Cida Moreira - Gil Reyes - Paulo Belinatti - Geraldo Vieira - Duda Neves - Arrigo Barnabé - Akira Terezaki - Glauco M. Imasato - Gilberto Massambani - Iraí de Paula Souza - Alexandre Ramirez - Altamira T. B. Salinas - Eugênio Sabatini - Helena A. Imasato - Leia K. Sadi - Mário L. Peotta - Paulo - R. Vieira - Ruy S. G. Salles - Toninho Carrasqueira - Xen - Bozo Barretti - Ulisses Rocha - Alaor - Fábio Oriente - Mané dos Santos - Teco Cardoso - Juninho - Wagner Polisthuk - Maurício Roberto - Vinicius Dorim - Sérvulo Augusto - José Miguel Wisnik - Roberto Sion - Tico Delisa
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Segundo LP da Cida Moreyra, tem em seu repertório a continuidade da verve experimental e teatral trazida com a Vanguarda Paulista, ao mesmo tempo em que dialoga com clássicos da canção popular brasileira.
Esse é o disco de estreia do Carlos Careqa. Experimentalista, cheio de letras e arranjos satíricos, propõe boas reflexões sobre a vida consumista, a sexualidade e as relações afetivas. A canção "Acho", a mais lírica desse repertório, tocou bastante nas rádios.
1 - Moritat (Die Moritat von Mackie Messer) Bertolt Brecht - Kurt Weill 2 - Alabama-song Weill - Brecht 3 - Jenny dos Piratas ou sonhos de uma camareira (Die seeräuber-Jenny) Weill - Brecht - Vs: Cacá Rosset-Luiz Galizia 4 - Moritat 5 - Balada do soldado morto (Legende vom toten soldaten) Kurt Schwaen - Bertolt Brecht - Vs: Cacá Rosset 6 - Moritat 7 - Canção do vendedor de vinho (Das lied von branntweinhändler) Weill - Brecht - Vs: Cacá Rosset 8 - Surabaya Johnny (Das lied vom surabaya - Johnny) Weill - Brecht - Vs: Duda Neves-Silvia Vergueiro 9 - Moritat 10 - Benares-song Weill - Brecht 11 - Havana-Lied Weill - Brecht - Vs: Cacá Rosset 12 - Moritat 13 - Canção de Salomão (Salomo-Song) Weill - Brecht - Vs: Cacá Rosset-Luiz Galizia 14 - Bilbao song (Das lied von Bilbao song) Weill - Brecht - Vs: Cacá Rosset 15 - Balada dos piratas (Ballade von den seeräubern) Kurt Schwaen - Bertolt Brecht- Vs: Juarez Porto 16 - Moritat 17 - Em um berço tão dourado Weill - Brecht - Vs: Cacá Rosset-Luiz Galizia 18 - Moritat
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Eu tinha essas gravações em arquivos extraídos precariamente de um LP há quase dez anos. Recentemente, uma amiga distante me pediu pra ouvir LP's antigos da Cida, pois teria um trabalho a fazer.Essa foi a deixa pra postar a Cida cantoratriz!
Soube que em breve sairá uma caixa com suas principais produções, tomara que seja verdade!
"Cantora e pianista paulista, Cida Moreyra começou sua carreira na década de 70, trabalhando em teatro e musicais. O primeiro disco, "Summertime", independente e ao vivo, foi lançado em 1981 com clássicos do blues e do jazz norte-americano, além da versão censurada de "Geni", de Chico Buarque. Desde então gravou outros LPs e CDs, alguns dedicados a compositores, como "Cida Moreyra Interpreta Brecht" e "Cida Canta Chico". Fonte
"O violão de Gereba tem uma das sonoridades mais raras e mais puras que conheço. É um violão feminino, terno, materno, matreiro, brasileiro. Surpreendente doçura dissonante. Capaz de encantar pessoas tão genialmente dessemelhantes como Smetak e Cartola. Ambos, para íntimo deleite e felicidade pessoal, por mim a ele apresentados. Os dois, com palavras diversa, disseram praticamente a mesma coisa: o violão e as canções de Gereba abraçam uma alma brasileira que cada vez mais se oculta, mas que jamais desaparecerá. Muito menos agora, quando, com a cumplicidade de algumas das mais lindas vozes femininas do Brasil, dão um suave abraço no eterno. Dilermando, Zé do Apolônio (nosso menestrel tucanense), Ermita, João Gilberto e as Smetakianas cabaças microtomizadas respingam timbres e achados luminosos. Fico feliz que nosso HAISAMBAKAINIANO "No pé da escada" tenha virado PAR LUI-MÊME. Isso me transporta para um velho casarão baiano, 23 anos atrás, onde esta canção nasceu e tudo parecia estar começando." J. Santana Filho (Patinhas)
"Como o meteoro Bendegó, o menestrel Gereba apareceu aqui no planeta Terra lá pelos confins do sertão da Bahia, onde o diabo perdeu as botas e Deus parou prá descansar no sétimo dia. Pois foi por lá, pagando promessa na escadaria do santuário de Monte Santo e escutando muito samba canção na difusora da praça principal da vila, que o violeiro tomou conhecimento de uma entidade íntima. Essa visita amiga à intimidade poética de Gereba é um passeio pela alma interiorana do Brasil, pela verdadeira natureza deste país." José Nêumanne Pinto, escritor e jornalista.
"Gereba, que bom ouvir você depois de tanto tempo. E ouvir de verdade, em tantas canções bonitas que você compôs, com boa doçura brasileira. Aplaudi, tocando a fita que recebi, jóias como "Três por Acaso" sua com Capinan, na voz de Tetê Espíndola, e "Adoração". Mas a peça que mais me comoveu foi "Gamboa", de uma grande pureza musical. É composição bem sua e, me parece, em caminho novo ao mesmo tempo. Abraço do amigo Callado." Antônio Callado, escritor e jornalista.
As três citações acima fazem parte do "pobre encarte" deste CD, editado pela RGE, com uma produção gráfica muito rebaixada para os padrões de hoje. Mas não falta beleza às composições de Gereba e às participações especiais de tanta gente boa! A maioria das moças são ainda hoje desconhecidas do grande público brasileiro, com exceção da Cássia Eller. Essa, no entanto, em 1993, ainda estava em seu segundo disco, era uma nobre desconhecida...