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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Lanny's Quartet & All Stars - 2013 - Lanny Gordin

1 - Riff 01
Lanny Gordin
2 - Tropicália
Caetano Veloso
3 - Pérola Negra
Luiz Melodia
4 - Back in Bahia
Gilberto Gil
5 - Mal secreto
Jards Macalé - Waly Salomão
6 - London, London
Caetano Veloso
7 - Someday my prince will come
Frank Churchill - Larry Morey
8 - Summertime
DuBose Heyward - George Gershwin
9 - Eu preciso aprender a ser só
Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle
10 - Burning of the midnight lamp
Jimi Hendrix
11 - Folha de papel
Lanny Gordin
12 - Free com Scandurra
Edgard Scandurra - Lanny Gordin
13 - Fly me to the moon
Bart Howard

Músicos
Lanny Gordin - Fernando Moura - Luiz Carlini - Frejat - Pepeu Gomes - Sérgio Dias - Edgard Scandurra - Ricardo Mosca - Ronaldo Diamante

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Alexander Gordin (1951-2023), notabilizado como Lanny Gordin, foi um dos guitarristas mais importantes da história da MPB. Iniciou a carreira profissional ainda menor de idade, tocou no Brazilian Octopus junto com Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte, em 1969. A lista de participação em LPs históricos é vasta, passando por obras de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jards Macalé, Gal Costa, Tim Maia, entre outros.
 
Lanny só começou a gravar discos solos em 2001. Aqui temos versões marcantes e ecléticas com a participação de outros notáveis guitarristas brasileiros em standarts, além de composições próprias.
 
Ouvi Lanny quase a vida toda em trabalhos alheios, que seriam outra coisa se ele não estivesse lá. Lembro de uma apresentação em um pequeno bar em Pinheiros, bairro da Zona Oeste paulistana, nos anos 2000. A minha experiência tete-à-tete com o Lanny foi assim: poucos presentes, mesas próximas, olhares e sorrisos generosos ao público e o seu jazz preciso e comovente no ar.

Lamento profundamente a partida dessa geração. 
 
O Homem Traça diz: ROAM!
 

Mal secreto

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Jards Macalé - 1972

Postagem original: 14/01/2013

1 - Farinha do desprezo
Capinan - Jards Macalé
2 - Vapor Barato - Revendo amigos
Jards Macalé - Waly Salomão
3 - Mal secreto
Jards Macalé - Waly Salomão
4 - 78 Rotações
Capinan - Jards Macalé
5 - Movimento dos barcos
Capinan - Jards Macalé
6 - Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata
Capinan - Jards Macalé
7 - Let's play that
Jards Macalé - Torquato Neto
8 -  Farrapo humano
Luiz Melodia
A morte
Gilberto Gil
9 - Hotel das estrelas
Duda - Jards Macalé
 
Bônus ao vivo
  10- Movimento dos barcos
Capinan - Jards Macalé
11 - Rua Real Grandeza
 Jards Macalé - Waly Salomão
12 - Anjo Exterminado
 Jards Macalé - Waly Salomão

Músicos
Jards Macalé - Lanny Gordin - Tutty Moreno

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Esse disco figura já há algum tempo entre os mais cultuados da Música Popular Brasileira, o LP de estreia de Jards -  após o compacto duplo Só Morto. Em suas dez faixas é unânime o êxito, fundindo o samba, o rock e o jazz. Isso não se dá à toa, Jards produzira discos lapidares como Transa, Gal Legal e Gal Fatal. E mesmo Lanny e Tutty já tinham experiência acumulada com o jazz e do samba-jazz, o que garantiu a boa química para todo o disco. Sim, esse é um LP para curtir de cabo a rabo!

Outro destaque são as letras feitas por nomes como Torquato, Capinan e Waly Salomão. Muito longe de libelos românticos, como já vi escrito por aí, suas metáforas retratam a tensão do momento histórico brasileiro. Em 1972, a ditadura estava no pico da repressão sob o Governo Médice. O aparato repressivo agia em grande escala, diversos militantes que combatiam a ditadura foram presos, torturados e mortos nesse período. Portanto, a imagem da mulher amada pode facilmente ser substituída pela figura da pátria dilacerada por botas, paus de arara, tanques e metralhadoras. Aliás, esse artifício metafórico foi usado por muitos outros músicos populares nesse mesmo ano, Sérgio Sampaio que o diga com seu bloco na rua.

Jards tomou partido, militara no Rio de Janeiro (tenho testemunho de um velho combatente que fez segurança pra esse moço numa atividade de colagem de cartazes contra o regime no fim dos anos 60). Outra prova dessa posição de combate foi a organização do Show em comemoração do aniversário da declaração dos direitos do Homem (1973), que veio ser registrado em disco só em 1979 (LP Banquete dos Mendigos) quando o regime começou o processo de "abertura".

O Homem Traça diz: ROAM!


Mal secreto


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Antes do fim - 2017 - Belchior


01 - Aurora - Belchior e Ednardo (Massafeira - 1980)
Belchior - Ednardo
02 - Pagando pra ver - Belchior e Nonato Luiz (Canções - 2002)
Nonato Luiz - Abel Silva
03 - Como nossos pais - Luli e Lucina (Elis e Elas - 1995)
Belchior
04 - Ellis - Belchior e Bené Fontelis (Benedito - 1983)
Bené Fontelis
05 - Aguapé - Belchior e Fagner (Soro - 1979)
Belchior
06 - A Palo Seco - Ednardo (O Romance do Pavão Misterioso - 1974)
Belchior
07 - Noves Fora - Emílio Santiago (Amigos e Canções - 1998)
Belchior - Fagner
08 - Espacial - Teti (Teti - 1979)
Belchior
09 - Velha roupa colorida - Elis Regina (Falso Brilhante - 1976)
Belchior
10 - Sensual - Ney Mato Grosso (Feitiço - 1978)
Belchior
11 - Senhoras do Amazonas - João Bosco e Sérgio Mendes (Brasileiro - 1998)
Belchior - João Bosco
12 - Bossa em palavrões - Belchior (Ednardo, Amelhinha & Belchior  - Pessoal do Ceará - 2002)
Belchior
13 - Mucuripe - Lanny Gordin e Fernanda Takay (Duos - 2002)
Belchior
14 - Antes Do Fim - Belchior (Alucinação - 1976)

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Soube do seu desaparecimento definitivo na manhã do dia 30 de abril de 2017. Aguardei o dia passar para ver se se confirmava, afinal não é fácil de acreditar, com tantos boatos acerca desse personagem recentemente "notabilizado também pelo sumiço". É incrível também como as suas canções, passadas mais de quatro décadas ainda são atuais. Sim, "há perigo na esquina". Sim, "desesperadamente eu grito em português". Sim, "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". Sim, "as lágrimas do jovem são fortes como um segredo: podem fazer renascer um mal antigo". Sim, "amar e mudar as coisas me interessa mais".

Aqui, reunimos algumas canções gravadas por grandes nomes e participações de Belchior em discos diversos, um humilde meio que encontramos de nos despedirmos sentados ao seu lado nesse banco para um papo solto.

Com a aorta rompida em 29 de abril, após a grande greve geral de 2017, Belchior deixou o seu legado de poesia e música para os corações que ficam seguirem firmes na luta. Grato por tudo, companheiro!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Aguapé