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sábado, 25 de abril de 2020

Com as Minhas Tamanquinhas - 1976 - José Afonso


01 - Os Fantoches de Kissinger 
02 - Teresa Torga 
03 - Os Índios da Meia-Praia 
04 - O Homem da Gaita 
05 - O Dia da Unidade 
06 - Com as Minhas Tamanquinhas 
07 - Chula da Póvoa 
08 - Como se faz um Canalha 
09 - Em Terras de Trás-os Montes
10 - Alípio de Freitas 


Músicos: 

Vitorino - Cecília Barreira - Fausto - Fernando Gonzalez - José Luis Iglésias - José Niza - Quim Barreiros - Luis Duarte - Michel Delaporte - Ramón Galarza

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José Afonso considerava esse LP o seu melhor disco. Gravado em 1976, testemunha as vivências ímpares do período imediato à Revolução dos Cravos. Todas as faixas são composições de José Afonso e são registros das lutas do povo trabalhador, os seus  impasses e acertos no período revolucionário, questões presentes ainda em nossos embates atuais. 

O Homem Traça diz: ROAM!

   

O Dia da Unidade 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

à queima roupa - 1974 - Sérgio Godinho


1 - Liberdade
2 - Cão raivoso
3 - A minha cachopa
4 - Assim como um postal para o Canadá
5 - Tem ratos
6 - O meu compadre
7 - Os pontos nos iis.
8 - De coração e raça
9 - Independência
10 - Etelvina
11 - O Grande Capital

Músicos
Sérgio Godinho - Bill Lockie - Dick Payne - Ron Zinco - Sheila Charlesworth - Paulo Godinho - Daniel Louis - Pedro Osório - José Machado - Jorge Constante Pereira

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Sérgio de Barros Godinho nasceu na cidade de Porto, em 1945. Conhecido como Sérgio Godinho, é poeta, compositor, intérprete e ator português. Seus LPs e composições do início dos anos de 1970 são parte da trilha sonora do movimento de resistência do povo português contra o fascismo. As canções desse LP fizeram parte das manifestações da vitoriosa Revolução dos Cravos, em abril de 1974.

Com letras contundentes sobre a situação política da época, as canções de Godinho estão situadas entre a música portuguesa e o folk. Inspiradoras, sobrevivem ao tempo, sobretudo diante do recrudescimento da luta de classes aqui mesmo no Brasil.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Liberdade

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Eu vou ser como a toupeira - 1972 - José Afonso


01 - A morte saiu a rua
José Afonso
02 - Fui a beira do mar
José Afonso
03 - Sete fadas me fadaram
José Afonso - Antônio Quadros
04 - Ó minha amora madura
Popular - Arranjo de José Afonso
05 - O avô cavernoso
José Afonso
06 - Ó Ti Alves
José Afonso
07 - No comboio descendente
José Afonso - Fernando Pessoa
08 - Eu vou ser como a toupeira
José Afonso
09 - É para a Urga
José Afonso
10 - Por trás daquela janela
José Afonso

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Nesse LP temos a canção "É para a Urga", composta para o espetáculo teatral "A exceção e a regra", peça de Bertolt Brecht, dirigida por Cardoso dos Santos. Segundo o encarte do CD, a faixa "A morte saiu a rua" teve problemas com a censura de Salazar e quase ficou fora do disco.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

A morte saiu a rua

Viva o poder popular - 1974 - José Afonso


01 - Viva o poder popular
02 - Foi na cidade do fado

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Compacto lançado em meio ao turbilhão da Revolução dos Cavos, quando o povo português se livrara da ditadura fascista de Antônio de Oliveira Salazar.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Viva o poder popular

Venham mais cinco - 1973 - José Afonso

Postagem original: 17/03/2008



01 - Rio largo de profundis
José Afonso

02 - Era um redondo vocábulo
José Afonso

03 - Nefretite não tinha papeira
José Afonso

04 - Adeus ó Serra da Lapa
José Afonso

05 - Venham mais cinco
José Afonso

06 - A formiga no carreiro
José Afonso

07 - Que amor não me engana
José Afonso

08 - Paz poeta e pombas
José Afonso

09 - Se voaras mais ao perto
José Afonso

10 - Gastão era perfeito
José Afonso


Músicos
Michel Cron - Alain Noel - André Garradot - Michel Bergés - Janine de Waleyne - Jean Claude Dubois - Jean Claude Naude - Michel Buzon - Michel Grenu - Marcel Perdignon - Michel Delaporte - José Mário Branco

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O Homem Traça diz: ROAM!

   

Paz, poeta e pombas

Cantigas do Maio - 1971 - José Afonso

Postagem original: 24/01/2008




01 - Senhor Arcanjo
José Afonso

02 -
Cantigas do maio
popular - José Afonso

03 -
Milho verde
popular/arr. José Mário Branco

04 -
Cantar Alentejano
José Afonso

05 -
Grândola, Vila Morena
José Afonso

06 -
Maio maduro maio
José Afonso

07 -
Mulher da erva
José Afonso

08 -
Ronda das mafarricas
António Quadros - José Afonso

09 -
Coro da primavera
José Afonso

Músicos
Carlos Correia (Bóris)
Michel Delaporte

Christian Padovan

Tony Branis

Jacques Granier

Francisco Fanhais

José Mário Branco

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No momento mágico da data comemorativa do aniversário da Megalópoli Megalomaníaca, as autoridades que teimam em usufruir de nossas riquezas contra o povo que trabalha a constrói, realizarão cerimônias para lembrar assassinos e escravocratas portugueses "valorosos". A destruição dos serviços públicos, a privatização da saúde e da educação para encher os bolsos de DEMoníacos e Tucanos será o mote dos sorrisos para as fotos nas festas de gala.

Sendo assim, vamos lembrar de um português que nadou contra a maré e que tem sua obra ligada à memória dos trabalhadores portugueses na luta contra o facismo, esse instrumento muito utilizado ainda hoje pelos detentores dos grandes meios de produção, nos quatro cantos do globo.

José Afonso, também conhecido como Zeca Afonso, nasceu em 2 de agosto de 1929 e faleceu em 1987. Começou a carreira musical em 1953 gravando em 78 rpm e encerrou sua carreira como um ícone da música portuguesa, sendo sua obra intimamente ligada a história do seu povo, seja pela qualidade poética e musical ou pela inspiração na luta contra o fascismo.
 

"O mais histórico e o mais referencial de todos os discos da música popular portuguesa. Gravado no Strawberry Studio, de Michel Magne, em Herouville (França), entre 11 de Outubro e 4 de Novembro de 1971, com arranjos e direcção musical a cargo de José Mário Branco, este disco assinala a primeira viragem de fundo na revolução musical iniciada por Zeca uma dúzia de anos antes. O tratamento instrumental de cada tema, a beleza poética e a subversão temática atingem, aqui um nível nunca anteriormente possível. E, uma vez mais, Zeca recusa a facilidade, incluindo canções onde o surreal é já assumido na sua totalidade (para desespero da direita e de uma certa esquerda, que insistia na necessidade de uma 'definição clara' de Zeca, à luz do 'socialismo científico') como Ronda das mafarricas ou Senhor arcanjo, a par de belíssimos temas de inspiração popular, como Maio, maduro Maio, A mulher da erva ou Cantigas do Maio e de óbvios cantos de resistência, como o Cantar alentejano, dedicado a Cataria Eufémia, camponesa assassinada pela GNR, ou Coro da Primavera. Gravado num tempo recorde e contando apenas com as participações de meia dúzia de músicos (Carios Correia, Michel Delaporte, Christian Padovan, Tony Branis, Jacques Granier e Francisco Fanhais, além de, naturalmente, José Mário Branco e Zeca), este disco seria considerado, em 1978, como o melhor de sempre da música popular portuguesa, numa votação organizada pelo Sete que contou com a participação de 25 críticos e jornalistas. Um tema, no entanto, bastaria para fazer de Cantigas do Maio um marco da história portuguesa: Grândola vila morena, escolhida em 1974 como senha para o arranque do Movimento dos Capitães, que em 25 de Abril derrubou a ditadura fascista." Viriato Teles - Fonte

Vamos torcer para que as canções de Zeca nos inspirem nas jornadas de luta que, certamente, virão neste ano e nos próximos!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Grândola, Vila Morena

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Oásis - 1986 - Rão Kyao



1 - Travessia
2 - Caminho de Yaman
3 - Voz de tejo
4 - Água de coco
5 - Sete cidades
6 - Dança da folia
7 - Raghunath
8 - Bagdad
Traditional 
9 - Oásis

Músicos:
Rão Kyao - Luís Pedro Fonseca - Carlos Araújo - Rui Júnior - António Chainho - Luís Pedro Fonseca - Aníbal Lima - Siegfried Sugg - José Maria Nóbrega - Dr. Quim M'Jojo - Guilherme Inês - Formiga

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João Maria Centeno Gorjão Jorge, nome original de Rão Kyao, nasceu em Lisboa, Portugal, em 1947. Iniciou a carreira como flautista e saxofonista aos 19 anos influenciado pelo Jazz. No final dos anos 1970 estudou a música oriental, sobretudo a indiana e norte da áfrica. Em 1977 participou como saxofonista do LP Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, do grupo de folk/prog Banda do Casaco editado em 1977. Oásis é uma tentativa de ligar a tradição portuguesa às experiências com a música indiana.

O Homem Traça diz: ROAM!

Travessia

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dos benefícios dum vendido no reino dos Bonifácios - 1975 - Banda do Casaco


1 - Aliciação - Espírito Imundo
2 - D'Alma Aviada
3 - A Ladaínha das Comadres
4 - A Cavalo Dado
5 - Henrique Ser Ou Não Enriquecer
6 - Bonifácios
7 - Lavados, Lavados Sim
8 - Cocktail Do Braço De Prata
9 - Na Boca Do Inferno
10 - Horas De Ponta e Mola
11 - Memorando - Sábado Sauna - Sábado Santo
12 - Opúsculo

Participação especial
Rão Kyao - Gabriela Schaaf - Judi Brennan


Músicos
António Pinho - Nuno Rodrigues - Carlos Zingaro - Judi Brennan - Celso de Carvalho - Helena Afonso - Luís Linhares - José Campos Sousa - Nelson Portelinha

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A Banda do Casaco nasceu após o fim do grupo Filarmónica Fraude, António Pinho (vocalista) e Luís Linhares (teclas) se juntaram a Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra, ex integrante do Música Novarum) e a Celso de Carvalho (violoncelo, contrabaixo ex-Plexus). Em 1973 iniciam a produção do seu primeiro álbum desse primeiro disco, apenas lançado em 1975. O nome do álbum assume um tom surrealista que acompanhará toda a obra do grupo.


As letras das faixas desse LP tentam adaptar o mito de Fausto, envolvidas por um estilo folk-prog, trazem o personagem central envolto num pacto com o diabo e seus dilemas. Antes de tudo, reina a ironia e a sátira, refletindo a realidade de Portugal, esgotada pelo fascismo e esperançosa com a Revolução dos Cravos.

O Homem Traça diz: ROAM!

Lavados, Lavados Sim