiro, com exceção da Cássia Eller. Essa, no entanto,
em 1993, ainda estava em seu segundo disco, era uma nobre desconhecida...

O Homem Traça diz: ROAM!



Libido